NA MESMA RUA
(mmm/7-11-09)
É HÁBITO DIZER-SE QUE TODOS OS CAMINHOS LEVAM A ROMA MAS NÃO É VERDADE. POR EXEMPLO: ESTE CAMINHO POR ONDE VIZELA VAI NÃO LEVA A LADO NENHUM.
1 – Um inglês perguntou a um alentejano:
- Então diz-me o senhor que este campo enorme não dá nada…
- Não senhor doutor. Isto aqui não dá nada.
- Mas a terra parece-me boa. Tem a certeza que isto não dá milho, batata, centeio, hortaliça, vinho, etc.????
- Não senhor doutor. Aqui não dá nada.
- E se semear e plantar?
- Sim. Se plantar e semear dá de certeza.
Esta anedota com barbas vem ao encontro do encerramento do Hotel Sul Americano cujas repercussões tendem a ser muito mais graves do que aquilo que actualmente aparenta.
Interrogar-se-ão as pessoas: «VIZELA, QUE JÁ TEVE ONZE HÓTEIS AGORA NÃO TEM NENHUM? NEM UM HOTEL DE RETAGUARDA?»
Pois: aqui não dá nada como dizia o alentejano ao inglês.
O encerramento do Hotel Sul Americano que vai acontecer lá para 1 de Dezembro é algo que faz desta Vizela termal uma cidade mais pobre turisticamente. O que pensará disto a TUREL que ainda há poucos anos veio assinar, pela mão do cónego Melo, um acordo com a Câmara a propósito duma aposta no Turismo religioso sendo este Concelho, onde nasceu S. Gonçalo de Amarante, com um dos mais belos Santuários do País (S. Bento das Peras) e outros espaços de índole turístico, religioso ou não, um atractivo por excelência?
Este tiro no pé representa mais do que o empate de quinta-feira que mandou o Paulo Bento para casa: é uma derrota enorme. Só que em determinadas empresas, por muitas que sejam as derrotas, nunca hão culpados, não há chicotadas psicológicas fica tudo como dantes. E lá se vai andando de derrota em derrota até à derrota final.
Infelizmente (para Vizela) o Hotel Sul Americano é o único deste Concelho. Não tem concorrência. A maioria das pessoas não gosta de concorrência, no entanto ela por vezes é muito mais profícua do que negativista.
Há dois tipos de situações que fazem resultar as empresas (sejam elas quais forem), as autarquias, etc.: uma é o dinamismo de quem as dirige, pessoas com olhos postos no futuro sempre dispostas a andar para a frente e que resulta no progresso: outra é a inércia de quem não as deixa sair do sítio (calçando socos toda a vida) ou levando-as por um caminho que não as leva a lado nenhum, acabando por cair no insucesso.
Já fui administrador duma empresa cujo património que me passaram para a mão era nada. Abaixo de nada. Narraram-me um milhão de dificuldades para me justificarem que tinha de ser assim. Alguns até viam mérito em terem trabalhado naquela estagnação. Comprei tudo sem dinheiro. Esse vinha aos bocadinhos e pagava depois. Porque numa economia, seja ela qual for, mais importante do que ter dinheiro é ter crédito. Sendo-se sério tudo se consegue.
Em pouco tempo tinha condições de trabalho e por aí surgiram de imediato outros vizelenses a quererem colaborar (“Vizela é generosa quanto baste” – já dizia o falecido Cónego Albano) oferecendo diverso material indispensável à tarefa que tínhamos de cumprir.
Essa era a rosa-dos-ventos dos arrojados navegadores marinheiros que se fizeram em naus ao mar à descoberta de novos mundos. Não tinham praticamente nada e iam à procura de tudo. Mas lá veio alguém atrás deles a dar de mão beijada o que os aventureiros marinheiros descobriram, mas isso são contas de outro rosário.
Conheço e conheci, de facto, dois tipos de pessoas: as empreendedoras, aquelas que vão à luta sem nada na mão e arrojadamente fazem tudo para criar condições materiais e promocionais nas empresas ou nas instituições que dirigem (e Vizela tem bons exemplos) e as outras que se remetem ao fatalismo.
Dá-me a entender que é isso que se passa com as Termas de Vizela e por arrasto com o Hotel Sul Americano. De um lado pessoas que acreditam e apostam tudo e do outro que se resigne à sua própria inércia.
De um lado da mesma rua Dr. Abilio Torres um milionário a fechar o Hotel Sul-americano; em frente a ele outro milionário a reergueri das cinzas o Café Casino com profundas obras de reestruturação desde as profundezas do Regato da Caçoila até ao telhado. Nunca dois exemplos antagónios estiveram tão perto um do outro.
À Companhia dos Banhos de Vizela falta uma gestão empreendedora e jovem (por jovem não se entenda exclusivamente pessoas com idade baixa porque eu conheço pelo menos dois vizelenses com mais de 80 anos cujo dinamismo ultrapassa quilómetros luz a redundância de muita juventude).
À Companhia dos Banhos de Vizela falta uma promoção publicitária da sua imagem e serviços nos jornais, rádios e TV ao nível local e nacional. O seu reumatismo crónico, do meu ponto de vista, sedia-se nestes dois vectores: na falta de horizontes e na falta de divulgação positiva das valências termais de Vizela. E que são reais. Falo com conhecimento de causa dos verdadeiros milagres que às águas termais de Vizela são capazes de atingir. Vi-os com os próprios olhos. Então porquê deixar sucumbir uma empresa que vende saúde (aos aquistas) num País doente e agarrado aos fármacos?
Quantas vezes ouviram na Rádio Vizela ou leram nos jornais locais e nacionais um anúncio publicitário, pequeno que fosse, às Termas de Vizela? E na TV?
O sponsor de promoção às Termas de Vizela que a Câmara paga no dorso das camisolas da equipa principal do FC Vizela como forma de dar algum dinheiro ao Clube não chega. As Termas necessitam de mais e divulgação.
Nos últimos 15 anos o que passou para a comunicação social sobre as Termas de Vizela não foram mais do que um tipo de anúncios (notícias) de página de necrologia que anunciavam a sua própria morte. Hoje já não será apenas dar-lhe vida (porque não a tem) mas tratar primeiro da sua ressurreição e depois fazê-la somar vitórias atrás de vitórias devolvendo-a ao patamar onde já esteve (I Liga) e de onde alguém a despromoveu sem que resultasse daí uma necessária “chicotada” psicológica.
Numa linguagem futebolística pode-se dizer que as Termas de Vizela desceram da I Liga para os distritais com o mesmo treinador à frente.
Por vezes tenho tanta pena da minha Terra...
Dinis Costa disse na Rádio Vizela que o drama das Termas é algo que o preocupa muito e tem na manga um poderoso investidor para dar a volta a isto.
Não seria melhor o novo Presidente da Câmara mandar vir o homem já amanhã enquanto tem oportunidade de alugar um quarto para dormir no Hotel Sul Americano?
2 – Muito bem Vítor Magalhães a juntar as duas direcções do Moreirense e do Futebol Clube de Vizela e a Câmara de Guimarães e a de Vizela, mais alguns presidentes de freguesias de Moreira e da periferia, num almoço-convívio antes do jogo de domingo Moreirense-Vizela.
O cavalheirismo de Vítor Magalhães há muito é reconhecido a nível nacional, por isso ninguém estranhou os grandes elogios que a imprensa desportiva nacional lhe atribuiu por esse gesto. Estão a ver como um simples almoço põe a imprensa a fazer publicidade positiva a custo zero? O Moreirense/Vítor Magalhães sabe que é assim.
Por falar em almoço: conhecem algum Hotel em Vizela onde seja possível dormir e almoçar?
Haja paciência!
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HOMENAGENS
(mmm-5/11/09)
Sempre fui a favor de homenagens a pessoas que as possam presenciar.
A Presidente de Tagilde faz bem em homenagear hoje os presidentes (3) que a antecederam no cargo. Nada mais justo por parte de Paula Lima.
Creio, no entanto, que esta cerimónia marcada para hoje, deveria ser realizada lá mais para a frente isto porque ainda anda muita poeira no ar das últimas eleições.
Conheço António Dias e Domingos Lima muito bem. Não me recordo de Joaquim Henriques, mas acredito que também terá feito o que estava ao seu alcance para dotar Tagilde (freguesia onde nasceu S. Gonçalo) de melhores condições de vida em tempos seguramente muito difíceis.
António Dias foi Presidente do Futebol Clube de Vizela e sempre esteve ligado a Vizela apoiando as causas desta terra. Domingos Lima (20 anos à frente da Junta) foi um constante elo de ligação entre aquela freguesia e Vizela tendo papel preponderante pela criação do Concelho de Vizela quando mais lucrava (por parte de Guimarães) se tomasse uma posição ambígua. Não, foi sempre frontal e por isso respeitado na Cidade-Berço e na Rainha das Termas. A sua dedicação à causa vizelense e tagildense é comparável à grande humildade que brota do seu coração.
Por mim, já o escrevi aqui, era atribuída a Domingos Lima a medalha de ouro municipal pois sei o muito que ele passou, os milhares de km que calcorreou por amor a Vizela e a Tagilde.
Vizela, o Concelho, não pode olvidar as páginas vivas da sua história.
Seria imperdoável.
Parabéns aos três homenageados.
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MANUEL CAMPELOS NA CÂMARA MUNICIPAL?
(20/10/09 mmm)
Manuel Campelos, 85 anos, é alvo de homenagem (mais que justa) do Rotary Club de Vizela.
Qualquer distinção que se faça ao Homem que durante quatro décadas liderou o Movimento para a Restauração do Concelho de Vizela (MRCV) fica sempre a ideia de haver uma próxima a realizar. Campelos tudo merece.

Que me recorde, este vizelense foi homenageado pela Freguesia de S. Miguel das Caldas numa altura em que Dinis Costa era Presidente daquela Junta, e mais tarde (tarde mesmo), oito anos depois de criado o concelho de Vizela (em 2006), recebeu o galardão máximo do Município de Vizela.
A homenagem promovida pelo RCV é oportuníssima porque é sempre oportuno quando se evoca Manuel Campelos porquanto o seu nome funde-se com o nome de Vizela e vice-versa.
Não tenho jeito nenhum para fazer apelos pessoais a políticos. Evito fazê-los. Por uma questão de coerência com a minha consciência e porque nunca precisei nem preciso para mim próprio de nada. Mas nesta hora não deixo de apelar ao Presidente da Câmara, ao político Dinis Costa que uma vez homenageou Manuel Campelos, para que chame o «Pai do Concelho» para junto de si na Edilidade vizelense. É o que eu penso.
Manuel Campelos devia ter até ao fim dos seus dias um gabinete municipal. Ninguém se preocupe com vencimentos: ele gosta de trabalhar para Vizela. Ele já deu muitos milhares de horas de graça.
Não se trata de arranjar um emprego remunerado (uns dizem "tacho" no sentido pejorativo quando se referem a uma colocação na Câmara como se trabalhar, repito trabalhar, numa autarquia não seja tão digno como outro emprego qualquer) que ele, felizmente, não necessita.
Trata-se antes de chamar ao coração do Município um homem que por si é o símbolo do mesmo Município.
Ninguém conhece a história da criação do Concelho de Vizela como Manuel Campelos. Um testemunho, um arquivo vivo que a Câmara tinha obrigação de apresentar nas escolas do Concelho a alunos e professores porque a história de Vizela é para ser entoada; uma personalidade que poderia representar a Autarquia em múltiplas acções; um vizelense que dispõe de um arquivo invejável de cópias de ofícios, cartas, recortes de jornais, fotografias, etc. da luta de Vizela que poderia, ser a rampa de lançamento à abertura do Arquivo Municipal de que ouvimos falar há onze anos.
No mundo não há história mais rica do que a de Vizela: se alguém duvida pergunte a Manuel Campelos e à historiadora vizelense Drª Maria José Pacheco.
Sempre pensei que o nosso Município iria valorizar, ouvir, acolher as importantes contribuições destes dois vizelenses.
Campelos manteve sempre uma parceria estreita e importantíssima com o Notícias de Vizela (continua a escrever) e mais tarde com a Rádio Vizela onde ainda hoje tece respeitáveis comentários como aconteceu na última noite eleitoral onde apesar dos seus 85 anos aguentou com uma frescura invejável uma emissão em directo de cinco horas. A partir da próxima semana terá na mesma estação de rádio um espaço próprio.
A "alma vizelense" de que fala Dinis Costa é Manuel Campelos. A Câmara necessita desta alma.
Tenho com este cidadão honorário de Vizela uma relação afectiva e efectiva que resulta de um trilho que ele primeiro e eu depois decidimos calcorrear em prol da comunidade onde nascemos e vivemos. Uma amizade que nasce por intermédio do seu filho Rui (um "irmão") com quem andei na escola, depois encontrei Manuel Campelos na luta de Vizela, no Notícias de Vizela, na Rádio Vizela e em inúmeras situações onde surge a palavra Vizela.
Ver Manuel Campelos distante da Câmara Municipal de Vizela é a mesma coisa que um indivíduo andar 40 anos a construir uma casa e depois ficar ao relento.
Dinis Costa tem a última palavra!
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QUE FARIA O FARIA
(18/10/09mmm)
Não sei se sou eu que sofro de amnésia ou se a erosão do tempo me deixa escapar algo (uma e outra coisa são bastante prováveis), mas surge-me que a inauguração da bancada do Campo Municipal Nº 1 (casa do Centro Cultural e Desportivo de Santa Eulália), foi a segunda obra de vulto inaugurada no mandato que termina no próximo sábado aquando a tomada de posse dos novos órgãos autárquicos. Quatro anos vazios.
Haja calma!

Talvez tenha havido alguns rebites noutras bandas (alargamento de caminhos, telhados em escolas, ecopontos, calceta em passeios que no dia seguinte eram pedras soltas, capelas mortuárias, ambulâncias, 82 km de alcatrão e quejandos), mas algo assim palpável, à dimensão de 350 mil euros (70 mil contos pagos a meias entre o CCD e a Câmara já com IVA incluído), não me vem nada à lembrança. Talvez seja defeito mesmo da minha memória pessoal, todavia na memória RAM do meu “computas” (velhinho de tanta porrada, coitado) também nada encontro.
"Adente com o andor.
Se recuarmos ao último 19 de Março, data mais alta do Concelho e dia por excelência para inaugurações, reparamos que o mesmo foi zero. Medalhas de ouro e de prata, quanto a obras nicles. Nenhuma. Nem sequer um jazigo. No entanto, na mesma sessão solene foram exibidas muitas fotos e mapas de grandes projectos marcados para qualquer dia. Foi das maiores secas do 19 de Março, como se devem recordar. Tudo virtual, uma forma diferente de semear favas cozidas. A vida custa a todos!
Para encontrarmos algo comparável à inauguração da nova bancada do CCD de Santa Eulália, teremos de recuar três anos até 2006. Aí, inserido nas comemorações do 8º aniversário do Concelho, foi inaugurada a escola C+S em Infias pelo Secretário de Estado da Educação, Valter Leal. Boa pessoa. Foi pena que não deixasse mais recheio naquela escola pois quando abriu faltava-lhe tudo.
Mas nós já passamos nesta matéria por coisas piores. Uma vez chegou a Vizela vindo do Ministério da Educação de Lisboa um camião carregados de cadeiras e mesas para a nova escola secundária de Vizela e aquela ainda não existia. A Câmara de Guimarães não tratou da sua parte e nova escola não saíra do papel. O camião fartou-se de andar às voltas à procura da famigerada escola e nada. Bom, mas naquela altura o gasóleo ainda não era tão caro e o motorista podia beber à vontade que não era moda o sopro do balão.
E o homem lá foi embora bêbado como uma carroça com a tralha por descarregar. Menos.
Chegados a finais de 2009 o que temos?
Carlos Faria (goste-se ou não dele) foi o único vereador a deixar algo de pé nesta mandato que está prestes a dar o berro. A nova bancada é uma obra discutível? Pois é. Mas todas as obras são.
Conhecem alguma obra lançada em Portugal sem carradas de treta à mistura, sem puxa para cá e puxa para lá? Eu não conheço.
O CCD é um Clube pobre e humilde como outro qualquer. Tem 31 anos de história; 6 equipas federadas e mais 40 crianças não federadas a praticar desporto.
Não há nenhuma freguesia com tamanha projecção desportiva.
A freguesia de Santa Eulália (segunda maior em número de eleitores do Concelho de Vizela) era a jóia da coroa do Concelho de Lousada, lembram-se?
A Câmara de Lousada – cujo vice-presidente foi sempre de Santa Eulália - dava tudo para não perder esta freguesia.
Santa Eulália talvez fosse a única freguesia que nada perderia se se mantivesse no concelho de origem. Mas Vizela também não poderia ver criado o seu concelho sem ela por ser uma parte da face e da alma de Vizela.
Carlos Faria (adoptasse o FC Vizela os seus métodos de trabalho e rigor de organização e o nosso Clube não mancaria tanto), lançou-se neste projecto de olhos fechados e de carteira vazia. Convém lembrar que 50 por cento da verba de bancada tem de ser “inventada” por ele e pelos eulalenses que o acompanham na Direcção a que preside.
Carlos Faria (vereador a meio tempo) não quis inaugurar esta obra antes das eleições autárquicas (inicialmente previa-se que pudesse ser inaugurada a 5 de Outubro) porque entendeu que não deveria tirar dividendos eleitoralistas duma obra que o próprio diz ser de todos.
Quantos candidatos se estivessem no seu lugar não iriam a correr inaugurá-la?
Ironia do destino: o único vereador que deixou uma obra de pé no mandato que termina sábado (uma obra bem feita), foi excluído pela vontade dos eleitores vizelenses e por uma anacrónica ordenação da lista do PS que o deixou em 5º, abaixo da linha de água salgada.
Por que carga de água salgada o quarto lugar da lista do PS foi dado a Vítor Hugo Salgado em vez de ser entregue a Carlos Faria (vereador responsável pelo desporto e juventude sendo professor de educação fisica) não percebeu o presidente do CCD, não perceberam muitos eleitores, não percebi eu e até mesmo Vítor Hugo Salgado não deverá ter entendido.
Estas coisas da partidarite são demais para a minha cabeça!
Não vou lá!
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O RESCALDO AO RES-CALDO ELEITORAL
(15-10-09mmm)
Os meus leitores habituais desta coluna (serão 3 ou 4 no máximo 2) devem estranhar ter deixado para aqui encostado às boxes um artigo dias a fio como se não houvesse uma camisa lavada para mudar. Nada disso. Ó Abreu dá cá o meu!
A razão é só uma: bloqueei. Não acreditam? É verdade e não me perguntem porquê.
Ando para aqui!
E isto nada teve a ver com os resultados eleitorais de Vizela. Como eu disse atempadamente «o que os vizelenses escolhessem, para mim estava bem».
Na minha freguesia ganhou o Mário Zé, o Miguel Lopes e o João Cocharra. Três pessoas que considero. Aceito o resultado. No Concelho venceu Dinis Costa. Considero-o também. Aceito o resultado. Se vencesse outro candidato a minha disposição seria a mesma. Votar pode ser um dever cívico mas respeitar a vontade dos outros é maior ainda.
O Rex tem uma lata de todo o tamanho. E uma atitude antidemocrática só comparável à do lançamento de panfletos anónimos da Minoria Silenciosa em dia de eleições por terras de S. Paio de Vizela.No dia dos votos, o melodramático «focinho preto» que costuma fazer companhia à D. Fernandinha Labita (prometi-lhe que publicava as fotos) passeava-se pela cidade de cachecol do PS ao pescoço.
Presumo que este simpático canino terá garantido um lugar no canil prometido nestas eleições pelo PS. Lembram-se? Lá para a sua velhice, que o Rex ("Jardel" para a juventude) não gosta de estar preso. Nisso tem razão! Prisões não é comigo. Nem em casa gosto de estar preso. Maldito computador que me paraliza.
A noite eleitoral deixou-me arrasado pois para além de não puder estar devido a compromissos profissionais no jantar de 13º aniversário de uma das pessoas que mais amo (e ainda há hereges a dizer que os locutores de rádio - que não têm feriados, domingos nem o raio que os parta - não trabalham), cheguei ao final da noite sem saber quem ganhou ou quem perdeu as eleições. Confusão a mais para a minha cabeça.
Terrível incógnita.
O pior de tudo é que à distância de quatro dias ainda não sei.
Sempre fui péssimo a matemática. Acho mesmo que desisti de estudar por causa da Matemática. A minha média foi sempre Zero. Sou fraco em números, embora só tenha dificuldade na tabuada do oito. Por ser tão mau a Matemática nunca fui capaz de somar dinheiro, por triste exemplo. Sou um pé descalço. Mas somo alegrias. E divido muitas vezes o pouco que tenho. Para mim dividir é somar. Uns dizem-me que não. Que devemos poupar, aferrolhar. Egoístas, sovinas. Sabem quantos pobres são necessários para se fazer um rico? Muitos. Matemática pura. Divago. Escrevo às partículas. Sou um Lobo Antunes dos pequenos.
Sou um néscio a matemática. Ando há dias e noites às voltas com as contas das eleições autárquicas no nosso Concelho (e no País) e não chego a conclusão nenhuma.
Comecemos pelas contas das Autárquicas nacionais (vide Público de 12/10/09)
“Pelo número de votos o PS ganhou estas eleições.” – palavras de José Sócrates (PS).
“Continuamos a ser o maior Partido português nas autarquias locais.” – palavras de Manuel Ferreira Leite (PSD)
“Obtivemos um resultado que no contexto autárquico é positivo (…) O CDS foi extremamente importante para que as coligações vencessem.” – palavras de Paulo Portas (CDS-PP)
“Longe de ser uma derrota, a CDU resistiu bem e continua a ser uma força autárquica e de esquerda virada para a resolução dos problemas dos portugueses.” – palavras de Jerónimo de Sousa (CDU)
Estão a ver? Ninguém perdeu as eleições. Eu não dizia?
Dou em doido!
DINIS COSTA LEVOU A CARTA A GARCIA. CUSTOU MAS LEVOU.

Tenho aqui à minha frente em papel os resultados das eleições autárquicas no Concelho de Vizela. Viro de um lado, viro do outro, remexo a fundo, procuro vencidos e vencedores e não encontro. Maldita Matemática.
Salvo raríssimas excepções tenho dificuldades em discernir os vencedores dos vencidos.
Gostaria de ter a capacidade evidenciada pelo Sócrates, pela Ferreira Leite, pelo Portas e pelo Jerónimo na análise (insuspeita e idónea, acrescente-se) dos resultados eleitorais tipo «espelho meu, espelho meu alguém venceu mais do que eu?»
Assim mesmo, duma penada. Mas não consigo. Sou trôpego e romântico.
Os números aconselham-me a apontar Dinis Costa como vencedor. Tinha por missão vencer a Câmara e venceu. Levou a carta a Garcia. Ele que enviou respostas pelo Correio aos seus interlocutores da Assembleia Municipal.
O próprio Presidente eleito fez questão de dizer alto e bom som mas numa voz embargada: «ESTA VITÓRIA É MINHA - e depois repetiu – MINHA».
Quem quiser que entenda.
Dinis Costa que me desculpe mas eu não vi vitória nenhuma.
E presumo que ele também não viu. Caso contrário faria um discurso de vitória, para o exterior, fê-lo com evidente tristeza para dentro do próprio Partido: «Isto vai mudar. Vai mudar muita coisa. Em 2013 teremos uma vitória arrebatadora».
O treinador Meirim dizia que em equipa que vence não se mexe. Mas se Dinis vai mudar é porque não venceu.
Dinis Costa sabe que este resultado eleitoral revela um PS com sinais claros de cansaço e sobretudo de envelhecimento. Nos próximos quatro anos muitos dos seus eleitores tradicionais irão desaparecer. Nestas eleições, S. João, Santo Adrião e Infias derrotaram o PS para a Câmara. Isto no Concelho mais socialista de Portugal.
Surge que o chavão utilizado por DC «O PSD votou contra o Concelho de Vizela» já não colhe.
Aquele Dinis Costa que subiu ao estrado montado na Praça da República na noite da tal vitória de Pirro não era o Dinis Costa que conheci, não era um homem que acabara de vencer. Era uma sombra dele.
O PS venceu a Coligação por apenas 948 votos de diferença. No confronto directo a Coligação vencia as eleições se fosse buscar uns míseros 475 votos às contas do PS.
Foi a Maria de Lurdes Rodrigues que me ensinou a fazer estas contas e sem tocar piano pelos dedos.
Naturalmente não se espera pacífica a análise do Secretariado (sexta-feira) a estes resultados. Mas isso são contas dos socialistas. Não são minhas. Nunca fui filiado em nenhum partido e não tenho inveja de quem é. Tenha ou não as cotas pagas! Geralmente todos os militantes têm as cotas por pagar. Em todos os partidos. Faz parte dos estatutos.
Nos números vemos:
Dinis recebeu mais votos (6.830) do que Francisco Ferreira em 2001 (6.808), mas recebeu menos que o mesmo candidato do PS em 2005 que totalizou 7.793 votos.
Em 2005 Francisco Ferreira atingiu os 63,42 por cento contra 23,44% da Coligação.
Em 2009 Dinis Costa atingiu 49,20 por centro contra 42,37% da Coligação. À bica.
DC já disse publicamente que teve pouco tempo para preparar estas eleições, e isto é verdade. Mas Francisco Ferreira - Presidente do PS - disse no domingo que foi Dinis Costa quem escolheu aquela equipa. Em que ficamos?
Contas são contas!
No rescaldo destas eleições talvez os únicos vencedores tenham sido mesmo Francisco Correia em Infias (jovem dinâmico e leal, membro de uma respeitável família vizelense, que conheço desde tenra idade quando formamos equipa no Patronato da paróquia de S. João e que casou em Infias) e a médica Resgate Salta que conseguiu para a Coligação o terceiro vereador.
Francisco Correia pode ter tirado partido duma aposta errada do PS.
Maria do Céu Guimarães, figura super simpática e cordial, é das pessoas mais dinâmicas que conheço dentro da sua faixa etária (são sempre de louvar aquelas pessoas que pretendem dedicar toda a sua vida ao serviço da comunidade, como é o caso), mas ficou claro que os infienses, que noutras alturas lhe atribuíram sem rodeios duas robustas vitórias (José Peixoto, seu colega de Executivo, teve também grande mérito nesses resultados), e sentiram grande orgulho quando esta professora aposentada ocupou um lugar na vereação municipal, não gostaram da sua transição do PSD para o PS (embora tenham perdoado essa inversão de marcha a José Peixoto e lhe concedido uma vitória) e tenham sentido que um jovem que presidira com grande brilho às Festas de Infias merecia uma oportunidade.
Nas restantes partidas não houve Taça, não se registaram «tomba-gigantes»
Resgate Salta (depois de Francisco Ferreira, e João Cocharra confirma-se o quanto são próximos das populações e dos eleitores os médicos vizelenses) mereceu vencer o lugar de vereadora e para a história fica mesmo a dúvida se não venceria estas eleições como número 1 da lista da Coligação sendo mais conhecida que Miguel Lopes não obstante o líder do PSD ter desenvolvido um bom trabalho.
Ontem um militante notável do PS concordava comigo quando eu dizia que Miguel Lopes é um político em crescendo e que em 2013 poderá discutir palmo a palmo a Câmara com o Partido Socialista. Tudo vai depender, naturalmente, do que vai fazer Miguel Lopes nestes quatro anos e, claro, do que vai mudar Dinis Costa no PS e na Câmara.
Mas isto digo eu que sou péssimo a Matemática.
Todavia, será oportuno realçar, que a exemplo de 2001 e 2005, as minhas previsões sobre o desfecho eleitoral, feitas atempadamente, bateram todas certas. Tenho testemunhas.
Não sou propriamente o bruxo madrilista Pepe ou o bruxo de Fafe, mas nestas coisas dificilmente falho.
Para falhar já basta a sondagem que o PS encomendou e o deixou a dormir descansado à sombra da bananeira.
Conhecem a fábula da lebre e da tartaruga?
Eu também não.
COISAS BONITAS DESTAS ELEIÇÕES
- O emocionante abraço de solidariedade de Dinis Costa à vencida candidata de Infias (o candidato de Santo Adrião estava ausente) e a expressão: «É assim que eu sei estar na política. Obrigado D. Maria do Céu».
Poucos terão observado este momento ao pormenor. Para mim ele foi o momento mais bonito desta fase eleitoral do Partido Socialista de Vizela.
- A caravana da Coligação que desceu de Santo Adrião ao centro da Cidade dando vivas ao habitual vencedor António Costa e vivas ao Concelho de Vizela através duma aparelhagem sonora móvel. Festa em grande.
- A comemoração da vitória de Francisco Correia em Infias.
- O reconhecimento da derrota por parte de Miguel Lopes e a sua clara expressão: «Estou triste com o resultado porque joguei para ganhar. Comparado com outros resultados este é o melhor, mas eu jogo sempre para ganhar e perdemos».
- Sem querer discutir a competência e os programas dos candidatos à presidência da freguesia de S. Miguel das Caldas resulta da eleição de José Armando Branco a ideia de que os habitantes de S. Miguel quiserem presenteá-lo pela sua dedicação às causas de Vizela. Venceu numa freguesia genuinamente PS é um facto (Frederico Silva e a sua equipa trabalharam muito bem), mas este foi o seu primeiro sufrágio eleitoral que venceu e pode ter contribuído para um menor descalabro das contas socialistas.
- O cruzamento das duas caravanas em Tagilde no encerramento da campanha mais acesa de sempre: PS a entrar na histórica freguesia e a Coligação a sair a caminho da cidade. Um momento alto da política autárquica vizelense com relevância para o grande civismo de todos os cidadãos.
Longa vida Vizela!

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Carta a uma emigrante
Caro amigo Cardoso espero que esta te vá encontrar de perfeita saúde aí em França na companhia da tua mulher e filhos que nós por cá todos bem graças a Deus (ainda que não pareça).
Cá recebi a tua carta na caixa do correio e por isso te estou a responder. Pareceu-me que estás preocupado com esta troca de palavras entre os nossos políticos o que te leva a pensar que Vizela está em guerra outra vez como no tempo de levantar a linha ao comboio. Não! O Povo é sereno.
Estás equivocado. Aqui está tudo calmo e estas pessoas que lês a escrever coisas umas contra as outras são todas boas pessoas e amigas. Isto é habitual nas campanhas eleitorais só que desta vez aqui em Vizela aqueceu mais um bocadinho do que nas eleições anteriores e deve ser por isso que estás amedrontado. Tem calma. É só fumaça.
Dizes também que a tua mulher Esperança já não quer vir cá para Agosto passar férias com medo disto tudo. Ela que tire essa ideia da cabeça pois a campanha eleitoral findou e a partir de domingo fica tudo calmo. Não estejais com medo que até parece mal. Olha se o senhor Sarkozi e a madame Bruna sabem? Uma vergonha.
Dizes também na tua carta que não sabes onde vão os candidatos buscar tanto dinheiro para fazer todas as obras que estão a prometer para Vizela mas se queres que te diga eu também não sei. Mas que Vizela vai ficar um brinquinho com tudo aquilo que prometem lá isso vai. E olha que nós não sabermos de onde vem o dinheiro não tem mal: o problema é que eles também não sabem.
Dás a ideia de fazer aí um peditório e aproveitar alguns electrodomésticos e outras velharias da pubela e vendê-las para granjear fundos. Talvez seja boa ideia. Fazemos assim: domingo dou a tua direcção ao candidato que ganhar a Câmara e ele depois se quiser que te escreva.
Até pode ser que queira fazer uma geminação com a vila onde moras, que é bem bonita como se vê no postal que me mandaste, para a coisa ser mais formal.
Ontem os partidos deixaram pendurado nas grades da tua casa que andaste a pintar em Agosto muitos brindes: sacas, bonés, camisolas, porta-chaves, canetas, saca-rolhas, cachecóis tamanho anão e tamanho gigante, quebra-nozes, calendários de bolso para 2010, porta-moedas, anzóis e outras bugigangas. Diz ao teu pai para levantá-los quando lá for regar o jardim ou a gandulagem ainda te rouba estes presentes que os candidatos puseram lá à porta. Quando vieres para o Verão podes usar aquilo tudo que ainda está na moda Primavera/Verão.
Pronto e com esta termino. Cumprimentos para ti, para a Esperança e teus filhos que nós por cá ficamos bem e não te esqueças: isto é tudo boa gente...embora às vezes não pareça, mas é.
A bem da Nação
Manel
8/10/09
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Ufa!
Entramos na recta final da Campanha Eleitoral
para as Autárquicas. Alegrai-vos. Já falta pouco para atingirmos o céu. Com ou sem maná!
Não há mal que dure sempre nem bem que nunca acabe - diz el puebo.
Por Vizela esta foi até ao momento a Campanha Eleitoral mais frenética de sempre.
Necessitou, inclusive, de uma intervenção do comandante dos Bombeiros, Rogério Caldas, que deitou água na fervura. Em boa hora o fez, diga-se em abono da verdade.
Falta esfolar o rabo da cabra - dizem os antigos cabreiros que é o mais difícil - mas está no ar a informação, e não sei se foi lançada pela Nereira Gallardo, que «já não há munições». Com tantas prés foram todas as balas já gastas porquanto nem a Guerra dos Cem Anos foi tão perna-longa. Adiante!
Mesmo comparada com as primeiras Eleições onde concorreram oito candidatos ou com o vulcão que implodiu na sede do PS dando um novo ser à política local de seu nome de baptismo MIV, esta Campanha já leva bastantes pontos de avanço. Falta o resto.
A política, a gestão autárquica, deve ser uma coisa muito, mas mesmo muito fácil. A avaliar pelo rol de candidatos, pela sua abundância e surgindo eles de todos os quadrantes profissionais ou até mesmo do Fundo de Desemprego, fica-nos a ideia que para a política serve qualquer um, pelo menos é isso que se diz. Adente com o andor!
Não estranho por isso que ontem um candidato a uma Assembleia de Freguesia me tenha dito alto e bom som na Casa do Povo momentos antes do início da Assembleia do FCV: «Estou naquela lista porque fulano me pediu, mas eu vou votar na outra».
E outro candidato que instado a pronunciar-se sobre o PDM (Plano Director Municipal) respondeu: «Esse Partido não concorre na minha freguesia». Pois não!
Ouvimos ainda outro assegurar que o programa cultural da sua freguesia contemplava a abertura do cemitério todos os dias e não só à quarta-feira para as pessoas poderem alindar os «jajigos». Isto é bonito.
Outro cabeça de lista de vanguarda, candidato a uma assembleia de freguesia, dizia num debate, a propósito de umas obras que alteraram significativamente a sua freguesia, que as obras não foram feitas pela Junta porque essa não presta mas sim pelo FERRERO».
Não se referia ao famoso chocolate do motorista Ambrósio Ferrero Rocher mas sim à Rede Ferroviária Nacional REFER. Percebeu-se! Haja Paciência.
Outra pessoa desabafava com perdigotos à solta: «O Dr. João Cocharra vai concorrer outra vez? Para quê? A gente vai à Câmara e ele nunca está lá para os atender. Tenho a minha rua num canho e ele não vem cá mandar arranjar isto».
Desisto. Não posso com tanto!
Estas eternas confusões dos órgãos autárquicos. Três boletins? Que baralha!
Nestes tempos tenho tentado explicar (já cheguei à conclusão que não consigo) a uma pessoa amiga que gosta muito dos candidatos Carlos Faria (PS) e Maria do Resgate (PSD-CDS) que não há fórmula dos dois vencer em simultâneo. Ou é eleito um ou outro. O Prof. Carlos Faria é o quinto da sua lista e a Drª Resgate a terceira. Cinco candidatos de um lado e mais três do outro, somados dão oito. A Câmara de Vizela é composta por sete eleitos. Um destes (oito) ficará de fora. E, a não ser que amanhã haja uma desistência, eles nunca se encontrarão.
A minha amiga não se conforma e ontem perguntou-me se eu não podia dar um jeito «tu que tens tantos conhecimentos» de maneira a que fossem os dois eleitos. É uma pergunta pertinente, e eu, pobre mortal, tento fazer um desenho com sete cadeiras e oito pessoas para responder à sua pergunta dilacerante mas nem assim lá chego: «Ando triste – diz-me ela –, gostava que entrasse para a Câmara o Sr. professor Faria e a srª Doutora Resgate que eu gosto muito dela, mas tu dizes que não podem entrar os dois. Eu acho isso muito mal feito. Já perguntei a outros pessoas e elas disseram-me que não é bem assim como tu dizes, que és burro».
Toma. Coitado de mim! Mesmo sabendo que os burros auferem um subsídio de 2.500 euros/ano do Estado Português para evitar a extinção e eu não recebo nenhum, antes pelo contrário pago. Chamam a isto socialismo?
A elevação política nacional da grande maioria dos candidatos portugueses pode estar devidamente lavrada na expressão de D. Teresa Santos Lopes, de 97 anos, a candidata mais idosa das eleições autárquicas deste domingo e concorrente à Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira (uma freguesia onde há outro floreado de concorrer uma lista apenas composta por mulheres. Não há cotas para os homens?)
Mas diz D. Teresa: “Estou muito velhinha mas a minha língua ainda está boa”
Pronto, aqui está a arma secreta de qualquer político: «A língua». Com tento ou sem ele.
Estando os portugueses imbuídos desta ideia que faz andar devagarinho a D. Teresa – que para se ser autarca basta ter língua - qualquer um sente que pode ser candidato pois todos têm língua?
Será por isso que dizem que os deputados são idênticos aos ventríloquos…porque falam pelo estômago?
Assim, numa candidatura, ter língua é muito mais importante do que ter conhecimentos básicos inerentes à política como a gestão autárquica, saber ler ou escrever, conhecer os regimentos e os orçamentos, saber diferenciar as funções entre uma Assembleia e um Executivo, o relacionamento com órgãos de informação e demais entidades, a valorização das bancadas da oposição, o saber aceitar as criticas boas e más sem reacções adversas, etc. e tal.
Ter língua supera a isto tudo. Fossem assim todas as áreas da vida portuguesa!
Na política como na bola é preciso DANIFICAR a camisola.
Não sei se será pedir muito mas há algo que gostaria de ver implementado a nível nacional nas eleições que procedem estas: haver aulas de formação política-autárquica obrigatória a quem se dispõe integrar listas seja a que órgão for.
Quem responder mal às perguntas básicas dos testes chumba. Não vale copiar!
E assim já ninguém ousaria vociferar que PARA A POLITICA SERVE QUALQUER UM, mas sim aqueles que passaram nestas aulas de Novas Oportunidades.
Patético não é? Não liguem. Já ando a delirar e nem sequer tomei a vacina!
Valha-me S. Bentinho das Peras!
3-10-09 mmm (amigo de Silvio Berlusconi)
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ARREPENDI-ME DE TER VOTADO. PEÇO CLEMÊNCIA.
"JÁ DECIDI. DIA ONZE DE OUTUBRO ABSTENHO-ME. NÃO VOU VOTAR. DECIDAM POR MIM. ACEITO O QUE VIER. PIOR DO QUE ESTIVEMOS ANTES DE 19/3/1998 NUNCA MAIS ACONTECERÁ (E SE MESMO AÍ VIVEMOS...) SOU UM AUTO-EXCLUIDO ELEITORAL. PAGAREI O PREÇO DE NADA TER PARA DAR".
Se alguém se der ao trabalho de consultar o meu curriculum vitae de eleitor vai encontrar esta grande verdade. Em 30 anos, em tantos actos eleitorais que lhes perdi a conta, contam-se pelos dedos, talvez duma mão, as vezes que fui votar.
Quero lembrar que numa altura gritamos, milhares, alto e bom som no centro da Praça da República: «SEM CONCELHO NÃO HÁ ELEIÇÕES» e eu entrei num jejum eleitoral que foi de costa a costa. No primeiro acto eleitoral para a nossa Autarquia fui votar e entreguei ao Presidente da Mesa uma declaração de voto a explicar-lhe a minha ausência nas urnas de 1980 a 2001. Como se isso fosse muito importante. Mas eu tinha de fazê-lo. Foram 20 anos sem votar. O homem ficou baralhado com o papel e não soube que lhe fazer. Reciclagem. Dos meus neurónios também.
E até nessas poucas vezes que fui votar senti-me algo deslocalizado.
Nunca percebi, por exemplo, porque sendo as eleições livres as pessoas têm de se esconder atrás duma cabina para votar. Isso a mim não me deixa à vontade.
Mostrar medo mete-me medo.
Muito menos à vontade fico quando encontro calistos à porta das mesas de voto, estilo gatos-pingados, piscando-nos o olho para que os vejamos e nos lembremos que são candidatos. Não é permitido colar cartazes a 500 metros das urnas de voto mas os fotogénicos estão lá em carne e osso. "Chamem o CNE, au, au, au. Chamem o CNE. Que eu não pago" (isto era o refrão duma música rock anos 80. Esqueçam).
Há outra coisa que me causa espécie. Quem compõe as listas de candidatos não é o povo. E?
São os partidos. E?
E os partidos não querem saber da opinião do povo para nada. Pois não. E? Tens de votar nestes e é um pau. As capelinhas estão construídas há muito. Penso eu de que!
Por exemplo, nestas eleições autárquicas: alguém pode dizer que gosta da lista A, B, C ou D a 100 por cento? Ou se pudesse trocava-lhe alguns nomes? É verdade ou mentira que na outra lista há pessoas que gostaria de ver na sua e outras da sua que as dispensava bem? Pois há. Ninguém nem nada é perfeito dizia Sócrates o verdadeiro filósofo que ao outro não falta trêta. A ele e aos demais.
Escolham por mim que não me importo. Escolham o meu Presidente da República, o meu Primeiro-ministro, o meu Presidente da Câmara, o meu Presidente de Junta.
Se não voto não tenho o direito de refilar. Sou democrata, aceito o que me der.
Há dezenas de anos que vejo as mesmas figuras de estilo a concorrerem à Assembleia da República. Gente gasta e sem mais nada para dar ao País senão despesa. Não dando o seu lugar cativo a ninguém. Nem aos mais novos que acalentam novos sonhos e novas ideias. Ficam suplentes até serem velhos.
O povo é soberano…mas à condição.
Aceito o que os portugueses escolhem.
Aceito o que os vizelenses escolherem.
Não sou capaz de impor a minha vontade. Aceito o que me derem. Venha o que vier nada será como aquele passado pelo qual tanto lutamos para abandonar.
Um passado que matava a nossa Vizela à míngua, que a tratava por baixo, que se ria dela e a ignorava. Esse nunca mais. Vencemos.
Ninguém olhe para mim como um possível voto. Não sou, confesso. Sou eleitor desprezível. Dos mais péssimos que existem em terras de Santa Maria onde Camões morreu sufocado pela fome e D. Afonso Henriques não encontra naturalidade.
Recordo-me de nas anteriores eleições ter metido um voto nas urnas de que me arrependi durante estes quatro anos. Não volto a cometer asneiras destas. Fui um sonso. Um irresponsável. Atem-me ao pelourinho ou cruzeiro do adro de Santa Eulália e fustiguem-me. Aquele voto. Obriguem-me a carregar pedra para a ermida de S. Bento como expiação do meu “pecado”. Soltem-me os cães. Deitei um voto fora. Pago pelo dinheiro dos contribuintes onde me incluo. Eu (nº 165 135 450) que não devo nada ao Fisco. Eu que espero há anos por dois cartões novos de contribuinte cuja requisição paguei de imediato na Repartição de Finanças de Vizela e nunca me foram enviados. Dizem as funcionárias que o Fisco está atrasado no seu envio. Mas se eu pagar os impostos um dia depois da data limite pago multa. O Fisco goza com a minha cara. Sou um palhaço.
Não valho um voto.
Votar é um dever cívico – diz a intoxicação pública. E não votar é o quê para além duma opção?
"Não sei,
não sabe ninguém
Porque canto o fado neste tom magoado
de dor e de pranto"...
Tenho sido um abstencionista quase nato. Ainda no domingo fiquei a zero. Não vi nenhuma mesa de voto. Não conheço nenhum político (mas respeito, naturalmente, opiniões contrárias), que me levasse a cometer o esforço de ir votar nas últimas eleições legislativas. Perdi a fé em toda essa gente. Ardo nas labaredas da descrença.
Que S. Miguel Arcanjo tenha pena de mim quando um dia pesar a minha pobre alma e S. João Baptista veja neste pobre mortal um Precursor da nova linha abstencionista para ver se isto melhora. Não vejo jeitos. Desgraçado de mim!
O bruxo espanhol que quer tramar o Ronaldo obriga-me a ir para a Serração de boca aberta. Apanhar ares da serra. Ou então asfixio.
Olhem bem para o que fizeram no domingo. 281 bicos na Assembleia da República a comer os nossos impostos. Para quê tantos a comer sono na A.R.? Para quê tantos milhões deitados ao rio numa campanha estéril? Num País carregado de miséria onde já nem os clubes de futebol escapam. Ouçam o Jardim: «Está tudo maluco». Menos ele.
E que mal tem em ser louco se os loucos não sentem nada?
Há pessoas que sentem uma enorme curiosidade em saber quem ganhou as eleições. Eu prefiro saber em quanto se situou a abstenção porque seja qual for o resultado vou perder. Nunca ganho.
Também procuro saber se houve algum boicote eleitoral. Este sim o verdadeiro voto popular, o único que tem peso e efeitos imediatos. Vizela que o diga! Mas não os cometam. São considerados crime e votar é um dever cívico. Pois é.
Eles, os senhores deste País, assobiam para o lado mediante os sinais puros da abstenção. Sabem o que ela representa mas…
Ninguém esqueça que o Partido Português da Abstenção (PPA) é há muito o maior Partido nacional. Não vem nas figurinhas nem conta para o Totobola mas está lá.
Até que alguém se decida a levá-lo a sério porque é a sério que ele responde a quem não o leva a sério.
Fico por aqui. A sério que fico.
Peço clemência!
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ENCONTRO COM PASTORES DO GERÊS
25/9/09mmm

Gostaria de começar esta humilde prosaica por lhes apresentar dois pastores da Serra do Gerês residentes na bonita aldeia de Fafião. Conheci-os ontem à tarde, ali no meio da serra onde os lobos nos vêem sem que nós os vejamos, onde as cabras posam para as máquinas fotográficas em cima de escarpados penedos como se fossem as outras (modéstia à parte confira ao fundo desta página a enorme beleza da bichana - parece-me um chibo - e da foto que registei dentro do curral lá na serra), onde não há poluição sonora nem de química, nem net, nem campanhas eleitorais. Que alívio, que paz, que interiorização.
É bom falar com estes homens.
Os pastores são quem trabalha mais perto de Deus, lá no alto, por isso as suas vidas são tão cheias de simplicidade, de humildade e bondade.
À direita está o pastor Manuel Costa, 58 anos, ex-militar da Guarda Nacional Republicana, que antes de se reformar e se dedicar à pastorícia esteve destacado nos quartéis de Guimarães, Braga e Gerês. Conhece bem Vizela para onde foi enviado em missão de paz na altura da movimentação popular pela restauração do Concelho no início da década de 80. Lembra-se do Cabo Bernardo (recentemente os seus restos mortais foram trasladados para o cemitério de S. João das Caldas), e de outros ex-agentes da GNR como o sr. Peixoto (falecido) e o sr. Simões que cumpriram serviço em Vizela.
Ao centro o vizelense e meu amigo Adérito Costa sempre munido com a sua inseparável máquina fotográfica. Convidou-me para o acompanhar ao ermo do Gerês, a uma aldeia serrana onde depois de tantas amáveis visitas é recebido como se fosse um filho.
O Sr. Maximino (à esquerda na foto) trabalhou nas minas, tem uma pequena reforma, a mãe morreu-lhe era ainda bebé, levou porrada de criar bicho do pai (“o meu pai era um animal, se não fugíamos matava-nos com porrada” recorda), conhece a Serra do Gerês a palmo se bem que nos dias de intenso nevoeiro (ali as nuvens pousam nos pés) ou intensa chuva tenha de se socorrer das «mariolas» para se orientar no regresso ao curral ou a casa. As “mariolas” são duas ou três pedras pequenas que os pastores colocam em cima de um penedo para lhes servir de orientação.
Os seus adversários não pertencem a nenhum partido ou coligação. São os lobos. Os pastores falam deles com respeito e despeito. Admiram-lhe a sua sagacidade e engenho, como se fosses mitos. O famoso lobo ibérico é rival e inimigo. Ataca-lhes as cabras, as ovelhas, o gado e os cavalos que por ali andam em liberdade.
“O lobo não nos ataca” - diz o senhor Maximino. É provável que estejam agora a ver-nos. Nós nunca os vemos porque eles escondem-se antes de atacar as nossas cabras.
As cabras (perto de 700 de um rebanho comunitário) são guardadas durante a noite num bonito curral improvisado no meio da serra. Por debaixo do curral há grutas com camas de colmo onde os pastores pernoitam se não tiverem de regressar à povoação. O gado fica durante a primavera e o verão a pastar no topo da serra. Os pastores revezam-se entre si, trocam comida, ajudam-se mutuamente.
Dia 29 de Setembro (terça-feira) se o amigo leitor quiser dar um saltinho a Fafião (atravessa a barragem de Salamonde (ano 1953) e fica a escassos quilómetros) terá a brilhante oportunidade de ver regressar a esta aldeia, com cerca de 60 habitantes, todas as cabeças de ovinos, caprinos, bovinos e equídeos que durante os meses quentes pernoitaram na alta serra. O outono/inverno deixa a serra sem pasto e com tempestades agrestes, impondo o regresso à povoação por onde ficarão cerca de meio ano.
É apenas uma ideia, um conselho amigo. Por isso trouxe este tema aqui e do qual deixo muitas coisas belas por narrar, embora algumas só mesmo vividas se compreendem. Não me peçam que os mandem ver montras.
Julgo que depois de tanto ruído com a campanha eleitoral, qualquer mortal daria por bem emprego este sossego da serra que aconselho. Tanto mais que é necessário retemperar forças porque está aí à porta outra campanha eleitoral a qual se presume mais frenética e tumultuosa com uns candidatos a perderem a estribeira e outra a “irem à serra”.
Nas campanhas eleitorais não há a ameaça da presença dos lobos, é um facto.
Ou melhor, há lobos, mas esses estão à mostra até porque apararecem nas sondagens. E sendo visíveis dão hipótese de defesa. O que é sempre uma vantagem.

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GESTOS QUE NOS BEIJAM
22/9/09mmm
Hoje vou falar de pequenas situações ilustrativas da beleza interior das pessoas e de outras menos belas. Seja o que Deus quiser.

1 – Ontem após o almoço do X Torneio de Minigolfe Cidade de Vizela o coordenador do FCV, GONÇALO CASTRO chamou junto do púlpito, por ocasião da entrega dos troféus, os directores dos órgãos de Comunicação Social deste Concelho (Susana Ribeiro/Notícias de Vizela, Zélia Fernandes/RV Jornal/Rádio Vizela e Manuel Marques/ddV) a quem ofereceu uma bonita peça distintiva devidamente lavrada com o nome de cada jornal, site ou rádio. E?
Quem de dedica à árdua tarefa de informar não está à espera de nada senão de ressentimentos, de fracas respostas, de portas trancadas e de dedos apontados apenas às falhas que os jornalistas cometem. E isto não é choradinho.
Por esta razão, o gesto de Gonçalo Castro prova que ainda há gente que acarinha os jornalistas, é um refresco que sabe bem, sobretudo quando a travessia do deserto é grande.
Obrigado!
2 – PAULO CASSIANO é um jovem jogador das camadas jovens da mesma Secção de Minigolfe. Quis um sorteio de ontem que lhe coubesse um jantar para duas pessoas num restaurante da Cidade. O “puto” levantou-se para ir buscar o prémio, pediu o microfone para dizer estas grandes palavras: «Ofereço este jantar ao sr. Gonçalo e sua esposa D. Filomena pois sem eles não teria o minigolfe dentro de mim».
E todos se levantaram para o aplaudir.
3 – Na sexta-feira passei fugazmente pela Assembleia Municipal e tive oportunidade de ver o Plenário a aprovar por unanimidade dois votos de louvor para os novos Presidentes da Sociedade Filarmónica Vizelense e do Cállidas Clube. Até aqui tudo bem. Terem-se esquecido que a Associação Cultural e Desportiva de Santo Adrião também conheceu um novo Presidente (António Macedo) eleito pela mesma altura é que está mal.
Provavelmente será pedir muito aos nossos deputados que conheçam a realidade total do nosso Concelho para além dos muros da cidade. Já não se pode dizer o mesmo do deputado municipal comunista António Monteiro ou não fosse ele o anterior Presidente do Santo Adrião. Mas como sempre: entrou mudo na AM e saiu calado. Está no seu direito!

4 – ADEUS SOLIDÃO – Dinis Costa já não está sozinho nos cartazes. Chamou para junto de si o conhecido médico João Cocharra talvez para «combater» aquela que é considerada a arma mais forte da Coligação, a médica Resgate Salta.
De facto há médicos que são mais conhecidos do que certos políticos. Nas eleições isto conta bastante.
5 – O Presidente do Boavista Álvaro Braga Júnior não pode assobiar para o lado quando trás atrás de si um exército de desgovernados provocadores prontos a deixar qualquer estádio em cacos como se viu neste Vizela-Boavista.
A sua passividade na Tribuna de Imprensa, enquanto ao seu lado os seus adeptos tentavam o estado de sítio, foi revoltante.
Valeu a simpatia no Manel do Laço e pouco mais.
6 - Estou com pena do treinador Daniel Ramos. O homem não merecia um Clube à deriva. Salvem-no!!!
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A NOITE DAS DESPEDIDAS
(19/Set/2009mmm)
Hoje estou taciturno, paciência. Dormi descalço.
Ontem foi a noite das despedidas. Do lado esquerdo de quem sobe a Avenida dos Bombeiros Voluntários, ali pelo salão da Casa do Povo que orgulhosamente ostenta uma enorme fotografia com o povo vizelense a festejar em Lisboa a vitória do 19/3/98, Paulo Pinheiro fez as malas e deixou o Futebol Clube de Vizela, clube que serviu durante uma década na qualidade de Presidente da Direcção (recordista), tendo ainda desempenhado funções de Presidente da Assembleia-Geral, de vice-Presidente e do Grupo dos Cem.
Na década de 70 eu e Paulo Pinheiro (inseparáveis amigos de infância, éramos os dois pobres naquela altura, agora só sou eu) fomos treinar ao FC Vizela. Eu fiquei. Paulo Pinheiro não pôde continuar devido aos estudos. Mas logo ali nos seus 13 anos se viu a vontade em “vestir a camisola do FC Vizela”. Faria-o mais tarde como grande dirigente. Como sócio do Clube estou-lhe grato pelo seu empenho em prol do nosso FCV.
Do lado direito da mesma avenida, ali pelo Auditório dos Bombeiros (que eu continuo a achar que deveria denominar-se «Auditório Ilídio Costa» em homenagem ao seu mentor), os políticos vizelenses, no pouco que eu quis ver (passei lá no final da Assembleia do FCV e, mais uma vez, não fui em serviço de reportagem), davam virtuais beijos e abraços e outros salamaleques de despedida. Foi bonito mas não aguentei muito tempo (tinha o coração contrito com a sessão da Casa do Povo) e fui apanhar ar para a noite do Parque das Termas na companhia do meu inseparável amigo José Borges. À noite no Parque ouve-se o sussurar do rio, sobretudo a queda da água no açude das turbinas. Quem sente demasiado o FCV não podia estar com outro estado de espírito senão o de desejar ouvir o rumorejar das águas.
Penso (e este é apenas o raciocínio de quem deu anos da sua vida à luta de Vizela e que resultou nesse grande feito de hoje termos uma Assembleia Municipal própria e democraticamente eleita pelos vizelenses, grata compensação) que ficava muito bem àquele Plenário tomar a mesma atitude que tomam os grandes políticos do nosso País (em campanha eleitoral ou fora dela), quando a desgraça bate à porta de portugueses ou instituições.
Geralmente esses grandes políticos nacionais suspendem as suas actividades ou direccionam o sentido das mesmas (a ordem de trabalhos, por exemplo) em favor duma discussão que se não for mais é um gesto de solidariedade, um espaço de consolação das vítimas, um abraço de sentido pesar.
A Assembleia Municipal, do pouco que me apercebi, estava a passar discos antigos e outros arranhados, a trocar galhardetes e flores, algumas de circunstância e aparente odor a hipocrisia, coisas sem importância nenhuma, quando ali ao lado, aquela que é a mais importante instituição desportiva do Concelho, que alberga no seu departamento juvenil mais de 200 crianças e adolescentes e ainda outros atletas amadores do minigolfe, do atletismo e do futebol, definhava num requiem que dilacerava a alma vizelense nesta Vizela solidária e para todos.
Na derradeira Assembleia Municipal só faltou mesmo o tema "Bésame mucho" da mexicana Consuelo Velásquez resumido aqui em dois versos apenas: «Bésame, bésama mucho, como si fuera esta noche lá última vez. Bésame, besame mucho que tengo miedo pederte, perderte otra vez».
Há uns tempos, numa reportagem dum grave acidente, fotografei um agente de socorro a rir-se junto a um cadáver que se encontrava no chão coberto por um lençol à espera do Delegado de Saúde (estes funcionários públicos nunca chegam a horas humanamentes decentes) enquanto as lágrimas corriam na cara de alguns familiares e vizinhos que iam chegando. Foto que ainda guardo.
Descobri o email desse socorrista e enviei-lhe a fotografia com esta pergunta:
“Descobre o que está despropositado nesta foto?»
Dias depois ele respondeu: «O meu riso. A minha insensibilidade. Foi o agente da autoridade que estava à nossa beira com piadas que me fez rir. Não volta a acontecer. Obrigado pelo reparo».
Há reparos (à insensibilidade) que devem ser feitos!
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NOTAS NEGATIVAS & POSITIVAS
N E G A T I V O
- A renúncia de Paulo Pinheiro da presidência do FC Vizela.
- A ausência de Paula Lima da última assembleia de Tagilde.
- A realização de duas assembleias importantes (FCV/AM)no mesmo dia e hora.
- A grave lesão do guarda-redes Paulo Jorge.
- A denúncia de "compra" de eleitos autarcas do PS de Tagilde pelo próprio PS.
- A seca do caudal do rio Vizela.
- A eliminação do FCV da Taça de Portugal frente ao Beira Mar.
P O S I T I V O
- Padre Constantino pela conclusão de novas capelas mortuárias.
- Entrada no quartel da famigerada ambulância do INEM.
- Notícia de machete do NV sobre "vaquinha" para eleitos socialistas de Tagilde.
- Despedida em grande de José Manuel Faria (BE)da Assembleia Municipal.
- Força mobilizadora de Dinis Costa em arrastar José Sócrates e Joaquim Barreto, entre outras figuras de proa do PS, até Vizela.
- Comentários de Manuel Campelos no "Bica Quente" da Rádio Vizela.
- Acompanhamento de Cidália Cunha (CDS) a Telmo Correia na abordagem com os trabalhadores despedidos das Termas de Vizela.
- Preocupação de Agostinho Lopes (CDU) pelo rio Vizela e situação das Termas.
- Comunicado do Comandante Rogério Caldas na defesa do Corpo Activo dos Bombeiros.
- Chamada à Selecção de Sub 19 de Zé Lopes, júnior do FC Vizela.
- Filomena Mendes e Armindo Costa campeões de minigolfe em Lamego.
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CHAMEM OS BOMBEIROS
(17/9/09 mmm)
Boa noite, eu não sou a Manuela Moura Guedes. No máximo sou um Tony Sem Carreira.
Vamos ao que interessa, foi para isso que você veio aqui.
A pré-campanha eleitoral autárquica em Vizela está acesa. Digo mais: está a arder, em brasa, quente, em lume, a ferro e fogo, um braseiro.
Meter, por isso, os BOMBEIROS no Centro da dita, na ponta Esquerda ou até mesmo na Direita tem toda a lógica. Com ou sem auto-escada majirus, sem ambulâncias do INEM ou auto-tanques de 10 mil litros. Nada disto conta, sejamos directos e precisos!
Ninguém espere que venha eu aqui neste cantinho à beira lar plantado deitar palpites feito Doutor Semanas, não. A minha missão é comentar, esmiuçar os sufrágios, pegar neles, trocar seis por meia dúzia e ala que se faz tarde. Não brinco com o fogo da politica. Era o que faltava. Estes oradores hoje andam à porra e à massa uns contra os outros e amanhã trocam as voltas: os inimigos são amigos e os amigos são inimigos. Sei o que a casa gasta há muito e basta ver pela a aragem quem vai na carruagem do intercidades que não passa cartão à estação de Vizela. Oxalá o Sócrates e a D. Manuela venham de comboio para ver o que isto custa.
Não sou soldado da paz, mas também não sou soldado da guerra pois já deixei a macaca há muito. No mínimo sou um espectador passivo que nesta altura do campeonato, quando a fome do Poder aperta, gosta de apreciar os factos e os efeitos de estufa que qualquer campanha que se preze leva à cena. Ò Evaristo tens cá disto?
Amigos meus residentes noutros concelhos onde também se sente a crise e se ouve dizer que José Sócrates é o Primeiro-ministro, dizem-me que por lá aquilo da pré-Campanha autárquica é um desterro. Não há tricas, nem trocas de acusações, os bombeiros têm o parque automóvel que têm e ninguém lhes toca; os centros de saúde funcionam; os tipos da Direita concorrem nos Partidos da Direita, os da Esquerda nos Partidos da Esquerda, Julgados de Paz têm há muito e de ajustes directos nunca ouviram falar.
Isto e outras normalidades do género não abonam em graça nenhuma as prés-campanhas dessas bandas. Segundo me diz o Cardoso – um amigo que é catequista há 40 anos em Rebordosa, a sul de Tavira:
«Isto por aqui é sacrossanto. Os candidatos até se tratam por Sua Excelência, Sua Senhoria, Sua Eminência, Madames, Viscondes, Amores e Minha Melguinha Louca. Aqui ninguém quer o Poder e os que o querem é com boas intenções».
Porra, não sabia que havia disto. Palavra de honra! Imagino que nesses concelhos por aí fora a pré-Campanha seja mais mórbida que os filmes do Manoel de Oliveira e tão enfadonhas quanto os livros de Saramago ou da Fátima Lopes ou mesmo, que Deus me perdoe, do José Luís Goucha que já fez o testamento em prol do seu namorado.
Os vizelenses mais temerários denotam grande preocupação com as mossas que esta pré-Campanha Autárquica possa deixar após o 11 do 10 nas mais ilustres instituições da sua Terra como os Rotários, os Bombeiros, o FCV, outras instituições subsidiadas e até mesmo nos “Amigos da Tasca do Luís, uma das mais jovens instituições vizelenses, segundo li com atenção na Imprensa Local e que, por muito vago que seja o seu plano de actividades e orçamento, também não deve ficar imune a estas vicissitudes políticas de barrete e capacete. Saia um copo. Bem cheiinho que eu não aguento mais isto!
Tendo em conta essas pessoas mais tímidas, que afinal de contas também votam, se não tiverem receio de sair de casa, os Candidatos Vizelenses deviam emitir um comunicado tipo aquele que o Movimento das Forças Armadas, também conhecido por MFA, bateu numa máquina de escrever Azert e lançou via Emissora Nacional e RTP no 25/4/74 desde a Capital, aconselhando as pessoas a permanecerem em casa e a terem calma, dando conta que este Concelho de Vizela até 11 de Outubro poderá passar por uma revolução pacífica, com alguns tiros de pólvora seca entre as chaimites estacionadas na Rua Fonseca e Castro (onde residem os maiores adversários) e algumas fragatas de fraca potência e com revisão atrasada, atracadas ao largo da Cascalheira e da barra da Ilha dos Amores e Rio Marinho. O rio está sem água, mas pronto. Quem quer saber disso?
Confesso que estou tranquilo com os nossos Bombeiros como sempre estive.
A Real Associação está de pedra e cal e recomenda-se (assim estivesse o desengonçado FCV), não será necessário, por essas pequenas questiúnculas, chamar o Rei ou quem representa a realeza, no caso em Portugal, D. Duarte Nuno Pio de Bragança, respeitável Monarca com tempo pouco disponível para atender a estas minudências vizelenses, devido ao vasto número de filhos que tem para cuidar e que deitou ao mundo em idade já avançada. Homem velho e mulher nova, filhos até à cova – diz o povo.
Muito mal estaria o Mundo se uma instituição que aguentou 132 anos, passando ao longo deste tempo pelas maiores dificuldades como tendo nas suas fileiras bombeiros de bigodes grandes e pipos de água às costas por falta de auto-tanques de 10 mil litros, e carregando padiolas por falta de macas do INEM, fosse agora abaixo das canetas devido a uma singela troca de comunicados, devido a algumas cândidas conferências de imprensa ou por imaculadas conversas de café e de rua que nem sequer contam para o Totobola.
É verdade que a sirene dos Bombeiros foi um importante instrumento de chamamento da população vizelense por cada jornada de luta de rua pela criação do Concelho. Agora que o dito chegou, vamos deixar a sereia em paz. É tão bonita caladinha!
Hoje não faz sentido nenhum mandá-la tocar a rebate…pois esta pseudo-envolvência dos Bombeiros na política-autárquica é só fumaça passageira, julgo eu na minha santa inocência!
Mas olhem que eu já ouvi tocar aquela ronca por questões bem menores!
E não fui o único!
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E AGORA AS NOTICIAS DO DESPORTO
Casal arguido por chacinar porcos a tiro
Impedimento de se recandidatar não parece ser obstáculo para Torres
Novas pistolas têm de trocar de punho
CÃO E GATO OU JULGADOS DE PAZ?
(14/9/09mmm)
Estou convencido que os primeiros a utilizarem os JULGADOS DE PAZ que chega a Vizela no comboio inter-cidades após as eleições autárquicas (fazendo fé nas múltiplas promessas que por aqui ouvimos) serão precisamente os mesmos que andam a prometer esse Tribunal de low cost.
Ao ler o Manifesto do PS de Vizela que a Coligação diz ser plagiado, reparo numa breve promessa que, não duvido, passará despercebida à maioria dos eleitores. Isto porque grosso-modo os eleitores não lêem os programas eleitorais e aqueles que lêem preocupam-se mais com o seu comprimento do que com o seu cumprimento.
Aliás, só uma pessoa que tenha apanhado muito sol na cabeça entre as 12 e as 16 horas na Póvoa de Varzim, no Algarve ou nas obras é que acredita que as promessas eleitorais são para levar a sério. E quanto às pintadas em Vizela das duas uma: ou temos por cá um milagreiro muito bom capaz de fazer a multiplicação dos pães quando encontrar uma Câmara com os cofres quase vazios, ou então nem sequer a promessa número um chega a concretizar.
Os eleitores devoram mais depressa o jornal do Lidl, a Dica, os calhamaços da IKEA, os educativos jornais desportivos, ou mesmo as deslumbrantes revistas dos salões de cabeleireiras, do que um manifesto eleitoral seja de que quadrante for. Nisto não há nada a fazer.
A Coligação queixa-se que o PS fez «copy e paste» (quer dizer, copiar e colar) do seu programa eleitoral. Já li os dois e são de facto muito parecidos. São gémeos, que por acaso também é o meu signo, segundo me diz a Maya!
Mas serem parecidos não significa serem rigorosamente iguais. Não são. Senão vejamos: no programa eleitoral do PS está lavrado em exclusivo a tal oferta para os Bombeiros de Vizela de um camião auto-tanque de 10 mil litros (julgo que é de água). A oferta deixou zangadíssimo o Presidente dos machadinhas que de pronto acusou o presidente dos funcionários públicos de “oportunismo politico e de provocação”. Mau, mau.
Outro exclusivo do programa da “rosa” é a construção de um CANIL, obra esta há muito tempo reclamada por rafeiros, vira-latas, perdigueiros, boxer’s, caniches, podengos, labradores, dálmatas, uskis, pastores-alemães, serras-da-estrela, pitbull, galgos e, sobretudo, os desgraçados caninos que por alturas das férias dos seus donos são deitados ao abandono em S. Bento, na Penha, na Lapinha e até mesmo nos Maragoutos onde não há hotéis nem boites nem spas para esta espécie animal. Não se faz!
Para acabar com estes azedume provocado pela oferta do auto-tanque de 10 mil litros (continuo a pensar que é de água pois o Manifesto do PS não é claro), Dinis Costa (que também foi muito flagelado por ter desencantado uma ambulância do INEM para a mesma Instituição) ainda vai a tempo de corrigir a promessa eleitoral de forma airosa: oferece aquele veículo pesado ao pobrezinho (carregado de dívidas) Futebol Clube de Vizela e não se fala mais no assunto.
Com os depósitos de água do Estádio secos da silva, com as torneiras dos balneários sem pinga de água e a relva a gritar misericórdia numa cor amarelecida como pronuncio da morte pela sede, bem grato ficaria o Clube com tamanha oferta. Anda tudo ao contrário. E chuva nem vê-la.
Agora se o FC Vizela também recusar o camião, fico eu com ele que o meu carro, de tão velhinho, já não aguenta mais duas revisões. Ainda há dias deitei a mão de fora para dar sinal (tinha os piscas fundidos) e deram-me uma moedinha.
Não sei o que levou Miguel Lopes a esquecer-se de apontar o Canil no seu manifesto como promessa básica. Olvidar o camião de 10 mil litros vá que não vá, agora o canil…foi uma falta enormíssima.
Manuel Pereira e António Veiga não podem cair na mesma lacuna, nem que tenham de recorrer à Banca em nome da Câmara pela milésima vez pedindo um empréstimo. Quem vier a seguir que pague a factura e apague a luz. Diz o povo que mais vale morrer caloteiro do que tuberculoso. E o Povo nunca se engana…a não ser quando vota.
A construção de um canil (uma espécie de habitação social para quadrúpedes) não deve ser assim tão dispendiosa seja por ajuste directo ou indirecto. Importa é que venha. Quem não gosta de cães? Ninguém.
Se o Canil não puder arcar com uma construção de 5 Estrelas e com mesmo “glamour” do elefante branco que cresce ao topo do Fórum Vizela ou, vá lá, como o hotel de luxo que a Companhia de Banhos prometeu erigir há 30 anos no Parque das Termas ou então como o outro, este por iniciativa individual, anunciado para a Quinta do Poço Quente desde o tempo em que o Dr. Arménio ensinava a tabuada e o nome das nossas províncias ultramarinas no Externato (também conhecido por Castelo, edifício comprado pela Edilidade às prestações e que hoje está a cair aos bocados), pois seja algo mais modesto, quiçá de uma ou duas estrelas.
Os cães, na sua infinita humildade, aceitarão sem um latido e de cauda a abanar o que vier pois sempre souberam comer e calar. Até rima.
Mas agora não fica bem a Miguel Lopes copiar a proposta do PS senão é a vez dos socialistas falarem de plágio. Mesmo assim o líder da Coligação ainda vai a tempo de lançar no seu Manifesto Eleitoral pesada arma de arremesso contra Dinis Costa. Deixemos de lado os jogos radicais e vamos ao que interessa. Por que não propõe a Coligação a construção de um GATIL caso vença as autárquicas?
Cão e gato, estão a ver? Até a barraca abana!
“Cão que ladra não morde”, “Gato escondido com o rabo de fora”, “De graça nem o cão vai à caça”, “Gato Fedorento”, “Os cães ladram e a caravana passa” ou “Gato escaldado da água fria tem medo” poderiam ser slogans muito mais envolventes e profundos do que redundantes e comezinhas expressões género “Alma Vizelense” ou “Vizela para Todos”.
Isto para não falar do “Vizela Solidária” que é um slogan muito convincente dos bloquistas, sobretudo depois dos discípulos de Louçã terem deitado pela borda fora um dedicado militante de vanguarda que ficou preso para toda a vida a uma cadeira de rodas depois de ter participado em Braga numa reunião deste Partido. Se ser solidário é isto, estamos conversados! Pois é.
É de caras que nem toda a comitiva da equipa de Dinis Costa tem “alma vizelense” (a alma nasce com a pessoa e não quando esta quer e lhe convém), assim como ninguém acredita que caso a Coligação chegue ao Poder haja “Vizela para todos”. Segundo se diz, o novo PDM que vem puxado a caracóis, já tem há muito tempo repartidas todas as terras vizelenses que havia para repartir deixando por este Concelho milhares de deserdados, também denominados como os “sem-terras”. Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não percebe da arte. Como pode então ser Vizela para todos se os terrenos que havia para apanhar já estão todos agasalhados? Venha o Lula!
Falo por mim que não tenho um metro quadrado de terreno o que me torna imortal pois não tenho onde cair morto.
Com o Canil por promessa eleitoral de um lado e o Gatil do outro, dia 11 de Outubro ficaríamos a saber quem ladraria ou miaria vitória: se os cães ou os gatos.
Até ao dia de todas as decisões, gatos e cães (bichinhos que sempre adorei) continuarão a vaguear pelas ruas do Concelho, sós e abandonados, com a barriga a dar horas e as carraças e as pulgas à boleia, com o mesmo medo que um ser humano atravessa os túneis da estação da CP, isto até que um carro passe e os passe a ferro. Passamento atroz. E os animaizinhos Senhor, gatos e cães, esses ali ficarão na estrada de tripas ao sol, fazendo cada motorista o circuito à sua volta, não por respeito pelo corpo inerte que esse não interessa, mas sim para evitar sujar as jantes, os pneus, os pára-choques e a carteira. Arre burro!
Até 11 do 10 as previsões apontam para a continuação de rosnares grossos, finos e assim-assim vindos do quadrante norte, sul e centro deste Concelho à beira eleitoral. Nem o famoso anti-ciclone dos Açores de que tanto falava o Antímio de Azevedo os salva.
A troca corrosiva de palavras e a falta de alguns afectos na inevitável troca de galhardetes entre candidatos há muito tempo por estas bandas germinou. Mas o epicentro está apontado lá para depois das legislativas (aí sim as coisas vão piar fino). Farpas que bem poderão acabar na barra dos Julgados de Paz, ou no gabinete do Juiz para não aumentar as despesas destes serviços tão céleres e económicos da Justiça Portuguesa.
Os mais pessimistas, e esses há-os em toda a parte, não acreditam que o Julgado de Paz passe do papel do PS e da Coligação para a realidade (esperamos que Pereira e Veiga também assinem de cruz), mas os mais optimistas, já estão a ver esse importante instrumento da Justiça de canivete a dar entrada na rua principal vindo do lado da estação ao som das caixas e dos bombos da Família Peixoto e o logo atrás o “Jardel” (para quem não sabe é o nome do cão da D. Fernandinha Labita, um boxer que de manhã dorme no passeio da rua Dr. Abilio Torres e à tarde dorme no mesmo sitio), a ladrar de entusiasmo e... (eu ia acrescentar «e a abanar a cauda» mas o cão é “rabuxo”).
Moral da história: aqueles que se portam como cão e gato (sem ofensa) poderão bem ser os primeiros clientes do Julgado de Paz.
Quanto ao canil e ao gatil vamos esperar sentados por causa das varizes porque haverá concerteza coisas mais importantes a perdigotar. Estamos mesmo em crer que nesta campanha, se não vier a rede, continuaremos a ouvir as mesmas vozes, com ou sem conferências de imprensa, a apregoar alto e bom som sobre os desígnios e mistérios da política partidária um preocupante: «AQUI HÁ GATO MEUS SENHORES».
Quanto ao resultado final do 11 de Outubro este também já é conhecido: carne para uns, ossos para outros.
Pois até para ser cão é preciso ter sorte!
2 - A Drª Manuela Ferreira Leite aconselhou os ministros de Sócrates que vão ficar no desemprego a utilizarem as Termas. Tendo em conta que Sócrates está sexta-feira em Vizela, podemos concluir que ele foi o primeiro (ministro) a seguir o conselho da Presidente do PSD visitando este concelho termal.
Inté.
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mmm-12-09-09
SÓ FALTAVA MAIS ESTA
FC Vizela, 1 – Autarquia, 1
Jogo duplo? Soltem a parede!
Quando recebi aqui no ddV convocatória da Assembleia Municipal de Vizela tive o cuidado de comunicar a Paulo Pinheiro e José Armando que a data e hora daquela sessão política para a próxima sexta-feira coincidia com a data e hora da Assembleia extraordinária do Clube que dirigem.
Se não houver alteração de uma destas sessões (e tudo indica que não vai haver), teremos mais um cenário surrealista de vivência democrática de Vizela. Menos.
Assim, do outro lado da rua, no quartel dos Bombeiros, estará reunida a massa política local (prevendo-se em grande número sendo esta a última Assembleia Municipal antes das eleições autárquicas) e da banda da linha do comboio, ali pelo salão da Casa do Povo, estará reunida a massa adepta dos futebóis. Podia ser pior!
As duas sessões estarão divididas por duas paredes e não é liquido que os insubstituíveis apresentadores da SIC, Marco Horácio e Carolina Patrocínio (a mandatária da JS nacional que assegura não comer frutos sem que a sua criada lhe retire os caroços e que, louve-se a sua sinceridade, diz preferir fazer batota a perder…ai, ai, estes palminhos de cara), por aqui estejam para lançar o grito do Ipiranga: «Soltem a parede».
De um lado da rua teremos em jogo o futuro político de uns quantos; virando a trotineta para a outra margem – e a tal Ponte de Pau é sempre uma miragem para a outra margem – teremos em discussão o futuro de uma das mais importantes colectividades do País. A coisa promete.
Tenho de ser sincero como sempre fui. Havendo de optar por um lado, irei à Assembleia do Futebol Clube de Vizela. Peço encarecidamente aos ilustres oradores municipais, sejam associados ou não do nosso Vizelinha (se não são deviam de ser), que desculpem a minha ausência pois sabem ter em mim um incondicional admirador das suas laudas intervenções (excepção àquelas prosaicas redigidas por terceiro e as outras que chamam ali à cena a fastidiosa politica nacional que não interessam a ninguém, igualáveis a limões espremidos). Pois.
Estou a imaginar que alguns vizelenses ficarão como tolo no meio da Ponte de Pau. Ali bambaleando-se hora para a esquerda hora para a direita, não sabendo para que lado peregrinar: se para a política ou se para o desporto. A vida tem destes dilemas e nem sempre é justa, convenhamos! O escritor Cury costuma dizer que na vida em todas as escolhas há perdas e ganhos. É tudo questão de fazer as contas e já está.
Mas visto à lupa, as duas sessões terão os dois temas na mesa, embora num lado mais politica do que futebol e noutro mais futebol do que política. Todavia, é sabido que a política e o futebol há muito tempo namoram. Até dizem que foi o Salazar – com quem muita gente não ia à bola – a impedir a transferência do Eusébio para o estrangeiro e a do Joaquim Agostinho para a Cuf.
Por outro lado será inevitável que o Presidente do Futebol Clube de Vizela não fale na próxima Assembleia da tal carta de demissão que redigiu após saída do gabinete de um vereador municipal (lá está a politica), assim como será inevitável que o Presidente da Câmara, ou até mesmo o vereador em questão, não esclareçam a Assembleia Municipal sobre o mesmo assunto (lá está o futebol). Morangos com açúcar.
Daqui desta humilde tribuna do ddV, deste púlpito, deste palanque, deste tabelado onde posso falar à vontade sem limite de tempo e sem disciplina imposta por qualquer grupo parlamentar ou até mesmo pela Prisa (olha a Manuela e o Marcelo), lançaria um repto aos digníssimos presidentes da Assembleia Municipal e da Assembleia do Futebol Clube de Vizela. Aqui vai:
- Por que não realizar as duas sessões em simultâneo no mesmo espaço? Assim mesmo, tudo junto. Tudo ao molhe. Estou maluco? Não estou nada. Já sei que pago impostos e 174.88 euros de IMI, mas isso não é motivo para dizerem que estou maluco. Ainda ontem me confessei.
Em princípio uma assembleia bilateral FCV-AM pode dar alguma confusão, mesmo a mistura de tanta gente com gravata e outra sem a dita, mas as vantagens podem ser algumas e importantíssimas para a política e desporto deste Concelho que o Povo conquistou na rua.
Por exemplo…se Paulo Pinheiro anunciar nessa sessão conjunta que vai mesmo embora do Clube onde até hoje enterrou perto de 100 mil contos do seu bolso, deve ser fácil entre meia centena de políticos que se dizem dispostos a darem a vida por Vizela surgir um para ocupar o seu lugar.
Mais simples do que isto não há.
O algodão não engana.
P.S. – Ouço falar que há um grande investidor para a Termas como se isso fosse a solução. Para investir em quê? Em mentalidades? O valor patrimonial das Termas são os seus recursos naturais como a água sulfurosa e as lamas. E isto é a custo zero. Que empresa com matérias-prima a este preço declara falência? Já pensaram nisto?
Os accionistas da Companhia dos Banhos (quase tudo pessoas que pararam de sonhar) já deveriam ter percebido que o grande problema das Termas são eles próprios.
Ma se o tal investidor for o Bill Gates, o Américo Amorim, o Roman Abramovich, o Belmiro de Azevedo, o Mourinho ou até mesmo o Cristiano Ronaldo seja bem-vindo.
Só espero é que mande limpar de vez em quando (ou lembre à CMV para o fazer) a Bica Quente da Lameira que aquilo às vezes até mete nojo aos cães.
Agora vou! Até à próxima.
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Termas de Vizela só necessitam de um boa campanha (10/9/09mmm)
Os vizelenses vão ter de se mentalizar que a promoção das Termas de Vizela e o regresso ao áureo passado que o termalismo impôs para gáudio de toda a comunidade de Vizela passam em primeiro lugar por eles próprios. Chega de tanto palavreado de bota-a-baixo vociferado por políticos e apolíticos. Basta da Administração da CBV meter água fora das tinas. Uma boa campanha (publicitária) das Termas de Vizela nas Televisões poderia ser remédio santo para o reumatismo que lhe amedronta as articulações. Chega! Ouviram? CHEGA!
Quando um bom amigo está doente devemos
visitá-lo.E eu tenho as Termas de Vizela por um bom amigo. Trabalhei lá dois anos que na realidade foi apenas um. O outro era no Fundo de Desemprego por isso, com muita mágoa, vim embora. Estar meio ano à espera de outro meio para mim não dá. Ou melhor, dá para ficar maluco.
Tenho as Termas de Vizela no meu coração: a minha mãe trabalhou naquela empresa e eu, como já disse, dois anos vesti o fato branco que as netas das banhistas diziam ficar-me a matar. Mentirosas.
Nas Termas de Vizela tive, talvez, dos melhores empregos da minha vida.
Trabalhei com inúmeros colegas de coração de ouro, grande maioria de Barrosas. Alguns eram analfabetos mas davam lições de autênticos doutores.
Não obstante ter gostado de quase todas as profissões que exerci e exerço pois ainda não cheguei à pré-reforma, Trabalhar nas Termas foi algo de muito bom que aconteceu na minha vida e tenho quase a certeza, na vida de todos aqueles que por lá andaram.
Nas minhas profissões, algumas sazonais, até vindimador fui e quase ia vendo morrer o sr. Zé da Senra quando uma carrinha levou o seu escadote à frente quando vindimávamos a ramada sobreposta à estrada do Lamarão em Santa Eulália. Quando o homem da carrinha parou para socorrer a vítima, pois naquele tempo ainda não se usava o “abandonar as vítimas na estrada sem lhes prestar auxílio”, ficou ainda mais aflito ao ver a escada estendida no chão sem o vindimador atropelado. Acontece que o sr. Zé estava a vindimar por acima das videira (enfiado nas parras) e quando ficou sem o escadote de 30 degraus teve a folhagem e a armação dos arames em rectângulos por amortecedor. Ficou lá em cima oculto e sem um arranhão. Grande susto. À noite as pernas ainda lhe tremiam tanto que nem quis ir ao lagar pisar as uvas. Fui eu e o professor Luis Caldas a quem 200 escudos por dia de vindima fazia muito jeito. Belos tempos.
Nas Termas, no meu tempo (1982/83) ganhava-se muito pouco. Nunca vi os trabalhadores apresentarem qualquer reclamação em relação aos seus salários ou condições de trabalho (sindicalistas, daqueles que desconhecem a palavra tolerância também não havia), sabendo-se que as gratificações (gorjetas) dos aquistas superavam muitas vezes o salário mensal que a empresa atribuía. Uma vez um aquista, algo desiludido, foi dizer à administração que eu não aceitava gorjetas. E não. Sempre tive as minhas manias. Algumas completamente incuráveis que nem os patrões da Drª Moura Guedes, da Prisa ou lá como lhe chamam, conseguirão calar.
Tenho muitas saudades de todos os companheiros com quem trabalhei nas Termas há 26 anos atrás. Inclusive do saudoso Sr. Torres, o nosso boss. Alma boa. Os empregados conheciam o seu humor pela posição que colocava o chapéu na cabeça. Se o Sr. Torres chegava à Companhia com o chapéu caído para a frente dos olhos era altura de lhe pedir um favor. Se o chapéu viesse descaído para trás, na nuca, aí o melhor era adiar qualquer conversa ou vinha ventania. Mas daí a pouco o Sr. Augusto Torres já era novamente o grande amigo de quem hoje tenho grandes saudades.
Ontem fui visitar as Termas. Ou melhor, o tal amigo que me dizem estar doente. Não fui na melhor altura. A tarde no balneário é sempre mais calma que a manhã. Os corredores estavam vazios. Vi seis funcionários equipados de branco dois deles eram jovens vizelenses que ali exercem a função de massagistas. Eram bastante atenciosos e simpáticos e equipavam com robe branco pois ele usava calções e ela fato de banho. Nas costas uma visível legenda: «TERMAS DE VIZELA». Eram os responsáveis pela sala de massagens com duche vichi. Uma senhora entrou para ser massajada, dizendo que vinha de tarde mas que fora aconselhada pelo médico a fazer o tratamento de manhã.
A piscina grande tinha seis utentes, dois bastante jovens. A tarde estava a começar, dizem-me que a procura é grande.
Uma das duas salas de inalações (muitos boas para problemas respiratórios, sinusite, etc.) estava repleta de utentes. Fiquei contente.
Porque fiquei contente?
As Termas de Vizela são uma espécie de Futebol Clube de Vizela. Se ele ganhar fico feliz; se perder, se andar pelas ruas da amargura, se andarem por aqui ou por ali a desengonçar-lhe os ossos como lhe fizeram recentemente e agora estão a fazer às nossas Termas (os culpados que levantem os braços), pois só tenho de me sentir triste.
Não conheço um único vizelense que não sinta as Termas de Vizela como suas. Alguns nunca entraram no balneário principal, na piscina ou no Mourisco, mas sentem o pulsar daquela empresa (que vendo bem as coisas é de todos os vizelenses) a bater dentro de si.
As Termas de Vizela são algo que jamais poderá acabar. Não podem acabar porque se trata do maior espaço de recuperação que há em Portugal e na Península Ibérica. Os efeitos das suas águas, vapores e lodos têm milhares de testemunhos positivos em todo o País e no estrangeiro para quem os queira acolher. Vendem saúde.
Gosto de contar a história verídica do Vítor. Um jovem de 17 anos de Paredes que atendi no Mourisco com um gravíssimo problema de pele (uma doença extremamente delicada de curar e muito aflitiva). Quando o jovem se despiu e lhe vi as costas pensei tratar-se da crosta de um crocodilo. Já tinha corrido tudo que era dermatologista. Ao segundo ano de tratamento com água quebrada de fria para não irritar mais a pele e lodo da ria de Aveiro, a sua mãe entrou no Mourisco a chorar de alegria. O seu filho estava curado. A sua pele era agora brilhante e luzidia.
Acompanhei inúmeros casos de pessoas que curaram gravíssimos problemas de pele no Mourisco ou amenizaram o seu estado.
Hoje o Mourisco está encerrado.

Perguntei a um dos jovens se estava preocupado quanto ao futuro do seu emprego. Ele respondeu-me que não. “Estou aqui há 13 anos e o que vai acontecer a partir daqui é que vamos novamente para o fundo de desemprego meio ano como acontecia antigamente. Depois regressamos. Já foi muito tempo assim e agora vai voltar a ser outra vez…no Outono-Inverno».
Este jovem diz-me que as Termas não estão tão mal como pintam e até lamenta um certo alarmismo. Afinal o «amigo» que fui visitar não estava assim tão doente. Só um bocadinho, pelos vistos...ou pelos ouvidos.
Saí do balneário e no jardim frontal virei-me para o pedestal que arca com a esfinge de Abílio Torres carregada de vestígios dos pombos e disse: «Isto vai, doutor. E pondo os pombos de lado se forem necessários dois borrachos também se arranja. Descanse».
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OS QUATRO NAIPES (5/9/09mmm)
O dabate da Rádio Vizela de hoje perrmitiu-me hoje conhecer melhor os quatro candidatos à presidência da Câmara de Vizela, ou pelo menos os seus pontos de vista, porque à excepção de António Veiga que não conheço, há muito tempo tenho o privilégio de me relacionar com Manuel Pereira, Dinis Costa e Miguel Lopes.
Gostei da intervenção de todos.
Um acto eleitoral para a Câmara de Vizela foi algo de importante pelo qual várias gerações de vizelenses lutaram não havendo um número preciso dos séculos que atravessou esta luta pela emancipação administrativa vizelense.
Se para muitos, legitimamente, uma vitória é o número de votos caídos nas urnas, para mim, também legitimamente, o simples acto de haver eleições para a Câmara e Assemblea Municipal de Vizela, já é por si uma grande vitória.
Analisei as listas concorrentes e pude constatar que há valores importantes em todas elas, sinal de que o desenvolvimento da cidade e freguesias será um garante após o 11de Outubro porque também após esta data quero acreditar que os vencidos se aliarão aos vencedores no mesmo objectivo: Vizela.
Essa é a obrigação de cada vizelense candidato ou não: deixar de lado o fado fatalista, acreditar no futuro e lutar por ele.
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BlogosFERA e o 12 de Outubro (30/8/2009
DIGAMOS QUE ESTE FINAL DE AGOSTO E PRINCIPIO DE SETEMBRO É DADO ÀS TRÉGUAS. O CALOR DILATA OS CORPOS E OS COPOS. QUANDO O SOL TEIMA EM DERRETER-NOS IMPIEDOSAMENTE QUEM QUER SABER DE POLÍTICA OU O DIABO A4 PARA ALGUMA COISA?
1 - Tenho alguma ansiedade por saber o que nos reserva o período entre 15 (mais coisa menos coisa) do mês que vem e o 9 do 10 (fim da campanha eleitoral autárquica).
A esta hora muitos políticos e candidatos a políticos carregam baterias em praias e outros retiros para a árdua batalha eleitoral que aí vem, alguns com o telemóvel desligado para não serem incomodados por jornalistas que amanhã não se cansarão de incomodar quando for altura de puxarem a brasa à sua sardinha. Estas coisas são como são.Até a barraca abana.
2 - Adoro as campanhas eleitorais, sobretudo as autárquicas, e se eu mandasse havia todos os anos um acto eleitoral autárquico. Não era demais porque tudo é belo, movimento e análise.
Não há nada mais triste do que o dia seguinte às eleições. Faz lembrar um estádio devoluto depois de decorrido um jogo carregado de grandes emoções e com muitos intervenientes dentro e fora das quatro linhas.
No dia seguinte cada interveniente eleitoral regressa a sua casa. Alguns candidatos ficam congelados durante os próximos quatro anos numa espécie de fato-frigorifico ou numa concha tipo caracoleta até às próximas eleições, período em que alguém voltará a lembrar-se deles. É o trivial.
3 - O vencedor das eleições (e em Vizela será Dinis Costa ou Miguel Lopes pois Manuel Pereira e António Veiga são uma espécie de Alpoel no grupo do FC Porto na "Champions", não jogam para a vitória do grupo) será aclamado pelos seus aficionados e parabenteado por adversários calculistas tipo «desculpe lá qualquer coisinha».
Será este o desígnio em toda a parte no “The Day After” com o regresso à normalidade depois da recolha dos outdoors. Por aí perto a boçalidade volta a tomar conta de cada autarquia. Está escrito e não há volta a dar!
4 - A esta hora muitos candidatos já perceberam que a colocação de outdoors com demasiada antecedência, como aconteceu neste Concelho de água vulcânica, entra na rotina do olhar e mesmo olhando-se para aquelas enormes fotografias 5X3 nada se vê. Acontece o mesmo com as fotos de família que expomos pela sala de visitas, pelos quartos ou até mesmo na casota do cão (Caim, Caim…). Ao fim de pouco tempo já não reparamos nelas ou estamos cansados de as ver.
É por esse motivo que os políticos televisonados e fotografados todos os dias têm de mudar assiduamente de gravata ou de fato e os pivot's de TV que apresentam telejornais aguentam com o pessoal de serviço das redacções, mulheres de limpeza incluídas, a passar nas suas costas. Menos.
5 - O próximo dia 12 de Outubro, o dia seguinte às eleições deixará submersa a grande azáfama de toda a campanha como se uma luz se apagasse na alma vizelense e nesta Vizela para todos. Quem mais perderá com o The Day After serão as redacções noticiosas e sobretudo a blogosFERA (blogs, sites e quejandos), esse espaço de liberdade a sério onde cada um opina e pina (s.f./cada uma das peças curvas da circunferência da roda de um veículo; camba, diz o dicionário) conforme a sua natureza. Da!....
6 - Já imaginaram quantos biliões de frases serão arrimadas na blogosFERA portuguesa até 11 de Outubro? No dia seguinte...acabou. Ainda bem que a net pode com tudo! E os políticos podem?
Três cabeças de lista às autárquicas (um de Migarães) diziam-me há pouco tempo não lerem blogs onde são feitas críticas "corrosivas e venenosas" (os adjectivos são deles) às suas carreiras políticas e às vezes pessoais. Queixinhas! Copinhos de leite!
Fazem mal em não ler. Tudo o que escrevem sobre nós (bom, mau ou assim-assim), é útil, depende do ponto de vista como encaramos essas críticas.
No tempo da Monarquia do PPM, o rei, que passava o tempo alapado na côrte, costumava perguntar aos seus súbditos e lacaios: «Dizei-me meus servos, o que diz lá fora o Povo de mim?». Hoje os políticos têm essa resposta em casa. Aqueles que computam, claro.
Um político (e um jornalista) tem a obrigação de saber que um adversário (ou inimigo) é muitas vezes mais sincero nos ataques que lhe faz do que os seu "amigos" nos elogios que lhe apresentam. Vale?
É pena a bologosFERA girar sempre à volta dos mesmos. Este é o primeiro factor redutor da sua importância; o segundo é o dia 12 de Outubro próximo. O tal dia seguinte.
7 – Tenho uma ténue esperança que as duas campanhas que se aproximam tragam a Vizela figuras de proa da política nacional como são os líderes dos partidos mais representativos. Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Jerónimo, Louçã, Portas, Monteiro, etc. serão sempre bem vindos a esta terra onde um dia estava previsto passar a Rainha de Portugal e de Inglaterra (e o Mário Soares também, mais tarde) e desviaram-lhe o sentido. Coisas que nada tiveram para o caso com o sentido único da rua principal que Dinis e Miguel preconizam e muito menos com os ajustes directos de que se fala praí.
Dinis Costa afiança que José Sócrates virá em breve a Vizela na qualidade de Primeiro-ministro da actual legislatura ou como candidato a Primeiro-ministro da próxima.
Pessoalmente eu preferia que Sócrates viesse a Vizela como Primeiro-ministro, sinal de que viria inaugurar qualquer coisa. Mas esse é o grande problema do actual Presidente da Câmara de Vizela: não tem nada para inaugurar.
Façam o favor de serem felizes.
8 – Como expilico? Não havendo nada para inaugurar o que vem cá fazer o Primeiro-ministro? Tratamento ao reumático? Não me consta. Dar umas corridas no Parque à volta do lago grande? Também não me cheira.
Não haver nada para inaugurar é mesmo uma chatice. Ou melhor…há a bancada do CCD de Santa Eulália em campo municipal mas não fica bem (julgo) convidar José Sócrates. Para isso há o Laurentino Dias de Fafe, amigo do Nélson Évora, da Ronaldo, do Madail e do Herminio Loureiro, tudo gente do alto. Comparar Laurentino a Sócrates não é a mesma coisa, convenhamos. Cada macaco no seu galho (salvo seja).
O lançamento da primeira pedra do Hospital de Retaguarda de Vizela apontado para o mês das vindimas também poderia constituir um apetecível chama para José Sócrates mas…(há sempre um mas) e o que dizer da srª ministra da saúde Ana Jorge? Não ficaria com ciúmes? Assim não chegamos lá!
9 – Leio nos jornais que José Sócrates foi propositadamente de Lisboa a Guimarães agradecer à Orthos XXI a oferta que lhe fez em 2005 de um par de canadianas com amortecedores de fabrico próprio. Naquele ano, como se devem recordar, Sócrates fracturou uma perna a fazer esqui numa estância turística da Suíça. Vendo que as muletas que Sócrates carregava eram estrangeiras e pesadas, a Orthos XXI teve a gentileza de lhe enviar pelo Correio um par de canadianas. O chefe do Governo ficou tão satisfeito que prometeu ir pelo seu próprio pé a Santa Leocádia de Briteiros agradecer. O que fez na passada quarta-feira.
Estive para aqui a magicar e não saio desta dúvida: - o que tem Vizela para enviar pelo Correio ao Primeiro-ministro (a este ou ao próximo) de forma a termos pela primeira vez nesta terra um Primeiro-ministro de visita pisando o chão sagrado vizelense português?
De momento só me ocorre o Bolinhol (da Delicia, da Fina ou da Kibom).
Mas sei lá eu se o Primeiro-ministro gosta de coisas doces e se não está “proibido” pelo seu médico de as comer.
Desisto! Não posso com tanto.
E FOI PARA ISTO QUE ENTERRARAM O FC VIZELA?
Trabalho, trabalho. Este pode ser o lema do Carregado, um dos últimos clubes a entrar na Liga de Honra (ocupou o lugar do profissional FC Vizela). A maioria do plantel é semiprofissional, os jogadores não ganham mais de 700 euros por mês. E o estádio é emprestado.
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VENHAM OS BRONZES "QUISTO" NÃO É VIDA (25/8/09MMM)
«As pessoas nunca entenderam muito bem o desejo obsessivo de Michael Jackson em virar branco; sobretudo aquelas que expostas aos sol tudo fazem para virar negras»
1 – Para quem tem ADN vizelense, ficar por Vizela na segunda quinzena do ano é suportável; os outros podem aguentar uma hora, vá lá, um dia, mas na manhã seguinte pegam na mala e abalam. Compreende-se. Desde que o Rio Vizela e o Parque de Campismo (era anexo ao Parque das Termas) foram à vida e logo a reboque a azáfama termal, Vizela vira uma espécie de bolha de ar na segunda quinzena de Agosto, momentos após os cavalos da GNR que fecham o cortejo dos Tempos Idos irem à deita, coitados.
Há dias ouvi um candidato autárquico afirmar que os próximos investimentos em Vizela, talvez na próxima década, passam tudinhos pelo desenvolvimento da zona ribeirinha em S. João (a marcha de ir tudo para S. Miguel alguma vez será invertida, não?) com a praia fluvial, piscina olímpica, pavilhão gimnodesportivo, passagem pedonal para o parque, estacionamento de transportes públicos, etc. e tal.
Para trás ficará a idade da pedra (granítica) e do betão lascado, sem esquecer o edifício Municipal que esse promete ainda partir muita pedra.
Vale a pena esperar para ver. E quem tiver pressa que vá andando.
2 – Depois da partida dos nossos queridos emigrantes para os seus países de trabalho, por cá, aos poucos, vão regressando a casa os últimos bronzes do Verão 2009. No próximo fim-de-semana, mais dia menos dia, deverá estar tudo de regresso abrindo-se as portas que Abril abriu em restaurantes, cafés e similares.
À espera de muitas famílias deverá estar uma penosa conta dos manuais escolares.
Aqui ao lado em Famalicão, a autarquia ofereceu livros escolares a 6.500 alunos do 1º ciclo. Critérios!
3 - Por debaixo da minha varanda, na Travessa de Belmense (será Velmense?), é uma autêntica indústria de, como é que se diz?,fabrico de charros. Só pelo trabalho que aquela droga dá a enrolar eu jamais teria paciência para me candidatar a tamanho calvário. Doi-me o coração quando vejo adolescentes, muitas raparigas ainda a crescer, perdendo tempo com estas fantasias ao lado de supostos namorados que as desencaminham e engatam para o mundo ruinoso da curtição.
Qualquer dia, meu, a minha Travessa, meu, ganha ao Cento Comercial Caravela, meu, o título de xafariz da cidade, meu! Yá.
4 – ALGUMAS NOTÍCIAS DO DIA
“Em 1999, Carlos Costa descobriu que as poupanças de 23 anos - mais de 640 mil euros - tinham desaparecido do banco, em Santo Tirso. Senta-se, todos os dias, à porta do Millennium BCP, onde, em silêncio, clama por justiça” - DN
5 – “São frequentes os casos de calúnias e difamações propagados via blogue, sem consequências no "mundo real" devido ao anonimato que a Internet proporciona. Mas a segurança do anonimato poderá estar a terminar.
Uma estudante do Fashion Institute of Technology utilizou o seu blogue, em cinco posts separados que denominou "Skanks of NYC" (que poderá ser traduzido por "ordinárias de Nova Iorque"), para difamar Liskula Cohen, uma modelo canadiana.
As entradas no blogue incluíam fotografias da vida pessoal da modelo e adjectivos para a descrever, em que a sua higiene pessoal, aparência e conduta sexual eram postas em causa.
A Google, empresa detentora do website Blogger.com, onde os utilizadores podem criar gratuitamente blogues, apagou a conta, mas não identificou o dono do blogue em questão. Liskula Cohen decidiu, então, levar o caso de difamação aos tribunais, processando a Google.
Num acto encarado pelo advogado da modelo, entrevistado pela ABC, como uma medida que "irá mudar a maneira como algumas pessoas agem na Internet", o tribunal de Nova Iorque decidiu a favor da modelo, declarando que os bloggers não têm o direito a esconder a sua identidade neste tipo de circunstâncias. A Google foi, então, obrigada a revelar quem era a pessoa por detrás do blogue” - JN.
6 - "Direcção clínica do centro Hospitalar do Nordeste, em Bragança, diz que, pelo menos, 80 pessoas deixaram de realizar operações às cataratas nos primeiros meses do ano devido a atrasos na distribuição do correio. JN
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Um vizelense rico à espera do Euromilhões (22/8/09MMM)
E VOCÊ AMIGO LEITOR QUE ME ATURA, JÁ PENSOU O QUE FARIA COM 74 MILHÕES DE EUROS OU… «SE SAIR LOGO SE VÊ»?
Mas se a 9 do 1 fartei-me de tirar fotografias lindíssimas à nossa cidade (quem não o fez?) coberta daquele enorme manto cândido que ninguém sabe quando volta, não vi qualquer interesse em fotografar um boletim do Euromilhões, que não obstante estar todo em branco (sem prémio algum, leia-se), é sinónimo da falta de sorte, do desacerto, do azar, ou tão só da ilusão (casmurrice, talvez) de que a nossa vez há-de chegar quando a probabilidade de acertamos nos cinco números e mais em duas estrelas é de um para 75 milhões. Acertar com uma fisgada num olho duma formiga rabiga ou contabilizar todas as falsas promessas que se farão nas duas próximas campanhas eleitorais de Setembro e Outubro não é tão difícil.
2 – Muitos dos apostadores ouvidos pelas televisões à boca das caixas registadoras diziam não saber o que fazer a tanto dinheiro e eu, que não me lembro de ver uma nota de 500 euros, acredito piamente. Os inquiridos só não sabiam o que fazer ao dinheiro – não obstante alguns sonharem com coisas comezinhas como viagens, ajudar a família, os mais pobres, uma casinha, um carro de tenra idade, etc. e tal - como estavam completamente nas trevas sobre o que era “tanto dinheiro”. Tudo perfeitamente compreensível sendo Portugal um País de marinheiros cada vez mais transformado num País de aves de rapina onde distintos delegados do Ministério Público em lugar de prenderem assaltantes dão-lhes dinheiro para irem de comboio descansados da vida para casa. Não está mal. É tudo uma questão de humanismo.
3 – Defendo há muito (e mais nunca fui guarda-redes, joguei a defesa-central nos juniores do FCV onde fomos campeões. Grande equipa aquela onde eu era o pior jogador) que devia fazer parte obrigatória do ensino curricular (aí no terceiro ano) uma disciplina sobre o valor do dinheiro e a arte de saber gastar 74 milhões de euros ou mais. O adágioo “se sair logo se vê” não pode continuar a vingar.
Sendo Portugal o país europeu que mais dinheiro gasta no Euromilhões, não haver aulas sobre o manejo do dinheiro pode revelar-se tão nocivo para a Pátria como os conselhos que recebemos da União Europeia para enterrarmos a nossa agricultura e afundarmos as nossas traineiras a troco de subsídios pontuais. Pode ser mais nocivo do que a nossa Assembleia da República ou as Forças Armadas, verdadeiros burros mantidos a pão-de-ló, que ninguém sabe bem para o que servem quando quem manda é o Governo e quem nos defende são os nossos parceiros da Base das Lages (pelo menos é o que eles dizem).
4 – E você amigo leitor que me atura, já pensou o que faria com 74 milhões de euros ou… «se sair logo se vê»?
Eu já tinha projectos: comprava ao meu amigo de infância Zé Pinheiro o que resta da antiga Quinta do Poço Quente e os terrenos anexos que vão até Alfaxim e instalava ali serviços dos quais ouvimos falar há décadas: um pavilhão multiusos (maior um bocadinho que o de Guimarães para não parecer mal), uma praia fluvial a sério com ondas, golfinhos e focas amestradas, gelados Olá e da Iglo, amburgueres, batatas fritas a saber a presunto e tudo o mais; um hotel 7 estrelas com SPA, massagens diversas, quartos com mini-bar e bidé; courts de ténis a rodos; quatro piscinas olímpicas com outras tantas mudas de água por dia; duas pistas de atletismo (uma para corridas de galgos que o meu amigo António Macedo deverá fazer por manter agora que é Presidente do Santa Adrião), pistas de motocrosse duas e quatro rodas; vastos espaços para desportos radicais inclusive uma pista de aterragem de asa delta para os aventureiros que se atiram de olhos fechados dos Maragoutos.
Não faltaria no local uma eficiente zona de restauração de forma a que os turistas, emigrantes e aquistas continuassem a ter onde almoçar e jantar na segunda quinzena de Agosto, visto que os restaurantes tradicionais deitam chaves à porta e praia para que te quero.
5 – É claro que também trataria de pôr a funcionar um teleférico entre S. Bento das Peras e a Praça da República, este espaço nobre e histórico de Vizela cuja reconversão ficaria inteiramente a meu cargo sem necessitar de sugestões de espécie alguma. O jardim, contrariamente àqueles que defendem a subida da sua cota, deixaria estar como está porque não estou a ver a Vizela Romana que ali mira o lago, disposta a andar de lado para lado. Já não tem idade para isso.
Com um pouco de boa vontade saldaria com tamanha inundação de dinheiro os pesados recursos ao crédito que a nossa Câmara contraiu junto da ilusória Banca, dava um ponto final naquele Paços do Concelho Municipal ali junto ao Fórum Vizela, e por arrasto tomava conta do Castelo que, ou muito me engano ou aquele secular edifício, cujas caleiras, telhas e vidros já caem sobre os transeuntes, vai ficar para as calendas gregas entregue a pombas, silvas, cobras, ratos, lacraus, aranhas e outras faunas.
6 - Naturalmente também resolveria o problema da despoluição do rio Vizela, tanto mais que agora apenas uma ou duas empresas o poluem não sendo de descartar a ideia de trocar toda a sucata do famigerado Sistema Integrado de Despoluição do Ave que jaz inerte na margem esquerda e que nunca chegará a funcionar (nem todos perderam) por duas pequenas Etar’s de modo a servirem duma vez por todas essas empresas poluidoras. O rio navegável é outros dos sonhos que alimento depois das refeições. Antes, com a barriga dar horas, não consigo pensar em nada. Fraquezas.
7 - Eu sei que é mais fácil organizar a Feira do Açúcar mas façam as contas e concluirão ser menos dispendioso esta questão das duas Etar’s quanto a dita feira. E os resultados bem mais práticos e vantajosos para o Concelho. Só a vendermos suspiros e bolinhóis não vamos lá.
Naturalmente outros projectos mereceriam o meu cuidado (gaba-te cesta), apostando na necessária reconversão do nosso (digo nosso porque a CBV nunca mais lhe deita a mão) centenário Parque das Termas (quantas árvores faltam cair ao rio e ao lago?)
É claro que também apostava na criação de postos de trabalho desde que ninguém visse mal nisso tantos são os que preferem os subsídios de desemprego a vergar a mola.
Vizela seria um mundo diferente e eu seria igual
8 - Como não tive aulas curriculares ou particulares sobre o valor do dinheiro (nunca gostei de ir à escola e odiava as castigadoras reguadas ou palmatórias, a cana e os bolos na mão), não sei se os tais invisíveis 74 milhões de euros seriam suficientes para todos estes ajustes directos ademais os pagamentos sibilinos das inevitáveis e tradicionais luvas por cima e gorjetas por debaixo da mesa sem as quais nada se faz neste País de lés a lés.
A culpa é de D. Afonso Henriques (ou da mãe) que resolver nascer duma assentada em cinco (até ver) localidades diferentes: Guimarães, Aveiro, Coimbra, Viseu e S. João da Madeira. Fenómeno igual a este não está ao alcance de qualquer um, sejamos práticos.
9 – Por último editaria onze milhões de cópias do livro “A ALQUIMIA DA DOR” (com pagamento de direitos de autor, naturalmente. Sou contra a pirataria desde os tempos do Capitão Gancho e de Arcádio Buendia de que fala o Nobel Garcia Marquez no seu “Cem Anos de Solidão”) e ofereceria a cada português em Portugal e no estrangeiro (não sei se está algum no Espaço) um exemplar.
10 - Este livro de conselhos para transformar o sofrimento da autoria da escritora Tsering Paldrôn (editora Pergaminho) é riquíssimo e faz melhor à saúde mental, espiritual e física e à sociedade em geral (incluindo a carteira de cada um pois estando saudáveis por dentro e por fora sentimos que nada nos falta e não é necessário gastarmos dinheiro em fármacos desnecessários nem romper solas ou gastar teclados para fazer mal aos outros porque criar sofrimento nos outros resulta em mais sofrimento para nós e não num lenitivo. Que pena o ex-ministro Manuel Pinho, agora novo membro da socialite algarvia, não saber esta máxima antes de apontar os corninhos ao deputado comunista), do que os tais 74 milhões de euros.
Tendo este livro sou rico. Não sei porque jogo no Euromilhões.
Deve ser mesmo pelas obras de que lhes falo em cima. E que de outro jeito não sei se chegam cá.
Nem com todas as promessas que aí vêm!
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COISAS DE VERÃO (19/8/2009MMM)
«Tenho, há muito, um acordo de gente civilizada com as campanhas políticas de que gosto bastante: nem elas chateiam a minha vida nem eu a delas. E assim vamos vivendo».
1 – A pré-campanha eleitoral autárquica em Vizela continua na crista da onda sendo já a mais animada de sempre da história de Vizela e arredores. Calma!
Para tal muito tem contribuído a troca de «galhardetes» entre a Coligação PSD-CDS Por Vizela (CPV) e o Partido Socialista. Honra lhes seja feita!
Não vou comentar o nível das «farpas» (não sou propriamente Miguel Rebelo de Sousa ou o Sousa Tavares, longe disso, nem tão pouco a Moura Guedes que mistura informação com opinião como acusou o Marinho patrono dos advogados), se são bem ou mal mandadas. É tudo gente crescida, gente que quando assinou a folha de candidatura já sabia (ou devia saber) nas que se ia meter, portanto, diz o Povo na sua sábia razão, “quem vai à guerra dá e leva” o que quer isto dizer trocado por miúdos «quem se mete na campanha em Vizela, leva por tabela». Incha e passa.
A partir de Outubro, quando todos tiverem oportunidade de lamber as feridas e colar os cacos, algo restará de amizades antigas devendo ficar tudo como dantes no quartel de Abrantes. Queira Alá.
2 – Mas sejamos sensatos: a última troca se acusações, ou melhor dizendo, o letal contra-ataque do PS à 6ª Conferência de Imprensa da Coligação (ver neste site ambas as ladaínhas) ao qual a candidata Dora Gaspar deu voz na Rádio Vizela (só um pequeno reparo; não gostei da forma como se referiu à candidata Resgate Salta «vir agora uma doutora…»), merece séria atenção tanto do Fisco, como do Centro de Emprego, da Segurança Social, do IGAT, da Nasa (devido aos OVNIS), dos famigerados Ajustes Directos, do INEM, do Bispo de Braga e de Leiria-Fátima (do Papa não que Sua Santidade está de férias e de braço ao peito, coitado) e, mais importante de todos, de Luís Filipe Vieira, digníssimo Presidente do Esse Ele Bê e do seu escudeiro Rui Costa que um dia chorou por marcar um golo ao Benfica com a camisola da Fiorentina. Podia chutar (ao lado) mas preferiu chorar. Eu entendo. Burro era o empregado do meu antigo vizinho sr. Lopes moleiro. O sr. Lopes era um bom homem que gostava da criançada e nos deixava andar às cavalitas no animal quando regressava da Pavirel de entregar a farinha moída nas suas mós em Megide. Belos tempos.
3 - Cremos que se estes últimos «ataques» (eu ia dizer ataques pessoais), apanhassem todos os candidatos por Vizela em terra-firme outros galos cantariam, mas deixem-nos vir. Deixem-nos pousar. Estas coisas do “toma-lá-dá-cá”conservam-se muito "biene" e não necessitam de ir ao congelador para se manterem fresquinhas. Estão sempre frescas. Já vimos ir buscar ao congelador coisas que pensávamos enterradas. Vêm aí mais trovoada a caminho. Apostam?
Convenhamos que nesta altura do ano não é muito aconselhável lançar comunicados. Muitos metem merecidas férias para esquecer a crise e aproveitam para se refrescarem no mar, nas albufeiras, nas piscinas, nas praias fluviais, em banheiras e, possivelmente, em lagoas de antigas pedreiras abandonadas que foi, lá vai a verdade, o que me tocou por falta de “ajustes directos” até porque surge no imediato essa agravante de em Setembro ter de pagar os manuais escolares, em Outubro o seguro da casa e do carro, em Novembro as flores e mandar lavar o jazigo, as vacinas do cão parece que também caducam nesse mês frio e em Dezembro lá tereir de pagar as cotas da Santa Casa, do FC Vizela, da Banda, dos Bombeiros, etc. e comprar as prendas de Natal nos chineses que estão a tomar conta de todas as ruas da nossa cidade…
Uma pessoa séria, paga o que deve. E eu sou sério, podem perguntar ao meu confessor!
4 – Mas se na anterior polémica ficou envolvida a associação dos rotários vizelenses ao ponto do seu actual Presidente, José Abreu, sair a terreiro algum tempo depois com um esclarecedor comunicado de apaziguamento e a favor da paz que o Rotary Internacional defende (“dar de si antes de pensar em si”), desta vez pode estar em causa outra respeitável instituição vizelense. Falo da Casa do Benfica de Vizela na qual a Drª Resgate Salta é Presidente da Direcção (cujo dinamismo ninguém nega) e Dinis Costa é Presidente da Assembleia Geral. SLB, SLB, SLB, glorioso, SLB, SLB...
Se vai ou não esta acesa troca de galhardetes (Resgate Salta esteve na conferencia de imprensa da Coligação a criticar a postura de Dinis Costa sobre o Centro de Saúde e recebeu em troca pesada resposta), beliscar os órgãos sociais da Casa do Benfica, cá estaremos para ver.
E foi por isto que trouxemos aqui à baila o nome do Presidente do Benfica tratando-se este deligente dirigente de pessoa habituada a dirimir polémicas como se viu naquele presumível ajuste directo com a ilustre escritora tripeira D. Carolina Salgado.
E se Luís Filipe Vieira não for capaz de resolver a questão, pois então, clame-se por JESUS. Por Jesus salvador!
5 – Mudando de agulha: O Futebol Clube de Vizela está assim uma espécie de Bloco de Esquerda: saiu o Presidente mas o Clube continua a comprar jogadores. Olha o Leandro.
6 – Outro galhardete. Vale a pena entrar no Parque das Termas e fotografar a “concorrência” que ali se faz às Termas de Vizela no aproveitar do caudal de água sulforosa que brota de um tubo de plástico junto ao viveiro dos patos e gansos.
As pessoas chegaram ao ponto de instalar na boca do tubo um rudimentar assento e depois criaram uma poça onde enfiam os pés horas a fio. A fila não atinge o tamanho das do McDonald's em Guimarães mas anda lá perto.
Não seria bonito a Câmara (está lá alguém?) dar um jeito naquilo?
7 – Fecho com uma notícia hoje divulgada pelo jornal Público. Depois de a lerem digam aos vossos botões do biquíni ou dos calções de banho se não vale a pena pegar na mala e fugir para a mais longínqua lagoa duma pedreira abandonada.
"Chamem a Policia, au, au,au...
«Dois agentes da PSP, agredidos na Amadora em 2004 quando estavam em serviço, não vão ser indemnizados por danos morais e físicos e foram obrigados a pagar as custas do processo porque os agressores, condenados em tribunal, apresentaram atestado de pobreza. O tribunal já notificou os polícias da divisão de trânsito da Amadora para pagarem, cada um, 400 euros.
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CASA ONDE NÃO HÁ PÃO TODOS RALHAM E COM CARRADAS DE RAZÃO (17/8/09mmm)
O plantel do Futebol Clube de Vizela emitiu hoje um comunicado onde apela à sensibilidade de Paulo Pinheiro para continuar ao leme do Clube evidenciando desta forma, e mais uma vez, a sua «Alma Vizelense», que é reconhecida por todos.
Cláudio, Guerra e Quim Berto, os jogadores mais antigos e capitães da equipa, assinam esse apelo, numa espécie de conjugação de esforços dum “Vizela Para Todos”, perspectivando que sem Paulo Pinheiro, e com José Armando Branco ainda a espairecer duma presidência cansativa a vários níveis, o Clube pode passar por riscos irrevogáveis. Todo o cuidado é pouco!
Paulo Pinheiro ficou bastante agastado (e o caso não era para menos) com todo o processo meticulosamente engendrado para arruinar o FC Vizela, sendo o pontapé de saída dado pelo Sr. Ricardo Costa e os restantes remates pelos conselheiros do CJFPF que nem se dignaram pegar nos papeis do processo votando de qualquer praia do País via telemóvel. Assim não custa!
A sentença do Vizela há muito estava escrita e nem os patronos das duas freguesias da cidade juntos (S. Miguel e S. João) e o seu padroeiro – S. Bento das Peras – lhe poderiam valer, visto que os atropelos processuais cometidos por “quem manda somos nós” foram tantos que se mais não houvesse o Vizela acabaria condenado por ter chovido em Novembro ou Dezembro passados.
A quezília entre Paulo Pinheiro e o vereador municipal Alberto Machado não parece ser motivo suficiente para um Presidente bater com a porta. Se assim fosse, que dizer daquela recepção que o novo Presidente do Sporting teve no domingo na chegada a Lisboa depois de um empate na Madeira com um grupo de energúmenos a tentar agredi-lo no aeroporto?
Paulo Pinheiro já passou piores dissabores enquanto dirigente do Clube e manteve-se pedra e cal no seu posto.
A discussão com Alberto Machado pode, no máximo, ser encarada como a gota de água que fez transbordar o copo.
Paulo Pinheiro tem passado por grande pressão, está a arriscar o seu dinheiro até porque quase todos os industriais que prometeram apoiá-lo fecharam os cordões à bolsa, perdeu o segundo patamar do futebol luso devido a um processo onde não teve qualquer culpa e viu fugir daí grandes apoios financeiros oficiais na ordem dos 50 mil contos e, pior de tudo, sabe, como toda a gente sabe, que o Vizela vai entrar num campeonato cuja semelhança mais próxima que se pode encontrar é a “roleta russa”.
Os jogadores estão aí desde Agosto.
Receitas de bilheteira praticamente não existiram. O apuro das visitas do Vitória e do Moreirense mal chega para pagar um mês salário a um dos 23 jogadores do plantel.
Os trocos entrados nas latas da Liga Contra o Cancro que circularam nas Festas também não darão para muito mais.
Nós sabemos que a Câmara ajudou recentemente o Clube, mas os cofres do Vizela continuam vazios e há contas atrasadas para pagar. Nada que não se resolva, mas há.
A decisão de Paulo Pinheiro continuar na Presidência do Clube só depende duma pessoa: dele próprio.
Ninguém o pode obrigar a continuar. O mais que os sócios podem fazer é tentar demovê-lo da demissão anunciada.
Mas da parte de quem o fizer faltará sempre o mais importante: o dinheiro que o Clube precisa.
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UMA BANDEIRA DE GUIMARÃES NO CORTEJO DE VIZELA E OUTRAS CONVERSAS DE VERÃO (15/8/09mmm)
«ESPERO QUE SAIBAM DESCULPAR ESTAS SENSABORONAS CRÓNICAS DE VERÃO. O TEMPO E OS TEMPOS NÃO AJUDAM. O PIOR É QUE NA NOVA ESTAÇÃO OUTONO/INVERNO PROMETE SER TUDO IGUAL. AS ELEIÇÕES SÃO EM OUTUBRO».
1 - Leio num jornal que Michael Jackson ganha morto mais dinheiro num dia do que eu vivo e durante toda vida a trabalhar. E o burro sou eu? Não acho correcto este “ajuste directo”. Quero queixar-me, mas não sei a quem.
Há gente que se mata a trabalhar e nunca tem nada. Outros nem precisam de existir para ganhar dinheiro aos cestos. Menos.
Há outros que amealham dinheiro de forma tão egoísta que evidenciam a sensação de que vão viver 900 anos. E outros estouram tão depressa o dinheiro como se o mundo acabasse no mesmo dia.
Como se não bastasse, o Euromilhões não me liga nenhum e aí está um jackpot de 74 milhões de euros para o próximo concurso.
O que será mais fácil? acertar no Euromilhões ou não mentir numa campanha eleitoral?
2 – Uma criança até aos 12 anos para ter acesso à única piscina de água fria pública e de gestão particular do Concelho de Vizela paga 2.50 euros. Em 30 dias são 75 euros. Em 30 dias uma criança recebe de Abono de Família 40.25 euros. Não chega!
O rancho Neverland,dos herdeiros de Michael Jackson, ainda estará disponível para a criançada dar um mergulho sem pagar? Chama o António.

3 – Acreditam que de 1972 para cá vi todos os cortejos “Vizela dos Tempos Idos” das Festas de Vizela? É verdade. Não falhei nenhum. Ontem vi pela primeira vez uma bandeira de Guimarães no cortejo, coisa impensável há uns anos atrás por razões políticas que hoje (felizmente) não existem.
Ainda bem que assim é…mas…está visto que neste Verão acontece mesmo tudo.
4 – A outra ocasião que me recordo de ver uma bandeira de Guimarães em Vizela foi aquando a inauguração duma ambulância dos Dadores Benévolos de Sangue, sendo a Associação de Guimarães madrinha da vizelense. Quem recuar àqueles saudosos tempos de luta vizelense pela sua emancipação administrativa sabe que aquela respeitável bandeira estava em território «inimigo», era uma ofensa à luta de Vizela e ao seu Povo. As bandeiras de Vizela eram queimadas por aquela altura em praça pública como o Toural ou o estádio que era de todos os munícipes e foi de mão beijada para os «branquinhos». A viatura engalanada com a bandeira que cobria a placa inaugurativa estava estacionada (sem vigia) em frente ao Hospital de Vizela. As altas individualidades que se preparavam para a cerimónia estavam abrigadas mais abaixo nas guaripas da entrada do Hospital à espera que a chuva passasse. Entre elas estava António Magalhães, presidente da Câmara de Guimarães.
Eu e os meus amigos José Borges e Pedro Paulo que passamos por acaso em frente à ambulância não resistimos à tentação e roubamos a bandeira. A ambulância foi «inaugurada» por nós.
Da janela da Rádio Vizela vimos depois a vasta comitiva à procura da bandeira que nós tínhamos guardada. Alguns de joelhos. Nada. Mistério.
Mais tarde confessamos o nosso «crime» ao Presidente dos DBSV, tendo aquele respondido com um sorriso: «Disseram-me que vocês tinham passado por ali e eu desconfiei logo».
Grande chefe Zeca.
5 – E pronto, chegamos à segunda quinzena de Agosto que por norma é a estação da pasmaceira. Este ano engalanada, vá lá, com a entrega das listas autárquicas no Tribunal (coitadinho do tribunal) o que poderá tornear um pouco o estio. Em Vizela, terra que quer apostar forte no turismo, fecha quase tudo do ramo da restauração, similares e afins.
Haja paciência!
6 – Alguns candidatos vizelenses ainda não perceberam que quanto mais populares forem, quanto mais o povo os vir e quanto mais se embrenharem na multidão, mais votos na cartola terão. O palanque das festas, visto por milhares de vizelenses, teve apenas dois candidatos do PS à Câmara a dar a cara e nada mais. Não há outra montra assim até 11 do 10.
7 – Nesta quinzena de marasmo vou fazer um esforço para tentar deslindar o saco de gatos em que se transformou o Bloco de Esquerda cá das Caldas (nem que tenha de recorrer às Sagradas Escrituras); quero ver a nova imagem de Manuel Moreira Pereira (ex-PS e ex-MIV) equipado à “bloquista”; vou tentar perceber porque insiste António Monteiro (PCP) em ter um lugar na Assembleia Municipal de Vizela; porque escondeu o PS até à última a lista dos seus candidatos à CMV anunciados pelo ddV, ainda que como hipóteses, há quatro meses; que ideias tem António Veiga (PCP) para o Concelho e por último vou tentar prever se daqui até 11 de Outubro não fica mais nenhum candidato pelo caminho. Haja calma!
8 – Dinis Costa prometeu que no próximo mês a rua Dr. Abílio Torres ficará num só sentido de trânsito. Não foi necessário esperar tanto tempo como se viu ontem: os carros do cortejo andaram num só sentido na rua principal.
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VIZELA ESTARÁ A ENTRAR EM DEPRESSÃO? (13/08/2009mmm)
Pedro Abrunhosa está hoje (dia 13) em Vizela para cantar: «Quem me leva os meus fantasmas»
Talvez venha a propósito. Vizela está a entrar num estado de depressão latente como atestam as situações "descincronizadas" (como diria António Silva em "O Pátio das Cantigas") dos últimos tempos e que vão desde a política ao desporto. Andarão por cá fantasmas? Poderá a astróloga Maya da SIC, que tantas vezes passa com a sua graça por cá, ajudar-nos?
Visto que poucos acreditam no relaxe do termalismo, anseio para que as praias da segunda quinzena de Agosto tragam de volta a tranquilidade evaporada nos últimos tempos por estas bandas. Vizela não pode com tanto!
Pela minha parte já encomendei um colete de forças. Tenho andado perdido, qual mosca tonta atirando-se contra vidro de janela na vã esperança de passar para o outro lado. Menos!
O meu médico, que não acredita que o edifício da Câmara de Vizela esteja pronto nos próximos 100 anos, diz não haver solução clínica para o meu caso deprimente (esteja o SACU do nosso Centro de Saúde aberto ou fechado); o meu psicólogo que acredita na praia fluvial da Cascalheira e na geotermia da nossa água quente natural, aconselha-me recantos paradisíacos como as Ilhas Baleares, a República Dominicana, Cancun, etc. Deve pensar que tenho o seu salário (cobra 100 mangos por consulta). Não o entendo.
Para mim Bebe-e-Dorme e já chega.
O meu psiquiatra aconselha-me Xanax 600 ou 1500 (que os tome ele) e a minha bruxa preferida (22 aninhos bem feitos e com consultório para os lados da Póvoa) prescreve-me a receita num lenço às bolinhas: tenho de comer calcanhares de rãs, sapos vivos, moelas de cabrito, fígados de andorinhas e amortecedores de saltões e de gafanhotos. Não é fácil! Mas a azia não passa. Vizela põe-me às voltas a Portugal.
O Padre ordena-me abstinência. Estou "proibido" de comer lagosta, caviar, leitão, camarões tigres grelhados (ou fritos tanto faz) e devo rezar muito. Muito mesmo.
O meu advogado aconselha-me calma ou ainda vou preso pois sendo pobre e não tendo os conhecimentos da Drª Fátima Felgueiras as probabilidades de ir para a prisão já são de si grandes.
Vizela tem conhecido broncas atrás de peçonhas neste estio. Qual Entrocamento (terra dos fenómenos) qual carapuça? Saímos duma espingarda já estamos metidos noutra. Não há descanso. O colchão fica moído com tantas voltas na cama.
Qual invasões francesas, qual invasão de visigodos e romanos qual carapuça?
Nem as nossas festas podemos viver descansados. Alguém nos rogou alguma praga?
Será efeito da água sulfurosa? Ou é do vulcão que habita adormecido debaixo deste vale há milhões de anos? Não sei. As minhas limitações são muitas, reconheço humildemente. Mas porra, é demais!
Socorro. Agarrem-me senão vou a eles!
Soltem a parede.
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MÚSICOS E POETAS VIZELENSES (11/8/09mmm)
«ENQUANTO O INCÊNDIO NO BLOCO DE ESQUERDA DE VIZELA ENTRA EM RESCALDO POR AJUSTE DIRECTO OU INDIRECTO, AS FESTAS DE VIZELA PROSSEGUEM A SUA MISSÃO DE ALEGRAR O POVO. VALHA AO MESMO ISSO»
Vizela foi desde sempre uma terra de músicos, de poetas e de trovadores (não é riornia). Dos visigodos aos romanos e até aos dias de hoje, a arte da música e da poesia esteve contantemente aliada aos habitantes desta terra como atestam documentos bastante remotos.
Cada vez mais as Festas de Vizela têm contribuído para a divulgação de autores, compositores e músicos locais como atesta o programa da presente edição o que é salutar.
Renato Costa, com mais de meia centena de composições entre as quais o célebre “Cuquinho da Ribeira” gravado em disco vinil (no tempo em que só os grandes músicos gravavam discos) interpretado pela vizelense Maria Albina (residente em Infias), é uma dessas grandes referências dos altos valores da cultura musical fazendo jus ao nome do seu tio o maestro Joaquim Chicória cujas peças musicais são reconhecidas internacionalmente. Renato Costa foi homenageado este ano pela Câmara Municipal e no domingo pela Comissão de Festas sendo as músicas apresentadas por alunos seus.
O concerto da Sociedade Filarmónica Vizelense – banda composta totalmente por músicos formados na academia da casa - foi outro momento alto a provar os valores musicais de Vizela que não ficam atrás de Abrunhosas, Mudos Secretos, Delfins, etc.
Desde a animação de ruas (Irmãos Peixoto), passando pelos palcos e pela composição do cortejo Vizela dos Tempos Idos, as festas têm apostado na prata e ouro da casa, sinal de que os valores de Vizela prevalecem e apontam um futuro ainda mais risonho, sobretudo agora que foi oficializada a Academia de Música da Sociedade Filarmónica Vizelense, organismo que permitirá aos alunos de menores recursos financeiros a oportunidade de se dedicarem também à música.
O programa festivo das Festas de Vizela do próximo ano será mais rico se recuperar o genuíno concurso da Eleição da Rainha das Festas que permitirá às jovens vizelenses voltar a demonstrar em palco que a sua beleza não fica nada atrás, de forma alguma, das caras da TV e do jet set luso.
Festas e política: animação a rodos nos próximos tempos com muita música e letra à mistura. Haja saúde!
PS - A Câmara deveria ter colocado casas de banho amovíveis para os feirantes que fzem da avenida Abade de Tagilde a sua casa nestes dias. Os cafés da periferia não podem com tanto.
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A PRÉ MAIS ANIMADA DE SEMPRE (10/8/09mmm)
A polémica instalada à volta das listas do BE é mais um trecho da mais animada (ou desanimada, depende o estado astral de cada um) pré-campanha eleitoral neste Concelho que o Povo criou na rua. E a procissão ainda vai no adro!
José Manuel Faria não merecia que à «última da hora» surgissem pessoas dispostas a usurpar o seu trabalho, mas em política as coisas acontecem muitas vezes desta lamentável forma.
Um amigo meu que trabalhou no diário Público contava-me que por alturas da gestação deste jornal, os chefes de redacção enviavam os jovens jornalistas estagiários para as ruas da cidade com a missão de ouvir rumores nos cafés, tabernas, bancos de jardim e afins para depois serem tratados à pinça. Segundo estes chefes de redacção, "as melhores notícias emanavam de zuns-zuns que depois seriam ou não descartados».
Por Vizela corria há alguns tempos rumores de que o BE poderia ser tomado de assalto assim tipo barco Santa Maria. Com vizelenses de proa à cabeça. Os mesmos rumores apontavam mais nomes que ainda não vieram a lume. Serão ou não descartados?
Não deve haver nenhum ser humano à face da terra que na sua vida nunca tivesse sonhado com um bater de porta na cara dos seus detractores ou com um pedido de demissão.
No imediato essa parece ser a melhor resposta, mas, muitas vezes, cedo se revela ter sido a pior medida porque a luta faz-se de dentro para fora e não ao contrário.
Ao bater com a porta, José Manuel Faria e os outros militantes que o seguem tomaram um acto nobre, mas com o mesmo gesto abriram as portas de par em par a quem menos desejariam ver entrar.
Vamos ver se são os tais de que falavam os rumores.
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MAIS UMA VITÓRIA DE JOSÉ MANUEL FARIA (8/8/2009)
A candidatura de José Manuel Faria à Presidência da Câmara Municipal de Vizela deve ser reconhecida a nível nacional como um caso heróico e, provavelmente, único.

Sem receio (quem enfrentou as chaimites da GNR na tarde de 5 de Agosto de 1982 não terá medo de mais nada) de que este meu texto (de opinião pessoal) possa ser mal interpretado como campanha de apoio a um candidato à Câmara de Vizela, expresso a minha admiração por um dos políticos mais dinâmicos que conheci AC (antes do Concelho), com quem lidei tantas vezes de perto, nem sempre comungando das suas posições (é isto a democracia), mas respeitando de forma inequívoca a sua tenacidade, a sua forma enérgica de estar na política o seu sentido de ser vizelense e de pugnação pela igualdade.
Um brutal acidente de viação ocorrido numa noite de 2005 na Estrada Nacional 106 em Infias quando regressava a casa de uma reunião do Bloco de Esquerda em Braga provocou a este vizelense uma lesão medular incompleta que se traduz numa tetraplesia ( perda parcial de movimentos).
Muitos terão pensado que aquele jovem professor dinâmico que se habituaram a ver de forma titânica na frente da luta por Vizela ou defendendo as suas ideologias de Esquerda, iria remeter-se à cadeira de rodas, resignando-se à sua má sorte, deixando tudo para trás. Enganaram-se. JMF nunca seria um resignado.
Antes do acidente recordo-me de JMF entrar todas as segundas-feiras de manhã na sede do NV para entregar a sua colaboração semanal (geralmente artigos de opinião ou comunicados do PCP ao qual pertenceu). Nessas visitas sempre batia à porta da sede do jornal e eu, quando estava só, tinha de me levantar, deixar o meu trabalho para ir abrir a porta. Um dia disse-lhe: «Quando chegares aqui entra logo, não precisas de bater».
Era da família.
Nas manif’s dos 5 de Agosto que durante alguns anos promovi no Jardim Manuel Faria com a colaboração do NV e de outros amigos, o primeiro SIM de participação era seu. O povo ouvia-o com admiração!
Recordo-me de o entrevistar poucos dias depois do acidente no Hospital de S. Marcos em Braga. Pensei que iria encontrar um homem vencido pelo infortúnio (provavelmente eu ficaria derrotado com aquele acidente para toda a vida), mas não: trouxe comigo uma enorme lição de vida, de coragem, de força, de vontade de vencer a adversidade.
As suas palavras atenuaram a minha tristeza.
JMF dizia-me que poderia ficar tetraplégico (está tetraparético) mas que se o seu cérebro continuasse a trabalhar jamais deixaria de continuar interventivo. Cumpriu. Não há luta, degrau, ou tempestades que o demovam de arreigar por aquilo em que acredita. Um exemplo para todos nós.
Sandra é uma grande mulher ao seu lado.
Depois de não ter sido eleito para a Presidência da CMV nas primeiras eleições autárquicas, viu pouco tempo depois o Concelho a confiar-lhe um lugar (histórico) na Assembleia Municipal de Vizela. Foi o primeiro candidato de um partido minoritário a conseguir tão honroso lugar na Tribuna onde se discute o futuro deste novel concelho ao qual JMF deu tantas horas de luta até à vitória de 19 de Março de 1998.
O ano passado os jornalistas da Rádio Vizela e do RVJornal elegeram-no “O Político de 2008”.
O dia 8 de Agosto de 2009 é aquele em que José Manuel Faria dá nova lição ao Mundo apresentando várias dezenas de candidatos às Autárquicas concluindo com êxito um processo delicado e moroso do qual foi o principal mentor. Quantos nas suas condições físicas ou até mesmo com todas as faculdades operativas, conseguiriam tal proeza?
Hoje, novamente, JMF prova ao mundo que tudo é possível à condição humana: basta cada pessoa acreditar que a maior de todas as forças é aquela que reside dentro de cada um.
Não sei que resultado vai alcançar nas eleições de 11 de Outubro (nem é isso que está aqui em causa): sei apenas que hoje, com a apresentação das listas autárquicas do BE, JMF soma mais uma importante vitória pessoal.
Uma vitória que alguns dos seus adversários políticos jamais lograriam alcançar!
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OCASO DO FC VIZELA (6/5/09mmm)
“NÃO É POSSÍVEL DISCUTIR RACIONALMENTE COM ALGUÉM QUE PRETENDE MATAR-NOS A SER CONVENCIDO PELO NOSSOS ARGUMENTOS”
Frase de Karl Popper (1902-1994), defensor do racionalismo crítico.
Caiu o pano sobre a via-sacra do Futebol Clube de Vizela. Para trás fica o defeso futebolístico mais conturbado de sempre do “velhinho” (70 anos) Vizelinha.
O Vizela tem (tinha) a razão do seu lado mas isto só não chega num País onde as influências superam todas as leis. Faltou influência, faltou grandeza, brincaram com o Clube até ao tutano, fizeram dele gato-sapato e depois comeram-no.
As Direcções do Vizela e do Gondomar prometem arrastar o caso para os tribunais civis. Nada mais lhes resta.
Mas será sempre uma faca de dois gumes: se o Vizela for visto por aquela tropa da Liga e da Federação como uma espécie de «clube maldito» pode haver retaliação, poderá ser maior a emenda que o soneto...poderá estar longe do fim a via-sacra.
Todavia não resta outra alternativa ao FCV senão limpar a honra e procurar ser ressarcido dos mais de 300 mil euros que perderá em receitas, logo agora que a Sportv vai transmitir dois jogos semanais da Liga Vitalis (às quintas à noite e domingos de manhã).
Fora isto o Clube deve mentalizar-se que tropeçar não é cair.
O FC Vizela tem de levantar a cabeça e partir para a conquista do seu terceiro título nacional com o cunho da FPF na nova temporada que começa a 6 de Setembro.
Foi comido pelo monstro. Há que fazê-lo regurgitar! Com desportivismo e educação!
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UM DIA DIFERENTE E ÚNICO
O 5 de Agosto de 1982 passa hoje quase despercebido dos vizelenses. Lamentavelmente!
Foi um dos dias grandes da luta de Vizela em que um povo desarmado conseguiu mostrar na rua ao Mundo que nada o podia demover duma legítima aspiração mesmo que pela frente estivesse uma força bruta militarizada.
Naquele célebre dia ficou a ideia que Ângelo Correia (Ministro do MAI) e Fernando Alberto (Governador Civil de Braga) entre outros opositores venceram ao conseguirem à viva-força retirar da estação de Vizela uma composição ferroviária que os vizelenses ali mantinham retida em forma de protesto contra o descaramento político de então. Enganaram-se. Aquele foi mais um dia, dos mais importantes, para o resultado final que todos desejavam e que chegou 16 anos depois: a VITÓRIA de 19 de Março de 1998.
Vinte e sete anos depois é oportuno dizer "obrigado 5 de Agosto de 82" e parabéns a todos os vizelenses que de forma destemida nunca viraram a cara à luta.
Aos outros que não ligaram à causa vizelense e só chegaram depois para desfrutarem de forma pessoal dos benefícios da vitória (alguns só chegaram mesmo agora) pede-se que saibam respeitar a história de Vizela e aqueles que com o risco da própria vida deram toda essa expressão a um luta bonita, apaixonante e única no Mundo.
Tudo o que hoje vivemos é belo. Mesmo as picardias duma pré-campanha eleitoral acesa são belas porque resultam dos muitos "5 de Agosto" que preencheram as páginas da luta de Vizela e a levou à sua própria libertação.
Viva o 5 de Agosto.
MMM
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COLIGAÇÃO APRESENTA LINHAS-MESTRAS (2/8/09mmm)
No próximo sábado a "Coligação Por Vizela apresenta o seu programa eleitoral autárquico para o Concelho de Vizela.
Este poderá ser um dos momentos mais altos desta pré-campanha eleitoral.
Por natureza o Agosto é mês de férias, todavia os elementos que compõe esta lista de coligação prometem arregaçar as mangas e mostrar que estão nesta causa para trabalhar.
Naturalmente, seja qual foi o caminho partidário de cada vizelense, há grande interesse de todos em saber que linhas-mestras apresenta a Coligação para o jovem Concelho vizelense isto depois de ter apresentado uma equipa com nomes de importantes vizelenses e de que poucos estariam à espera.
Miguel Lopes tem muito caminho a percorrer para expor as suas ideias e da sua Coligação num concelho dominado pelo PS há muitos anos.
A par disto seria urgente que o PSD de Vizela aproveitasse todos os valores que têm inscritos nos seus ficheiros, esquecesse alguns distanciamentos que vêm de trás, e fizesse de todos os seus militantes uma coligação forte de forma a tornar o PSD de Vizela cada vez mais coeso.
Miguel Lopes sabe que o número de militantes do PSD nas listas autárquicas da Coligação fica muito aquém da representatividade que este respeitável Partido (cujos antigos militantes lutaram imenso pela criação do Concelho de Vizela, convém nunca escamotear esta grande verdade) deve ter neste nóvel Município.
Miguel Lopes sabe que não pode continuar a ter militantes a fazer do PSD um trampolim para o PS. Assim, não.
Miguel Lopes sabe que há grandes valores do PSD que estão para lá da sede do PSD.
Estes factos são suficinetes para levar os sociais democratas vizelenses liderados pelo seu jovem Presidente a reflectirem e concluirem que todos os militantes são importantes num Partido que amanhã, num próximo acto eleitoral depois deste, poderá querer enfrentar sozinho o PS de Vizela e lutar mano a mano pela vitória.
Esta é apenas a opinião de um vizelense livre e apartidário.
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Vizelenses não podem
continuar atrás da trincheira (30/7/09-mmm)
Os contos (ou a falta deles) e ditos sobre uma suposta tourada de solidariedade para com o filho do meu amigo Alexandre Pereira, que teve lugar em Vizela em Junho último, promete revelar-se mais uma das primorosas novelas de “burla e desenrasque”, tipo "O Caminho das Indias" ou "Roque Santeiro", que esta terra escondida atrás da trincheira não merecia. Mas vão-se repetindo...
Infelizmente, os vizelenses tardam a despertar para a realidade e alimentam todo o tipo de vigaristas e mercenários que vão e vêm a este chão sagrado onde a água brota do solo a 60 graus.
Os beneméritos destes vigaristas/mercenários, surgem disfarçados de otários ou alimentadores de crocodilos, chegam a comida à boca do animal ficando satisfeitos pelo facto do bicho atacar os outros esquecendo-se que à menor distracção ficarão sem o braço e depois sem o resto com já aconteceu a outros desgraçados incautos. Deixem-nos pousar!
Desde a célebre Maria Pinheira (hoje imortalizada no cortejo Vizela dos Tempos Idos) que se ornamentava de enormes cordões e gargantilhas de fantasia fazendo-se passar por rica para conquistar endinheirados aquistas que se hospedavam nos sete hóteis da nossa antiga Vila, passando pelo Dr. Mané (falso médico com consultório e habitação na sede do FC Vizela autor de inúmeras burlas a vizelenses e que foi detido em flagrante delito em pleno jogo de um clube aí “pra-cima” quando entrava em campo para diagnosticar a lesão de um jogador); passando pela famosa agente publicitária Marie Claire cobradora publicidade com o apoio das Juntas de Freguesia para uns mapas de Vizela a colocar em mupis que nunca ninguém os viu; passando por outros “artistas contemporâneos”, reis da trafa e da calúnia, Vizela tem de uma vez por todas deixar de lado o seu cartão de hospitaleira a todo o pano para ser selectiva sobre quem deve receber.
Mas há muitos outros casos!
Falemos da tal tourada (não tem nada a ver com a "corrida" que os senhores do futebol, Ricardo Costa, Gilberto Madail e Hermínio Loureiro entre outros nos têm impingido neste defeso, mas sim a tourada que era para ser de beneficiência)!
O ddV foi o primeiro órgão de informação a avançar com a notícia (isto não é presunção mas apenas para colocar a espiral da notícia) deste espectáculo taurino. Alexandre Pereira comunicou-me que a empresa responsável pelo evento seria a TOURONORTE da Póvoa de Varzim e foi assim que a notícia seria publicada no ddV.
Um dia depois, o pai do menino para quem revertia os lucros da tourada, disse-me ter sido contactado pelo suposto empresário que lhe pedia para eu retirar da notícia a designação da empresa (Touronorte) porque aquela não estava legalizada.
Torci o nariz e logo ali, a mais de um mês da corrida, disse a Alexandre Pereira que aquilo não me cheirava bem (uma empresa de tauromaquia sem estar legalizada?, sabendo-se dos melindres que estes espectáculos envolvem ao nível das delegações de saúde, autarquias, Direcção-Geral de Espectáculos, toureiros, ganadarias, forcados, logística, bilheteiras, etc.???). O mesmo pressentimento de “trovoada ao longe” comentei com os meus companheiros da Rádio Vizela e outros.
Também nunca percebi porque tinha de apresentar este espectáculo, sendo de beneficiência, três cavaleiros, um toureiro apeado vindo do México, quatro touros e três grupos de forcados. Quando a esmola é grande o pobre deve desconfiar!
Conclusão: o menino não recebeu um chavo duma corrida que pretendia correr a seu favor tendo a maioria dos espectadores (alguns até nem gostavam de tourado) assistido ao espectáculo apenas com o fim de ajudar. Por acréscimo o pai ainda teve de pedir dinheiro emprestado a um familiar para emprestar ao suposto empresário. O ganadeiro e agente dos toureiros diz também não ter recebido qualquer euro e, pior do que isso, promete processar, pasme-se, a Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vizela, porque, segundo diz ele à jornalista Cátia Cardoso da Rádio Vizela, «foram os bombeiros a organizar a corrida, coisa que o Presidente da instituição já veio desmentir».
Mas que grande tourada!!!
Depois há uma série de comerciantes que alegam ter dado dinheiro (50 euros per capita) ao suposto empresário para estampar camisolas com a publicidade do seu estabelecimento, como foi o caso do Restaurante Rainha, e zero bolas. Menos!
O presidente da Rádio Vizela não foi em cantigas. Quando o suposto empresário tauromáquico quis que a Rádio Vizela assumisse a patente do espectáculo tauromáquico foi taxativo e certeiro: «Nada disso, a Rádio Vizela dá publicidade branca e fica por aí». Segundo o dono dos touros, a patente foi dada pelos Bombeiros de Vizela e vai chamá-los a tribunal.
Sinto muitas vezes saudades do tempo em que por questões menores do que esta, a sereia dos Bombeiros tocava a rebate chamando os vizelenses para a arena e aí, como declamaria Ary dos Santos e Fernando Tordo cantaria «Nós vamos pegar o Mundo, pelos cornos da desgraça, e fazermos da tristeza graça».
Menos!
Haja paciência!!!
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OS NOSSOS QUERIDOS EMIGRANTES (28/7/09MMM)
Antigamente, por esta altura do ano estava de serviço ao aeroporto Sá Carneiro, onde tinha por missão transportar de Pedras Rubras até à terra do saudoso Dr. Abílio Torres os meus familiares emigrantes que ali chegavam de avião. Já não tenho nas “estranjas” por lá nenhum. Ou se tenho, não conheço.
A minha família fala-me de um tio em quinto grau que casou no Brasil com uma bailarina tipo Cármen Miranda e que dizem ser dono duma fortuna colossal. Acho que é tudo treta. Se me dissessem que morava na Favela da Rossinha acreditava mais depressa. Na minha família nunca houve gente endinheirada. Alguns dos meus antepassados passaram tanta fome que os ratos lá em casa passavam na cozinha com lágrimas nos olhos por não haver nada para comer.
O meu tio Gustavinho (como era bom homem) foi jogador do FC Vizela no início da década de 40 (já aqui escrevi sobre ele) e, contava-me ter ido muitas vezes jogar com apenas com uma malga de caldo de saramagos na barriga. Uma vez por semana comiam Batatas Cozidas à Salazar: ou seja, batatas no prato, bacalhau na mercearia. Nem vê-lo. Nem pelo Natal.
Naquele tempo, sem internet nem telemóvel, nem TV satélite e a rádio a falar apenas para os da berma, as distâncias com os nossos emigrantes eram mais extensivas. Os nossos emigrantes sabiam apenas aquilo que as nossas cartas ou os telegramas ditavam e pouco mais. Hoje, fruto da panóplia de informação e dos meios tecnológicos existentes que lhes entram porta dentro, não é fácil apresentar-lhes alguma surpresa quando regressam à sua terra natal para matar saudades e matar o bicho.
Antigamente os nossos emigrantes ouviam apenas falar lá pelo estrangeiro onde trabalhavam, do Salazar, do Eusébio, da Amália Rodrigues, do Vinho do Porto, da Linda de Suza. As notícias que lhes chegavam versavam apenas tragédias como pequenos abalos sísmicos na pátria Lusa, pescadores naufragados, corte de fitas, festival da Eurovisão com as canções do Ary e as minas e armadilhas da nossa guerra colonial…
Hoje qualquer emigrante a milhares de km daqui sabe quem é Dinis Costa, quem é Miguel Lopes, quem é José Manuel Faria e até mesmo o António Veiga, o que fazem, como vivem, por quem concorrem estes políticos, etc. etc.
Periodicamente o emigrante Joaquim Monteiro, de Santa Eulália, escreve-me da Alemanha onde trabalha na companhia da sua esposa e apresenta-me nos seus escritos temas sobre Vizela que eu fico estupefacto como é possível alguém que está ausente daqui onze meses por ano saber tanto sobre Vizela e sobre o seu povo.
Mas há outros emigrantes no Brasil, Austrália, Luxemburgo, França, Suíça, Canadá, Reino Unido, Macau, China, Córsega, Angola, Moçambique, Guiné, entre outros países que nos contactam e demonstram estar profundamente por dentro de tudo que por cá acontece: bom ou mau. Em alguns casos, há emigrantes mais bem informados sobre Vizela do que vizelenses residentes na terra da água quente. Dá para admirar, mas é verdade.
Em 1989 dirigi-me ao saudoso Vítor Monteiro (carteiro e sócio-gerente da agência funerária Fernandes & Monteiro), e coloquei-lhe esta proposta: «Desejava que fosse o melhor colaborador do jornal Notícias de Vizela. Pretendo que todas as quinzenas (o jornal era quinzenal) nos tragra dados sobre todos os falecimentos que a sua empresa realize em Vizela e nas freguesias circunvizinhas».
Coloquei igual proposta ao sr. Raul Gomes (Xaréu) cuja empresa tinha menor dimensão naquela altura até se extinguir. Ambos aceitaram.
Depois descobri uma fórmula de encontrar quase todos os endereços dos emigrantes vizelenses no estrangeiro e enviei o jornal sem nada perguntar. A resposta só podia ser uma: aceito. Quando vinham pagar a assinatura fazia a todos a mesma pergunta: qual a primeira coisa que lêem quando o jornal vos chega a vossas casas lá no estrangeiro? E todos eles respondiam: «O que lemos primeiro é a página de “Os Nossos Mortos”».
O assinante Guilherme da Balbina contava muitas vezes que ninguém foi capaz de lhe escrever para comunicar o falecimento da mulher que o criou e que ele considerava a sua segunda mãe. Soube naquela altura pelo jornal que lhe enviamos. E outros casos similares nos foram narrados.
Está na hora de abraçar os emigrantes que restam. Convém abraçá-los na primeira oportunidade porque o seu tempo de férias é muito limitado. Depois voltam a partir num vai-vém que faz lembrar o das andorinhas.
Com eles parte um pouco de nós e de Vizela. Mas todos aqueles que pugnam pela comunicação social em Vizela sabem que o trabalho que produzem estreita um longo braço de mar de saudade e torna os emigrantes vizelenses tão próximos da sua terra como se daqui nunca tivessem saído.
Boas férias para todos
e saia um faduncho de Coimbra:
“Porque os meus olhos se apartem
Dos teus não lhes queiras mal
Que as andorinhas que partem
Voltam ao mesmo beiral
Eu hei-de voltar um dia
Eu sou como as andorinhas
Se as tuas saudades forem
Bater à porta das minhas”
NE - Se quiser ter uma ideia dos países onde o ddV é consultado, basta observar este pequeno mapa, que pinta de verde os países de onde já nos visitaram.
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"ABRE A JANELA MEU AMOR" (27 Junho 2009)
Nestes dias de férias (uma espécie de medida de coação tipo “prisão domiciliária”, “TIR” ou “pulseira electónica”) aproveitei para fazer algumas viagens de sonho, agora que as viagens estão low cost (baixo custo).
Refiro-me às viagens da Mondinense e da Transcovizela e até mesmo a pé, que apesar da crise bater à sola de todos nós incluindo à porta das fábricas de calçado intra-muros, ainda há bons sapatos para dar à corda depois de largar a guita por eles. E os preços também não são maus até porque a concorrência é muita, sendo as sapatarias e os prontos-a-vestir mais do que as mães (contra mim falo, pois tenho no Centro Comercial Jardim a TRIEME a vender roupa bonita e isto não é publicidade encapotada é informação camuflada o que vai dar ao mesmo).
Há dois anos telefonaram-me por engano duma Agência de Viagens de Vizela para eu ir lá pagar uma viagem a estrangeiro que eu não fizera. Alguém viajou encantado da vida e depois esqueceu-se de pagar a conta. Cuidado. A senhora pediu-me desculpa. Pois, que remédio!
Desde que percebi que nenhum avião insiste em ficar lá em cima, todos vêm parar cá abaixo de uma forma ou de outra, não tenho frequentado muito os aeroportos nem os parques de estacionamento dos hipermercados onde os carros andam puxados à broa (salvo seja).
Uma vez tive a louca ideia de aceitar o convite do meu amigo Zé Borges (hoje das camisas Jotabê e isto não é publicidade encapotada é informação camuflada o que vai dar ao mesmo) que fora piloto da Força Aérea. Convidou-me para voar com ele numa avioneta, ele ao comando que eu daquilo nada percebo. Enfim, quem nasceu para lagartixa não chega a jacaré!
Entrei no pássaro voador, neste caso passara voadora tratando-se duma avioneta) no aeródromo de Braga. Ao seu lado seguia o saudoso Zé Biju de Lagoas que também pilotava noutras alturas. Atrás, sentado num banco de madeira tipo prancha dos trolhas, viajava este mortal mais o amigo Zé Alcino da Loja do Sol (isto não é publicidade encapotada é informação camuflada o que vai dar ao mesmo) e o amigo Gustinho do Restaurante Avelino (e isto também não é publicidade encapotada é informação camuflada o que vai dar ao mesmo). Todos merecem!
Andamos às curvas tempos infinitos sobrevoando a baixa e alta altitude rumo ao anti-cilone dos Açores este ridente Vale do Vizela (que bonito visto lá de cima e de cá de baixo também) e as cabeças e moradias dos vizelenses lançando papéis dos Grandes Saldos da Loja do Sol (e isto não é publicidade encapotada é informação camuflada o que vai dar ao mesmo).
Viagem aos sobressaltos que para mim nunca mais acabava, não tendo eu já no estômago mais nada para deitar fora. Aquela geringonça parecia uma malhadeira, uma truta aos saltos, o orçamento do Estado para cima e para baixo e as rectificações plurianuais do orçamento da nossa Câmara Municipal. O barulho era infernal, os solavancos uns atrás dos outros, as descidas a pique eram em série. E não havia porta ou janela por onde pudesse fugir e a Cascalheira logo ali em baixo. E depois as altas torres das igrejas de S. Miguel e S. João que pareciam esbarrar-me nos pés.
Foi o melhor baptismo de voo que poderia ter recebido na minha vida. A partir dali medo de andar de avião nenhum. Aconselho a que ninguém tenha medo de voar. Como eu disse, ninguém fica lá em cima, não há que ter medo e, geralmente, os aviões não são nossos, caso se espatifem também não teremos de ser nós a pagar o conserto mas sim a companhia ou as sempre diligentes agências seguradoras que gostam tanto de nós que só não nos comem os olhos se não puderem.
Nestas férias os destinos a cumprir têm tanto de envolvente como de paradisíaco para os meus gostos pessoais: adoro as freguesias de Santa Eulália, Tagilde, S. Paio, Infias, Santo Adrião as restantes da periferia destas e as duas que compõe a cidade de Vizela. Não conheço nada mais belo e encantador. Não é ironia nem o discurso desculpabilizador de um teso, é a verdade nua e crua como aquele bife mal passado que me serviram há dias no arraial de S. Bento das Peras.
Depois, bom, depois é aquela velha máxima que eu aprecio muito: «Aquele que se contenta com pouco tem sempre muito, e quem quer sempre muito terá sempre pouco».
Não me canso de visitar estas terras e estas gentes e só não escrevo um livro intitulado “Viagens na Minha Terra” porque sempre detestei o plágio. O nosso querido escritor Almeida Garret fazia-me logo a folha e eu não quero isso.
É por aqui que me sinto bem. Em qualquer uma destas terras tenho gente amiga que sabe receber-me de braços abertos como o Cristo Rei de Almada que este ano fez 50 anos. Até o latir dos cães do Vale do Vizela me sabe a bons-dias. Gosto disto!
Tudo “Gente que fica na alma da gente” como escreveu e musicou Jorge Fernando no belíssimo tema “Chuva” que a fadista Mariza tão bem cantou há pouco tempo atrás na Praça da República no decurso das nossas Festas da Cidade de Vizela..
Haverá maior tesouro do que ter um amigo em cada um dos cantos deste ridente Vale, uma verdadeira “família”? Não, não há.
Nestas férias aproveitei para visitar Santa Comba de Regilde. Como eu fiquei triste quando soube que as manobras de bastidores (sobretudo duma senhora que se não está com um TIR é por este País ser a República das Bananas), retiraram esta freguesia ao Concelho de Vizela (na comissão da especialidade, uma espécie de Ricardo Costa da Comissão da Liga de Clubes) dois meses depois de ter sido votada na Assembleia da República como parte integrante do novo Município.
Santo Estêvão de Barrosas, que foi pelo mesmo caminho, que me perdoe não lamentar muito mais a sua perda, mas Regilde estava-nos no sangue. Era mais próxima, coabitava connosco. Era uma freguesia irmã ou filha de Vizela e enteada de Felgueiras.
Se aquela menina de Barcelos (e outras) não deviam ser retiradas à força aos pais adoptivos para a entregarem a uma mãe alcoólica, Santa Comba não deveria ter sido retirado à mãe Vizela para a devolver à madrasta Felgueiras.
Zé Amaro, cantor em grande expansão, foi este ano o cabeça-de-cartaz das Festas de Santa Comba de Regilde. Dois dias antes telefonou-me para jantar com ele e com os seus músicos naquela freguesia código postal 4815 mas do Concelho de Felgueiras. Um convite pessoal fruto da nossa amizade. Mas como eu sei que momentos antes duma actuação um artista só tem a cabeça no espectáculo, não havendo muito espaço ao diálogo, acabei por almoçar duas horas mais cedo com a minha família também em S. Comba, próximo do Casalinho, num restaurante do Sr. Arnaldo Marinho (e isto não é publicidade encapotada é informação camuflada o que vai dar ao mesmo), antigo Presidente da Junta daquela freguesia. Come-se lá muito bem e barato. Depois de pagar a conta seguimos para o arraial.
Quanto ao arraial já o vi maior noutros anos áureos. Por ali as pessoas recordam esses tempos e ninguém se esqueceu da morte de um jovem que ocorreu ali ao lado do Cruzeiro na década de 70 em plena noitada festiva. Ao que se falou na altura, o jovem que pertencia à Filarmónica de Vizela, morreu electrocutado num tanque sobreposto ao local do palco, tendo a iluminação das festas contribuído para a tragédia.
As festas em Santa Comba são hoje muito mais pequenas.
Tendo Regilde se afastado de Vizela não há muito quem faça divulgação destas festividades. Felgueiras também não lhe liga muito, pois tive o cuidado de visitar o site da Câmara e nem aí encontrei informação sobre umas festas quase centenárias.
Há doze anos, estava o nosso concelho em fase embrionária, fui lá em reportagem para o NV fotografar as carências da freguesia. Chamou-me a atenção os esgotos a céu aberto a correrem em frente às habitações, sobretudo junto ao Cruzeiro, parte central da freguesia onde se instala o palco. Reparei que passado todo este tempo o cenário de carências é o mesmo de antigamente. As promessas proferidas ali pela doutora Fátima Felgueiras (hoje notável membro de júri em festas carnavalescas que se promovem em pista coberta neste nosso concelho) quando cumpriu de porta em porta uma pesarosa via-sacra a esconjurar o nome de Vizela, ainda estão por cumprir. Nota-se que Regilde, onde as maiores empresas de calçado ruíram, é uma freguesia parada no tempo. É pena: o Concelho de Vizela teria tomado bem melhor conta dela.
Mas deixem-me tirar o chapéu ao conhecido empresário de calçado Joaquim Pereira da empresa Eurovil (antigo presidente do S.Paio SC) que segundo me informaram vai recuperar a antiga Fábrica da Regilde que tanto nome deu ao Mundo. É assim mesmo Joaquim!
Zé Amaro lá subiu ao palco acompanhado da sua banda e vistosas bailarinas. As pessoas aguardavam-no ansiosas, mas a sua actuação começou mais tarde duas horas do que o previsto devido à actuação da jovem cantora Tânia Bolero (vai estar nas festas de Santa Eulália este fim de semana) e do lançamento do fogo de artifício que antecedeu a sua actuação. Porque eu estava acompanhado de crianças tive de me ausentar mais cedo do que desejaria pelo que só ouvi rerirado do palco umas cinco canções deste promissor cantor. Vim-me embora sem saber que iria ter direito a uma dedicatória do Zé com quem não cheguei a falar.
No dia seguinte Zé Amaro telefonou-me para revelar que a maior salva de palmas da noite foi quando ele disse em palco: «Esta música é dedicada ao meu amigo Manuel Marques da Rádio Vizela».
“O público deu uma estrondosa salva de palmas quando falei no teu nome e na Rádio Vizela, a maior da noite” - revelou-me o cantor com satisfação.
Para mim eles aplaudiram VIZELA (o meu nome não interessa nem diz nada a ninguém e isto não é publicidade encapotada é informação camuflada o que vai dar ao mesmo), concelho onde certamente os regildenses gostariam de estar agora.
Alguém com poderes ocultos não quis. Santa Quitéria bendita lhe perdoe.
Sai um prego desta vez bem passado.
E o Zé Amaro lá cantou enquanto as suas lindas bailarinas meneavam a anca:
“Abre a janela, meu amor ,abre a janela
Abre a janela, anda ver quem está aqui
É um homem apaixonado
Que não consegue dormir…
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Todos ficaram a ganhar com o concelho de vizela (15/7/09)
Quinze anos depois voltei de forma pormenorizada na semana passada à freguesia de Vilarinho por onde andei durante muitos anos na companhia de inúmeros amigos do Movimento Juvenil de Vilarinho (MJV) e também do Conjunto Titanic, o maior projecto musical até hoje edificado naquela freguesia, hoje vila, cujo principal dinamizador foi o saudoso empresário José Maria Gomes da Costa, irmão do deputado municipal vizelense Júlio Costa.
Na companhia do amigo de longa data Dino Oliveira, tesoureiro da J
unta de Freguesia e chefe dos escuteiros do CNE - a mais antiga instituição da nova vila, da qual será sempre uma grande referência o falecido chefe Armindo Costa cujos ensinamentos e princípios foram vitais para a formação de tantos jovens e alicerce à fundação do CNE de S. Miguel das Caldas-Vizela -, fiquei com algumas ideias básicas para preencher (a parte noticiosa) um pequeno suplemento sobre Vilarinho a propósito da promoção a Vila daquela ridente freguesia e que esta semana foi publicado no RVJornal, com repetição na próxima semana devido a um erro da gráfica que imprimiu duas páginas a preto e branco.Conversando com vários populares cedo se constata que Vilarinho beneficiou imenso desde que se levantaram grandes rumores por ali e em Santo Tirso de que a sua integração no Concelho de Vizela poderia ser uma realidade. Por aquela freguesia foi, inclusive, constituído um Movimento popular cuja pretensão básica era (é) a integração de S. Miguel de Vilarinho no Concelho de Vizela. Anseio mais do que legítimo e que não está totamente extinto.
Vizela e Vilarinho vivem num abraço diário bem diferente da distância que separa um aglomerado populacional com mais de cinco mil habitantes da sua sede de Concelho (Santo Tirso), não sendo por acaso que o clube local se chama Futebol Clube de Vilarinho pois teve na sua génese o Futebol Clube de Vizela. E não é por acaso que as tradições e o comércio de Vizela diz mais ao coração dos vilarinhenses do que tudo o corrente na sua sede municipal a longa distância de 10 km.
Tarcisio Silva, o Presidente da Junta que se recandidata em Outubro ao terceiro mandato e nos parece ser figura querida de todos os vilarinhenses face à sua sempre pronta disponibilidade para atender a todos e dinamismo, reside em Vizela.
Castro Fernandes, presidente da edilidade tirsense, disse um dia em Guimarães com algum azedume que Manuel Campelos (do Movimento para a Restauração do Concelho) não parava de rondar Vilarinho.
A Câmara de Santo Tirso, para não ver Vilarinho fugir para Vizela, não teve outra solução senão investir numa freguesia que tinha esquecido e da qual recebia grande impostos, sobretudo da industria têxtil e de confecções, a troco de míseros duodécimos. Desde a construção de habitações sociais (tem 24), a uma vistosa ampliação do cemitério (dos melhores que conheço), passando por arruamentos, pela construção de um ringue, sedes sociais, à rede viária, etc., aquela freguesia partiu para o título honorífico de Vila, consagrado pela Assembleia da República no passado dia 12 de Junho.
A criação do concelho de Vizela teve este condão de dar contrapartidas a todos aqueles que vivem paredes-meias com Vizela.
Vejamos:
- O Primeiro-ministro António Guterres teve de abrir a mão para dar de volta Santa Comba de Regilde à Drª Fátima Felgueiras para além de outras contrapartidas infra-estruturais depois da integração desta freguesia ter sido votada na generalidade pela A.R. no Concelho de Vizela a 19 de Março de 1998 ficando Vizela apenas com Santo Adrião;
- António Guterres teve de abrir a mão para dar de volta S. Estêvão de Barrosas-Lousada ao Drº Jorge Magalhães para além de outras contrapartidas infra-estruturais depois da integração desta freguesia ter sido votada na generalidade pela A.R. no Concelho de Vizela a 19 de Março de 1998 ficando Vizela apenas com Santa Eulália;
- Guterres teve de abrir a mão a António Magalhães e dotar a cidade-berço de um magnífico Pavilhão Multiusos, uma cidade desportiva com piscinas olímpicas, pistas de atletismo do melhor que há e outras regalias que os vimaranenses teriam de esperar sentados para as conseguirem se o seu concelho não fosse desmembrado em cinco freguesias.
Aqui chegado, eu, que gozo duma enorme felicidade e paz interior, vejo estes dotes acrescidos com a satisfação de constatar que afinal de contas a nossa luta, a maravilhosa luta dos vizelenses (única no Mundo), deixou toda a gente bem a começar, pela nossa querida Terra, passando por Felgueiras, Lousada, Guimarães (concelhos que fizeram naquele tempo da lamúria um fado do choradinho sobre hipotéticas perdas que um novo concelho lhes ditaria e como se vê enganaram-se) e Vilarinho. Antes assim!
Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe!
MMM
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MANIF PELO VIZELA? (15/7/09)
Hoje de manhã liguei a Paulo Pinheiro, estava ele a acompanhar o treino ao lado de Daniel Ramos, apercebi-me, para lhe dar conta da intenção de eu e mais alguns sócios marcarmos uma manifestação para este sábado à noite no Jardim Manuel Faria com o sentido de ser desmascarado o cadafalso para onde os senhores do futebol luso pretendem empurrar o Futebol Clube de Vizela.
Paulo Pinheiro fez questão de me dizer que hoje mesmo vão marcar uma assembleia-geral e, como tal, o melhor seria aguardar.
Ontem o sub-capitão do Vizela Quim Berto tefefonou-me para dizer que não percebia o mutismo e inércia dos vizelenses sobre a despromoção do FCV, assegurando mesmo que se fosse na sua terra, em Guimarães, já a população tinha saído à rua. Não tenho dúvidas nenhumas.
Neste capítulo parece haver uma diferença entre Guimarães e Vizela: lá o futebol mexe mais do que a política, aqui a política mexe mais do que em Guimarães. Basta relembrar que nos célebres anos 80/90, foram inúmeras as manifestações que se realizaram em Vizela por uma questão política (restauração do Concelho), sem que na cidade-berço houvesse reacção de grande monta, a não ser uma manif promovida por voluntários à força com almeidas e almeidinhas à mistura. Deu num fiasco. Foi como semear favas cozidas.
De volta ao caso de hoje, posso adiantar que a lista dos hipotéticos oradores a convidar tinha esta cronologia que agora torno pública:
Paulo Pinheiro,
Alexandre Sousa (presidente da Assembleia-geral do FCV),
Carlos Coutada (presidente da AFB),
Cláudio e Quim Berto (capitão e sub-capitão do Vizela),
Presidente do FC Porto, Pinto da Costa, do qual o FC Vizela é filial
Presidente da Câmara de Vizela,
Os quatro candidatos à Presidência da Câmara (António Veiga, Dinis Costa, José Manuel Faria e Miguel Lopes)
e, naturalmente, toda a Imprensa (jornais, rádios, televisões e agência Lusa).
O palco estava montado e não tenho qualquer dúvida que poucos faltariam à convocatória, tendo em conta a importância do acontecimento.
Paulo Pinheiro gostou da ideia (não lhe falei da lista de oradores porque tudo passava em primeiro lugar pela sua disponibilidade e do Clube para a manif) tendo acrescentado que a mesma não é de descartar numa próxima oportunidade.
Para já vem aí uma Assembleia-geral onde se espera a presença de todos os vizelenses.
Vamos ver! Estamos cá para defender a nossa Terra. Até ao fim.
MMM
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COSTA E COSTA DE COSTAS VOLTADAS (13/7/2009)
Há quatro anos, quando João Ilídio Costa me confidenciou no café QBica que ia concorrer na lista do Partido Socialista à Assembleia Municipal não hesitei em dizer-lhe: «Aquilo não é para ti. Não te vais dar bem».
Quando na semana passada assisti ao confronto verbal entre João Ilídio Costa e Dinis Costa na Assembleia Municipal só pude recordar essa conversa que tive com o deputado municipal no Fórum Vizela e lamentar tudo o que sucedeu nesta sessão.
Mas também recordei outra passagem:
no início da década de 90 entrevistei para o Notícias de Vizela, Belmiro Martins e Dinis Costa, dois membros da Lista B, candidata às eleições, imaginem (ou recordem) da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vizela. É verdade: duas listas a sufrágio.
A Lista A, que entrevistei noutra altura, era liderada por Dinis Corais, sendo esta a vencedora.
A Belmiro e Dinis fiz esta pergunta: «Que elemento da outra lista gostariam que figurasse na vossa?». E eles sem pestanejar responderam: «João Ilídio Costa».
Isto demonstra a admiração que Dinis Costa tinha por João Ilídio, um dos melhores Presidentes de sempre dos nossos Bombeiros. Uma amizade que se diluiu.
Presumo que depois daquilo que ouvi na AM, Dinis e João Ilídio não voltem a falar um para o outro. Antes disto, já os laços de amizade entre João Ilídio e Francisco Ferreira, que eram amigos do peito, desataram-se mercê da posição que o deputado assumiu nas sessões municipais. João Ilídio esteve igual a si próprio, mas isto esbarra com a política, sobretudo a política partidária como ele agora bem sabe.
No dia seguinte à primeira vez em que João Ilídio deixou a bancada do PS e o Executivo socialista num grande tumulto, dessa vez com troca de palavras com Francisco Ferreira, o ddV enviou duas dezenas de perguntas a este deputado municipal. Há cerca de dois meses João Ilídio mostrou-me o recorte do email que lhe enviei na sua carteira e disse: «Vou responder a isto na hora certa, aguarda».
Vizela vive sobre brasas. A tanta distância das eleições já não faltam amizades cortadas, o que é sempre lamentável e instituições feridas o que é mais lamentável ainda.
Confirma-se assim o que vaticinava há tempos atrás quando escrevi que os azedumes e o corte de relações serão os virtuais vencedores destas eleições autárquicas.
Salve-se quem puder!
MMM
NE - Alguns políticos e candidatos a políticos e alguns rotários deviam ter seguido o exemplo dado por três directores de órgãos de informação locais - eu pelo ddV, Susana Ribeiro pelo Notícias de Vizela, e Zélia Fernandes pelo RVJornal - que estando presentes naquela sessão rotária da qual despoletou tanta polémica sendo evidente um clima pré-eleitoral, passaram à frente desses pormenores nas notícias que publicaram, preocupando-se mais em preservar o futuro daquela importante instituição vizelense que é o Rotary Clube de Vizela. Jornalismo também é isto!
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BENTO (10/7/09)
Esta noite, inúmeras famílias vizelenses pernoitarão na montanha de S. Bento das Peras cada vez mais atraente para romeiros e fiéis.
As festas obedecem a um programa habitual e cada vez mais direccionado para aquilo que muitos vizelenses almejam há décadas: o feriado municipal no dia 11 de Julho.
Não obstante o 19 de Março ter sido o dia mais feliz da minha vida, sempre defendi que o 11 de Julho é o dia mais indicado para os vizelenses guardarem o feriado municipal. E tem que ser quanto antes (não digo mudar quando o 11 de Julho coincidir com um fim de semana, porque isso é perda de tempo como aconteceu em 1986), melhor dizendo, enquanto há empregos e trabalho por estas bandas.
Pelo menos durante três dias S. Bento eleva-nos e faz esquecer a podridão da vida mundana que levou um jovem estudante a tornar-se um erimita nos montes Apeninos em Itália.
S. Gonçalo de Amarante, natural de Tagilde do Concelho de Vizela, que nos perdoe esta preferência.
MMM
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O PRIMEIRO DIA DO VIZELA (6-7-2009)
Hoje deveria ser dia de festa para o Futebol Clube de Vizela com a apresentação, um a um, de cada jogador, equipa técnica e equipa clíníca com música à mistura, um batalhão de fotojornalistas, jornalistas, televisões, e afins.
Nada disto vai acontecer hoje no estádio dos vizelenses na sequência das múltiplas pedras que os Conselhos de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga de Clubes Profissionais teimam em colocar no caminho de um dos mais prestigiados clubes portugueses.
Nenhum destes organismos, da FPF e da LCFP, consegue já disfarçar a clara intenção de prejudicar o Vizela para levar em ombros o Boavista, clube que na sua sinceridade já tornou público estar "teso" para as andanças da Liga Vitalis.
Os golpes baixos contra o histórico Futebol Clube de Vizela prosseguem, como é mais um sinónimo a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa ter sido ignorada propositadamente pelo Conselho de Disciplina da FPF afim de poder usar meios ilegais (escutas telefónicas) para castigar quem tem poucos meios (influências) de defesa.
Hoje estará no estádio do Vizela um clube destroçado, sem treinadores (?), sem plentale completo sem saber onde vai jogar. E se for na Liga Vitalis como vai recuperar do atraso que já leva em relação aos outros clubes?
A fazer mal desta maneira às associações de Vizela os Conselhos de Disciplina fazem lembrar determinados candidatos autárquicos. mmm
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DAVID CONTRA GOLIAS (1/6/2009)
Escrevi aqui neste espaço há cerca de uma semana que não alimentava qualquer esperança no sucesso do recurso apresentado pelo Futebol Clube de Vizela.
Nem fazia sentido: o Clube a discutir junto do Conselho de Disciplina da FPF uma decisão emanada deste mesmo organismo. Eram os mesmos conselheiros a decidir; as mesmas ideias daninhas em cima da mesa contra o FCV; a porta fechada; os dois pesos e as duas medidas de que é fértil o futebol português.
O Conselho de Disciplina chumbou o recurso do Vizela. Como esperava.
Aquela gente sabe para onde quer arrumar o Vizela. Sabe, mas não vai conseguir!
Como diria Martin Luther King: «O bem derrotado é mais forte que o mal triunfante»
Nesta altura altura, a esperança do Vizela na manutenção ainda se mantém, mas terá pouco sucesso se todas as forças não se unirem.
Chegados aqui temos dois homens sozinhos no mar encapelado a remar contra a maré, os dirigentes Paulo Pinheiro e José Armando Branco, o que é manifestamente pouco.
Nesta altura, era imperioso e urgente que o Vizela tivesse congregado à sua volta as mais diversas influências e todos os apoios possíveis e imaginários como:
- Associação de Futebol de Braga, onde o Vizela é o terceiro maior clube, como sabe o seu Presidente sr. Carlos Coutada que deste Clube tem granjeado inúmeros votos em cada acto eleitoral;
- De ex-dirigentes, sobretudo aqueles que comandavam o Clube quando foi despoletado este caso;
- Do Futebol Clube do Porto do qual o Futebol Clube de Vizela é filial nº 13.
- De Pinto da Costa que não esquece Vizela como terra de arranque da sua primeira candidatura à presidência do FCP (no salão da Casa do Povo) e que sempre é bem recebido pelos vizelenses
- De Luís Filipe Vieira que nesta terra foi tão bem recebido pelos vizelenses na inauguração duma das melhores casas do Benfica do País.
Gente com peso no futebol que poderia ajudar o FC Vizela numa batalha onde as influências valem mais do que a razão e a verdade.
Não seria também de desconsiderar que o FCV usasse os seus próprios meios devidamente. Ter a página oficial do Clube na net todo este tempo com o relato do jogo Varzim-Vizela ou de uma prova de atletismo como última notícia, não abona nada a favor da imagem e defesa do Clube.
Hoje, uma página na net já é mais do que o rosto da instituição que representa, seja ela qual for: é a sua voz, a sua consciência, o seu coração.
Pelo menos pintavam-na de negro, de luto.
mmm
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O RESULTADO DAS PRÓXIMAS AUTÁRQUICAS (28/6/09)
Perguntaram-me se sabia (previa) o resultado das próximas eleições autárquicas de 11 de Outubro em Vizela.
Respondi que sim, pois, contrariamente àquele jogador de futebol que só faz prognósticos no final do jogo, eu faço previsões a esta distância com enorme naturalidade e o rigor possível.
E então qual é o resultado final das próximas eleições?
O resultado é só este: os vizelenses ficarão mais divididos;
velhas amizades (?) ficarão definitivamente extintas numa campanha eleitoral sem cartel;
uns alcançarão o el dorado e outros apenas o cansaço da viagem.
Nada mais!
Uma campanha eleitoral (aqui ou noutro sítio qualquer) tem sempre essa grande particularidade de mostrar o lado menos bom dos seus intervenientes. Dai que seja usual ouvir-se: «Não esperava que ele (ou ela) me fizesse aquilo. Julgava-o(a) duma maneira mas agora julgo-a de outro(a)».
Não deve ter sido por acaso que Armindo Ribeiro de Faria mandou erigir a expensas próprias um CASTELO para sede de Município de Vizela há cem anos atrás. Um castelo é símbolo de guerra! Manuel Cajuda que o diga.
Numa campanha todos querem ganhar. E ainda bem que é assim. Mas não vale tudo pela conquista da vitória.
Óscar Wilde dizia: «É absurdo fazeres batota se tiveres uma equipa para ganhar»
Para mim uma campanha eleitoral será tanto melhor quanto mais elevados forem os argumentos e objectivos apresentados pelas partes interessadas no meu voto flutuante.
Votarei no grupo de pessoas que mais me convencer de ser o melhor grupo para servir Vizela.
Só posso ver as coisas desta maneira: Vizela sempre Vizela.
Até porque em toda a minha vida nunca pedi nada para mim ou para os meus a nenhum político. Não lhes devo nada. Nem nunca irei pedir.
Só assim estarei livre para exigir.
Exigir o melhor para a minha Terra.
mmm
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A HORA DE DINIS COSTA (25/6/09)
O laureado Hermann Hesse tem um livro poderoso chamado Sidarta (Siddhartha Gautama, o Buda).

Desse famoso romance cuja base é a procura da plenitude espiritual recordo-me sobretudo duma passagem em que o rei pergunta a Sidarta que bens possui e ele reponde possuir uma das maiores riquezas do mundo. O monarca quer saber que riqueza é essa e ele responde: «Sei esperar».
Nestes onze anos de Municipalismo, Dinis Costa teve a virtude de Sidarta e soube esperar pela sua hora. Que acontece esta sexta-feira à noite quando for apresentado como candidato à cadeira presidencial da Câmara de Vizela. Concorre por um Partido cujo simbolo, dizem, vale 40 por cento dos votos no concelho como se apurou nas últimas eleições em que a vitória pertenceu a um tal Vital Moreira que a maioria dos vizelenses não conhecia de lado algum e ou aqueles que dele se recordavam era apenas de terem lido no Público um seu escrito, nos anos 80, onde referia que a criação do Concelho de Vizela não se justificava. Estava redondamente enganado.
Estou recordado de no dia 19 de Março de 1998, Francisco Ferreira, chegado da Capital, e ainda com a nova cidade dando vivas ao novo Concelho que nesse dia foi votado na generalidade na AR, ter anunciado em primeira mão de cima de um palanque na Praça da República (onde hoje está a tela de cinema) e perante as câmaras da TV, a sua candidatura à Câmara de Vizela.
O falecido Salvador Caeiro Braz, um grande amigo de Dinis Costa e hoje com o seu nome inscrito na toponímia vizelense, magoado com aquelas palavras puxou das calças do jornalista da RTP, Carlos Daniel também em cima do palanque e com o microfone perto da boca de Francisco Ferreira, e disse: «Há mais candidatos. Há mais candidatos».
Referia-se, naturalmente, a Dinis Costa!
Mas Dinis Costa não chegou a ser candidato. Francisco Ferreira tornou-se rei e senhor do maior partido do Concelho (maior ficou o PS de Vizela depois daquele tiro no pé desferido pela bancada parlamentar do PSD quando votou contra um projecto que, sabia-se, seria aprovado) e venceu a Concelhia e depois a Câmara consecutivamente.
Quem conhece Francisco Ferreira não pode ter visto como anormal o edil ter ido buscar pouco tempo depois Dinis Costa para a sua beira na Câmara Municipal. Foi uma questão consciencial.
Francisco Ferreira é mesmo assim. Pode cultivar um adversário até ao limite, mas se amanhã tiver de lhe apertar a mão fá-lo com a máxima naturalidade.
Quem conhece Francisco Ferreira não pode ter visto como anormal ele ter proposto agora Dinis Costa como candidato à Câmara Municipal. É consciencial.
Nesta altura a dúvida que se coloca é esta: até onde vai a autonomia de Dinis Costa para cortar e pregar (como certamente gostaria), a começar pela constituição das listas para a Câmara e Assembleia Municipal (as Juntas não dão muito que pensar, prevendo-se um claro 6x1 a favor do PS com os tais 40% à bitola).
Irá Dinis Costa escolher de forma livre - e com vista ao melhor para a Autarquia que se propõe conquistar e para este Concelho pelo qual lutou - , ou é apresentado hoje como um “herdeiro” que recebe a casa de herança mas tem de ficar com os “filhos, afilhados e enteados” do testamentário ainda que contra a sua vontade?
Os próximos dias darão a resposta!
mmm
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S. JOÃO NA SAI À RUA (24 de Junho 2009)
Vizela perdeu uma das suas mais belas tradições: a noitada de S. João.
Desde que foi elevada à categoria de concelho o S. João deixou de sair à rua e misturar-se com o povo vizelense ninguém sabe explicar porquê.
A noitada de S. João teve sempre grande impacto entre os vizelenses, já desde o extinto Grupo de Recreio Popular que procedia à realização festiva, testemunho depois passado para a mão da Comissão de Festas de Vizela. O S. João era assim uma espécie de ensaio para as festas de Agosto completado com o feriado municipal vivido no dia seguinte nos tempos em que Vizela pertencia a Guimarães.
Festejar o S. João faz parte da tradição de cada vizelense, por isso são raros aqueles que de uma forma ou de outra comerão, ainda que para manter a tradição, uma sardinha assada, um caldo verde e os outros “petiscos” destas ocasiões.
É pena que a Câmara de Vizela não seja sensível a esta festa popular ancestral que os vizelenses tanto veneravam. Desde que descobriram o caminho para Fátima parece que mais nada interessa.
A noitada de S. João, justificar-se-ia, certamente, superior a muitas iniciativas culturais dispendiosas promovidas pela Autarquia e que ficam por aí às moscas. E daria vida ao moribundo comércio local.
Opções!
mmm
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RECURSO DO FCV (20-6-2009)
A esperança de êxito que deposito no recurso apresentado pelo Futebol Clube de Vizela na Federação Portuguesa de Futebol é a mesma que tenho cada vez que registo o Euromilhões. Mesmo sabendo que as probabilidades de me sair o Euromilhões são de 1 em 78 milhões de apostas, considero que ver sucesso naquele recurso não me deixa maiores esperanças.

O recurso foi bem elaborado; defende o FCV nos pontos vitais; ataca as ilegalidades que o CD da Liga utilizou para ditar a fatídica sentença; foi aceite pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol e já teve o mérito de suspender a decisão de 9 de Junho, mas daí até sair vitorioso tem pela frente um longo e tenebroso corredor da Federação, um manancial de bafientos gabinetes e um profundo poço negro que só os conselheiros de um e de outro organismo (Liga e Federação) conhecem bem. Um salto no escuro.
Nestas questões, os Conselhos de Disciplina estão sempre prontos a julgar de forma pontual, umas vezes virados para Norte e noutras virados a Sul. Como der melhor jeito. Depende do “cliente”.
O pior que poderia ter acontecido ao FC Vizela foi o Boavista e Gondomar terem sido despromovidos dentro das quatro linhas. Assim, ficaram as costas ao jeito do pau.
Se fossem outros clubes a descer, outros galos cantariam certamente.
Só assim se compreende que depois da Federação ter transferido para a Liga em Agosto de 2008 todo o processo, sem que a Liga tivesse executado qualquer decisão nos nove meses seguintes (tempo de gestação de um bebé), queixando-se este Organismo que a FPF não lhe forneceu o suporte digital do processo por o ter perdido (ridículo), conforme declarou o sr. Ricardo Costa ao jornal A Bola de 10 de Junho, o Conselho de Disciplina da Liga fosse a correr, pelo seu próprio pé, a duas jornadas do fim do campeonato (estava o Boavista em último lugar e o Gondomar em antepenúltimo), à sede da Federação buscar a documentação faltosa ou o diabo A4 que andava a pedir há nove meses. A tabela classificativa estava mesmo a jeito.
Não deixa também de ser surrealista que o Conselho de Disciplina já tenho sentenciado um caso cujo julgamento ainda decorre na instância cível do Tribunal de Gondomar.
Será o CD assim tão grande ao ponto de dispensar as averiguações do Ministério Público e de um colectivo de juízes para fazer jurisprudência? Não se entende.
A minha parca esperança no resultado positivo do recurso apresentado pelo FC Vizela no CDFPF reside nessa certeza de saber que passa pelas mãos de dirigentes deste calibre e de gente do futebol como aquela que tenho encontrado nos corredores do Tribunal de Gondomar no processo do Apito Dourado do qual sou testemunha, a decisão final do duelo de secretaria: Vizela versus Boavista?
Não sou pessimista, nunca fui; sou realista!
mmm
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A CORDA VIZELA. A CORDA! (10 de Junho Dia da Raça)
Quem viveu os célebres anos de ouro da luta de Vizela, sabe uma coisa rara: naquele tempo nenhum Conselho de Disciplina desportivo, ou outro organismo qualquer, teria o arrojo ou dislate de tomar a atitude que verteu ontem o grupo do sr. Ricardo Costa. Nem pensar.

Naquela célebre década de 80 quando alguém ousava levantar um dedo contra Vizela, sabia que estava a semear ventos. O povo estava unido e de que maneira. A reacção não tardava. Outros tempos, outras mentalidades.
Uma vez, inúmeros forasteiros que aqui vieram provocar as pacatas gentes de Vizela e que integravam uma caravana partidária (num período em que Vizela tinha bem à vista nas suas entradas genuínos sinais de trânsito anunciando a proibição de manifestações políticas e a entrada de políticos inimigos da causa no seio da vila), não chegaram a perceber muito bem como ficaram barrados de prosseguir caminho ali defronte ao Café Casino Peninsular, depois de terem insultado os vizelenses que se encontravam mais acima 150 metros, no extinto Café Brasileiro (hoje Midouro).
Sem referir o "5 de Agosto de 82", mais sonante terá sido aquela situação de um grupo de adeptos visitantes que tentaram ficar com o campo Agostinho de Lima só para eles, tentando à viva força (vinham poderosamente carregados de armas artesanais como bastões, matracas, cadeados, tacos, naifas e paus de marmeleiro…), expulsar os adeptos vizelenses do seu próprio campo. Tinham-no feito em Santo Tirso, porque não em Vizela? Enganaram-se redondamente. Continuo a falar dos célebres anos 80.
Vizela, terra pacífica e duma enorme hospitalidade, funcionava assim como uma espécie de aldeia do Asterix onde um grupo restrito de gauleses enfrentava de punhos livres os poderosos soldados de Roma.
Estarão certamente recordados que foi nessa data que simbolicamente foi instalada na rua principal uma forca cuja corda nunca foi usada. A corda. Nem era para sê-lo. Os vizelenses não são criminosos e fazem fé nas leis mundanas. Desconfiam sim, e com toda a razão, daquelas leis que são feitas sob encomenda e à medida das circunstâncias e vontade de cada capricho.
Nos anos 80 o Conselho de Justiça da Liga seria certamente informado pelo MAI ou por um simples «estafeta» de que o melhor seria respeitar os vizelenses, não provocar-lhes maior dor do que aquela que já sofriam sob o risco de ser necessário apelar a Santa Bárbara para acalmar a trovoada que vinha a caminho.
Tenho grande curiosidade em saber se vai surgir alguém nas próximas eleições capaz de catalizar e incentivar os vizelenses a recuperarem a mística de união e fervor que os caracterizou nos anos 80. Uma união salutar que lhes deu proveito e fama mundial criando admiradores em todo o Planeta.
Vizela só terá a perder (está desde ontem mais um caso à vista) se continuar com a dispersão das suas gentes.
Enquanto for assim, estaremos a deixar esta terra abençoada por Deus à mão de abutres, piranhas e milhafres.
Acorda Vizela.
MMM
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VIZELA SABE PERDOAR (2 Junho 09)
Domingo há eleições para o Parlamento Europeu. Geralmente não voto nas europeias nem nas legislativas. E quando um dia eu e muitos mil gritamos no meio da Praça «Sem Concelho Não há Eleições” fiz um jejum eleitoral de 18 anos que foi de 1980 até 1998. Recordo-me de no meu regresso às urnas ter levado uma declaração de voto escrita que entreguei ao Presidente da Mesa. O homem sentiu-se um pouco atarantado a receber aquilo e eu disse-lhe: esteja descansado, faça disto que que entender.
Nessa declaração de voto evocava que a longa abstenção a que me sujeitara (eu e provavelmente outros vizelenses) fora apenas uma simples resposta de indignação a uma classe política que, por aquilo que fazia a Vizela, não valia um voto. A abstenção pode ter muitos defeitos, para mim ela também é um voto. No mínimo de desprezo!
As campanhas eleitorais dos vendedores de sonhos ou de banha da cobra que por aqui passam, geralmente em dia de feira, têm essa grande particularidade de trazerem até à nossa cidade, ou melhor dizendo, ao nosso Concelho (por muito que lhes custe o termo), políticos de um oportunismo atroz. Basta conhecer o seu passado e o travão que eles foram na “questão Vizela”.
Já perdoei a todos e Vizela também porque o perdão é de todas a mais poderosa arma, mas não esqueço.
Quem parece ter esquecido foi eles. Do que nos fizeram. De forma cruel, olhando apenas aos seus interesses particulares desprestigiando as conquistas de Abril, a vontade do Povo a voz de Vizela.
Há tempos vi passar pela rua principal em campanha um deputado que usou da palavra no Parlamento contra a criação do Concelho de Vizela. Não resisti a fazer-lhe uma pergunta. Uma apenas:
Senhor deputado, pode explicar-me por favor como é possível um deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Braga usar da Palavra no Parlamento, como porta-voz do seu Grupo Parlamentar, contra a criação de um novo Concelho do qual resultaria mais riqueza e maior progresso para o Distrito que o elegeu?
Amavelmente aquele político respondeu-me: «Eu estou ali em representação do meu Partido».
Respondi-lhe: «Manuel Alegre, Joaquim Raposo, António Braga e Almeida Santos também estavam lá em representação de um Partido e votaram contra o seu próprio Partido...».
O político sorriu e afastou-se distribuindo um panfleto a uma senhora que se aproximava.
Hoje deu-se a visita duma senhora de Guimarães à nossa "Praça Sonia" que liderou um processo para retirar o nome histórico de Vizela da freguesia de S. Faustino. Uma vitória que lograria, e bem!
Veio à procura de votos a um concelho que pela sua vontade e de outros que por aqui têm passado jamais existiria.
É isto a política, são isto os políticos! Os defensores do Povo! Deviam ter um pouco de pudor sobre as regalias que os espera nesta Europa carregada de pobres!
Domingo fico em casa.
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VERÃO NOVO À PORTA CRITICAS VELHAS (30/Maio/09
E pronto.
Bastou estes dias de calor para todos nós vizelenses, com pneus ou sem eles (pneus no carro, claro), fazermos contas aos dias de estio que aí vêm. E lá voltaremos, nós vizelenses, às contas do costume: rio Vizela, nada, não dá para tomar banho, nem pensar que ninguém é tolo; praia fluvial, nada, ainda não saiu da mente política; piscinas municipais, nada, ainda não estão prontas; piscinas termais, o costume; campismo, a mesma barraca de sempre...e o Parque, esse está cada vez mais careca, não tratem de plantar árvores (tantas que foram enterradas, pela raiz, em S. Bento) e daqui a pouco será necessário levar a sombra de casa.Compreendo que o problema do Verão em Vizela não é para todos. Muito provavelmente será um problema meu e de uns quantos sem dinheiro para aviarem umas férias na costa algarvia, ou até mesmo, lá vai toda a verdade, na Póvoa de Varzim que segundo se pode ler por lá em grandes cartazes ganhou o primeiro prémio das cidades mais limpas do País. Deduzo que foi prémio de Inverno. Adiante!
Se é mesmo verdade que aquela roleta do Casino era mesmo daqui, temos de dizê-lo que foi uma péssima, para nós vizelenses, transferência. Assim, fico na dúvida do que vai instalar no Casino Peninsular o arrojado empresário Albino Simões que decidiu pegar nas obras daquele prédio como manda as normas de um bom empreendedor. Pelos alicerces onde passa o regato da Caçoila que em tempos memoráveis transbordou tanto que deu para andar de barco da Praça da República. Hoje nem no Parque há barcos. Logo isto numa terra onde há tanta gente a meter água.
Com o centro da nossa cidade a ficar cada vez mais deserto, este será mais um Verão de sonolência, não valerá a pena sair de casa ao domingo. A não ser para falar com os comerciantes que estão a tomar conta da rua principal.
Mas aí será preciso saber falar chinês ou mandarim.
MMM
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A DOR CLUBÍSTICA (18 Maio)
O Futebol Clube de Vizela termina o campeonato 2008/09 com a manutenção assegurada mas com uma das maiores incógnitas dos seus 70 anos de vida: O que lhe reserva o Conselho de Disciplina da Liga a propósito de um caso de 2003/04?
Pelas datas em causa pode-se aferir que não é só a Justiça Civil que é boa para ir buscar a morte; a Justiça Desportiva peca pelo mesmo estatuto de arrastona.
Como vizelense sinto-me preocupado, naturalmente, não pela gravidade do suposto «crime», mas do eco que possa fazer uma decisão penalizadora ao nosso Clube.
Pelo facto de ter assistido ao jogo em questão, Fafe-Vizela, referente à época 2003-2004 (em finais de 2003), fui solicitado para testemunha do FC Vizela e de Benjamim Castro, tendo eu acedido de imediato a dar o meu testemunho em tribunal. No próximo mês sou chamado ao Tribunal de Gondomar.
Para mim, e, penso, para todos os adeptos que estieveram naquele jogo cujo interesse para o FCV era quase nenhum (o Gondomar é acusado de corrupção em 22 dos 30 jogos, portanto já teria tudo "controlado"), foi um jogo normal onde, inclusive, o Vizela acabou a jogar com dez por expulsão do seu melhor jogador, Everton que retardou a repor uma bola em jogo num lançamento lateral.
Esperar todo este tempo para tomar uma decisão, seja ela qual for, é de todos os pontos de vista duplicar o castigo.
É um facto que o Clube é o mesmo, mas na decisão dos conselheiros deveria pesar a realidade do Vizela: um clube sem antecendentes criminais; um clube que primou sempre pela verdade desportiva mesmo quando muitos dos seus adversários "andavam da perna por caminhos ínvios"; um Clube que não deve um tostão à Segurança Social, Finanças e atletas e outros profissionais, etc.
Estas virtudes, na selva em que se tornou o futebol, deviam valer mais que todos os pecados que o Clube possa ter cometido em 70 anos de vida e que foram nenhuns.
mmm
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NA MORTE DE UM BOMBEIRO (21-05-2009)
Vai hoje a sepultar o bombeiro Fernando Peixoto.
A bandeira do quartel está içada lá fora a meia haste. No interior do quartel vela-se o seu Corpo. O tempo está frio e triste. Junta-se à despedida.
Logo à tarde a sereia dos bombeiros tocará pela última vez para este Voluntário quando o seu caixão sair da igreja de S. João das Caldas para o cemitério.
Quando morre um Bombeiro sinto-me um ingrato. Estes voluntários que durante anos e anos velaram a tempo inteiro e desinteressadamente pela minha defesa e da minha Terra mereciam mais que um artigo de opinião de reconhecimento na sua despedida.
Quantas vezes a sereia do quartel a tocar e nós, não bombeiros, indiferentes à dita ou tão só apenas preocupados se o sinistro nos toca por perto ou se, quando o toque é nocturno, voltaremos a adormecer logo depois de termos sido despertos. Que ingratos, nós somos.
Não tenho mais nada com que possa agradecer a cada bombeiro tudo de bom que por nós fizeram, senão dizer-lhes «muito obrigado».
É isso que quero dizer nesta hora a todos os bombeiros na Memória de Fernando Peixoto (membro duma das famílias mais queridas desta região e, talvez, aquela que conta a nível mundial com mais bombeiros numa só família).
Um obrigado ao Bombeiro que vi muitas vezes fazendo também de forma voluntária o serviço de massagista em vários clubes amadores da nossa região. Homem afável e sempre disponível para as causas de Vizela, como é expoente máximo várias décadas de serviço em prol da Real Associação Humanitária dos Bombeiros de Vizela, Fernando Peixoto deixa-nos hoje.
Ficar-lhe-ei eternamente reconhecido!
MMM
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VIZELA E AS AUTÁRQUICAS
O panorama político local dá intenções de apresentar algo de novo nas próximas eleições autárquicas. É normal. Na praça vizelense são evocados nomes de figuras que nestes onze anos de Concelho nunca tiveram qualquer participação activa directa na política e que se evidenciam dispostas a contribuir para o engrandecimento de Vizela através da nobre missão da política autárquica. Serão bem vindos.
Vizela é uma terra que tem muitos valores para acrescentar aos valores políticos já existentes. É pena que determinadas pessoas de reconhecido valor não se mostrem disponíveis para integrar as listas autárquicas que nesta altura estão a ser elaboradas pelos mais diversos partidos e coligações.
Pena é que muitos, sendo militantes deste ou daquele partido ou então comungantes desta ou daquela ideologia, enterrem a cabeça na areia recusando os convites que lhes são formulados para a politica activa onde poderiam dar muito de si a Vizela. Não o fazem mas não o fazendo já estão a fazer política porque a abstenção também é um voto.
Vizela só terá a ganhar com uma Câmara e uma Assembleia municipais vivas e motivadas não sendo de recusar, de forma alguma, a vinda de novos autarcas para adicionar à vasta experiência dos que vão continuar.
Como eu há inúmeros vizelenses, nos cerca de 18 mil eleitores, que se estão nas tintas para as cores partidárias. De facto, nestes onze anos de municipalismo já votei em diversas "cruzes" desde a direita à esquerda passando pelo centro e independentes e afins.
Tenho optado pelas melhores propostas sem qualquer seguidismo a este ou àquele ou por qualquer interesse pessoal da minha parte, que nunca tive, nestas questões da política autárquica. E como eu serão milhares que vêem primeiro Vizela e só depois o seu umbigo. Aliás, os resultados têm provado que os vizelenses são selectivos no seu direito quando votam para as autarquias. Sinal que votam em pessoas e não em siglas.
Compete, pois, a todos os concorrentes das próximas eleições, sejam eles quais forem, convencer os eleitores a votar nas melhores propostas e nos melhores candidatos... para Vizela. Pois!
MMM
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UM PASSEIO NA NOSSA MEMÓRIA (13 de Maio de 2009)
Sou do tempo em que Vizela não tinha um tostão para mandar cantar um cego. A criação do Concelho, que não cansarei de saudar, abriu uma série de oportunidades para todos, mais uns do que outros é um facto, mas isso também era inevitável.
Os vizelenses que se empenharam na luta com o sentido lato e único de verem a sua terra florir, “dando de si sem pensar em si” como diz um lema rotário, só podem ficar satisfeitos quando iniciativas tão simples como um passeio de idosos à Quinta da Malafaia ou à Póvoa de Varzim é preenchido com um vasto número de vizelenses, muitos deles sem nunca terem passado por uma oportunidade destas.
Antes do Concelho não havia nada disto. Pode parecer um pequeno pormenor, mas não deixa o mesmo de ser resultante duma luta que visava servir uma comunidade ignorada, explorada, encostada ao muro das lamentações a quem pouco mais era atribuído do que as sobras das sedes municipais.
No A.C. (não é “antes de Cristo mas sim Antes do Concelho) assisti a dezenas de assembleias de freguesias de S. João e de S. Miguel das Caldas onde mais de uma dezena de autarcas discutiam ao lado de um saco vazia o que fazer com o o nada que estava lá dentro. Não havia verbas para nada; Guimarães assobiava para o ar pois lá pensava «mais cedo ou mais tarde aquilo não será nosso».
O subsídio anual que em 1998 a Câmara de Guimarães tinha estipulado para o Futebol Clube de Vizela, segundo maior clube do Concelho de Guimarães e o terceiro maior do distrito de Braga era de 53 contos. Por ano, repito. Da mesma Autarquia o Vitória recebia 50 mil contos por época mais o estádio.
Os nossos Bombeiros recebiam umas pequenas migalhinhas, as restantes colectividades ficavam a zero.
A criação do nosso Concelho, que não cansarei de saudar, teve essa grande vantagem de proporcionar momentos de alegria a todos, nem que seja expresso num passeio à Quinta da Malafaia ou à Póvoa na pessoa dos nossos idosos.
Sem o Município de Vizela, sem a luta de todos os vizelenses, estes idosos ficariam em casa ver a Júlia Pinheiro ou a novela das cinco, ou tão só entregues à sua própria solidão.
Se soubermos observar estas as pequenas coisas, nunca nos cansaremos de dizer: «Abençoado 19 de Março de 1998». MMM
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UM ARTIGO DE OPINIÃO FAZ SEMPRE BEM (11/05/2009)
Gosto de ler um bom artigo de opinião. Quase sempre são os primeiros textos que procuro num jornal ou revista. Procuro os que à partida valem mesmo a pena ler. Há articulistas, como é o meu caso, que não passam de «aprendizes de feiticeiro» na arte opinativa e que não merecem grande tempo de atenção pois falta-lhes a arte de moldar as palavras e as ideias que a outros abunda.
Discordo de muitas opiniões que leio. Mas porventura é isso que me faz atribuir-lhes maior valor. Esta é a essência da liberdade de expressão. Sabermos aceitar que pensem e escrevam diferente de nós.
Temos excelentes opinadores da imprensa que raramente perco de ler como Manuel Pina (JN), Lobo Antunes (Visão), Vítor Serpa (A Bola), Miguel Sousa Tavares (vários órgãos de informação), Pedro Mexia (DN e revista LER), Ferreira Fernandes (DN e outras publicações), Alberto Gonçalves (Sábado), Carlos Andrade Martins (CM), José António Saraiva (Sol), Miguel Esteves Cardoso (revista O Jogo), etc, etc.
Perdi, todos perdemos, os belíssimos textos de opinião e de alta cultura assinados pelo saudoso Eduardo Prado Coelho no Público.
Desafio os leitores do ddV que sintam saudades de EPC a lerem, se ainda não leram, mas se leram não perdem nada por voltar a ler as «Cartas de D. José Policarpo / Eduardo Prado Coelho», publicadas no DN em 2003. Uma forma tão simples e tão rica destes dois portugueses discutirem "Sem Tema" a existência ou não de Deus ou outras coisas próximas da fé ou da falta dela.
Tenho este hábito: Quando um texto de opinião me apaixona, concorde ou não com ele, guardo-o para sempre como se fosse o meu maior tesouro. Não tenho forma de coleccionar notas do Banco de Portugal (o que ganho é para viver à justa), mas tenho nos textos guardados maior riqueza.
Hoje li este artigo de Manuel António Pina no JN. O texto merecia um "canudo".
Foleiros & doutores
2009-05-11
Terminaram as chamadas "Queimas das Fitas" e, salvo raras excepções, o balanço foi o do costume: alarvidade+Quim Barreiros+garraiadas+comas alcoólicos. No antigo regime, os estudantes universitários eram pomposamente designados de "futuros dirigentes da Nação". Hoje, os futuros dirigentes da Nação formam-se nas "jotas" a colar cartazes e a aprender as artes florentinas da intriga e da bajulice aos poderes partidários, enquanto à Universidade cabe formar desempregados ou caixas de supermercado. A situação não é, pois, especialmente grave. Um engenheiro ou um doutor bêbedo a guiar uma carrinha de entregas com música pimba aos berros não causará decerto tantos prejuízos como se lhe calhasse conduzir o país. Acontece é que muitos dos que por aí hoje gozam como cafres besuntando os colegas com fezes, emborcando cerveja até cair para o lado, perseguindo bezerros e repetindo entusiasticamente "Quero cheirar teu bacalhau" andam na Universidade e são "jotas". E a esses, vê-los-emos em breve, engravatados, no Parlamento ou numa secretaria de Estado (Deus nos valha, se calhar até já lá estão!).MMM
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VIZELA DEVIA LUTAR PELA RECUPERAÇÃO DO TRONO E TÍTULO DE "RAINHA DAS TERMAS"
“A empresa municipal que gere as termas de São Pedro do Sul, vai contratar mais 150 trabalhadores por um período de 10 meses. A procura das termas cresceu 8 por cento” – anunciou no dia 5 a RTP.

Um cenário bem diferente do que ocorre, infelizmente, em Vizela, na nossa Terra.
Não vai há muitos anos que todos nós sentíamos a reabertura das Termas de Vizela como uma espécie de maná generalizado, sobretudo pela azáfama dos simpáticos banhistas (aquistas) preenchendo ruas e praças da cidade, lotando o Hotel Sul Americano, a Pensão Termas e a Pensão Nacional e inúmeros quartos de casas particulares. Nada disso vemos hoje! É pena!
As Termas promoviam uma economia paralela vital para esta Terra abençoada por Deus onde há “milagrosa” água quente natural, rio, montanha, jardins, parques e um Povo único. Tudo para ser uma Terra riquíssima!
A presença dos banhistas era benéfica para toda a economia de Vizela e consolidava grandes laços de amizade com os vizelenses.
Sinto muitas saudades desses tempos, desses povos que nos visitavam e que admirávamos pela forma de vestir, agasalhados até ao pescoço evitando arrefecimentos das articulações por onde passou o lodo da ria de Aveiro e o banho de imersão que receberam no balneário principal. Nós de calção e manga curta conforme mandavam as altas temperaturas de Verão, eles agasalhando as suas maleitas.
Na minha vida trabalhei em várias empresas. Praticamente todas me ficaram no coração. Adorei trabalhar nas Termas de Vizela onde me mantive durante dois períodos estivais no início da década de 80. Saí porque no Outono/Inverno ficávamos desempregados. De quando em vez passo por lá para matar saudades. E se alguém for comigo faço questão de explicar como se preparava um banho, como se expunha o lodo nos doentes, como se encaminhavam os mais idosos para a banheira e os alertávamos para o toque da campainha em sinal de aflição.
Guardo imensas recordações de grande amizade ganha com inúmeros aquistas de diversas latitudes, de diversos extractos sociais, de idades jovens e avançadas. Quase todos pediam a mesma coisa para além de um excelente tratamento: que ouvíssemos as suas histórias.
Que saudades tenho das Termas de Vizela, do pulsar daquela grande empresa que já ostentou o título de “Rainha das Termas de Portugal” e da nobre gente, meus colegas, que lá laborava e dos simpáticos aquistas que nos visitavam na procura de alívio para as suas aflições reumáticas, asmáticas, sinusites, doenças da pele (no encerrado pavilhão do Mourisco), etc.
Não me importa abordar a questão que faz enfermar as nossas Termas como se padecessem elas próprias de um reumatismo crónico, ao ponto de se deixarem ultrapassar por outras de cujo nome ninguém ouvia falar.
A mim, e, tenho a certeza, a todos os vizelenses, importa saber é se há ou não solução para o termalismo vizelense recuperar o estatuto, o tal ceptro, que deixou escapar para outras bandas retribuindo a esta comunidade o agradável bulício de milhares de aquistas.
Surge que tal resolução (fulcral para Vizela), passa pela sensibilidade de quem pode decidir. São estes que terão de reconsiderar se as Termas de Vizela devem subir novamente ao trono de Rainha ou ficarem escravizadas toda a vida aos interesses de uns poucos em detrimento de muitos.
MMM
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COVILHÃ: MAIS DO QUE UM JOGO PARA VIZELA (5 Maio de 2009)
Este domingo, sendo um dia importante para a prestigiada Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vizela pela sempre significativa evocação de mais um aniversário, é, também, um dia D para o Futebol Clube de Vizela que tem no seu estádio uma das mais importantes partidas da presente temporada.
As coisas não correram bem até ao momento para a equipa vizelense que apesar de contar com sete treinadores (adjuntos e treinadores de guarda-redes incluídos) à frente do plantel, ficou muito aquém dos compromissos se propôs (com alguma sobranceria, diga-se) para esta época.
Neste cenário, o modesto Covilhã, já tranquilo na tabela classificativa, é o próximo e principal obstáculo. O Vizela não ganha há meia volta no seu estádio (a última vez foi frente ao Estoril que visitou no domingo), mas tem de vencer esta partida se quiser arrepiar caminho rumo à manutenção.
Não vencer pode significar o fim...sobretudo porque ninguém sabe explicar muito bem se o actual Presidente da Liga é tão a favor da Oliveirense (rival do Vizela na luta pela permanência e clube da sua terra) como alguns pintam. Jorge Regadas, treinador do Freamunde que venceu a Oliveirense no domingo, deixou alguns sinais dos “recados” de Hermínio Loureiro nos jornais desportivos de segunda-feira.
E sabendo-se que Hermínio Loureiro tem na mão a decisão final sobre o processo do “Apito Dourado” talvez à equipa vizelense não ficasse mal vencer as três partidas que lhe faltam para terminar este campeonato com pontos disponíveis para qualquer eventualidade.
O Concelho de Vizela só tem a ganhar mantendo na próxima temporada uma equipa na II Liga...de olhos postos na subida de divisão.
Por isso este domingo o apoio de todos os vizelenses é importantíssimo.
MMM
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JÁ HÁ TRÊS CANDIDATOS À CÂMARA (28 Abril 2009)
Primeiro foi Francisco Ferreira pelo PS, depois Miguel Lopes pelo PSD/CDS e agora foi António Veiga a apresentar-se como candidato à Presidência da Câmara Municipal de Vizela pela CDU.
Dos três candidatos, apenas Miguel Lopes é estreante a tão alto cargo.
Já não faltarão muitos candidatos. Isto tendo em conta que ninguém acredita numa nova avalanche de candidatos como ocorreu nas primeiras eleições autárquicas para a CMV em que se apresentaram a sufrágio nove (9) concorrentes. Um número fora do comum e que tão cedo, julga-se, não voltará a repetir-se embora daí não viesse mal nenhum ao mundo, antes pelo contrário.
Prevê-se que o número de candidatos à CMV não passe dos quatro, no máximo cinco. O Bloco de Esquerda está vivo e, certamente, fará avançar o seu candidato próprio. Não nos surpreenderia a candidatura de Sandra Silva (sendo depois de José Manuel Faria o rosto mais visível do BE), mas o seu nome já foi avançado para concorrer à Assembleia de Freguesia de Infias o que parece pouco. Espera-se, então, que a breve trecho o Bloco venha a anunciar o seu candidato à Edilidade.
Sobra uma vaga para um quinto concorrente, talvez uma candidatura lançada do exterior (como já aconteceu no penúltimo sufrágio em que o MRPP apresentou um candidato apenas para concorrer estando o simpático político “Revolucionário” e respectivos membros da Lista completamente nas trevas em relação à vivência e carências deste Concelho).
O ressurgimento do Movimento Independente de Vizela (MIV) é pouco provável mas não impossível de acontecer. Falta-lhe o fulgor de outrora que lhe deu o ser...o êxido de vários militantes do PS.
Reside, então, no nome do candidato do BE e no preenchimento de uma «quinta vaga de fundo» as reservas ou dúvidas que subsistem nesta altura quanto a quantos e a quem está reservado a corrida à Câmara Municipal de Vizela.
Há, todavia, outros vizelenses que poderão surgir neste panorama eleitoral dando mais seiva ao mesmo acto como Manuel Campelos, João Ilídio Costa, Carlos Alberto Costa, Horácio Vale ou Maria José Pacheco entre outros.
É questão de aguardar para ver!
MMM
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E VIZELA ASSIM CRESCEU (23 Abril 2009)
A história da luta de Vizela, os seus pequenos “acessórios”, as cenas mais “caricatas”, as fotos mais pindéricas e os textos jornalísticos mais bizarros (um deles foi escrito pelo insuspeito independente Vital Moreira que achava imprópria a criação do nosso Concelho), deviam constar duma obra literária.

No último dia 5 de Agosto a Associação Avicela teve a brilhante iniciativa de pôr a falar para um auditório documentado Francisco Ferreira e José Manuel Couto que narraram factos até aqui nunca revelados da luta secular dos vizelenses na rua e nos gabinetes.
Ambos foram de opinião que há casos que ainda devem permanecer «no segredo dos deuses ou deles próprios por se tornar inoportuno e quiçá melindroso torná-los públicos».
Manuel Campelos e os elementos da Pesada, entre outras pessoas também presentes no auditório dos Bombeiros (eu dava-lhe o nome “Auditório Ilídio Costa” em homenagem ao seu mentor), narraram também casos invulgares e pitorescos duma luta única e que preencheriam cabalmente belíssimas páginas de um livro para a posteridade. Espera-se que alguém tome a iniciativa.
Uma das expressões que ouvi no decurso da luta de Vizela com mais sentido humorístico (perdoe-se o desconhecimento processual da respeitável senhora), foi a de uma vimaranense. Mulher com os seus 70 anos, que sentada no banco do jardim do Toural, rodeada de pombos, respondeu a um canal de televisão (não recordo qual):
Repórter – A senhora acha que Vizela tem condições para ser concelho?
Senhora – Vizela concelho? Nem pensar. Eles não tem condições nenhumas. Eles nem Câmara têm!!!
Não deixou de ter razão aquela senhora. Vizela nem Câmara tinha. Não tinha a Câmara e nem outras coisas. Hoje quando passo no Fórum Vizela e na rua Bráulio Caldas perco (ou ganho) sempre alguns momentos a admirar o imponente e vistoso edifício da Câmara Municipal de Vizela que os vizelenses estão a erigir.
Ainda não me debrucei sobre as valências que o mesmo vai oferecer, desconheço o seu interior sei apenas que é imponente, bonito por fora, engrandece Vizela e enquadra-se lindamente no projecto do Fórum Vizela que um dia Armando Antunes fez questão de me mostrar em primeira mão no seu escritório na Lasa ainda Vizela não era Concelho.
Não sei se aquela ditosa senhora do Toural ainda é viva (espero que sim), possivelmente para ela, Vizela hoje já tem condições para ser Concelho. Para a senhora e, possivelmente, para Vital Moreira que espero venha a Vizela em campanha eleitoral para as Europeias de forma a confirmar no desenvolvimento que Vizela recebeu após o 19 de Março de 1998, altura em que deixou de lado as esmolas que Guimaraães distribuía, como estava errado o seu vaticínio.
«Vizela é assim e luta até ao fim».
MMM
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OUTROS EDITORIAIS
AS RATOEIRAS DAS ESTRADAS NACIONAIS DO CONCELHO DE VIZELA
A morte de D. Conceição Lopes, a semana passada em Santa Eulália, devia levar a Estradas de Portugal a repensar (ou pensar?) o alto grau de insegurança porque passam milhares de cidadãos deste novel concelho, mormente os peões nas freguesias de Santa Eulália (EN 106) e Santo Adrião (EN 101) cujo único caminho são estas estradas nacionais.
Na estrada 106 onde D. Conceição foi colhida não há berma, nem passeios, nem passadeiras e não tem semáforos redutores de velocidade.
Diariamente são muitos os habitantes deste Concelho que o grande Povo de Vizela conquistou na rua, a calcorrear estas estradas nacionais.
Se não são tombados pela pressão de ar que a passagem das viaturas origina, andam muitos metros com o coração nas mãos.
Fica aqui o desafio aos responsáveis para passarem a pé numa destas estradas (Recta de Sá incluída) e depois digam lá se não passaram por alguns calafrios.
Passar de popó é diferente!
MMM
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FC VIZELA NECESSITA DE TRANQUILIDADE (Abril de 2009)

Fui dos que assisti ao famigerado jogo Fafe-Vizela da época 2003/2004 que tantas dores de cabeça tem dado aos dirigentes vizelenses, actuais e anteriores. Naquela partida, qual pedra no sapato do nosso FCV, vi um jogo normal, o que é verdade, como referi à inquiridora da Federação Portuguesa de Futebol que me ouviu desde a sede da Associação de Futebol de Braga através de vídeo-conferência, sendo eu testemunha do Futebol Club de Vizela.
Paulo Pinheiro, que nada teve a ver com o caso mas é hoje o rosto do FCV, mantém-se sereno, mas o Presidente do Vizela sabe que só atingirá a tranquilidade plena quando se der o desfecho deste caso...de uma forma ou de outra.
O FC Vizela realiza este domingo um jogo de extrema importância em Gondomar. Vozes do mundo do futebol apontam, em relação ao Fafe-Vizela para uma sanção, leve ou menos leve, a aplicar ao nosso Vizelinha que tanto pode passar pela sonegação de seis pontos, que nesta altura o deixava na cauda da tabela, como de mais alguns pontos...o que seria fatal.
A fazer fé nestas versões (extracção dos 3 ou 6 pontos), o FC Vizela tem de vencer «obrigatoriamente» em Gondomar tratando-se a equipa da Capital do Ouro, nesta altura do campeonato, de um “adversário directo” pela manutenção.
Ironia do destino, sem ter uma única equipa que lhe seja superior na II Liga, é este o drama actual do FCV: lutar pela manutenção.
Qualquer resultado em Gondomar que não seja a vitória foge aos desígnios do FC Vizela (não pondo a notícia do Record na mesa esta branda equação), por isso, vencer é a palavra de ordem...para evitar possíveis contratempos.
MMM
«Gondomar e Vizela no fio da navalha (notícia Record de 9 de Abril)
DESPROMOÇÕES PODEM SER DECIDIDAS ADMINISTRATIVAMENTE
Oliveirense, Boavista e Gondomar são os grandes candidatos aos dois lugares de despromoção na 2.ª Liga, quando faltam disputar sete jornadas. Estas contas não são difíceis de fazer mas podem... contar pouco caso a Comissão Disciplinar da Liga decida despromover administrativamente Gondomar e Vizela nos processos que está a analisar relativos ao Apito Dourado. O "dossier" andou em bolandas entre o Conselho de Disciplina da FPF e a CD da Liga mas o Conselho de Justiça acabou por atribuir a competência para a decisão à instância disciplinar da Liga. A decisão será conhecida antes do final da época.
No caso concreto do Gondomar, sobre este clube pesam já as oito condenações por corrupção desportiva activa do seu ex-presidente, José Luís Oliveira, mais duas em co-autoria, decididas pelo Tribunal de Gondomar em meados do ano passado. Quanto ao Vizela, estamos perante apenas uma situação (jogo Fafe-Vizela, da época de 2003/2004, na 2.ª Divisão B) mas com contornos complicados. Benjamim Castro, então chefe do departamento de futebol, telefonou ao árbitro Pedro Sanhudo no sentido de saber se "podia estar à vontade para domingo" e este último disse-lhe que podia dormir descansado. O Vizela ganhou por 1-0 e o Fafe queixou-se de três grandes penalidades não assinaladas. Segundo a certidão extraída, "Pedro Sanhudo conversou [dois dias após o jogo] com um amigo e não negou ter "roubado" a equipa adversária do Vizela"...
Autor: EUGÉNIO QUEIRÓS»
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S. BENTO DAS PERAS E A FALTA DAS ANTENAS (12-4-2009)
Ontem, para digerir aquela amarga amêndoa que foi o resultado negativo do FC Vizela diante do Santa Clara dos Açores, vagueei na companhia do meu amigo Tino Coelho até Santa Eulália tendo recuperado forças na esplanada do bar do CCD na companhia do meu amigo de escola Carlos Faria (vereador municipal e presidente desta colectividade eulalenese) e do meu companheiro de lides de rádio, José Manuel Oliveira.

Estando consciente que um jogo de futebol não passa disso mesmo, de um jogo de futebol, por norma, os resultados não costumam ser orientadores dos meus sentimentos mais profundos. Naturalmente, se o Vizela ganha fico contente e se perde não fico contente. Sei que no desporto, como na vida, há sempre três resultados possíveis – derrota, empate, vitória – por isso estou preparado para qualquer eventualidade.
Mas há jogos que, talvez pela injustiça do resultado que os culmina, me deixam taciturno. Foi o caso da partida de ontem.
Então é quando estou na esplanada que a simpática Inês Pinto, que gere o bar do CCD na companhia do seu simpático marido Jacinto, me revela haver algumas pessoas tristes por terem retirado na semana passada as antenas (inestéticas digo eu) das imediações da capela nova de S. Bentinho, padroeiro de Vizela e patrono da Europa.
Numa primeira reacção fico incrédulo: «Como podem as pessoas ficarem tristes por terem retirado aqueles enormes e deslocalizados aparelhos retransmissores da PT e TMN agressores do meio ambiente de um espaço de oração e interiorização e onde só devem crescer árvores e flores?!!!».
Depois, até porque voltei a ouvir igual lamento de outros vizelenses, encontro uma explicação. As pessoas habituaram-se a ver na enorme torre pintada de vermelho e branco um sinal do seu padroeiro dado que a capela é pouco visível de tamanha distância, vista de cá de baixo. E assim, se para uns o cume do Santuário está mais airoso, para outros falta ali qualquer coisa. E falta mesmo».
No excelente filme “Os Condenados de Shawshank”, Tim Robbins (Andy Dufresne) ao entrar na inóspita prisão de Shawshank e tomar conhecimento da dura realidade que ali se vive é consolado pelo seu primeiro amigo também prisioneiro Red (Morgan Freeman) dizendo-lhe este algo que ele não esperava ouvir e achou absurdo: «A gente habitua-se a isto cá dentro e depois não quer sair da prisão. Alguns saem e já não sabem viver lá fora».
A questão das antenas será um pouco disto: a gente habituou-se e agora não sabe viver sem elas.
Isto até que a inevitável marcha do tempo tudo resolva.
Resta aguardar que alguma promessa ao Padroeiro de Vizela venha a branquear, como antigamente, os enormes penedos (S. Bento das Peras significa S. Bento das pedras) sobranceiros à capela, tornando mais visível desde Santa Eulália ou de outro ponto qualquer aquele local de culto agora (e muito bem digo eu), sem monstruosas antenas.
MMM
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REENCONTRO COM CARLOS ALBERTO (10-4-2009)
Ontem encontrei por acaso no centro da nossa cidade o professor Carlos Alberto Costa, ex-vereador social democrata da Câmara de Vizela, com quem já não falava há algum tempo.
Carlos Alberto, meu amigo, é daqueles políticos ou ex-políticos com quem dá gosto conversar, sobretudo ouvir, tratando-se de uma figura que sabe do que fala, opinião que mantenho desde os primeiros contactos que estabeleci com este vizelense em função da minha profissão ou particularmente.
Depois de ter exercido o cargo de presidente da Concelhia vizelense do PSD, agora sob a responsabilidade do meu amigo Miguel Lopes, Carlos Alberto está afastado das lides políticas locais e municipais há perto de quatro anos. O que é um desperdício tendo em conta as suas capacidades, o seu conhecimento sobre a realidade local, sensibilidade, honestidade e gosto por Vizela como é reconhecido dentro duma grande franja do seu Partido e por outros quadrantes políticos e apolíticos.
Como vizelense, e sem desprimor para ninguém, gostaria de ver Carlos Alberto Costa regressar à política local já nas próximas eleições não me importa com que camisola ou em que lugar.
Os vizelenses têm de entender que mais importante do que guerras de alecrim e manjerona é o futuro do Concelho, nada promissor em função do descalabro das indústrias, passando esse desiderato pela dedicação e entrega de todos os filhos desta terra à mesma causa, da integração de gente válida como é o caso do prof. Carlos Alberto Costa (que continua bem informado), nesse lídimo objectivo.
MMM
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REGRESSO A ENTRE-OS-RIOS (9-4-2009)
No domingo visitei uma localidade que ficará gravada na minha memória para toda a vida e que já me era muito familiar antes da tragédia que sobre ela se abateu a 4 de Março de 2001.
Creio mesmo que nenhum português esquecerá tão depressa a derrocada da ponte Hintze Ribeiro em Entre-os-Rios, naquela tenebrosa noite.

Na queda ao rio Douro de um autocarro e viaturas ligeiras, 59 pessoas (tudo gente humilde), perderam a vida no maior acidente rodoviário da história de Portugal.
Conhecia bem aquela famigerada ponte pois passava no mínimo duas vezes por semana para me deslocar a Castelo de Paiva à tipografia do sr. Afonso e da D. Orquídea, casal de Lousada, apoiado pelos filhos Jorge e Sérgio (tudo pessoas extraordinárias).
Dizer que a ponte não assustava minimamente sobretudo quando cruzávamos no seu estreito tabuleiro com camiões carregados de areia e que faziam abanar a estrutura metálica, é fugir à verdade.
É provável que tenha contactado, em tantas viagens a Castelo de Paiva, com algumas das pessoas que perderam a vida naquela tragédia ou com os seus familiares, não tenho a certeza.
Vi sempre em todos os paivenses gente muito humilde, educada e hospitaleira.

Poucas horas depois do fatídico acidente, por volta das 9h30, já me encontrava junto ao que restava da ponte de Entre-os-Rios. E dali fiz para a Rádio Vizela a reportagem possível.
Recordo-me de entrevistar o comandante dos bombeiros de Entre-os-Rios e um jovem que não conseguia disfarçar o pavor que guardava no rosto desde o início da noite. Este jovem seguia no seu automóvel atrás do autocarro que caiu ao rio. Conseguiu travar a tempo enquanto o autocarro, proveniente duma excursão às Amendoeiras em Flor, desaparecia à sua frente juntamente com parte do tabuleiro da ponte em direcção ao rio de breu. Narrou-me que teve tempo de ver o enorme veículo mergulhar nas torrentosas águas e de ouvir um coro de gritos que se calou quase em simultâneo com o apagão das luzes do autocarro.
A ponte caiu por incompetência do Instituto de Estradas de Portugal e, em última instância, por incompetência dos vários ministros responsáveis durante os 15 anos que se sabia que o pilar estava em péssimo estado de conservação (houve uma inspecção aquática, a meio dos anos 80, que mostrou isso).
Segundo foi apurado em tribunal, a ponte caiu por "causas naturais". A culpa morreu solteira ou o resultado de no autocarro e nos dois automóveis que caíram ao rio não viajar nenhum Ministro ou outra figura de Estado?
Depois disto, a ponte foi demolida e foi reconstruída com todas as condições de segurança e construída uma nova paralela a esta. Os acessos a Castelo de Paiva e Entre-os-Rios também foram melhorados com novas vias rápidas. Obras que se devem àquelas 59 vidas. Obras que feitas antes teriam poupado 59 vidas.
Hoje quem visita Entre-os-Rios encontra um ar de romaria na saída da ponte para Castelo de Paia, local onde foi eregido um Memorial de homenagem às vítimas da queda da ponte de Entre-os-Rios. Os nomes das 59 vítimas encontram-se cravados em letras de cobre numa coluna que fica por debaixo da imagem de um enorme um anjo virado para o rio; o chão, a imitar um grande jazigo, é preenchido por pedras do rio havendo vidraças viradas para o Douro. Há lápides de saudades para pessoas cujos corpos nunca mais apareceram.
Os visitantes entram em silêncio neste espaço como se fosse uma capela mortuária.
Fora deste espaço de luto vende-se um pouco de tudo...à boa maneira portuguesa.
À boa maneira portuguesa foi tratado o processo do maior acidente rodoviário da história de Portugal: “rigorosos inquéritos”, “fugas do rabo à seringa”, “sessões judiciais que se previam não levar a lado nenhum” tudo misturado com a dor e saudade dos familiares enlutados.
Visitar Entre-os-Rios pode ser a melhor forma de homenagear aquelas vítimas e condenar um Estado de incúria.
MMM
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UM TUBO NO PARQUE DAS TERMAS (7-4-2009)
No domingo à tarde passei pelo Parque das Termas de Vizela tendo cruzado com muitas pessoas que ali procuram a frescura e a acalmia daquele buliçoso espaço. O Parque é uma grande atracção, sobretudo nos dias de muito calor, sendo muitos os forasteiros que se deslocam a Vizela para ali passar momentos de lazer e de convívio familiar.
Quando me aproximava do abrigo das aves que imperam no lago grande, voltei a reparar no tubo que na proximidade jorra perdidamente água sulfurosa para o rio.

Uma criança molhou a mão enquanto os seus pais, provavelmente forasteiros, passavam adiante. Diz o menino com espanto:
«Ó pai, esta água é quente!!!»
A mãe sorriu, como se pensasse que o menino estava a brincar e o pai respondeu ironicamente, também com um sorriso nos lábios:
«Tu é que és quente. Anda. Vê se nos apanhas».
E seguiram adiante nunca imaginando que aquela água que corre para o rio é mesmo quente.
A nossa Vizela tem ali a deitar para o rio um dos seus maiores símbolos: a água sulfurosa natural que brota do seu subsolo a uma temperatura que pode atingir os 50 graus.
Com a Termas de Vizela a necessitarem de todos os apoios promocionais de forma a se levantarem do chão, não ficava dispendioso à Câmara Municipal de Vizela aproveitar aquele tubo e transformá-lo numa espécie de fontanário ou pérgula com a devida referência às milagrosas águas termais que brotam do subsolo desta terra abençoada por Deus. Se assim fosse, aquela família sairía dali informada sobre esta bênção da natureza.
Jorrando a água quente para o rio nem para os peixes (aqueles que resistem à poluição) é benéfica, sendo os ditos «tubarões» de água fria. MMM
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A NOVA IMAGEM DO DDV (6-4-2009)
A imagem do ddV sofreu algumas alterações no seu aspecto gráfico e técnico.
Pretende-se com estas ligeiras alterações rejuvenescer um site que é passagem obrigatória para muitas pessoas, algumas de bem longe deste jovem Município.
Destacamos destas alterações três apontamentos:
O Editorial – Será um espaço da responsabilidade do editor onde se pretende publicar a opinião do próprio sobre os mais diversos assuntos da sociedade bem assim como o pensamento de possíveis novos cronistas.
Notícias hilariantes do quotidiano português serão de igual forma aqui tratadas.
«Os amigos do ddV no Hi5» – Daremos divulgação, de forma aleatória, aos amigos que preenchem a página deste site no Hi5. O rosto de cada amigo estará na primeira página do ddV com link de abertura para a sua página no Hi5. Foi enviada uma mensagem a todos dando conta desta nova rubrica que pretende dar a conhecer os rostos de inúmeros vizelenses que integram um dos sites de maior expansão do mundo, o Hi5.
A beleza de cada um dará mais beleza à primeira página do ddV.
«FotoLegenda» – Procuraremos através duma foto legendada, ou vídeo, dar a conhecer mais em pormenor a beleza a nossa terra, os seus usos e costumes. Fotos de arquivo, para recordar tempos e gentes de outrora, também farão parte deste espaço.
«Utilidades» – Farmácias de serviço em Vizela; um tradutor; o cinema; duas sondagens em simultâneo entre outras rubricas integram também o novo grafismo do ddV.
Aproveitamos para agradecer a todas as pessoas que nos incentivam a levar por diante este modesto site que nasceu com o único objectivo de servir Vizela e assim continuará.
Um obrigado especial a Vítor Manuel Oliveira Marques pela paciência que teve ao remodelar mais uma vez a imagem do Digital de Vizela.
Manuel Marques
















