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JOSÉ ANTUNES: A nossa preocupação é formar Homens

Presidente do Desportivo Jorge Antunes em entrevista a João Ferreira faz um retrato de uma modalidade (futsal) que tem grandes pergaminhos em Vizela. Muito em graças à sua iniciativa.


O presidente José Antunes abriu o jogo e numa forma de balanço à época desportiva aproveitou ainda para revelar alguns pormenores do que está a desenvolver para o futuro.
Em entrevista, o líder comentou a época do departamento de futsal reafirmando que “no futsal somos um clube que não exigimos títulos às camadas jovens mas quando tínhamos os seniores era bem diferente. Hoje a nossa preocupação é ajudar os pais a formar Homens. Mas, também, não estamos habituados a passar um ano e não ver um escalão a ganhar, isso não é normal no DJA. Por isso temos que refletir e ver onde estamos a trabalhar mal para podermos criar frutos mais tarde”.

E é no futuro que os dirigentes já estão a trabalhar mas existe sempre a problemática do assédio aos jogadores. Um assunto que José Antunes encara com alguma mágoa: “estamos em democracia e os regulamentos desportivos permitem isso. Depois é do carácter de cada um tanto dos jogadores como dos clubes”. 

E continua: “lamentavelmente de diversas formas as equipas concorrentes não estão minimamente preparadas e só com dinheiro “fácil” conseguem estragar projetos, como o nosso. Mas, ainda temos jogadores que não se iludem e não nos trocam pela desculpa, reles, esfarrapada, de baixo nível de dizer que vão para um lado ou para outro porque não temos seniores. Os jogadores que fogem acabam por ter pais que conseguem ser piores porque não conseguem ver que temos muitos miúdos que acabam e saem daqui para uma qualquer equipa sénior a nível nacional sem ter que se sujeitar a andar nos regionais. Mas enfim, mentalidades fúteis que são assediadas com o “tal dinheiro fácil”. Nós vamos continuar a formar grandes jogadores, preparar grandes homens e mais tarde vemos. Vamos guardando alguns destes atos para memória futura”.

Para quando uma equipa sénior? 
“Há duas formas de analisar esta pergunta. Ou vamos fazer parceria com uma equipa de TOP e os nossos jogadores estão sempre assegurados ou vamos fazer uma equipa sénior somente dos jogadores que saem dos Sub-20 e para os ex-jogadores, sem loucuras, sem o mínimo de profissionalismo e ver a equipa sénior como um escalão jovem. São duas hipóteses que vamos considerar dentro das próximas semanas”. Também a sede do clube e os transportes são outros temas que têm de melhorar. Segundo o dirigente “a sede não está a correr como esperávamos e tem que levar uma volta de 180º, nada falta e falta tudo. O desejo era ser um local de encontro mas não estamos a conseguir através do café habitual chegar ao público anónimo. Mas temos que criar mais iniciativas, mais eventos para conseguirmos chegar aos nossos objetivos”. Já ao nível dos transportes, “vamos trocar um carro de 16 lugares por dois de 9 lugares para termos mais alternativas de transportes. Temos que criar alicerces para o clube começar a ser independente e autossustentado”. O Pavilhão de S. Paio “foi um sucesso também, já pagamos o piso e o quadro eletrónico. Ainda somos reconhecidos por muitos anónimos que estão atentos ao nosso trabalho. Continuamos a ser mais reconhecidos fora do que por muitos da nossa terra”. Recorde-se que o pavilhão desportivo em S. Paio está também disponível para aluguer aos interessados.
José Antunes faz assim uma breve abordagem à época do futsal e às valências do clube, relembrando o passado mas olhando o futuro com confiança e determinação.
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RICARDO COSTA DEIXA UM AGRADECIMENTO “MUITO FORTE”


O vice-presidente Ricardo Costa finalizou nesta época a sua participação como diretor técnico do departamento de futsal do DJA por motivos profissionais que o impedem de continuar a dar o seu contributo ao clube. Mesmo assim, o dirigente comentou a época dizendo que “não correu da melhor forma em termos de resultados desportivos, porque o nosso clube está habituado a ter sempre pelo menos um escalão a sagrar-se campeão”. E continuou: “pela primeira vez em competição, os Traquinas estiveram muito bem, sendo a mesma realizada em Fafe em duas voltas, na primeira ficaram em quarto lugar, já na segunda com mais experiência adquirida, acabaram a mesma na segunda posição. Os Benjamins num universo de 15 participantes, ficaram em 3º lugar, sendo que à sua frente ficaram o Sto. Tirso (2º) e Contacto (1º) duas equipas que à partida já se adivinhava que iriam fazer um excelente campeonato em virtude de terem os seus plantéis compostos por miúdos que já jogam juntos à bastante tempo, mas mesmo assim dificultamos-lhes muito a vida. Pode dizer-se que os nossos atletas fizeram um bom campeonato face ao exposto. Os Infantis ficaram em 13º lugar, num universo de 16 participantes. Foi o escalão onde houve mais alterações quer a nível de entrada de novos atletas, como de equipa técnica. O mau começo fez com que a evolução dos atletas e resultados não se repercutisse na tabela classificativa, mas não tenho dúvidas que de facto estes atletas evoluíram bastante. Os Iniciados ficaram em 3º lugar, num universo de 15 participantes. Estamos a falar de um escalão onde maioritariamente os atletas são de primeiro ano e mesmo o facto de no ano anterior terem sido campeões em infantis, nada os obrigava a repetir o feito, pois nestas idades o fator "corpo" tem muita influência e apesar de sermos a formação a praticar o melhor futsal, não foi suficiente para travar duas equipas que apresentavam atletas com uma componente física superior à nossa. Mesmo assim, ressalvo que o 2º lugar estaria perfeitamente ao nosso alcance. Os Juvenis, prova dividida em dois grupos, realizada também em duas voltas, na primeira alcançaram um modesto 4º lugar, não permitindo este lutar pelos nacionais. Já na segunda fase da prova ficaram em 1º lugar sem derrotas, mas viriam a perder a final com o líder do outro grupo. Posso dizer que foi um ano menos bom para este escalão que cedo se viu privado de um dos seus guarda redes, o que veio a dificultar um pouco a gestão por parte do mister, que em alguns casos teve de recorrer a jogadores de campo para a baliza”. Ricardo Costa termina assim a sua participação referindo que “este ano e por motivos profissionais, abandono o cargo de director técnico com um agradecimento muito forte a todos aqueles que me acompanharam ao longo de estes anos Atletas-Treinadores-Diretores- Restante Staff, foi um orgulho colaborar com todos”. O Desportivo Jorge Antunes agradece os trabalhos e as conquistas em equipa que o Ricardo Costa teve em mãos.