VISITE VIZELA

Reformada ganha 100 mil na raspadinha em Moreira de Cónegos

Patrícia Costa (esquerda), dona do quiosque, e Lurdes Pereira, filha da premiada
Sorte voltou à vila de Moreira de Cónegos. Maria Rosa é jogadora diária, há um ano, e vício mantém-se mesmo depois de vencer o prémio. Raspadinha premiada esteve quase a ir para o lixo.

(Notícia JN, Sandra Freitas)

A sorte voltou a bater à porta de Moreira de Cónegos, em Guimarães, a freguesia de onde saíram os primeiros euromilionários portugueses (este no Quiosque Fandino). Maria Rosa, com 76 anos, ganhou, na segunda-feira passada, 100 mil euros numa raspadinha de cinco euros, comprada no Quiosque da Igreja, ao fim de um ano a apostar diariamente neste jogo.


“Joga todos os dias e, no sábado, veio ao quiosque e conseguiu 10 euros. Pediu duas raspadinhas de cinco euros e levou para casa. No domingo pediu às minhas irmãs, que vivem com ela, para ver se tinha alguma coisa. Disseram que não tinha nada”, conta uma das filhas, Lurdes Pereira, sublinhando que o dinheiro correu o risco de ir parar ao lixo.

Valeu o facto de a mãe só confiar “na máquina do quiosque”. “Guardou as raspadinhas e voltou segunda-feira para verificar se tinha prémio”, acrescenta Lurdes, admitindo que, quando recebeu o telefonema com a “boa notícia”, não conseguiu acreditar. Só quando se dirigiu ao quiosque é que percebeu que, além de ser verdade, a mãe partilhou a notícia com todos os clientes que estavam no estabelecimento.


“Eu tentei esconder, porque estava muita gente, mas ela ficou tão contente que contou a toda a gente”, recorda a proprietária do quiosque, Patrícia Costa, que continua a receber a “sortuda”, todos os dias. É que, apesar dos 100 mil euros, o gosto pelo jogo mantém-se e Maria Rosa continua a pedir boleia a uma das filhas para ir tomar o seu café e comprar raspadinhas. “Mas com controlo, não se ilude”, assegura Patrícia.

Maria Rosa é viúva e mãe de sete filhos, dois deles ainda a viver consigo. Para já, diz que o dinheiro é para guardar no banco. “Não mudou nada”, conclui Lurdes.