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CDS quer variante à EN101 e à EN205

Os deputados do CDS Vânia Dias da Silva e Hélder Amaral questionaram o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas sobre a concretização da variante à EN101 uma via que liga os concelhos de Braga, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Monção e Vila Verde



Os centristas questionam o responsável se este tem conhecimento das dificuldades sentidas por todos os utilizadores das EN101 e 205, bem como do estudo apresentado pelo INIR em 2011, e se a tutela considera que aquelas vias rodoviárias se devem manter sem intervenções profundas e sustentadas, do ponto de vista da segurança rodoviária e da preservação do ambiente, de acordo com o referido relatório.


Finalmente, os deputados do CDS recordam que o Governo anunciou recentemente um programa de combate à desertificação e às assimetrias regionais, e querem saber em que medida, esse mesmo programa, prevê apoios que facilitem a concretização de obras estruturantes como é o caso da variante às EN101 e 205.


A EN101 é uma via que liga os concelhos de Braga, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Monção e Vila Verde, sendo que este último concelho é atravessado por este eixo viário essencial para que se mantenha a dinâmica socioeconómica existente nesta região.

A dinâmica referida tem-se traduzido na instalação de várias indústrias e no desenvolvimento de áreas de acolhimento empresarial na expetativa de lhe serem facilitadas a circulação de pessoas e de mercadorias e o acesso rápido aos eixos de grande capacidade, como são a A3 e a A11.


Neste sentido torna-se essencial a construção de uma variante à EN101 e à EN205, dado que só assim se melhorará a mobilidade da região, bem como o acesso ao espaço industrial (que está em expansão) da área de Acolhimento Empresarial de Oleiros, Cervães e Cabanelas”.

A construção da variante à EN101 permitirá também desviar muito do tráfego na travessia do Centro Urbano de Vila Verde, descongestionando o acesso à sede de concelho e garantindo uma melhoria das acessibilidades à zona Norte, designadamente ao Parque Industrial de Gême.



Estes argumentos não são meramente axiológicos, dado que em junho de 2011, também o então INIR, IP, diz sobre estas vias, o seguinte: “o diagnóstico efetuado evidencia a necessidade de intervenção que permita eliminar os estrangulamentos, existindo duas soluções possíveis para tal: a construção de variantes que permitam suprir o problema de atravessamento dos aglomerados urbanos, ou, em alternativa, a implementação de um novo corredor com perfil de estrada Nacional”.



O mesmo estudo propõe que sejam realizadas “intervenções de requalificação de diversos troços da EN101 entre Ponte da Barca e Braga, que contemplam a construção de oito variantes, com o objetivo de retirar o tráfego de passagem do interior de algumas localidades, onde atualmente se verificam congestionamentos significativos e/ou proceder a retificações de traçado em zonas particularmente sinuosas”.



Ao longo dos últimos anos, ainda que esta matéria tenha sido alvo de variadíssimas deliberações de Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, esta tem sido uma intervenção esquecida por parte da tutela, em particular por parte da agora Infraestruturas de Portugal.



Paula Almeida