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Dinamismo empresarial de Luís Lopes Guimarães, da Polopique em destaque no Jornal Têxtil

Nova fiação de raiz despertou o conceituado Jornal Têxtil para mais uma importante reportagem com o empresário vizelense Luís Lopes Guimarães







"Polopique fia crescimento

O grupo Polopique acaba de instalar uma nova fiação de raiz, vocacionada essencialmente para a produção de fios finos, mesclas e fios de cor. Segundo o presidente do grupo, Luís Guimarães, a unidade produtiva vem responder às necessidades latentes, aumentando a produção mensal para 360 toneladas.
22 Fev, 2017

O investimento da Polopique na fiação ascende já a 30 milhões de euros, valor que integra a aquisição, em 2010, e a posterior renovação da Fiateviz e a criação desta nova unidade, que integra 13 cardas, 6 torces, 10 laminadores, 10 penteadeiras, 20 bobinadeiras e 20 contínuos de anel (equivalentes a 23.040 fusos), incluindo dois sistemas para fios core spun e outros dois para fios compact.

«O nosso aumento de produção e a falta de recursos a fornecedores em Portugal ou numa proximidade que nos possa permitir continuar a dar uma resposta rápida aos nossos clientes» ditou o aumento da produção de fios, explicou Luís Guimarães ao Jornal Têxtil, num artigo publicado na edição de fevereiro de 2017 (ver Os senhores dos anéis).

As duas unidades produtivas de fios, que empregam 103 pessoas, são complementares, com a nova fiação a dedicar-se a fios finos, mesclas e fios de cor, nomeadamente para camisaria, enquanto a unidade já existente produz essencialmente fios para o sector das malhas – atingindo uma produção mensal de 360 toneladas, que pode eventualmente aumentar. «Temos metade das novas instalações livres, precisamente para decidirmos no decorrer deste ano se fazemos a passagem da fiação existente para lá, estando tudo já preparado para isso, ou compramos mais equipamento e aumentamos a nossa produção de fios», revelou o presidente do grupo Polopique.

Certo é que a produção de fio se destina apenas a “consumo interno” e não para vender a terceiros. «Não é essa a intenção para já», garantiu Luís Guimarães.

No entanto, a atual produção não é ainda suficiente para suprir as necessidades do grupo têxtil vertical – que têm rondado as 500 toneladas de fio mensais. «Mas há alguma matéria-prima dessas 500 toneladas que não faz sentido [produzir dentro de portas]», ressalvou Luís Guimarães.

Com o grupo a crescer de ano para ano – em 2016, a faturação terá aumentado entre 10% a 11%, para um valor que rondará os 126 milhões de euros –, os investimentos deverão continuar em 2017 e no futuro. «Todos os anos investimos. Este ano estamos a investir em máquinas com alguma especialização na área dos acabamentos e preparação», afirmou Luís Guimarães, sublinhando ainda a aposta na melhoria da logística e na eficiência energética." Jornal Têxtil