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Movimento pela Abolição da Caça à Raposa em manifestação

Cresce a indignação devido às numerosas batidas às raposas marcadas para os dois últimos meses de Janeiro e Fevereiro, o que levou a movimentos pela abolição da caça desta espécie em Portugal. Pelo menos 142.470 raposas foram mortas entre 2005 e 2016. Apesar de, em Portugal ser permitida a caça da raposa de acordo com a lei, as raposas fazem parte do ecossistema e por tal cresceu este movimento para a abolição da caça à raposa em Portugal e para procurar formas de convivência mútua e em equilíbrio natural.



Para abolir a caça em Portugal, está a circular uma petição e foi marcada uma manifestação. A petição online (http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT84351), atingiu 4000 assinaturas em menos de uma semana que permite ir a plenário e discussão na Assembleia da República.


O evento pela Manifestação da abolição da Caça à Raposa em Portugal (https://www.facebook.com/events/211305112666319/) foi iniciado nas redes sociais e já 1.900 pessoas mostraram interesse em participar na manifestação que terá lugar na Praça do Comércio, em Lisboa, dia 26 de Fevereiro, domingo, pelas 14h30.


Entre 15 a 20 batidas estão a ser organizadas durante os meses de Janeiro - Fevereiro precisamente durante a época de acasalamento, em que as raposas são mais susceptíveis de caçar.


Fazemos, por isso um apelo pela Abolição da Caça à Raposa em Portugal e a estarem presentes na manifestação popular de dia 26 de Fevereiro pelas 15h30, na Praça do Comércio, dando a cobertura e visibilidade possível a esta causa.


Em Janeiro deste ano, o movimento começou com cinco pessoas com preocupaçُões ambientais, sem qualquer ligação ou motivação partidária ou associativas formais (Carla Mendes Gomes, Octávio Mateus, Edite Afonso Inês, Liliana Silva e Patrícia Caeiro) que se conheceram através da internet. Como resultado da indignação que tem sido manifestada através das redes sociais quanto às batidas às raposas planeadas um pouco por todo o país, este movimento defende que:

i) Não há bases científicas que suportem e demonstrem um excesso populacional. Também não há evidências empíricas que o sugiram. E mesmo havendo, o controle populacional pode ser feito através da esterilização ou relocalização dos efectivos;

ii) Trata-se de uma prática cruel e bárbara;

iii) É contrária aos esforços de educação ambiental actuais. Esta caçada promove o desrespeito pelo património natural e contraria todas as acções educativas de protecção pela natureza.