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Portimonense subiu e Aves espera pelo Penafiel

O Portimonense de Vítor Oliveira (foto), que o Vizela venceu em casa, garantiu ontem o regresso ao principal escalão do futebol português, após seis anos de ausência. O Desportivo das Aves esteve perto de festejar também, com a "ameaça" de um golo do empate do Freamunde frente ao Penafiel, mas esse tento foi invalidado. A Polícia Judiciária esteve em Freamunde.

A equipa algarvia perdeu em Viseu, ao final da manhã deste domingo, mas com a goleada caseira sofrida pelo Varzim, frente ao Sp. Covilhã (0-4), está consumada a subida do Portimonense.
Esta é a décima promoção do técnico Vítor Oliveira ao principal escalão do futebol português, a quinta consecutiva.

O Desportivo das Aves esteve perto de festejar também, com a "ameaça" de um golo do empate do Freamunde frente ao Penafiel, mas esse tento foi invalidado.
Em todo o caso a equipa avense venceu o Famalicão (2-0) e está a um ponto da subida.
A outra equipa que ainda está na luta é o Penafiel, que venceu então em Freamunde (1-2).
O Varzim, com a goleada sofrida em casa, está fora da luta pela subida.

Jogo com o Penafiel está a ser investigado.  Durienses venceram por 1-2, em jogo da 38.ª jornada da LigaPro.

Promete dar que falar o Freamunde-Penafiel, da 38.ª jornada da LigaPro. A partida, apitada por Hélder Malheiro, terminou com o triunfo dos visitantes, por 2-1, e com muitas queixas dos anfitriões ao trabalho da equipa de arbitragem. A SAD do Freamunde solicitou a presença da Polícia Judiciária, alegadamente por suspeita de viciação do resultado.
No fim do encontro, os dirigentes azuis terão sido contactados por uma pessoa presente no estádio, que afirmava ter tido conhecimento prévio do resultado ao intervalo e no final, apresentando mensagens recebidas, antes da partida, que confirmavam as declarações. De pronto, o Freamunde contactou as autoridades e solicitou a presença da Policia Judiciária que, para acelerar o processo, delegou na GNR a identificação dessa testemunha, que terá prestado declarações no posto local, e a requisição do telefone que continha as mensagens. Entretanto, no estádio, os jogadores do Freamunde e do Penafiel receberam autorização para sair do local. A equipa de arbitragem, liderada por Hélder Malheiro, sairia mais tarde e sob escolta, já depois de todos terem sido identificados.
Esta partida entre vizinhos já estaria no radar das autoridades devido às "odds" apresentadas por algumas casas de apostas, que pagavam um valor estranhamente alto pela vitória do Penafiel, o que contrariava a lógica apresentada pela posição de ambas as equipas na classificação. Os penafidelenses chegaram à vantagem aos 43 minutos e, na parte final do encontro, o Freamunde viu serem-lhe anulados dois golos e reclamou ainda dois penáltis. Esta segunda-feira, o Freamunde vai apresentar uma queixa formal no Ministério Público. Em comunicado, a Liga manifestou confiança na integridade das suas competições e nas autoridades, para a punição de eventuais prevaricadores.
Texto JN.


VITOR OLIVEIRA UM TREPADOR NATO
(texto Diário de Notícias)

Há pouco menos de um ano, o treinador já tinha conduzido o Desportivo de Chaves ao escalão maior do futebol português
O Portimonense é o 10.º capítulo de sucesso do treinador Vítor Oliveira, que reforçou o estatuto de 'rei' das subidas na II Liga portuguesa de futebol, ao assegurar mais uma promoção ao escalão principal.

Aos 63 anos, o antigo futebolista, natural de Matosinhos, que já orientou quase duas dezenas de emblemas, operou o regresso dos algarvios à I Liga, onde não atuam desde 2011, somando a 10.ª subida da carreira e a quinta consecutiva, em 17 presenças no segundo escalão.

Há pouco menos de um ano, Vítor Oliveira já tinha conduzido o Desportivo de Chaves ao convívio dos 'grandes', depois de ter igualmente participado nas campanhas profícuas de Arouca (2012/13), Moreirense (2013/14) e União da Madeira (2014/15) na II Liga.

Porém, o técnico não acompanhou nenhum destes quatro clubes na subida, sendo que, no caso dos minhotos, acabou mesmo por deixar a equipa antes do final da temporada, saindo após a 33.ª jornada, quando o Moreirense ocupava o segundo lugar da prova.

Há dois anos, Vítor Oliveira explicou o porquê de fazer carreira na II Liga, ao invés de seguir o percurso das equipas que sobe.

"Às vezes é melhor estar na II Liga a jogar para subir, do que estar na I Liga a perder e a desgastar-se. Nessas duas propostas, acho que prefiro uma equipa da II. Gosto de futebol e de treinar, independentemente de ser na I ou na II. Mas bom mesmo é estar na I Liga", disse.

Ainda assim, a 'ligação' de Vítor Oliveira ao segundo escalão começou no início da década de 90, liderando o Paços de Ferreira à I Liga, em 1990/91, algo que voltaria a alcançar com Académica (1996/97), União de Leiria (1997/98), Belenenses (1998/99) e Leixões (2006/07).

Também nesses anos, o técnico optou por não continuar com os emblemas que orientava, exceção feita ao Paços de Ferreira, no qual se manteve na temporada seguinte à subida, terminando no 12.º posto da I Liga 1991/92.

Na divisão maior, Vítor Oliveira contabiliza 14 presenças, a última das quais ao comando do Moreirense, em 2004/05, quando não terminou a época, sendo substituído por Jorge Jesus, a três rondas do final da prova.

Entre os desempenhos na I Liga, sobressai um sétimo lugar precisamente pelo Portimonense, em 1985/86, bem como um oitavo e um nono pelo Gil Vicente, respetivamente em 2002/03 e 1992/93.

Agora, pelo emblema de Portimão, que também está próximo de assegurar o título de campeão da II Liga, Vítor Oliveira prepara-se para regressar à divisão maior, sabendo de antemão que, até ao momento, todas as equipas que subiu mantiveram-se no escalão principal na época seguinte.

(foto A Bola)