"20 agosto - Bragança-FC Vizela início Campeonato de Portugal, 17h00. Força Vizela

Classificativa de Ponte de Lima madrasta

Foram vários os pilotos que o previram. A segunda passagem por Ponte de Lima foi decisiva. Enquanto a secção da manhã ficou marcada por uma competitividade tremenda e muita imprevisibilidade, à tarde ficou marcada pela forma como as equipas tiveram de gerir os pneus e adequar o andamento às condições mais duras dos troços.


Hayden Paddon começou, tal como de manhã, a vencer. Mas o quem mais beneficiou da segunda passagem por Viana do Castelo foi Kris Meeke, que passou para a frente da classificação à frente de Jari-Matti Latvala, que preferiu poupar os pneus para o troço mais longo.

Em Caminha 2, Meeke baixou o ritmo de forma a gerir os pneus. Thierry Neuville venceu pela segunda vez no Vodafone Rally de Portugal. Ficou à frente de Elfyn Evans e de Ott Tanak que fez terceiro apesar de ter problemas na suspensão. O resultado permitiu-lhe passar para o lugar que era, então, de Meeke.

No derradeiro teste em pisos de terra do dia, as vítimas foram muitas. Latvala, segundo à partida, ficou sem travões no Yaris e capotou. Conseguiu continuar, mas caiu para 13º. Lento no troço, fez com que Neuville também perdesse tempo no pó provocado pelo seu carro. Tanak continou com problemas no Fiesta mas voltou a ser o terceiro mais rápido e segurou a liderança.

Sébastien Ogier teve uma “especial” limpa e fez o segundo tempo enquanto Dani Sordo venceu e ficou na segunda posição da classificação à frente de Ogier. Os três primeiros chegaram a Braga separados 6,2 segundos. O quarto da geral, Craig Breen, atrasou-se quando o amortecedor do C3 WRC se partiu e fez com que o carro perdesse tração nas zonas mais arenosas.

Mas os perdedores foram Kris Meeke e Hayden Paddon. O piloto da Citroën teve um furo no carro. Depois de trocar a roda, seguiu mas voltou a ter problemas, desta vez na suspensão do carro, e abandonou. O adversário da Hyundai voltou a perder tempo com problemas elétricos no i20 WRC. Ficou parado dez minutos na “especial” e desceu tanto na classificação que amanhã vai ser um dos pilotos a abrir a estrada.

Mas o dia não terminou aí. Antes de regressarem à Exponor, cumpriram a Braga Street Stage por duas ocasiões. Ogier foi o mais rápido na primeira passagem e aproximou-se de Sordo. Os dois ficaram separados por uma diferença inferior a um segundo. Na segunda, Ostberg triunfou mas nas contas dos primeiros, Ogier voltou a baixar a diferença para os dois da frente. O pódio está separado por cinco segundos.

A classificação pode, contudo, mudar ainda esta noite. Thierry Neuville queixou-se que perdeu cerca de 20 segundos por andar atrás de Latvala em Ponte de Lima 2. Se o colégio aceitar a sua exposição, o belga pode subir a segundo e ficar a 2,7 segundos de Tanak.

No WRC2, as posições da geral mantiveram-se praticamente ao longo do dia. Andreas Mikkelsen lidera desde o início. Aumentou a vantagem durante a tarde em 15 segundos e comanda com 1m4,5s a menos do que o segundo, Teemu Suninen. Em terceiro está Pontus Tidemand, a apenas 2,3s do finlandês. Eric Camilli é quarto apesar de ter ficado sem direcção assistida no Fiesta R5 em Ponte de Lima 2.

No WRC3, Jakub Brezezinski comanda com mais de dois minutos de vantagem sobre Raphael Astier. Enrico Brazzoli é terceiro, a mais de nove minutos.

O melhor português é Miguel Campos, enquanto no campeonato nacional, Pedro Meireles lidera com uma vantagem confortável.

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Miguel Barbosa desiste do Vodafone Rally de Portugal com problemas mecânicos

Miguel Barbosa desistiu do Vodafone Rally de Portugal. Depois de um primeiro dia muito competitivo, na luta pela vitória do Campeonato Nacional, o piloto da BP Ultimate Vodafone Skoda Team foi obrigado a abandonar a prova com problemas mecânicos no carro no fim do troço de Viana do Castelo.

“Estávamos numa luta bastante animada com o Pedro Meireles. Na parte da manhã ele ganhou um troço e eu ganhei outro. Íamos ter uma disputa bastante interessante. Estava muito confiante, até porque trabalhamos muito para este rali. Estou muito desiludido, mas tivemos problemas mecânicos e já não dava mesmo para continuar. Quero também deixar aqui uma palavra de rápidas melhoras para o José Pedro Fontes e para a Inês Ponte e que voltem depressa porque fazem falta ao campeonato”, diz Miguel Barbosa.

Esta foi a primeira vez que Miguel Barbosa, acompanhado por Miguel Ramalho, competiu no rali de Portugal. Uma prova emblemática que, este ano, comemora a sua 50a edição e volta a pontuar para o Campeonato Nacional. O Vodafone Rally de Portugal termina a 21 de maio. Miguel Barbosa volta à competição no rali Vidreiro, a 9 e 10 de junho, ao volante do Skoda Fabia R5.

Créditos Fotos  AIFA/Jorge Cunha