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Filatélica de homenagem aos Arcebispos de Braga

Os CTT apresentam amanhã, 7 de Julho, uma nova emissão filatélica de homenagem aos Arcebispos de Braga. Os selos representam retratos de São Martinho de Dume, São Frutuoso, São Geraldo, D. Freire Bartolomeu dos Mártires, D. Rodrigo de Moura Teles e D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga (Arcebispo Primaz).



Esta emissão é realizada a propósito das celebrações comemorativas da efeméride das Bodas de Ouro Sacerdotais de Dom Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, atual detentor da Cátedra, representado em selo nesta emissão. D. Jorge Ortiga nasceu em 1944 e foi nomeado Arcebispo de Braga com 55 anos em junho de 1999. Nesse mesmo mês recebeu das mãos do Papa João Paulo II, o pálio, no Vaticano.


Todos os selos representam os retratos dos mesmos, em pinturas em óleo sobre tela, da coleção Galeria dos Arcebispos e fotografia de Manuel Pitães.


São Martinho de Dume, um dos retratados em selo, era natural da Hungria e chegou a Braga em 550, onde logo iniciou a sua envangelização, tendo fundado o Mosteiro de Dume, nos subúrbios de Braga. Em 556 foi nomeado Bispo da diocese de Dume, constituída por este mosteiro e seus domínios, e passou a dar intensa colaboração ao metropolita Lucrécio na preparação do I Concilio de Braga. Dos seus opúsculos doutrinários, saliente-se o De correctione rusticorum, pelo combate ao paganismo patente no culto aos deuses do planetário romano, titulares dos dias da semana, dando origem à designação cristã, já documentada em 618, e seguida em Portugal e nos países de expressão oficial portuguesa.


O segundo selo desta emissão pertence a São Frutuoso, descendente de uma família nobre da região de Bierzo, na Galiza, que quando chegou a Dume já tinha fundado uma longa série de mosteiros na Galiza. Em 656 participou como Bispo-abade de Dume, no X Concílio de Toledo, que o investiu na dignidade de metropolita de Braga, em substituição de Potâmio.


A longa vacância da Sé de Braga, subsequente à deposição de D. Pedro, terminou com a chegada do novo bispo, D. Geraldo, antes de 26 de janeiro de 1099, representado em selo nesta emissão. Defensor da Reforma Gregoriana, a par da recuperação das sequelas da referida vacância, continuou as obras da Sé, prosseguiu a vida comunitária com o Cabido, estimulou a atividade da escola capitular e iniciou a substituição da antiga liturgia hispânica pela liturgia romana - que está na base do chamado «rito bracarense».


O quarto selo desta emissão pertence a D. Fr. Bartolomeu dos Mártires, nascido na freguesia dos Mártires (Lisboa) em 1514. Dominicano, notabilizou-se pela sua intervenção em Trento (1562-1563). Impôs-se pela sua ação reformadora nas visitas pastorais. Reuniu sínodo em 1564 e concílio provincial em 1566-67. Instituiu o Seminário de S. Pedro e entregou o Colégio de S. Paulo aos Jesuítas.


D. Rodrigo de Moura Teles, também em selo, nasceu em 1644 em Vale de Reis (Alcácer do Sal) e foi bispo da Guarda, donde foi promovido a Arcebispo de Braga. Em 1713 reuniu o antepenúltimo sínodo diocesano. Renovador do Rito Bracarense fazendo imprimir em 1713 Officia propria Sanctorum Bracharensis Dioecesis e, em 1724, Breviarium Bracharense (2 vols). Obteve para a cidade de Braga o Lausperene quaresmal das Quarenta Horas, inaugurado em 1710, ainda hoje muito vivo.


Esta emissão filatélica dos CTT é composta por seis selos com o valor facial de 0,50€ cada e uma tiragem de 125 000 exemplares cada, bem como um bloco filatélico com o valor de 1,40€ e uma tiragem de 40 000 exemplares. O design dos selos esteve a cargo do Atelier Design&etc (Hélder Soares). As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas dos Restauradores em Lisboa, Munícipio no Porto, Zarco no Funchal, Antero de Quental em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo.




Sobre os CTT:


Os CTT – Correios de Portugal são o operador postal universal em Portugal, operando também em Espanha e em Moçambique. Desenvolvem atividades de correio (incluindo o Serviço Postal Universal), de expresso e encomendas e de serviços financeiros, e são os únicos acionistas do Banco CTT, um banco com uma oferta simples mas completa de serviços bancários para particulares. Com raízes no ano de 1520, os CTT têm o exclusivo da emissão de selos com a menção Portugal e plataformas únicas de distribuição e atendimento ao cliente, com proximidade e conhecimento profundo da população e de todo o território.


Os CTT empregam 12.149 pessoas, das quais 11.702 em Portugal, país onde opera uma rede de 4297 lojas, das quais 615 próprias, 1724 em parceria, 1958 postos de venda de selos, a que se juntam 4202 agentes Payshop. Em 2016 os CTT obtiveram rendimentos operacionais de 695,1 M€, um EBITDA recorrente de 119,5 M€ e um resultado líquido de 62,2 M€. Nesse mesmo ano, os CTT transportaram 780,2 milhões de objetos de correio endereçado, a que se juntaram 497,8 milhões em correio não endereçado e 26,9 milhões de correio expresso e encomendas (14,6 milhões em Portugal e 12,3 milhões em Espanha).