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"Câmara de Vizela poupa 100 mil euros em nomeações políticas e dá às freguesias"

"Não vai haver nomeações políticas efetivas. Os lugares dos nomeados políticos serão executados pelos funcionários da Câmara", disse Victor Hugo Salgado, o novo presidente da Autarquia vizelense e o único independente a liderar uma Câmara no distrito de Braga. Os nomeados em 2013 (João Polery, Miguel Dinis Costa, Gonçalo Casto e Armando Carvalho foram dispensados da Câmara).



Delfim Machado
Jornal de Notícias


O Movimento Independente "Vizela Sempre", que venceu as Eleições Autárquicas sem maioria absoluta, vai formar maioria no Executivo Municipal de Vizela com a ajuda da coligação PSD/CDS.

A grande novidade da conferência desta quarta-feira de manhã, após a assinatura do acordo, é a promessa de que os adjuntos e assessores vão ser escolhidos entre os funcionários da Câmara, ao contrário do que acontece na maioria das Autarquias do país, onde são nomeadas pessoas de confiança política.

"Não vai haver nomeações políticas efetivas. Os lugares dos nomeados políticos serão executados pelos funcionários da Câmara", disse Victor Hugo Salgado, o novo presidente da Autarquia vizelense e o único independente a liderar uma Câmara no distrito de Braga.

Com a medida, Victor Hugo Salgado espera poupar mais de 100 mil euros por ano, "sensivelmente meio milhão de euros em quatro anos, para inverter a trajetória de algum despesismo que existia". A poupança, acrescenta, vai ser entregue às Juntas de Freguesia: "Vão poder contar com um reforço que é quase a duplicação das verbas".

A cerimónia de assinatura do acordo, que decorreu na Casa do Povo de Vizela, juntou Victor Hugo Salgado, líder do movimento "Vizela Sempre" e novo presidente da Câmara de Vizela, a Jorge Pedrosa, do PSD, e a José Abreu, do CDS.

O compromisso prevê a atribuição de pelouros a quatro vereadores: Victor Hugo Salgado (presidente a tempo inteiro com as pastas da gestão financeira e da área social), Joaquim Meireles (vice-presidente a meio tempo com o pelouro das obras municipais), Agostinha Freitas (vereadora a tempo inteiro com a área da Educação) e Jorge Pedrosa (vereador a tempo inteiro com a área jurídica).

Registo, ainda, para o acordo alcançado entre independentes e PSD/CDS para a Assembleia Municipal de Vizela.

Quanto às Juntas de Freguesia, "há abertura para chegar a um entendimento", reflete Jorge Pedrosa, mas "não está nada decidido". O social-democrata ressalva que integrou o acordo porque pretende ser "uma solução para o problema e não um entrave ao desenvolvimento de Vizela".

José Abreu, do CDS, discursou no mesmo sentido: "Não iremos prejudicar Vizela com quezílias políticas, dado o concelho estar atrasado relativamente aos concelhos vizinhos, devido essencialmente ao passado despesista dos Executivos anteriores".

Indefinição no restante Executivo

Recorde-se que o movimento Vizela Sempre elegeu três vereadores, o PSD/CDS elegeu dois e o PS também dois. Os três independentes integram a maioria com Jorge Pedrosa, candidato da coligação PSD/CDS, mas fica de fora a número dois da lista da coligação, Fátima Andrade, que fora eleita vereadora.

A responsável não compareceu à assinatura do acordo e, contactada pelo JN, assumiu apenas que vai tomar posse como vereadora "porque os vizelenses assim escolheram". Só depois do dia 14 deste mês, data da tomada de posse, se vai saber o futuro de Fátima Andrade.

O mesmo acontece com o candidato do PS, João Ilídio Costa, que mantém o tabu sobre se vai cumprir o mandato de vereador na Oposição.

João Ilídio Costa suspendeu as funções de presidente dos Bombeiros de Vizela para ser candidato a presidente da Câmara pelo PS. É uma incógnita se regressa aos bombeiros ou se vai cumprir o mandato de vereador da Oposição. O JN tentou, sem sucesso, contactá-lo.