FELIZ NATAL

DIRETO: FC Vizela - Montalegre. Vitória em Trás os Montes

Partida com início às 15 horas


MONTALEGRE - VIZELA, 0-1
Santa Eulália - Maria da Fonte, 2-3

94 - Mais uma vitória do Vizela fora de portas por 0-1. 

84 - Diogo Lamelas remata ao poste. Vizela com três bolas nos ferros e Montalegre uma.

75 - Sai Joni e entra João Oliveira.


74 - Diogo Lamelas remata ao poste.

81 - Sai Aziz e entra Diogo Lamelas. Esgotadas as alterações no Vizela.

77 - Aliu quase marca o golo do empate para o Vizela. Valeu a boa intervenção de Pedro Albergaria.

71 - Sai Bruno Barreto e entra Baba.

66 - Iuri com um bom remate em arco à baliza do Vizela. Bola passou rente ao poste. Equipa da casa está a subir de rendimento.

56 - Sai Prince no Montalegre e entra Iuri.

51 - Vizela envia duas bolas à barra da baliza do Montalegre no reinicio desta segunda parte.

Começa a sua parte.---
45 - Termina a primeira parte com o Vizela na frente do marcador. Foi a equipa que mais procurou o golo mas o Montalegre teve duas oportunidades em que poderia marcar. 0-1

44 - Albergaria sai da área para defender e faz falta vê cartão amarelo. Na cobrança do livro Roberto do Montalegre envia bola à barra.

42 - Paredes (autor do Golo) sai lesionado e entra Fortes.

32 - GOLO DO VIZELA APONTADO POR JOÃO PAREDES. Remate seco dentro da dentro da área do avançado vizelense a bater Tiago Guedes. 0-1

15 - Vizela com nota mais nesta partida mas há a salientar um bom remate de Prince à baliza de Pedro Albergaria.

0 - Equipa do Montalegre conta na baliza com Tiago Guedes ex-guarda-redes do Vizela e o avançado Prince. Riça que defendeu a baliza do Vizela é o treinador de Guarda-redes.

0 - Mais vizelenses dos que transmontanos nas bancadas numa tarde de fria em Montalegre embora de sol aberto.






CASTELO DE MONTALEGRE
Acredita-se que o povoamento humano de seu sítio remonte a um castro pré-histórico, sucessivamente ocupado por Romanos (conforme testemunho de moedas e lápides recuperadas na área), Suevos desde 411 e anexado pelos Visigodos em 585. Posteriormente foi atacado pelos muçulmanos várias vezes, na época da Reconquista cristã da Península Ibérica, desde os meados do século VIII. Veio a integrar os domínios do Gallaeciense Regnum até a independência do Reino de Portugal. Desde esse momento faz parte do Portugal até o dia de hoje.

O castelo medieval[editar | editar código-fonte]

Castelo de Montalegre.
Território compreendido nos domínios do reino de Portugal desde a sua independência, a povoação recebeu Carta de Foral de D. Afonso III (1248-1279), em 9 de Junho de 1273, tornando-se cabeça das chamadas Terras de Barroso, época em que a construção do castelo deve ter sido iniciada, atravessando o reinado de D. Dinis (1279-1325) – que garantiu à vila substanciais privilégios em 1289, visando o seu povoamento -, para ser concluída, em 1331, no de D. Afonso IV (1325-1357), conforme inscrição epigráfica no sopé da torre sul.

À época da crise de 1383-1385, a vila e seu castelo tomaram partido por D. Beatriz, para serem incorporados, após a batalha de Aljubarrota, pelas forças de D. João I (1385-1433) no contexto da campanha a Chaves e ao norte de Portugal. Nesse contexto, as terras de Barroso foram oferecidas ao Condestável, D. Nuno Álvares Pereira.

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a povoação e seu castelo encontram-se figuradas por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), vindo a receber o Foral Novo em 1515. Um complemento à inscrição epigráfica na torre sul informa-nos que obras de reparo foram concluídas pelo licenciado Manuel Antunes de Viana em 1580.

Da Guerra da Restauração aos nossos dias[editar | editar código-fonte]
No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, recuperado o seu valor estratégico-defensivo na raia, o castelo recebeu obras de modernização visando adaptá-lo aos então modernos tiros da artilharia.


Castelo de Montalegre.
O terramoto de 1755 não causou maiores danos ao castelo do que os da queda de uma das ameias, conforme consta das Memórias Paroquiais de 1758. De acordo com esta fonte, resposta ao inquérito-geral formulado pelo Padre Luís Cardoso a todas as freguesias do reino após o terramoto, o então pároco de Montalegre, Padre Baltazar Pereira Barroso, juntamente com os padres Bento Gonçalves dos Santos e José Pereira Carneiro, datada de 19 de Março de 1758, informam que a fortificação, constituída por quatro torres ligadas por uma muralha, era defendida por uma muralha externa e uma contra-muralha com fosso. Nas muralhas rasgavam-se três portas (a norte, a oeste e a sul) e um postigo (entre as portas oeste e sul). Sobre as muralhas, erguia-se uma estacada defensiva.

Posteriormente, outro autor, Américo Costa, descreveu a estrutura, também recorrendo às "Memórias Paroquiais de 1758" como fonte:

A torre de menagem, situada ao norte, tem na base 30 a 40 pés em quadrado, 68 a 70 pés de altura. A de leste mede 30 pés de largura e 58 a 60 de altura, tendo quase todas as pedras marcadas com sinais diversos. A torre do sul tem 15 pés de base e 50 de altura; é maciça até dois terços da altura; na base, do lado sul, tem a seguinte inscrição: "A. Alf. 4.º Anno de 1331. Reformou o Ld.º Manuel Antunes de Viana. Anno de 1580". A do poente mede 15 pés de largura na base, e 35 de altura; é maciça até três quartos da altura.
Em 1758, no terreiro interior das torres levantava-se a casa do governador do castelo. O P. Baltazar refere-se ainda à cisterna, a fornos de cozer pão e a diversas escadas que do terreiro dão acesso às torres; descreve o revelim existente junto da porta do norte, por onde se entrava para o terreiro, e pormenoriza o dispositivo defensivo desta porta que era a principal entrada da fortaleza. Alude às tarimbas dos soldados, às casas de oficiais e sargentos e às cavalariças então existentes junto do castelo. O segundo e o quarto andares da torre de menagem, que eram de madeira, estavam em ruínas. Em igual estado se encontravam os sobrados, os telhados e a estacaria dos muros e contra-muros das torres de sueste e sul. A de sudoeste, a mais pequena das quatro, servia para guardar a pólvora.

Castelo de Montalegre: torre de menagem.
No século XX, o conjunto foi classificado como Monumento Nacional, por Decreto de 23 de Junho de 1910. A partir da década de 1980, a ação do poder público manifestou-se por uma campanha de intervenção e restauro, que culminou, na década de 1990 com a instalação de um núcleo museológico.