19 de março 1998-2000, CONCELHO DE VIZELA-20 ANOS---PARABÉNS VIZELENSES

Apenas 4% dos residentes no distrito de Braga fazem consultas de rotina aos ouvidos

Sete em cada dez pessoas (71%) no distrito de Braga vão ao médico otorrinolaringologista apenas quando existe um problema, seja este desconforto ou dor de ouvidos (42%), vertigens (31%), sensação de ouvidos tapados (31%) e problemas de audição (27%), revela um estudo realizado pela GAES – Centros Auditivos, líder ibérica em reabilitação auditiva. De acordo com este inquérito, que quis perceber quais os hábitos de tratamento auditivo no nosso país, apenas 4% consultam um médico regularmente.



O cuidado prestado aos ouvidos até pode não ser o ideal, mas esta desatenção é reconhecida pela maioria: de acordo com o estudo, 80% consideram que o cuidado auditivo é negligenciado e 73% associam a perda auditiva à idade. Ainda assim, ao todo, 79% dos inquiridos classificam a sua audição como boa ou excelente.



Problemas depressivos e de autoestima (84%), assim como isolamento social (49%) são reconhecidos como duas das principais consequências da perda auditiva, que um em cada dois residentes no distrito de Braga (50%) consideram que se relaciona quase sempre com os hábitos de vida.


No que diz respeito à rotina de higiene e limpeza dos ouvidos, 10% dos inquiridos defendem que estes não devem ser limpos. Aqui, mais de um terço da população (38%) elege os cotonetes como método de higiene preferido, seguido do papel (29%), da água (16%) e do médico/enfermeiro (7%). O que é um implante auditivo e para que serve é informação que apenas 26% dos inquiridos dispõem, o que torna Braga o distrito com maior desconhecimento nesta matéria.


Inquiridos sobre os sons considerados mais relaxantes, a natureza foi a vencedora: 80% deixam-se conquistar pelo som do mar e 57% pelo som da montanha. A estes juntou-se ainda o silêncio, preferido por 36% dos inquiridos. As obras na rua (56%), as obras feitas pelos vizinhos (52%) e o trânsito (46%) são os barulhos eleitos com os mais enervantes. Um ruído que afeta o estado de ânimo de 65% dos inquiridos.


Silêncio é preferido para estudar

Há atividades que se podem fazer com som, mas há outras em que o silêncio é mesmo de ouro. Tudo depende das preferências. E se comer, trabalhar, relaxar, praticar desporto, realizar tarefas domésticas ou cozinhar se fazem bem, para a maioria dos inquiridos de Braga, com som ambiente, já dormir, estudar e ler são atividades que devem ser feitas em silêncio. De resto, Braga é mesmo o distrito onde é maior a percentagem de inquiridos (93%) que prefere o silêncio na hora de dormir.

No entanto, barulho é mesmo o que muitos fazem a ouvir música. Ao todo, 20% admitem que o volume é elevado quando o fazem.



Outros números:

● 66% acordam com o despertador;

● 15% dos habitantes do distrito de Braga consideram a sua cidade ruidosa;

● 66% rejeitam um restaurante ou estabelecimento se este tiver a música excessivamente alta;

● 58% consideram que os brinquedos das crianças emitem demasiado ruído;

● 39% consideram que em Portugal se fala demasiado alto;

● Apenas 11% usam protetores auriculares;

● 33% consideram que trabalham num ambiente barulhento;

● 38% não têm dificuldade de concentração quando há ruído em redor;

● 54% estudam/trabalham com música;

● 22% nunca sentiram os ouvidos a apitar e 7% sentem-no constantemente, sendo o distrito onde este valor é mais elevado;

● 45% não têm dúvidas em responder de forma afirmativa quando questionados sobre se, em caso de necessidade, estariam dispostos a usar um aparelho auditivo; 13% admitem que tentariam evitá-lo sempre que possível.





Ficha técnica:

Universo objeto de estudo: Homens e mulheres com idades entre 18 e 74 anos; dois mil indivíduos, distribuídos por quotas de sexo, idade e distrito. Apresentam-se as variáveis naqueles casos estatisticamente significativos e cujos resultados lançam dados de interesse. Base estatisticamente representativa para os seguintes distritos: Aveiro, Braga, Coimbra, Lisboa, Porto, Setúbal e Viseu. Inquérito autoadministrado através de painel online

Erro da amostra: ± 2,2% para a amostra com um nível de confiança de 95% e um p=q=0,5.