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Hospital de Guimarães acompanhou 264 casos sociais

O Serviço Social do Hospital de Guimarães organiza, no próximo dia 16, o Encontro «Criança e Jovem, Hoje!». No ano 2017, o Serviço acompanhou 264 casos sociais. Uma das situações mais prevalentes, cerca de 17%, refere-se a casos de mães com menos de 18 anos.



O Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães, através do seu Serviço Social, está a organizar o Encontro «Criança e Jovem, Hoje!». Este é o II Encontro do Serviço Social e terá lugar no próximo dia 16 de março, com início pelas 9h00, no auditório do Hospital.

Segundo a organização, o objetivo desde Encontro é discutir vários temas atuais com especialistas de várias instituições, de forma a compreender melhor a realidade das crianças e jovens e, assim, dar uma melhor resposta, devidamente articulada, aos problemas.


A Responsável do Serviço Social do Hospital, Isaltina Vitorino, refere que «o trabalho do Serviço Social enquadra-se, principalmente, no âmbito da prevenção de situações de risco. Existe no Hospital o Núcleo de Apoio à Criança e Jovem em Risco que tem consulta de Pediatria e de Neonatologia. O Hospital está na base da pirâmide do acompanhamento dos casos, quando há indicadores de que alguma situação pode evoluir para algum perigo sinalizamos para as entidades acima na pirâmide: a CPCJ ou o Tribunal».


No ano 2017, o Serviço Social do Hospital de Guimarães acompanhou 264 casos de crianças e jovens (dos 0 aos 18 anos), tendo sido 23 sinalizados com potencial risco para a CPCJ e, desses, em 4 situações a CPCJ e/ou o Tribunal decidiram que a resposta adequada passava pela integração das crianças numa instituição de acolhimento.


«No Hospital de Guimarães acompanhamos, em ambiente de consulta entre o Serviço Social e o Serviço de Pediatria e Neonatologia, várias situações com indicadores sociais de risco: mães menores de idade; baixo nível de competências parentais; precaridade económica; gravidez mal vigiada; ou de família negligente. Apesar de existir esta grande variedade de indicadores, uma das situações mais frequentes é a de mães menores de idade, com cerca de 17% dos casos. Aqui a avaliação do Serviço Social é no sentido de perceber se existe um contexto familiar de resposta favorável às necessidades da jovem mãe e do recém-nascido. Habitualmente, através do conceito de família alargada, conseguimos a melhor resposta para estas situações. O apoio familiar de retaguarda é essencial nestes casos. O acompanhamento destas situações é normalmente alargado no tempo, em ambiente de consulta», sublinha Isaltina Vitorino.


A Lei de proteção de crianças e jovens em perigo consagra que a saúde é uma das áreas que intervém no primeiro nível de ação e é também chamada para a promoção dos direitos e na proteção das crianças e jovens. As instituições hospitalares são um recurso relevante neste âmbito pelo que, no evento a realizar, serão ouvidos estudiosos da matéria e serão partilhadas experiências de trabalho, tendo em vista a melhor resposta aos casos sociais, salvaguardando o superior interesse da criança e do jovem.