"SE VIZELA NÃO É UMA TERRA GRANDE É SEM DÚVIDA A TERRA DE UM GRANDE POVO" - Américo Tomaz

Esclarecimento do Ministério da Administração Interna

Na sequência da notícia do Jornal Expresso, com o título “Comandante da GNR substituído cinco dias após ter revelado falta de condições”, o Ministério da Administração Interna esclarece:


A notícia estabelece uma relação de factos que não corresponde à verdade.

O Ministério da Administração Interna desmente categoricamente que tenha tido qualquer tipo de intervenção no processo de nomeação do atual Comandante do GIPS, Coronel Rui Veloso.

O Expresso foi prontamente informado pelo MAI e pela GNR, ignorando os esclarecimentos prestados.

À luz do Estatuto do Militar da Guarda, o titular do cargo de Ministro da Administração Interna apenas nomeia, por proposta do Comandante Geral, o Segundo Comandante Geral e o Comandante Operacional da GNR.

A nomeação, em 14 de maio, do Coronel Rui Veloso para o cargo de Comandante do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR, decorre do Despacho 57/09-OG, de 30 de dezembro de 2009, alterado pelo Despacho 18/14-OG de 11 de março de 2014, o qual procedeu à alteração do quadro orgânico do Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS), despacho da exclusiva responsabilidade do Comandante Geral da GNR.

Tendo o Governo decidido aumentar a capacidade operacional do GIPS de 600 para mais de 1000 militares (Resolução do Conselho de Ministros de 21 de outubro) e dotar a estrutura de maior autonomia, as regras estatutárias impõem uma elevação de patente para o cargo de Comandante do GIPS ao nível de Coronel.

O coronel Rui Veloso integra e coordena, desde 19 de fevereiro, o grupo de trabalho para expandir e densificar a cobertura do GIPS a todo o território nacional.

O Major Cura Marques é o atual Segundo Comandante do GIPS, mantendo-se no comando desta estrutura. Ainda no passado domingo o major Cura Marques acompanhou o Secretário de Estado da Proteção Civil numa iniciativa pública em Vilar Formoso, facto que desmente qualquer afastamento do cargo.

Por tudo isto, o Ministério da Administração Interna reafirma que recusa qualquer tipo de insinuação de alegada interferência política neste processo, reiterando a sua total confiança no profissionalismo, competência e trabalho desenvolvido pelo GIPS da GNR, o qual está fortemente mobilizado nas missões que lhe estão atribuídas.

Num momento em que o país atravessa uma fase de alerta vermelho, notícias como esta põem em causa a imagem de uma força decisiva no combate aos incêndios rurais.

Ministério da Administração Interna
4 de agosto de 2018