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Câmara avança com queixa-crime contra Águas do Norte

Em causa a poluição do Rio Vizela


A Câmara Municipal de Vizela vai avançar com uma queixa-crime contra a empresa Aguas do Norte, manifestando o seu repúdio contra a ação desta empresa por se constatar ser um foco poluidor do Rio Vizela.

Em nota emviada à imprensa a autarquia vizelense refere: «É profundamente lamentável que uma infraestrutura como uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), que deveria servir única e exclusivamente para o tratamento de águas residuais, e que prestam um serviço público, continuem a ser um foco poluidor do Rio Vizela. De salientar que a Câmara Municipal de Vizela considera que a despoluição do Rio Vizela é uma medida essencial para o desenvolvimento sustentado do turismo do Concelho, pelo que se torna evidente que é necessário assegurar o cumprimento e/ou respeito do plano de despoluição do Rio Vizela, nomeadamente exigindo-se e fazendo-se cumprir as normas legais aplicáveis».


AFLUENTES
Derivado do termo “Avicella”, o Rio Vizela ou “Avicella” tem uma extensão de cerca de 40 quilómetros e insere-se num numeroso grupo de pequenos afluentes do Rio Ave, destacando-se ainda o Rio Selho, o Pele e o Este.

Quanto ao seu percurso, este inicia-se na Serra da Cabreira, no alto de Mogaír, 893 metros acima do nível do mar, entre as freguesias de Aboim e Gontim do concelho de Fafe, no distrito de Braga. A sua nascente localiza-se, a cerca de 50 metros do marco geodésico no ponto mais alto de Mogaír.

Corre em direção a sudoeste até perto de Jugueiros, Felgueiras, a partir daí, toma a direção oeste e vai desaguar na margem esquerda do Rio Ave, perto de S. Miguel das Aves, em Santo Tirso, no distrito do Porto.

Foi nas suas margens, que as primeiras civilizações se instalaram, recorrendo e aproveitando tudo o que o Rio Vizela lhes dava. Este oferecia-lhes desde a sua água até à fertilidade das terras, onde se encontravam os campos de cultivo. Todo este processo permitiu assim, o desenvolvimento e a subsistência destas civilizações, levando a uma consolidação populacional e demográfica, originando o que realmente é agora Vizela.

Foram vários os cultos levados a cabo por estas civilizações relacionados, ou não, com o Rio Vizela. Podemos destacar o culto ao “Deus Bormânico”, a divindade das águas, cujo objetivo consistia basicamente na proteção “superior” para os perigos da natureza, para que a água deste rio nunca faltasse, assim como o próprio peixe, entre outro tipo de cultos praticados em épocas remotas.

A Cãmara de Vizela salienta: «Sendo Vizela um Concelho e uma Cidade virados para o Rio terá obrigatoriamente de se desenvolver todos os esforços conducentes à sua total recuperação, para que, por via dela, todos possam colher os benefícios de natureza ambiental, desportiva, lúdica e económica que daí, necessária e indubitavelmente, resultarão, e que, à semelhança da recuperação termal e da dinâmica de outras medidas que nos propôs implementar, contribuirão decisivamente para a ansiada recuperação económica e financeira.
Nesse sentido, desde que este Executivo Municipal iniciou funções, que tem sido adotada uma nova estratégia para a despoluição do Rio Vizela, com constantes diligências da Autarquia, sendo que se tem verificado que, mais do que os restantes, a empresa Águas do Norte tem sido o principal foco poluidor do nosso Rio».







Câmara Municipal de Vizela

2 de novembro de 2018