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Acabar com as linhas contaminadas de água

Câmara de Guimarães celebrou esta segunda-feira um contrato interadministrativo com Associação Portuguesa do Ambiente, para caracterização, monitorização e avaliação das linhas de água no concelho.


Promoção e realização de estudos de soluções de engenharia natural para intervenções de prevenção e defesa do leito e margens na Região Hidrográfica do Ave é o conceito principal do contrato interadministrativo, celebrado esta segunda-feira, 03 de dezembro, entre a Câmara Municipal de Guimarães e a Associação Portuguesa do Ambiente (APA).

Nesta primeira fase, serão elaborados estudos para caracterizar as fontes poluidoras, identificar os obstáculos e problemas, a fim de delinear um conjunto de intervenções. “Sem estudarmos, sem conhecermos, caracterizar e avaliar, não será possível estruturar as ações de forma eficiente” e daí este compromisso estabelecido pelo Município. Domingos Bragança apela à envolvência de toda a comunidade vimaranense, pois deu conta que “não conseguiremos fazer o bem sem estarem todos envolvidos neste processo da regeneração ecológica e é nesse sentido que contamos com o apoio das pessoas, das instituições, das escolas e das empresas públicas e privadas”.

O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães censurou os “infratores” que colocam em causa a fiabilidade do trabalho executado na recuperação e proteção das linhas de água. “Esses infratores podem ir desde o cidadão comum às pequenas, médias e grandes empresas. Não pode haver nenhuma contaminação nas nossas linhas de água. É tempo de dizer que todos somos responsáveis, pois num concelho com cerca de 160 mil habitantes, existem 50 ou 100 que podem colocar em causa este empenho geral”, salientou Domingos Bragança.

O contrato estabelecido visa promover a realização de estudos de soluções de engenharia natural para intervenções de prevenção e defesa do leito e margens da ribeira da Costa/Couros, rio Selho e de troço do rio Vizela, situados na Região Hidrográfica 2 Cávado, Ave e Leça e recuperação e valorização das zonas envolventes.

O vice-presidente da Associação Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, destacou a “cooperação” com o Município de Guimarães e assume o apoio financeiro para a realização dos estudos. “Comprometemo-nos com a Câmara Municipal de Guimarães a fazer investimentos no sentido de recuperar e valorizar a rede hidrográfica” realçando que “os estudos são importantes”. Pimenta Machado vincou a necessidade de obter informações e, também, “envolver as pessoas neste projeto” elogiando desta forma os exemplos de Guimarães, como é o caso do projeto das Brigadas Verdes.

Entre os objetivos neste contrato administrativo, destacam-se a proteção e salvaguarda de pessoas; minimizar ou evitar a perda da galeria ripícola; salvaguardar a perda de infraestruturas e bens na envolvente das margens; evitar a erosão fluvial do leito e das margens e a consequente perda de terrenos ribeirinhos; garantir condições de escoamento da água e sedimentos, em situações normais e extremas, inventariação e avaliação do impacto ambiental de obstáculos nas linhas de água; redução do risco de ocorrência de fenómenos associados a cheias de inundações e ainda a melhoria da qualidade das massas de água.