Protocolo de colaboração para testagem em lares e instituições aprovado em reunião de câmara

Domingos Bragança anunciou ainda novos desenvolvimentos em relação ao Hospital de Retaguarda e medidas de proteção para a retoma da vida comunitária.


Na Reunião de Câmara de hoje, segunda-feira, 20 de abril, foi aprovado o protocolo de colaboração entre o Município de Guimarães, a Associação Centro de Medicina P5, da Universidade do Minho, e o Hospital Senhora da Oliveira, cujo objetivo é a realização de testes na população sénior residente em Lares e Instituições do concelho de Guimarães. Esta é uma medida que vem aumentar a capacidade do número de testes já efetuados nessas instituições, em Guimarães, numa altura em que as necessidades de material começam a ser supridas de uma forma mais intensa e regular.

Este protocolo resulta da necessidade de testar com maior celeridade a população mais idosa e vulnerável, e soma às unidades de rastreiro existentes. Esta é uma solução complementar ao trabalho das autoridades regional e nacional de saúde e que, sem prejuízo do indispensável rigor científico, será capaz de acelerar a quantidade de testes. A Associação Centro de Medicina P5, em colaboração com o Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), será a entidade prestadora de cuidados nesta área.

Domingos Bragança, Presidente da Câmara, fez questão de sublinhar que a falta de material para os testes, como zaragatoas, reagentes ou outros, foi um obstáculo para todo o país, e Guimarães não foi exceção. “Fizemos os testes dentro das restrições impostas pela falta de material, não deixando de acudir às situações mais urgentes com que nos fomos deparando. Saliento o facto de termos planos de contingência bem elaborados pelas equipas técnicas das instituições, muito competentes, e que resultaram num número baixo de casos de gravidade”, frisou. O Presidente da Câmara disse ainda que o trabalho que está a ser efetuado nesta área pela Câmara de Guimarães, “discreto como quero que seja”, tem vindo a ser decisivo para travar o avanço da Covid-19 na população mais fragilizada.

Em relação à instalação de um Hospital de Retaguarda, Domingos Bragança referiu a existência de uma proposta do Ministério da Saúde, em articulação com o Corpo Clínico do Hospital Senhora da Oliveira, o Hospital de Braga, a Escola de Medicina da Universidade do Minho e o Exército Português, para que este seja de âmbito regional, a instalar possivelmente no Regimento de Cavalaria Nº 6, em Braga, de forma a dar resposta às necessidades dos hospitais de Guimarães e de Braga. Este novo cenário, segundo o Presidente da Câmara, não obstaculiza a possibilidade de, no caso de uma alteração do cenário epidemiológico, se possa avançar para a instalação de um Hospital de Retaguarda em Guimarães. “Neste momento, e segundo os responsáveis do Corpo Clínico do Hospital Senhora da Oliveira, o quadro da pandemia no concelho de Guimarães permite que se avance para uma solução regional. E isso é positivo, pois significa que estamos a atender a um universo mais alargado de população, aumentando a escala do serviço público prestado”, frisou Domingos Bragança.

Do quadro de medidas a adotar para a normalização da vida comunitária, o Presidente da Câmara foi claro em relação à necessidade de ser adotada uma atitude de prudência, com uma retoma gradual e faseada, de forma a não deitar a perder tudo o que foi conseguido até hoje na minimização dos casos de contágio da Covid-19. Nesse sentido, foi anunciada uma medida de disponibilização de equipamento de proteção, nomeadamente através da compra de cerca de 200 mil máscaras de uso social, para distribuição à população em geral, embora com base num quadro de prioridades: “Disponibilizaremos máscaras de uso comunitário pelos estabelecimentos comerciais, escolas e transportes públicos, um trabalho de cooperação entre os Serviços da Proteção Civil e as Juntas de Freguesia, para que o regresso paulatino à vida em comunidade se realize em segurança, e utilizaremos soluções que permitam a sua reutilização. Disponibilizaremos também um folheto, contendo as instruções para a lavagem das máscaras e sua posterior reutilização”, referiu Domingos Bragança.

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