Mais de uma dezena de mortes por covid em Vizela


Depois do Concelho de Vizela ter passado várias fases durante a evolução do COVID-19, a situação do surto epidémico nunca foi tão grave no nosso Concelho - alerta a Câmara. Ainda segundo a Autarquia: «Neste momento, Vizela é um dos concelhos do País com maior número de incidência de casos COVID, estando sob um conjunto de medidas restritivas decretadas para os concelhos de elevado risco, atendendo à escalada do número de infetados por aquela doença. 

Na visão da CMV são vários os fatores que suportam a situação atual preocupante do concelho de Vizela: 

- 536 casos positivos ativos; 

 - mais de uma dezena de mortos por COVID; 

- 2958 de índice de casos nas últimas duas semanas (14 dias) por 100.000 habitantes; 

 - 205 alunos em isolamento profilático; 

- Hospital de Guimarães ativou o nível máximo do Plano de Contingência; 

 

Desde o início da pandemia em março já foram sepultadas em Vizela mais de uma dezena de cidadãos portadores do terrível vírus, no último caso uma pessoa que não apresentava qualquer problema de saúde antes do contágio. 

PRIMEIRA MORTE

O concelho de Vizela registou, a primeira morte provocada pelo novo coronavírus em abril. 

Segundo a nota da Autarquia vizelense daquela data, tratou-se de "um doente que estava internado no Hospital de Guimarães" e que morreu infetado. Em abril estavam internadas no Hospital de Guimarães seis pessoas do concelho de Vizela"número que entretanto foi aumentando. Neste momento há um vizelense a receber alta depois de ter estado internado no hospital militar do Porto após transferência do Hospital de Guimarães e outro conhecido vizelense internado em Leça com covid.

Em abril Vizela contava com 35 casos positivos somados. Atualmente já ultrapassou os 1.600.

RAZÕES

 Prossegue a Câmara «Assim, e independentemente de todas as medidas preventivas, de acompanhamento e monitorização da situação evolutiva do COVID-19 implementadas pela Câmara Municipal no ambito do Programa de Apoio Municipal – VIZELA COVID-19, esta era já uma situação expetável, tendo em atenção diversos fatores:

Primeiro, Vizela é um concelho de alta densidade populacional, com 24 km2 de extensão territorial, tem cerca de 24.000 habitantes e, por isso, uma forte concentração populacional, o que é suscetível de consubstanciar uma situação de propagação exponencial do surto. 

 Segundo, tendo em atenção a localização de Vizela no Norte do País, uma das regiões mais afetadas pelo COVID-19, com incidência sete vezes maior do que em abril. 

Terceiro, na região Norte do País verifica-se a prevalência de um tecido empresarial que depende primordialmente de mão-de-obra mais manual e intensiva, desempenhada essencialmente de modo físico e presencial, sem possibilidade de recurso a formas de trabalho à distância, como o teletrabalho, facilitando e aumentando, assim, o risco de propagação do coronavírus SARS-COV-2. 

Por último a proximidade de Vizela dos concelhos mais afetados nesta segunda vaga, como Lousada, Felgueiras e Guimarães, dado que muitos dos seus residentes procuram diariamente os mais variados serviços em Vizela (face à proximidade das freguesias do centro urbano do nosso concelho), e que, por outro lado, existem ainda muitos casos de pessoas que residem em Vizela e que trabalham/estudam em Lousada e Felgueiras, e vice-versa». 

 


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