Obras em curso causam transtorno


Obras em curso causam transtorno, mas são estruturantes para o território de Guimarães Domingos Bragança apela à compreensão dos Vimaranenses e diz que, quando concluídas, o benefício que trarão vai justificar os sacrifícios exigidos


No final da Reunião de Câmara desta segunda-feira, 8 de março, e nas já habituais declarações aos jornalistas, o Presidente da Câmara, Domingos Bragança, efetuou um breve ponto de situação em relação a algumas das obras em curso no Concelho de Guimarães, e referiu-se, especificamente, aos contratempos e constrangimentos surgidos durante 2020 e 2021, relacionados com a pandemia da Covid-19 e com as condições climatéricas adversas. 

Domingos Bragança começou por aludir às obras de requalificação da EM 207-4 e da rotunda que está a ser construída na ligação a Selho S. Lourenço, referindo que não se trata de uma simples repavimentação, mas antes uma obra exigente que tem que resolver questões ligadas com a rede de distribuição de água, o saneamento, as águas pluviais e as telecomunicações, e que tem tido alguns contratempos, nomeadamente a pandemia de Covid-19 que tem afetado o normal contributo dos trabalhadores, as condições climatéricas adversas que se têm feito sentir desde novembro de 2020 e o penedo que se encontra no subsolo e que requer um trabalho mais intenso de remoção. Contudo, o Presidente da Câmara chama a atenção para o facto de esta ser uma obra importante para melhorar as condições de acessibilidade e de segurança rodoviária daquela zona, referindo também que o processo que medeia a execução do projeto e a conclusão da obra passa por várias etapas morosas e necessárias. “Esta obra teve início em 2020, mas houve um necessário trabalho prévio para que pudesse ter sido começada, a exemplo do que sucede com todas as outras obras. 

Normalmente, o processo completo demora entre 2 a 3 anos, se não houver expropriações”, disse. A esse propósito, Domingos Bragança lembrou o processo complicado da requalificação da Rua 24 de Junho, em Aldão, que começou em 2015, e que só agora entrará em execução. 

 Referindo-se aos constrangimentos que a obra provoca na mobilidade das populações, o Presidente da Câmara disse estar ciente do incómodo provocado, mas mostrou-se convicto de que, no final, todos poderão constatar os benefícios que as requalificações em curso aportarão. “Por sugestão dos vários presidentes de junta daquela zona, nomeadamente S. Torcato, Selho S. Lourenço, Aldão, Atães e Rendufe e Gonça, foi mandado colocar um grande placard que mostre como ficará a requalificação após a conclusão das obras, para que as pessoas percebam o que está em causa”, referiu. Domingos Bragança referiu-se ainda à obra de requalificação da ligação Fermentões-Pencelo-Selho S. Lourenço como um exemplo da filosofia das intervenções que se pretendem para o território. “Nesta obra, estamos a fazer praticamente tudo de raiz, desde o canal de circulação, cujo piso foi todo levantado, até aos passeios e à eletrificação. 

Não queremos simples repavimentações, queremos obras estruturantes que requalifiquem a nossa rede viária, tornando-a moderna e adaptada às novas exigências da mobilidade do século XXI”, disse. 

O Presidente da Câmara referiu-se ainda a algumas das obras já concluídas ou em vias de conclusão, como a ligação da rotunda do Reboto à rotunda de Mouril, a mini-variante de Silvares e o desnivelamento da rotunda da autoestrada, a que se seguirá a repavimentação da variante de Creixomil durante o verão, como exemplo de obras complexas que, quando concluídas, justificam todo o esforço realizado.

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