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Nicolau Breyner atuou nas Festas de Vizela 1975

País lamenta a morte do conhecido ator ocorrida ontem. Nicolau, ou o Sr. Contente.


Nas Festas de Vizela de 2014, Herman José (à esquerda na foto) disse que a primeira atuação da sua carreira numas festas populares aconteceu em Vizela, no ano de 1976 (de facto foi um ano antes, a 15 de agosto de 1975). Atuou no Parque das Termas com a rábula Sr. Feliz e Sr. Contente este último personagem representado por Nicolau Breyner (à direita na foto) que ontem faleceu aos 75 anos de idade.

 NICOLAU BRYNER
Tinha 75 anos e mais de 55 de carreira: foi ator, produtor, realizador e uma das figuras mais populares da ficção nacional

O ator Nicolau Breyner morreu esta segunda-feira. Tinha 75 anos e mais de 55 de carreira: foi ator, produtor, realizador e uma das figuras mais populares da ficção nacional. Segundo fonte oficial da assessoria do ator, morreu em casa, de "causas naturais", ao que tudo indica de ataque cardíaco.
O ator estava desde outubro a gravar a telenovela A Impostora, para a TVI, que ainda não estreou, e tinha viagem marcada para o Brasil amanhã de manhã. A sua morte repentina chocou o mundo das artes e não só. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já expressou o seu "grande desgosto" pela morte do ator. Para o primeiro-ministro António Costa, "é uma grande perda para todos nós".
"A missão do ator é simplesmente emocionar as pessoas. Levá-las ao riso ou às lágrimas. Fazer com que nos odeiem ou nos amem. Enfim.... É fazê-las sonhar. Quando isso acontece, a vossa missão está cumprida". A frase, de Nicolau Breyner, inscrita no site da escola de atores NBAcademia, que fundou, possivelmente sintetiza o trabalho de uma vida ligada à representação, ainda que com um desvio pela política.
O ministro da Cultura, João Soares, reagiu em direto na SIC: "Estou aqui para me curvar modestamente perante esse grande homem. Fez coisas absolutamente decisivas que marcaram a minha geração." Soares lembrou ainda o "cidadão comprometido com o futuro do seu país e que formou e influenciou muitos dos jovens atores".
"Era um ator ímpar. Não havia ninguém como ele", resumiu o realizador António Pedro Vasconcelos. "O dom dos génios é fazer parecer fácil", acrescentou, em declarações à SIC Notícias. Nicolau Breyner participou no penúltimo filme do realizador, Os Gatos Não Têm Vertigens, e Vasconcelos recorda o "grande colega" que ajudava os mais jovens.
Já o ex-líder do CDS, Paulo Portas, falou à SIC Notícias da experiência política de Nicolau Breyner, que em 1995 se candidatou à câmara municipal de Serpa pelo CDS. Portas lembrou uma "campanha eleitoral absolutamente extraordinária" em que Nicolau Breyner conseguiu uma "votação muito alta", mesmo não tendo ganho. O ex-líder centrista afirmou que a carreira política não foi o mais importante no percurso do ator e até recordou que se riu "muito com ele nessa experiência [de se candidatar à autarquia alentejana]"