A albufeira de Vilarinho das Furnas resulta da construção de uma barragem, em 1971 e que foi inaugurada em 1972, com 94m de altura e 400m de extensão de coroamento, que alimentada pelas águas do rio Homem, provoca a inundação de uma área de 346ha. Debaixo das suas águas, e apesar dos protestos dos habitantes, nos finais da ditadura, remanescem os restos da aldeia comunitária de Vilarinho da Furna, que podem ser avistados, quando a companhia eléctrica realiza descargas consideráveis de água.
As águas límpidas desta albufeira servem também como tela da beleza natural e exuberante das serranias circundantes do Gerês e da Amarela, que vai registando os cambiantes da paisagem ao longo do ano. Desde o reflexo dos picos cobertos com neve no Inverno, aos luxuriantes tons amarelos, rosa e verdes, de matos e carvalhais, sobre o azul intenso do céu.
Em agosto de 1979, a aldeia de Vilarinho das Furnas, em Terras de Bouro, ressurgiu das águas devido a um período de seca severa. Este evento ocorreu menos de uma década após a aldeia ter sido submersa em 1971 pela albufeira da barragem do Rio Homem.
Sabendo disto e desde sempre apaixonado pela fotografia, Júlio César Ferreira, acompanhado de um amigo de longa data, natural de Vila das Aves, de seu nome Firmino Anselmo Leal, foram ao encontro deste fenómeno e desta viagem nasceram centenas de fotos e slides que, agora (embora de forma muito reduzida) se podem ver numa singela exposição nas paredes do Salão Nobre da Casa do Povo de Vizela