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Os feridos do 5 de Agosto de 1982

Dos jornais da época quente:

"A CP procede à recolocação da via férrea, mas os sinos começam a tocar a rebate, apelando à concentração do povo. Os vizelenses impedem a reparação da linha. Os funcionários da CP utilizados nos trabalhos são apedrejados. A GNR chega ao local. Há confrontos. 

O balanço final é trágico: 20 feridos (3 militares da GNR). Os vizelenses feridos foram atendidos no Hospital de Vizela (foto). Entre os clínicos estava o Dr. Francisco Ferreira que viria a ser o primeiro presidente da Câmara Municipal de Vizela. 

Os feridos foram os seguintes: Carlos Alberto Freitas, de 21 anos, que apanhou com uma bala no pescoço e foi internado em estado grave no Hospital de S. João no Porto, vindo a salvar-se. António Abreu, com chumbo numa coxa; Laurinda Mendes, com crise anginosa, provocada por gases lacrimogéneos; Avelino Costa, com perfurações provocadas por chumbo; José Maria Mendes da Costa, com intoxicação e ferida incisa na região frontal; Maria Helena Pereira com intoxicação; Mário Augusto Teixeira, com escoriações diversas; António Silva Pinto, com bala alojada num braço; Jaime Anjos Andrade, com bala na cabeça. A estes cidadãos juntaram-se mais 30 feridos ligeiros que ficaram por identificar devido à precipitação dos acontecimentos.

(IMPRENSA de 6 de agosto de 1982)

5 de Agosto de 1982

1982 - Centenas de agentes da GNR abriram fogo das 11 chaimites que estacionaram junta à Passagem de Nível com guarda da rua Dr. Abilio Torres. Usaram gás lacrimogénio, balas de borracha e balas reais. O povo de Vizela respondeu desarmado. Na estação da CP estava retido um comboio como forma de luta de Vizela. Que as forças da (des)ordem acabaram por fazer circular.  
Foto cedida por Adelino Campante.

Cartas de Camilo Castelo Branco ao vizelense Dr Joaquim Pereira Caldas


O livro "Cartas de Camilo Castelo Branco" apresenta algumas missivas enviadas pelo escritor ao médico vizelense Dr. Professor e investigador, José Joaquim da Silva Pereira Caldas nascido a 16 de janeiro de 1818, nas Caldas da Vizela.







Descobertos dois ofícios da fundação dos Escuteiros de S. Miguel das Caldas

Nas suas pesquisas por diversos arquivos públicos, o nosso colaborador António Cunha (músico da banda da Sociedade Filarmónica Vizelense) descobriu duas cartas primitivas do ano de 1966 do CNE-Corpo Nacional de Escutas de S. Miguel das Caldas (Agrupamento n⁰ 279), referentes à fundação deste grupo escutista que está este ano a comemorar o seu 60⁰ aniversário. 

Um dos ofícios é assinados por Gaspar dos Anjos como Chefe e outro por Monsenhor José de Sousa Monteiro, Assistente. O segundo é assinado pelo Monsenhor José Monteiro na qualidade de Chefe de Agrupamento. 

Um ofício-convite, com data de arquivo de 18 de Março de 1966, refere a fundação do Agrupamento e a respetiva Promessa. No segundo, de 27 de Setembro de 1966, refere a inauguração da Alcateia.

O CORPO NACIONAL DE ESCUTAS

DE S: MIGUEL DAS CALDAS

Convida 

Assistir as Solenidades da Inauguração deste Novo Agrupamento que terão seu início na Missa das 9 horas do dia 20 do corrente com a a PROMESSA dos Novos Elementos:

DA PARTE DE TARDE

Desfile pelas 14 horas e 30 com o seu início no largo da estação da C. P. seguindo-se uma pequena devoção na Igreja e em seguida Festa no salão Paroquial.

Agradecendo antecipadamente a V/ Comparência 

O Assistente

Monsenhor José de Sousa Monteiro

O Chefe

Gaspar dos Anjos.

CORPO NACIONAL DE ESCUTAS

AGRUPAMΕΝΤΟ Ν.°

Caldas (S. Miguel) VIZELA

27 de Setembro de 1966

Exmo Sr.

Realizando-se nos próximos dias 3 e 9 de Outubro a inauguração da Alcateia do C.N.E. nesta freguesia, temos a honra de convidar V.Ex a assistir às actividades que têm o seguinte programa:

Dia 8 (alterado para 15)

16 horas......Montagem do Acampamento no Lugar da Igreja Velha.

20 horas...... Velada de Armas

21 ......Fogo do Conselho.

23,30" ...... Recolher e Silêncio.

Dia 9 (alterado para 16)

6,30 horas.... Missa para os cozinheiros

7 horas ...Alvorada, Ginástica e Higiene

8 horas....Pequeno Almoço 

8h15....Orações da manhã e Hastear da Bandeira.

8h30 - Revista ao Acampamento

11h00 - Missa e Promessa dos novos Elementos. 

12h30 - Almoço e Descanso obrigatório. 

14h30 - Desfile que sairá do Largo da Estação.

15h30 - Festa de Campo.

16h30 - Arrear a bandeira e desmontar Acampamento. 

Agradecemos a presença honrosa de V.Excelência

"SEMPRE ALERTA"

O Chefe de Agrupamento

José de Sousa Monteiro 

Compassos Pascais no Quartel dos bombeiros de Vizela

Como é da tradição, as cruzes Pascais de S. Miguel das Caldas, depois de percorrerem as casas dos fiéis desta paróquia, concentram se ao final da tarde no quartel dos bombeiros onde são dadas as cruzes a beijar. Recorde nestes vídeos do Digital de Vizela, de vários anos, esse momento bonito e simbólico.

Ponte da Cascalheira 164 anos de história


Texto e pesquisa de António Cunha.

A Ponte da Cascalheira (considerações finais).

Fará este ano de 2026, 164 anos.

1862 – Por iniciativa do industrial Faria Guimarães, dá-se início à construção de uma ponte provisória sobre o rio Vizela. Manda vir da sua fábrica de fundição do Bolhão, dois grandes ferros, esperando contar com a participação do município de Guimarães para a construção desta ponte tão necessária, como desejada pela população de Vizela, e que iria ligar a Lameira ao Banho do Mourisco. (Segundo o jornal “O Bracarense” de 1862, esta ponte seria já uma promessa antiga do Município de Guimarães). Esta ponte garantiu o acesso mais rápido e cómodo ao Banho do Mourisco, pelo menos até ao ano de 1871, altura em que foi inaugurada a ponte D. Luís I.

Pelas pesquisas que realizei, nomeadamente nos livros de vereação da Câmara Municipal de Guimarães, não vi qualquer referência a esta obra, o que leva a concluir que, quem suportou os custos desta ponte na sua totalidade, foi o Sr. Faria Guimarães e certamente mais alguns vizelenses que pretendiam o desenvolvimento da aldeia termal. Dois anos depois, no dia 30 de maio de 1864, o município de Guimarães decide realizar arranjos no banho do Mourisco. Seriam já uns arranjos significativos. Desde a substituição da telha, como o arranjo das portas e soalhos, dava para perceber o estado de degradação em que estes banhos se encontravam. 

Jornal “O Bracarense”, nº755 - sexta feira, 29 de agosto de 1862.

(…) Lembramos ainda outra vez à camara a intervenção na construção de uma ponte provizória no rio Vizella, afim de ligar a Lameira com o banho do Mourisco. Melhoramento este de reconhecida utilidade. O ilustre deputado pelo Porto, o snr. Faria Guimarães, já tomou a iniciativa, mandando vir da sua fábrica dous grande ferros. Desejamos que s. exc.ª leve avante o plano que incetou.”

Era frequente os Vizelenses tomarem a iniciativa de realizar melhoramentos que beneficiariam a terra, como aconteceu em 1859 com a possível construção de uma outra ponte sobre o rio Vizela, no lugar do Mourisco, como nos diz o Jornal “O Vimaranense” de 15 de setembro de 1859.

“NOTICIÁRIO – PUERI LUDUNT – Disse-nos, há tempos, um dos camaristas que hia proceder-se à feituria da Ponte do Mourisco, nas Caldas de Visella, para que já estavam resolvidas todas as dificuldades. 

Louvamos n´essa ocasião a camara, não pelo que fazia, mas sim pelo que deixava fazer, porque esta obra era quasi toda feita com donativos dos povos. Um d´estes dias foi o sr. Varella áquellas Caldas com o engenheiro da Câmara, mandou tirar a planta, cortar madeira para a obra etc. Quando todos esperavam que os respectivos trabalhos principiassem em breve, sabe-se já se não faz nada porque o snr. Visconde de Pindella assim o ordena apesar de ser o contrário d´aquillo em que todos tinam assentado! Isto tem graça!Mais uma vez, o pretendido dos Vizelenses não foi concretizado. Foi preciso aguardar pela iniciativa do Sr. Faria Guimarães em 1862.

Joaquim Ribeiro de Faria Guimarães Nasceu a 13 de janeiro de 1807 em Santa Eulália (Vizela), hoje uma freguesia do concelho de Vizela mas então integrada no concelho de Lousada com a denominação de Santa Eulália de Barrosas.

Casou com D. Germana Rosa da Silva, que havia sido casada em primeiras núpcias com João José da Costa Basto, falecido poucos anos após o casamento. D. Germana tinha dois filhos desse primeiro casamento (João José e António) que, na prática, foram criados por Faria Guimarães como filhos. Joaquim Faria Guimarães e Germana da Silva viriam a ter uma filha – Maria da Glória Ribeiro de Faria Guimarães.

Era tio-avô de Armindo de Freitas Ribeiro de Faria.

Mais conhecido como Faria Guimarães, foi um importante empresário, dirigente associativo e político oitocentista do Porto, Portugal.Foi fundador da célebre Fundição do Bolhão, da Fábrica de Lanifícios de Lordelo e da Tipografia Faria Guimarães.

Foi o primeiro Presidente da Direção da Associação Industrial Portuense, hoje chamada Associação Empresarial de Portugal. Foi igualmente fundador, membro da Direção e, mais tarde, Presidente da Associação Comercial do Porto.

Enquanto político, foi Vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal do Porto, bem como Deputado às Cortes.

Em 1864, defendeu no parlamento algo que revela bem as origens vizelenses deste ilustre industrial e político. A 2 de abril desse ano argumenta na Câmara de Deputados pelo restabelecimento dos pequenos concelhos, sempre que o mesmo fosse requerido pelas populações (livro de Fernando de Faria Bravo – Dr. Armindo de Freitas Ribeiro de Faria e a luta pelo concelho de Vizela).

Faleceu a 2 de abril de 1879, na sua casa na Rua de Fernandes Tomás, nº 358, na freguesia de Santo Ildefonso, na cidade do Porto.

A ponte provisória foi efetivamente construída em 1862. No entanto, não foi colocada no local onde a conhecemos nos nossos dias, mas um pouco mais a jusante, entre o antigo açude (atual ponte da Cascalheira) e o novo, construído em 1891.

1881 – Uma foto da autoria de J. Bastos, e datada do ano de 1881, é possível ver em segundo plano, o que parecem ser dois pilares da ponte provisória da Cascalheira.

Nesta data, a ponte D. Luís já se encontrava concluída e pleno funcionamento, e o acesso ao banho do Mourisco passou a ser feito pela estrada nova (atual rua do Mourisco), a alguns metros de distância dos banhos. A ponte provisória da cascalheira, fica em segundo plano, e só serviria para moradores locais e proprietários dos terrenos.1891- Nesta data, a companhia de banhos pediu a licença, no dia 17-01-1891, á Direção Regional do Ambiente e Recursos Naturais-Norte, para substituir o açude da “Cascalheira” por outro com a mesma altura no coroamento um pouco a jusante do existente e as obras marginais para uma turbina. “… pedindo concessão de licença para substituir o açude denominado da “Cascalheira” situado no rio Vizella, freguesia de S. Miguel e S. João das Caldas, concelho de Guimarães, por outro com a mesma altura no coroamento um pouco a jusante do existente, e bem assim para construir as obras marginaes necessárias para a instalação d´uma turbina…”(Processo nº 340 da pasta nº 16/1891 – Processos 95-A a 350).
Entretanto, em conversas e em troca de opiniões com o Jorge Miranda e com o Sr. Eng. Adelino Campante,

estes sustentam, com base em documentos e em relatos de proprietários herdeiros da Quinta da Cascalheira, que a Ponte da Cascalheira teria resultado de contrapartidas da Companhia dos Banhos aquando da construção do Parque das Termas. Em 1891, a companhia de banhos inicia a construção do novo, e atual açude do parque das termas, realizando ao mesmo tempo obras marginais com objetivo de colocação de uma turbina. A ponte provisória da Cascalheira é desmantelada, e recolocada no local onde a conhecemos nos nossos dias. Para isso, a companhia de banhos aproveitou as laterais do açude demolido (e que seria o açude principal da Real Fábrica de Papel da Cascalheira), para sustentação das barras de ferro e de toda a estrutura da ponte, ficando com uso exclusivo dos proprietários de ambas as margens.

1897 – Nesta data temos as primeiras referências às “Cancelas” em ferro, colocadas em ambas as extremidades da ponte, vedando definitivamente a passagem ao grande público, ficando de uso exclusivo aos proprietários dos terrenos adjacentes. Existem vários postais da cascalheira onde são visíveis estas cancelas.

Jornal “O Commercio de Guimarães” nº 1211 – de 01 de julho de 1897.

“Vizella, 25 de junho:

Os guarda civis, que foram requisitados para aqui manterem a ordem durante a epocha balnear, são chamados para o parque para ajudarem a sustentar os caprichos a esse individuo, que achando-se por todas as formas, e até mesmo politicamente ligado a um tal Mattos, proprietário da Cascalheira, segundo se diz influi no animo d’este para que mandasse construir um muro, vedando a passagem, à margem esquerda do rio, no sitio do Porto Cavalleiro, em frente do parque e um pouco abaixo da ponte da Cascalheira, qual o mesmo Mattos mandou fechar com duas cancellas de ferro, por sugestões daquella personalidade.”

O meu agradecimento a todos aqueles que, ao longo das décadas, contribuíram para a preservação e 

requalificação desta infraestrutura tão enraizada na memória coletiva dos vizelenses. A ponte da Cascalheira é, e sempre será um símbolo da resiliência de todos os vizelenses, que ao longo dos séculos lutaram pelo progresso e desenvolvimento da nossa terra. 

2009


António Cunha 

Ata mais antiga de S. Miguel é datada de 1897


A ata mais antiga dos livros de atas das duas juntas de freguesia da atual cidade de Vizela data do dia 19 de Janeiro de 1897 (128 anos).
A ata é referente à freguesia de S. Miguel das Caldas.
A assembleia decorreu na residência Paroquial de S. Miguel.  O pároco, era simultaneamente presidente da Junta, no caso o "Abbade Bento Lopes de Carvalho".
Durante vários mandatos as juntas eram denominadas como Juntas de Parócchia e o Presidente era o pároco da respetiva freguesia. 
Esta ata revela ter sido aprovada a ata da sessão anterior e que nada mais havia a tratar, para além  de algumas correções de texto, portanto foi uma Assembleia célere. 
Na reunião, para além do abade de S. Miguel, Bento Lopes de Carvalho, participaram Bento Machado Dias; Manuel Dias da Costa; Joaquim Leite Dias de Santos; Alberto Dias Polery; Manuel Dias Pereira Almeida. Secretariou, Joaquim Guimarães.

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O que levou à primeira demissão das Juntas de Vizela


Em 1974, logo após a revolução do 25 de Abril, as juntas da então Vila de Vizela, S. Miguel e S. João das Caldas, demitiram se em bloco numa assembleia extraordinária conjunta. 

A causa foi a alteração da denominação do jardim público de Vizela. Os autarcas vizelenses desejavam que o jardim se chamasse "Jardim Armindo de Freitas" em homenagem ao homem que mandou construir um Castelo para edifício da futura Câmara Municipal de Vizela. Os autarcas vizelenses liderados por José Ribeiro Ferreira e António de Sousa Oliveira bateram com a porta.

Salazar ao centro dos seus pais. 

A Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Guimarães, sem dar cavaco aos autarcas vizelenses (diz a ata) decidiu unilateralmente que o jardim, que até aí tivera o nome da mãe do ditador Salazar (Maria do Resgate Salazar), fosse denominado como General Humberto Delgado. E assim ficou até aos anos 1990 quando Vizela voltou a pressionar Guimarães para que o jardim fosse denominado com o nome de outro grande vizelense - Manuel Faria - denominação que ainda hoje se mantém. 
Humberto Delgado 

 Do que foi lavrado em ata pode ler: (...) “O motivo desta Reunião (9 de outubro de 1974) foi a apreciação da conduta seguida pela Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Guimarães para com esta juntas de freguesias relativamente à mudança do nome do jardim público desta Vila considerando o que tal atitude é de manifesta prepotência e atentatória dos mais caros anseios vizelenses de autonomia administrativa; Considerando que tão flagrante prova de espírito paternalista é ofensivo à personalidade dos membros destas Juntas de Freguesia, foi deliberado por uma unanimidade apresentar imediato Pedido Demissão e transmitir ao Povo de Vizela o seguinte comunicado: Conforme noticiam os jornais desta data, foi deliberado pela Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Guimarães mudar para – General Humberto Delgado – a designação do jardim público desta Vila, denominado de – Dona Maria do Resgate Salazar – por decisão dos elementos que constituem o elenco daquele Município ao tempo da sua construção.

Armindo Freitas e o Castelo da Ponte ou Mourisco 

É oportuno recordar que era então desejo dos vizelenses dar ao Jardim o nome de – Dr. Armindo de Freitas – vizelense bairrista e ilustre; Republicano e democrata, firme e intransigente desejo que não vingou pela oposição que então lhe foi feita pelo referido elenco Camarário.
A mudança ora operada que há muito se impunha pelo espírito novo saído do movimento de 25 de abril foi, porém, tomada em absoluta contravenção com as mais elementares regras democráticas, uma vez que, nem antes nem depois da deliberação, foi dada qualquer satisfação às autarquias locais que, de tal facto, só vieram a tomar conhecimento pelo meio acima referido.
Muito embora o nome do General Humberto Delgado mereça o maior respeito de todos os vizelenses, o modo em que se desenrolou a mudança permite concluir que o nome do grande militar e patriota foi usado como escudo ao propósito de significar aos vizelenses que nada mandam na na sua terra.
Perante tão insólita atitude, as juntas de Freguesia, reunidas expressamente, deliberaram por unanimidade apresentar a sua demissão e informar, por este meio, os vizelenses da resolução tomada.

Nesta assembleia extraordinária marcaram presença:  pela Junta de São João: António Sousa Oliveira (Presidente); Manuela Costa Campelos (Secretário); Américo Osvaldo Marinho Fernandes (Tesoureiro); Miguel Joaquim Neto Couto (vogal substituto) Ilídio Gomes (vogal substituto) e Joaquim Ribeiro Martins Camelo também vogal substituto; Os membros da Junta de Freguesia de Caldas de Vizela São Miguel eram os seguintes: José Ribeiro Ferreira (presidente); Carlos Teixeira (secretário); Abílio Pinto da Costa (Tesoureiro); Francisco de Castro (vogal substituto) Horácio Ribeiro Borges (vogal substituto) e Arlindo da Cunha também vogal substituto.

A assembleia decorreu na sala das sessões e secretaria da Junta de S. João na Rua Joaquim Pinto nesta Vila de Vizela.

Contamos que de todos os autarcas apenas Carlos Teixeira e Américo Osvaldo Marinho Fernandes se encontram, felizmente, entre nós. 


Atas | União das Freguesias São Miguel São João - Vizela

Sport Club de Vizela existiu antes do Futebol Clube de Vizela

 ESTATUTOS DO SCV FOLHA PRIMEIRA DE 17 FOLHAS
O vizelense António Cunha (músico da banda da Sociedade Filarmónica Vizelense) tem-se dedicado a descobrir documentos, em arquivos de bibliotecas, em jornais antigos e ou em páginas online, da história de Vizela desconhecidas do grande público. Desta vez trouxe à luz do dia documentos que certificam o registo do Sport Club de Vizela em 1925 e um recorte de jornal que dá conta de um jogo deste clubecem Vizela com o «afamado onze verde do Porto». O Futebol Clube de Vizela foi fundado 14 anos depois (1 de janeiro de 1939).