TV pirata interceptada em Vizela

Arguidos importavam aparelhos da China que conseguiam adaptar para fornecer, a cerca de 500 clientes espalhados pelo país, um sinal de TV cabo pirateado. Em Vizela também havia clientes


(Reportagem de Alexandra Panda no JN de hoje.)

Mas a rede, composta por 15 pessoas, foi desmantelada pela Polícia Judiciária do Porto e está agora a ser julgada no Tribunal de S. João Novo, no Porto. Também são arguidas duas empresas de telecomunicações de Gondomar.

De acordo com a acusação de Ministério Público, o esquema durou cerca de dois anos "e era liderado por três dos arguidos. São os dois sócios das empresas de importação de material eletrónico e comércio de equipamentos satélite e um técnico em informática.

A partir de Gondomar, Maia e Paços de Ferreira, onde residem os principais arguidos, o sinal de TV
cabo pirata era distribuído para todo o país, mas principalmente para as zonas de Águeda, Celorico de Basto, Espinho, Felgueiras, Guimarães,. Marco de Canaveses, Penafiel, Santa Maria da Feira, Setúbal, Viana do Castelo e VIZELA onde viviam os revendedores e grande parte dos clientes.

CLIENTES COM NOMES DE CÓDIGO

Os beneficiários do sinal de TV, que pagavam 10 euros por mês por um serviço que custa até 70 euros nas operadoras legais, não foram levados à julgamento, nem alvo de
contraordenação, porque as autoridades não conseguem identificá-los, caso contrário pagariam multa entre 250 e 750 euros.

Polícia Judiciária desmantelou cinco redes no Minho

No último mês, a Polícia Judiciária de Braga travou o negócio de cinco redes de partilha ilegal de sinal de TV por cabo, baseadas no Minho. Foram detidas 16 pessoas e realizadas mais de 30 buscas domiciliárias nos concelhos de Ponte de Lima e Viana do Castelo. Os detidos, entre os quais os alegados cabeças de rede e alguns utilizadores, saíram em liberdade do tribunal com termo de identidade e residência. Em causa estão crimes de burla informática e falsidade informática."

In JN

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