Victor Hugo não levanta tabu sobre recandidatura

No final no jantar de reis do Movimento Vizela Sempre (MVS) que ontem juntou mais de 350 pessoas na Casa do Park (apesar de à mesma hora decorrer um FC Porto-Braga e
um Sporting-Benfica), um apoiante dirigiu-se a Victor Hugo Salgado, atual presidente da Câmara de Vizela e disse: "Senhor Presidente, gostei do seu discurso mas o senhor não disse se ia ser candidato e por quem". De facto esta é a dúvida que subsiste.



Victor Hugo sorriu e disse: "Ainda é cedo para falar da candidatura à Câmara".

Num discurso longo que procedeu a intervenção de Fernando Carvalho com o presidente da Assembleia geral do MVS e da Assembleia Municipal a salientar que "Vizela está no bom caminho e bem entregue", Victor Hugo saiu da mesa presidencial onde esteve acompanhado por familiares e autarcas do MVS para se dirigir ao palco. Dali recuou ao passado para relembrar o "estado lastimoso em que encontrei a Câmara, canil e horários dos funcionários, etc", passando depois para o passado recente, aquele que aborda de outubro de 2017 a janeiro de 2020.



Sobre o presente-futuro, Victor Hugo Salgado referiu, com um sorriso nos lábios, que vai deixar de ser conhecido como presidente das festas para passar a ser conhecido pelo presidente das obras, "mas as festas são para continuar porque basta ler Camilo Castelo Branco para se saber que Vizela sempre foi uma terra festiva".

Na componente das obras, Victor Hugo apontou a referência 30. "São 30 obras. Dez que já fizemos, dez que estamos a fazer e outras dez que faremos. Vamos mudar o centro de Vizela, continuamos a fazer obras nas freguesias em conjugação com os autarcas locais, e, não podia esquecer, vamos construir a Ponte da Aliança em Tagilde.

Aqui os presentes aplaudiram efusivamente.
Quanto ao futuro eleitoral Victor Hugo Salgado, que aproveitou a ocasião para elogiar os organizadores daquele jantar de reis, João Ribeiro, Agostinha Freitas e Francisco Teixeira, não desfez dúvidas: não anunciou se vai ser recandidato pelo MVS, se vai responder a qualquer convite que venha de Lisboa ou se volta, por convite, ao Partido Socialista.
Quem ontem entrou com dúvidas na Casa do Park voltou a sair com elas.



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