Aulas retomadas a 14 de abril mas à distância

Não há exames do 9.º ano


"O terceiro período iniciar-se-á como previsto, no próximo dia 14, mas sem atividades letivas presenciais", anunciou o primeiro-ministro, António Costa.

O primeiro-ministro anunciou, ainda, que avaliação será feita pelos professores, que "melhor conhecem os alunos" nos respetivos estabelecimentos de ensino, "sem provas de aferição e sem exames do nono ano"

"No ensino básico, do primeiro ao nono ano, todo o terceiro período prosseguirá com o ensino à distância, que será reforçado com o apoio de emissão televisiva de conteúdos pedagógicos, que complementarão, mas não substituirão, o trabalho pedagógico que os professores veem desenvolvendo com os seus alunos", acrescentou o primeiro-ministro.

"Ainda não chegamos ao dia em que podemos começar a levantar medidas de circulação de afastamento social", disse António Costa. A decisão foi comunicada esta quinta-feira pelo Governo, depois de ouvir durante dois dias especialistas, representantes da comunidade escolar, partidos, sindicatos e os órgãos consultivos do Ministério da Educação.

"Neste quadro, será mantido, até ao final do ano letivo, o regime especial de apoio às famílias com filhos menores de 12 anos", disse, ainda, António Costa.

Em relação ao ensino secundário, "é particularmente importante que se retomem as aulas presenciais", contudo, "hoje ainda não é preciso tomar essa decisão", disse António Costa, garantindo que o Governo vai continuar a acompanhar a situação, para decidir quando e se iniciarão as aulas presenciais do 11.º e 12-º anos.

O calendário de exames do 11.º e 12-º ano é adiado, "decorrendo a primeira fase entre os dias 6 e 23 de julho e a segunda fase entre 1 e 7 de setembro". Deste modo a atividade letiva poderá estender-se até ao dia 2 de junho.

"Vamos prosseguir em dois planos, o que preferimos, de retomar presencialmente as aulas a partir de maio, sem excluir o plano B de prosseguir com o ensino à distância se a evolução da pandemia assim o exigir", disse António Costa.

"Para assegurar o maior distanciamento social, o menor tempo de permanênia na escola e a melhor higinen das atividads letivas presenciais serão sempre muito limiatadas", aunciou o primeiro-ministro.

Desde 16 de março que todos os estabelecimentos de ensino, desde creches a universidades e institutos politécnicos, estão encerrados para conter a propagação do novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, que já infetou quase 14 mil pessoas em Portugal e matou mais de 400.

Na sequência da suspensão das aulas presenciais, cerca de dois milhões de alunos trocaram as salas de aula pelas suas casas e os professores tiveram de adotar modelos de ensino inovadores, recorrendo a plataformas de "e-learning" e aplicações de videochamada para as aulas, e enviando trabalhos por "e-mail" ou "whatsapp".

Mas durante as duas semanas de ensino à distância antes das férias da Páscoa, pais, professores e diretores escolares alertaram para os vários constrangimentos criados pelo novo modelo, que deixou de fora os alunos mais desfavorecidos que não têm Internet nem equipamentos para conseguir acompanhar as aulas a partir de casa.

IN JORNAL DE NOTÍCIAS

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