Empresa vizelense com carro funerário de 66 anos

A Agência Funerária Fernandes & Monteiro, de Vizela, surpreendeu nos últimos tempos com a apresentação em determinados serviços funerários com uma viatura que não passa indiferente sobretudo a quem aprecia grandes clássicos independentemente do serviço a que se destinam e neste caso, naturalmente, é a serviços fúnebres.


Trata-se de uma viatura Chevrolet datada de 1954 perfeitamente adaptada ao pormenor para carro funerário que a empresa dirigida por Vítor Monteiro coloca ao serviço dos funerais para os quais seja requisitada pelos familiares dos ente queridos falecidos. O preço do serviço deste carro, devido à sua manutenção, é ligeiramente maior ao carro fúnebre convencional moderno que a mesma empresa dispõe.
Vítor Monteiro disse ao ddV que a viatura foi toda revista ao pormenor, desde o motor a tudo o resto, e durante vários anos,  "porque não havia pressa mas sim intenção de que nada faltasse para que o carro desempenhasse um bom serviço" e fosse apresentável. E de facto é.
Para além do motorista, podem seguir mais quatro pessoas na viatura que desejem fazer a viagem ao lado do seu ente querido falecido.
Em Vizela há outro Chevrolet, "irmão" deste, que foi há muitos anos oferecido aos Bombeiros de Vizela e é considerado igualmente uma autentica relíquia e orgulho da corporação vizelense.


EVOLUÇÃO
A trasladação dos cadáveres em funerais já passou por diversas fases. Em Vizela realizaram-se muitos funerais em que os mortos eram trasladados de casa para a igreja e cemitério com quatro pessoas carregando o caixão a pé. Mais tarde surgiu a carreta dos Bombeiros e outra mais pequena empurrada por participantes nos funerais. Uma destas carretas encontra-se na igreja matriz de S. Miguel porquanto o Padre Constantino deseja levantar uma museu religioso. Só mais tarde surgiram os carros fúnebres com motor.
Os caixões também chegavam a casa dos falecidos carregados à mão ou à cabeça tendo ficado conhecido em Vizela por esse transporte uma figura típica conhecida por Miguel Tiroliro que leva os caixões (urnas) vazios à cabeça. Os velórios decorriam em casa dos falecidos e a sua velação em capelas mortuárias só terá começado sensivelmente pela década de 80.


DA HISTÓRIA
A palavra "carro funerário" vem do Inglês Médio "herse", que se refere a um tipo de candelabro muitas vezes colocados em cima de um caixão.
Não se sabe a data exata, mas em determinado momento do século XVII, as pessoas começaram a usar esta palavra para se referir às carruagens puxadas por cavalos que transportavam os caixões com os corpos dos falecidos até o local de seu sepultamento durante um cortejo fúnebre.
Os carros funerários permaneceram puxados por cavalos até a primeira década do século XX, época em que surgiram os primeiros carros funerários motorizados, sendo que ninguém sabe ao certo a data exata do início do seu uso, mas cogita-se que foi entre os anos de 1901 e 1907.







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