José Ribeiro Moreira de Sá e Melo


 Vereador de Vizela na Câmara Municipal de Guimarães (em 1932 rendeu o falecido vereador de Vizela, Pinto e Castro).

Nasceu na freguesia de Idães-Felgueiras em 26 de maio de 1880.

- Diretor da Companhia dos Banhos de Vizela. 

- Diretor da Comissão de Iniciativa e Turismo das Termas de Vizela.

- Diretor dos Bombeiros de Vizela.

- Diretor do Grémio da Lavoura.

- Diretor da Comissão da Região dos Vinhos Verdes.


 

- Era sócio da Sociedade Martins Sarmento.

- Faleceu com 67 anos de idade em junho de 1947. Foi sepultado em Vizela.

Terá casado três vezes com Emília Adelaide Cardoso Bastos; Armanda Ferreira Guimarães; Maria do Carmo de Menezes . Era pai do industrial Francisco Cardoso Moreira de Sá e Melo.

ATRIBUIÇÃO DO SEU NOME À TOPONÍMIA



O seu nome faz parte da toponímia de Vizela (Avenida Sá e Melo) por deliberação da Câmara Municipal de Guimarães em 21 de março de 1969. O nome de José Moreira de Sá e Melo foi atribuído à avenida que liga a rua Dr. Abílio Torres à Avenida Eng. Manuel Duarte Sá e Melo (a partir de 1975 denominada Avenida dos Bombeiros Voluntários). A proposta partiu das assembleias de freguesia de S. Miguel e S. João das Caldas e teve o parecer favorável do vereador por Vizela na autarquia vimaranense, Joaquim de Sousa Oliveira.

 CERTIDÃO DE BATISMO

Foi batizado na Capela de S. Martinho em Idães, Felgueiras no dia 28 de maio de 1880.



DISCURSO EM DEFESA DO HOSPITAL DE VIZELA PERANTE A PRESENÇA DO MINISTRO. CAMARA DE GUIMARÃES NÃO GOSTOU

O Hospital de Vizela

Quando da visita do Sr. Ministro do Interior ao Hospital de Vizela, foi-lhe lida pelo vereador de
Vizela na Câmara de Guimarães Sr, José Ribeiro Moreira de Sá e Melo, a seguinte mensagem:

Exmo. Senhor Ministro do Interior:
Exmo. Senhor Sub – secretário de Estado das Corporações e Previdência Social:
«Ave Caesar, Morituri Te Salutant»
Não são as palavras de um seminarista pois nunca me destinei à carreira eclesiástica, m a s palavras
com que os cristãos saudavam Imperador da antiga Roma ao entrarem na arena do circo em que iam ser
sacrificados às feras; são, hoje, as palavras que acompanham as saudações que eu na qualidade de
representante de Vizela na Câmara de Guimarães, em meu nome e em nome dos vizelenses, dirijo a V. Exas. por ocasião desta visita ao Hospital António Francisco Guimarães. Visita de tristeza e de luto porque, ao que, consta, se trata de conseguir que V. Exas. sancionem a autorização da alteração do destino indicado no seu testamento pelo instituidor do chamado «Legado de Campinas». Os Vizelenses, apesar do seu desgosto, saúdam V. Exas... Daqui a comparação com o que se passava em Roma.
Este edifício, construído a instâncias do chefe político de então Dr. Armindo de Faria, perante o seu
grande amigo ainda vivo, e, então, Governador Civil de Braga, Exmo. Senhor Dr. Manuel Monteiro, que fez desencantar o dinheiro que se encontrava na posse da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, a qual se ia locupletando com a parte do seu rendimento, segundo determinação expressa no testamento, depois de construído, ficou sem utilização até que serviu de pavilhão de isolamento, por ocasião de uma grave epidemia em l9l8.
Depois, debelada esta, continuou fechado até que o provedor da Santa Casa, Dr. Alfredo Pinheiro,
de acordo com o chefe político de então, José Pinto de Sousa e Castro que era o provedor do Hospital de Vizela, nomeou uma comissão de Vizelenses para tratarem da sua abertura e inauguração. Dela fizeram parte José Pinto, provedor, o Dr. Manuel Caldas, Alfredo Bravo e a minha pessoa, único sobrevivente do grupo. Fizeram-se festas, espectáculos, subscrições e peditórios de tudo quanto era necessário para esse fim. E o Hospital foi inaugurado em 18 de Fevereiro de 1923.
Sabermos que não tem chegado o legado para a sua sustentação, mas qual é a casa de casa de
Caridade que vive, agora, desafogadamente? E, se este Hospital não pode viver como está, façam-se
ingressar nele todas as instituições de caridade de Vizela, que são bastantes, faça-se a sua fusão e
entregue-se a Misericórdia de Vizela que tem existência legal e capacidade jurídica.
Desviar este Hospital do fim que lhe determinou o seu fundador e injustiça que magoa os
Vizelenses.
Sondei o pensar e sentir de vários moradores de Vizela sobre este assunto, e só encontrei assentimento
e aprovação da alteração do seu destino naqueles que, por vil mercantilismo, só teem em vista ganhar
mais alguns patacos. A parte sã e desinteressada, essa, quer que o Hospital continue com o destino que lhe determinou o seu instituidor. Vizela, não merece esta atitude dos poderes públicos; é a pérola do concelho de Guimarães e Rainha das Termas de Portugal.
Pedimos, portanto, que não seja sancionada esta violência. Mas, se tal acontecer, os nomes das
pessoas que para isso concorrerem terão de ser gravados num pelourinho, para execração pública dos
Vizelenses.

Vizela, l4 de Outubro de 1945
O vereador, José Ribeiro Moreira de Sá e Melo

 



Voto de pesar na CMG


(BIOGRAFIA INCOMPLETA)

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