Paco Bandeira canta este mês no Vizela em Festa


Famoso cantor alentejano vai cantar na marginal ribeirinha de Vizela no próximo dia 24 de julho. Domingo à tarde no Vizela em Festa acompanhado pela Banda da Sociedade Filarmónica Vizelense. 



Será a terceira vez que o famoso cantautor vai atuar em Vizela, onde cantou pela primeira vez nas Festas da Vila em 1981 (?), no Parque das Termas (com a bandeira do concelho pelas costas oferecida por um vizelense e em homenagem à luta que os vizelenses empreendiam nessa altura) e já depois de Vizela concelho atuou no Patronato de S. João na Semana Cultural da Câmara Municipal de Vizela. Aí foi a vez do vereador da Cultura,  falecido Alberto Machado oferecer ao autor de Ó Elvas Ó Elvas Badajoz à Vista a bandeira municipal. 

Paco Bandeira é  dos grandes compositores e autores de música popular o que faz antever um excelente programa como preconiza o maestro José Manuel Marques que amanhã irá dirigir a banda no concerto com Sofia Escobar. 
Nos últimos programas do Vizela em Festa (antes da pandemia) a banda vizelense acompanhou José Cid e os Quinta do Bill. 

CARREIRA DE OURO DE PACO
Aprendeu a tocar guitarra com a ajuda de um tio e aos 14 anos torna-se guitarrista e vocalista do grupo Cuban Boys, com o qual deu vários concertos em Portugal e Espanha.

Durante cinco anos foi locutor da estação regional Extremadura-Badajoz da rádio espanhola S.E.R. Acabou por se tornar conhecido por Paco devido à ascendência espanhola e pela sua actividade inicial em Espanha, onde os Franciscos são chamados de Pacos, Panchos ou Curros.[1]

Durante bastante tempo viveu na Alemanha e em Espanha onde fez parte do elenco artístico de um paquete de luxo que efectuava cruzeiros por todo o mundo. Actua na RTP, ZDF (alemanha), BBC (Inglaterra) e televisão francesa.

Cantava na tropa tendo estado em Angola durante três anos. Em 1966 gravar um disco no Porto pela editora Rapsódia onde apresentava várias influências brasileiras.

Após o serviço militar, ao regressar a Portugal, começa a compor os seus próprios temas, e só então passa a cantar em português.

Vence o 1º Festival da Canção da Guarda, realizado entre 21 e 24 de Julho de 1971, com a canção "Sigo Cantando".

A partir de 1972, como solista, pela mão de Hermínia Silva, começa a cantar no Solar daquela famosa artista, onde Paco tinha começado por trabalhar quando veio para Lisboa.

Paco Bandeira interpreta "Vamos Cantar De Pé" no Festival RTP da Canção de 1972 onde fica em 2º lugar.

Em 1973 participa no II Festival Ibero-Americano (OTI) com "Poema De Mim".

O primeiro dos seus sucessos foi "A Minha Cidade" (mais conhecida por "Ó Elvas, Ó Elvas"), seguindo-se outros tantos êxitos, tais como "É Por Isso Que Eu Vivo", "Chula da livração" ou "Ceifeira Bonita". Em consequência destes êxitos, inicia uma intensa carreira internacional junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, actuando em palcos e televisões de Espanha, Itália, EUA, Austrália ou Canadá.

Esteve num Festival realizado na Bulgária onde apresentou a canção "É por isso que eu vivo". Ganhou o prémio do melhor poema e de interpretação.

Em 1980 é editado o álbum "Malhas, Malhões e Outras Canções", com arranjos de Pedro Osório, cujo repertório foi registado no programa "A Vez e a Voz" da RTP. O disco, com temas como "Tempo de Valsa" ou "Flor da Esperança", foi gravado em Madrid nos estúdios Eurosonic. No disco participa o músico e produtor Johnny Galvão.

Os maiores sucessos desta fase são "Minha Quinta Sinfonia" e "A Ternura dos Quarenta".

Em 1987, as relações entre Paco Bandeira e a RTP deterioram-se, instalando-se uma polémica entre este e o director da estação de televisão pública. No Natal desse ano, Paco Bandeira edita o seu vigésimo disco LP, intitulado "Com Sequências", com letras de Pedro Bandeira Freire. Enquanto isto, despoletava nova polémica, desta feita entre si e o Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, de cuja direcção Paco se demitiu sob protesto pelo chumbo da sua moção que visava a adopção de ""Oh Elvas Oh Elvas" como Hino Nacional.

Bandeira foi também membro e tesoureiro da UPAV (União Portuguesa de Artistas de Variedades), funções que desempenhou com assinalável sucesso, tendo conseguido cobrar quotas que se encontravam em atraso há décadas. Em 1991, apresenta-se no Teatro Rivoli, no Porto, para um espectáculo onde o conjunto de António Mafra foi o convidado especial. Na mesma altura, Paco era reconhecido como "um cantor que soube acompanhar o seu público".

Na sua carreira, conta ainda com participações em programas de televisão no Brasil, Turquia, Bulgária ou Israel, algumas das vezes com difusão pelas redes da Eurovisão, da OTI e da Intervisão.

Em 1992, apresenta em Lisboa, no Teatro Municipal de São Luís, o seu disco "Aqui Para Nós", em que cada ingresso dava direito a um CD.

Em 1994 é editado o seu vigésimo quinto álbum intitulado "Cantigas Entrelaçadas", na mesma altura que preparava um programa para a RTP intitulado "Cantares de Amigo", exibido um ano depois. Ainda em 1995 compõe a banda sonora da telenovela "Roseira Brava", e uma série de programas para a Rádio Comercial intitulados "Cantos da Casa".

Em 1996 compõe as bandas sonoras das telenovelas "Primeiro Amor" e "Vidas de Sal; em 1997 as telenovelas "Filhos do Vento" e "A Grande Aposta"; em 1998 a telenovela "Os Lobos" e em 2000 "Ajuste de Contas".

Em 2006 lança uma antologia de alguns dos seus maiores sucessos, num duplo álbum intitulado "Paco Bandeira: Uma vida de canções", que se torna um enorme sucesso de vendas.

Em Outubro de 2007 editou o álbum "Canto do espelho", com dez temas originais, cinco dos quais contam com os coros a cargo do "Coral Harmonia" de Santiago do Cacém.
Wikipédia 

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