Raúl Caldevilla ficou instalado em Vizela na casa do Soutinho, na rua Fonseca e Castro, sendo a sua presença uma fonte de divulgação da terra termal como narra o livro em apresentação conforme informação prestada ao Digital de Vizela por Eduardo Cintra Torres:
Capítulo VI, pp.371-375: Caldevilla aquista em Vizela
Capítulo VI, pp.375-379: A casa do Soutinho
Capítulo VI, pp.379-383: Gabriel Castelo Branco (trata-se de pseudónimo que Caldevilla usou para os seus textos leves no PJ sobre o que se passava em Vizela durante o período de férias)
Capítulo VI, pp.383-387: A Festa dos Jornalistas
Capítulo VI, pp.387-393: Crónicas vizélicas
Capítulo VI, pp.393-398: São Pedro do Sul (Caldevilla zangou-se com a elite de Vizela e mudou-se para S. Pedro do Sul)
Capítulo VI, pp.398-403: Amigos e família nas termas
Capítulo VI, pp.403-405: Outros locais de veraneio.
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| Cartazes de Caldevilla de cinema português. |
Em 1917, organizou a primeira campanha publicitária multimédia em Portugal, que incluiu a filmagem das escaladas dos Puertollanos à Torre dos Clérigos. O êxito desta iniciativa conduziu à criação da Caldevilla Film, responsável pela produção de duas longas-metragens de ficção, afirmando-o também como pioneiro do cinema nacional.
Após uma interrupção abrupta da sua carreira em 1923, Caldevilla reinventou-se. Durante a década seguinte foi vendedor de seguros, radialista, cronista social e gravou poesia. Em 1933, lançou no jornal O Primeiro de Janeiro o «Folhetim Utilitário», uma secção diária de publicidade de carácter absolutamente original no plano internacional, que coordenou até à sua morte, em 1951.
Resultado de quase seis anos de investigação, esta biografia exaustiva, a completar em 2026 com um volume ilustrado, publica-se por ocasião do 150.º aniversário do nascimento e do 75.º aniversário da morte de Caldevilla, o homem a quem, pela primeira vez em Portugal, se chamou publicitário. A obra resgata-o do esquecimento e recoloca-o na história do Porto e de Portugal como criador da publicidade moderna e da primeira agência publicitária moderna no país, alargando igualmente o conhecimento sobre o seu trabalho pioneiro no cinema nacional e revelando inúmeros aspetos inéditos da sua atividade criativa e empresarial.
O vizelense António Cunha descobriu alguns documentos que por intermédio do Digital de Vizela chegou aos autor Eduardo Cintra Torres.
Editados pela Câmara Municipal do Porto, os volumes dedicados a Caldevilla contribuem decisivamente para a valorização da publicidade enquanto indústria cultural e parte integrante da cultura popular, ajudando a inscrever Raul de Caldevilla no panteão dos portuenses ilustres.
Sobre os autores
Eduardo Cintra Torres é professor universitário e investigador há mais de três décadas. Licenciado em História (FLUL), mestre em Comunicação (ISCTE-IUL) e doutorado em Sociologia (ICS-UL), é autor de 23 livros, com investigação centrada na história da publicidade em Portugal. Entre as suas obras mais recentes destacam-se História da Publicidade em Portugal e História Ilustrada da Publicidade em Portugal (2023), Santo António na Publicidade (2025) e, com Pedro Almeida Leitão, Caldevilla e os Seguros (2025). Publicou dezenas de artigos científicos e capítulos de livros e tem desenvolvido trabalho de curadoria de exposições nesta área.
Pedro Almeida Leitão é doutorado em História pela Universidade do Porto e investigador nas áreas da história das marcas e da publicidade dos séculos XIX e XX, com particular enfoque no sector do Vinho do Porto. Em 2024, recebeu o Prémio Victor de Sá em História Contemporânea (ex aequo). Integra projetos científicos do CITCEM/FLUP, participa em redes internacionais de investigação em propriedade intelectual e é formador na área da História do vinho em Portugal.
A sessão contará com a presença dos autores, abertura de Jorge Sobrado, Vereador da Cultura, e apresentação de Vasco Ribeiro.







