DIGITAL DE VIZELA - Presidente José Antunes, a Associação Desportivo Jorge Antunes celebrou 46 anos, que balanço é possível fazer nesta altura?
JOSÉ ANTUNES O balanço é positivo tanto a nível desportivo como a nível das infraestruturas. Estamos cada vez mais um clube sólido, estamos a criar estruturas no clube para nos tornarmos independentes e ter uma receita significativa que nos possa ajudar mensalmente. A nível desportivo só os séniores de futsal é que impomos objetivos sem esquecer dos escalões de sub17 e sub19 que o objetivo é manter nos nacionais.
- Quantos praticantes tem o clube?
- Neste momento temos cerca de 180 praticantes em cinco modalidades, mas vai aumentar.
- Que modalidades dispõe?
- Temos cerca de cinco modalidades com diversos escalões Futsal, Ténis de Mesa, Airesoft, Matraquilhos e Desportos de Combate.
- Sabíamos que havia uma aposta em a equipa sénior subir à I Divisão esta época. Com esse objetivo afastado, o que falhou?
- Nós quando fechamos contrato com o treinador Adriano tínhamos um projeto, era disputar os 4 lugares de subida e nunca de manutenção. Demos total liberdade ao treinador para fazer a equipa. Há jogadores que nós impusemos porque são jogadores da “casa” há outros que ele teve total liberdade para contratar, total responsabilidade dele. Foi uma grande desilusão, um pesadelo, esta fase em que tínhamos tudo para lutar pelo menos na fase de subida. Infelizmente vamos lutar num grupo mais forte pela manutenção, o “projeto” foi por água a baixo, acabou. Agora só temos que ficar focados para a manutenção.
- O presidente da Câmara Victor Hugo tem falado da importância de Vizela dispor, como antigamente, de uma equipa a disputar a I Divisão de futsal. O que necessita o DJA para atingir esse objetivo?
- Os objetivos estão sempre próximos e vamos conseguir brevemente, mais ano menos ano. Vamos preparar nestes meses que faltam a próxima época, eu e o Vitinha já estamos a trabalhar nisso. Vamos começar completamente do “zero”. Mas vamos ter que pensar numa transformação de 180 graus…
- Sente-se desiludido por ter sido uma época em falso da equipa principal em atingir o objetivo da subida?
‐ Muito desiludido, ninguém imagina o que passamos para cumprir com as nossas obrigações e não falhamos com nenhumas condições para fazerem o que fizeram até aqui. A equipa devia nos momentos certo ser mais regular, sermos uma equipa com ambição e no último jogo vi uma equipa sem ambição, sem garra, completamente aluada. Têm agora 5 meses para provar o que vale.
- Nas restantes modalidades e escalões quais são as metas?
- Nos restantes escalões é mesmo só para competir com objetivo de formar e criar estrutura para alimentares sempre os escalões seguintes. Além dos séniores temos duas equipas dos Sub17 e Sub 19 em que os objetivos é manter nos nacionais e nunca caírem nos distritais. Mas se podermos ter mais equipas nos nacionais não vamos rejeitar. Na próxima época vamos ter uma equipa “B” séniores para dar continuidade ao trabalho, para evitar que os miúdos quando acabam a formação sairem para outros clubes. No ténis de mesa o objetivo é a subida de divisão.
- Após estes 46 anos olha para a sala de troféus e o que sente?
- Um orgulho muito grande onde o palmarés fala por si. - Quais são os troféus que lhe dão mais prazer?
‐ Todos os troféus têm a sua história e todos foram conquistados com um orgulho muito grande e suor e lágrimas à mistura, mas os que mais destaco são a Taça dos Campeões Europeus, a Taça Ibérica em séniores e juniores, e todas as taças nacionais de campeão e duas taças de Portugal sem esquecer as restantes modalidades que têm muitas taças nacionais e distritais.
- Pediu ajuda à Câmara para transferência da sede do clube para o pavilhão gimnodesportivo. Fale-nos sobre isso.
- Acho uma mais-valia para ambas as partes. Na minha opinião acho que se concentramos tudo no mesmo local podemos tirar muito mais proveitos. Podemos criar outro tipo de receitas para o clube e o clube ficar mais organizado.
Mas a CMV também fica com um excelente imóvel no caso de se concretizar a transferência. Claro que isso não pode ter nenhum custo para o DJA.
- Pediu também ao presidente Victor Hugo apoio para o ténis de mesa. Do que se trata?
- O ténis de mesa é a modalidade que mais está a crescer no clube e queremos criar um ”CAR - Centro de Alto Rendimento”. É uma modalidade que queremos apostar forte. Provavelmente vai ser a modalidade de referência no nosso clube.
- As duas carrinhas de transporte de atletas que recebeu na ceia de Natal resolvem o problema do transporte do clube?
- Foram excelentes prendas, mas não resolve de todo os nossos problemas. Nós ao estarmos nos nacionais as deslocações são longas porém graças à CMV temos essa ajuda.
- Victor Hugo Salgado disse que se fosse presidente à data em que o Desportivo Jorge Antunes saiu da I Divisão de futsal essa despromoção nunca aconteceria. Que comentário merece esta expressão?
- Acredito mesmo que sim. O Dr. Vitor Hugo Salgado é das pessoas que mais reconhece o esforço, a dedicação, que nós fazemos e não somos um clube qualquer. A nível nacional temos um nome muito forte pelo trajeto que fizemos e o Dr. Vitor Hugo reconhece isso. O nosso presidente da Câmara tem um carinho não só por nós mas por todos os clubes em geral. Ninguém deve ter razão de queixa dele e cada um na sua posição desportiva.
É altura dos clubes se juntarem todos e criar uma justa homenagem ao Dr. Vitor Hugo Salgado antes de acabar este mandato. Por acaso tenho pensado nisso e tenho uma ideia para propor.
Se não fosse nestes últimos anos o contributo da CMV sinceramente não sei como estaríamos agora porque era impensável podermos pensar em objetivos.
- Quais são os objetivos principais para o próximo mandato?
- Os objetivos são sempre os mesmos, a nível desportivo é manter as equipas nos nacionais além de termos consciência se quisermos “ganhar taças” aí temos que descer aos distritais, mas o nosso prestígio e de qualquer clube é estar nos nacionais.
Vamos ter uma equipa de séniores “B” a começar no distritais com o objetivo de subir sempre, isto faz que tenhamos um trabalho seguido dos jogadores que saem das camadas jovens. ´
No ténis de mesa gostava de subir de divisão.
A nível de infraestruturas é tentar por o clube mais estável e a dar mais receitas; aumentar as iniciativas; eventos e festas como no passado fazíamos. Isso traz-nos receitas e aumento dos sócios. De setembro a dezembro aumentamos 127 sócios que para nós é excelente. DDV






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