A notícia é avançada na edição desta quarta-feira do jornal O Comércio de Guimarães.
O Guimarães Digital refere que "Administrador Judicial considera que a Celeste não reúne condições para a apresentação de um plano de recuperação".
Segue a notícia que "No seu relatório, o Administrador refere que a proposta surge com o intuito de se evitar a acumulação de responsabilidades na esfera da massa insolvente, e ante um quadro de manifesta incapacidade para encarar a recuperação. Lembra que a insolvente promoveu o despedimento dos trabalhadores e, por isso, não regista qualquer actividade. O Administrador sublinha que nem a Administração da empresa, os seus acionistas ou quaisquer credores, manifestaram intenção de poder vir a apresentar-se um plano de recuperação. É neste quadro que defende que a liquidação deve "ocorrer com absoluta celeridade".
O Comércio de Guimarães acrescenta:
"Numa lista de 251 entidades, empresas e trabalhadores, os principais credores do Grupo Celeste são bancos, com destaque para a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo Beira Douro e Lafões que reclama quase cinco milhões de euros (4.936.000) e a Caixa Económica Montepio Geral, com 1.518.000 euros.
O Instituto da Segurança Social é credor de 375 mil euros.
A empresa chega à situação de insolvente com um passivo de 21 milhões de euros.
Refira-se que os bens móveis do Grupo Celeste, estão avaliados em 870 mil euros.
A Celeste foi criada em 1968 por António da Silva Pereira Vaz e a mulher. Em 2025 a administração foi assumida pela segunda geração do casal. Em 2013 a Celeste internacionalizou-se com estabelecimento no Luxemburgo. Ao fim de 58 anos, a Celeste conhece o fim da sua história, apresentando-se com um passivo reclamado de 21 milhões de euros."

