Demolição da Fábrica do Malhado em Santo Tirso


Já avançou a primeira fase da intervenção de requalificação da frente ribeirinha de Santo Tirso. A demolição da antiga unidade industrial FXT, conhecida como Fábrica do Malhado, é o primeiro passo.
A empreitada, com um investimento de cerca de 150 mil euros, permitirá remover a estrutura industrial sem utilização localizada junto ao rio Ave e à estação ferroviária de Santo Tirso, criando condições para desimpedir cerca de 160 metros da margem do rio e projetar a continuidade do percurso pedonal e ciclável até à estação ferroviária.

Para o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Alberto Costa, esta intervenção representa “um momento histórico na relação da cidade com o rio Ave e um passo muito importante na recuperação de uma zona que, durante décadas, esteve desocupada e degradada”.

“O que estamos a fazer é devolver o rio à cidade e criar um espaço mais qualificado, mais sustentável e mais acessível para todos. Esta é uma intervenção que olha para o futuro e para a qualidade de vida da população”, acrescenta o autarca.

A intervenção integra uma estratégia mais ampla de requalificação urbana, ambiental e paisagística da frente ribeirinha da cidade, que tem como principais objetivos reforçar a estrutura ecológica das margens do rio Ave, melhorar as condições de mobilidade e acessibilidade naquela zona urbana e promover uma relação mais próxima entre a cidade e o rio.

Entre as principais metas definidas encontra-se a continuidade do percurso pedonal ao longo das margens do Ave até à Fábrica de Santo Thyrso, assegurando uma ligação mais qualificada entre equipamentos, espaços verdes, zonas de recreio e percursos pedonais e cicláveis. A proposta pretende consolidar uma rede contínua de espaço público, incentivando modos de mobilidade e potenciando a utilização das margens ribeirinhas por parte da população.

“O rio Ave é um elemento identitário de Santo Tirso e queremos que as suas margens sejam cada vez mais vividas pelas pessoas. A requalificação permitirá criar novos espaços de lazer, de encontro e de fruição pública, integrados numa visão moderna e ambientalmente responsável da cidade”, refere Alberto Costa, acrescentando que “a extensão do Passeio das Margens do Ave era um desejo antigo dos tirsenses, já desde a inauguração do percurso há quase 15 anos”.

O projeto contempla uma forte componente de valorização ambiental, através da redução das áreas impermeabilizadas, da renaturalização de zonas adjacentes ao rio e da criação de novos espaços verdes de fruição pública. A intervenção permitirá reforçar a estrutura ecológica municipal e melhorar a integração paisagística da frente ribeirinha, promovendo uma utilização mais sustentável e qualificada deste território.

Ao nível da mobilidade, está prevista a reformulação da Rua do Rio Ave, com o objetivo de melhorar os acessos à estação ferroviária e reforçar a circulação rodoviária transversal entre as duas pontes da cidade. A proposta inclui a reorganização do estacionamento e a criação de melhores condições de intermodalidade, promovendo uma articulação mais eficiente entre os diferentes modos de transporte.

A requalificação prevê, ainda, a criação de novos espaços públicos destinados ao lazer e à dinamização cultural, incluindo áreas de estadia e zonas de apoio ao percurso pedonal, contribuindo para a valorização e vivência da frente ribeirinha.

 “A recuperação desta área degradada permitirá não só qualificar o espaço urbano, mas também reforçar a ligação entre a cidade, o rio e a estação ferroviária, estabelecendo uma nova centralidade e novas oportunidades para o território”, sublinha o presidente da Câmara Municipal.

Com esta intervenção, o Município de Santo Tirso reforça a aposta na construção de uma cidade mais sustentável, acessível e ambientalmente qualificada, centrada na melhoria da qualidade de vida da população e na valorização do espaço público.


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