O Núcleo de Vizela do Bloco de Esquerda, em articulação com a Comissão Coordenadora Distrital de Braga, formalizou uma denúncia urgente junto da IGAMAOT (Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território) e do SEPNA/GNR, exigindo uma fiscalização profunda ao abate de árvores e subsequente pavimentação na envolvência da Igreja de São Miguel das Caldas.
Esta decisão surge após uma incompreensível fuga para a frente do Gabinete do Presidente da Câmara, Dr. Victor Hugo Salgado, que desvalorizou o pedido formal de esclarecimento público e acesso aos documentos, submetido pelo Bloco de Esquerda há mais de três semanas, que sustentem a legalidade da obra atroz, já concretizada.
Recorde-se que, no final de maio, a autarquia ordenou o corte radical de várias árvores de grande porte e aparentemente saudáveis na Rua da Vinha. À destruição desta mancha verde seguiu-se, a um ritmo recorde, a impermeabilização total do solo, substituído por um deserto estéril de calçada de granito, onde foi deixada uma única e minúscula faixa enclausurada em pedra, junto ao muro, numa autêntica caricatura de política ambiental.
Perante a gravidade da obra, o Bloco exigiu a exibição dos relatórios fitossanitários e pareceres técnicos que por lei devem fundamentar estas ações urbanísticas. Ao recusar facultar a documentação e à tentativa de abafamento através de um convite para reunião à porta fechada, o Executivo faz disparar os alarmes sobre a legalidade e a arbitrariedade desta intervenção. Uma maioria absoluta não é um "cheque em branco" para governar na opacidade, de costas voltadas para a lei e para os direitos de informação dos cidadãos vizelenses.
Com o recurso às autoridades de fiscalização central, o Bloco de Esquerda pretende que a Inspeção-Geral obrigue o município a exibir o processo administrativo e a aferir se foram violadas as normas do Plano Diretor Municipal (PDM) no que toca à taxa de impermeabilização de solos e à proteção da área envolvente ao património religioso.
O Bloco de Esquerda continuará firme no escrutínio à gestão de Victor Hugo Salgado. Em Vizela, o património ambiental e a transparência democrática não podem ser sacrificados em nome da política da estética hostil, do marketing e do medo do escrutínio.
Vizela, 30 de junho de 2026
O Núcleo de Vizela do Bloco de Esquerda, A Comissão Coordenadora Distrital de Braga do Bloco de Esquerda

