Desde a fundação do Digital de Vizela em 2004 que Armando Pinto, tem mantido um contacto regular com este órgão de informação, nomeadamente sobre a pesquisa e divulgação de dados da vida e obra desportiva do ciclista Artur Coelho.
Artur Coelho, ciclista do FC Porto, nasceu em Felgueiras mas, depois, juntamente com a sua família, passou a residir em Vizela.
Armando Pinto escreveu um livro sobre o saudoso ciclista obra que foi apresentada publicamente na Biblioteca de Felgueiras em Março de 2020 com a presença de diversas entidades e familiares de Artur Coelho.
Ontem foi distinguido na Gala anual do FC Porto com o Dragão de Ouro Sócio do Ano.
O livro apresenta a biografia desportiva de Artur Coelho com suporte em recortes de jornais e revistas da época.
O pai de Artur Coelho dispunha de uma oficina de reparações de bicicletas na rua Dr. Abílio Torres em Vizela que após a sua morte passou a ser gerida pelo filho Joaquim Coelho (bombeiro do Quadro de Honra de Vizela, irmão da Lininha Parteira, Rosinha Enfermeira, Lurdes Florista, Teresa e Carlos) e atualmente sobre a gerência do filho deste Jorge Coelho em Belmense.
ARTUR COELHO segundo Armando Pinto
"Efectivamente, Felgueiras deve orgulhar-se de ser natural do concelho o antigo ciclista Artur Coelho, atleta famoso que se alcandorou a lugar de destaque no panorama velocipédico nacional na década de 50, com carreira desportiva de alto nível entre 1955 até 1961. Tendo sido Artur Coelho na realidade um Ás do pedal, vencendo mesmo provas importantes ao serviço do F. C. Porto, do qual o referido Felgueirense foi exímio ciclista como grande “sprinter”, especialista nas chegadas em pelotão dos finais de etapas e de circuitos, como até de contra-relógios. Atleta que teve carreira saliente, entre muitas vitórias, por triunfo alcançado na Volta de São Paulo-Brasil, em ter sido camisola amarela várias vezes e vencido diversas etapas na Volta a Portugal e ter ido em dois anos consecutivos à Volta a Espanha em representação da selecção Nacional de ciclismo.
A este personagem dedicamos já, há alguns anos, umas crónicas escritas no Semanário de Felgueiras. Podendo reavivar-se mais sua memória, com algumas dessas e outras recordações… ilustrando o texto com imagens da colecção do autor.
Logo no ano do seu aparecimento, em 1955, incluiu a equipa do FCP que venceu colectivamente a clássica Porto-Lisboa, na “classificação por equipas” (prova a nível individual vencida também por um atleta das Antas) e, depois, na sua “Volta” de estreia, também em 1955, teve vitória em célebre etapa Tomar-Figueira da 18ª edição da “Volta a Portugal, obtendo Artur Coelho, nessa Volta/55 ainda dois terceiros lugares noutras duas etapas, na segunda entre Porto e Vila do Conde e na sétima entre Viseu e Porto, alcançando por fim, na classificação geral final o 4º lugar (atrás do vencedor Ribeiro da Silva, do Académico, e dos 2º e 3º, respectivamente, Sousa Santos, do Porto, e Alves Barbosa, do Sangalhos), tal qual ainda foi 4º na classificação especial do Prémio da Montanha. Além de se ter sagrado vencedor colectivamente, pois que o conjunto do F. C. Porto venceu na classificação por equipas, como venceu a Taça A Bola. No ano seguinte, alcançou também a quarta posição no Campeonato Nacional de Fundo e, na “Volta” de 1956 foi Artur Coelho o primeiro dono da camisola amarela, mediante vitória no circuito portuense da etapa inicial (na pista do Estádio do Lima), envergando aquele símbolo da liderança logo à partida do Porto. Posição de primeiro classificado que manteve até à 3ª etapa, tendo nos correspondentes percursos, das ligações em que envergonhou o “maiot” amarelo, sido quinto na chegada à meta. E, nessa 19ª edição da Volta, Artur Coelho teve mesmo um activo papel, posicionando-se sempre entre os melhores, tanto aconteceu por duas vezes em que fez o 2º lugar noutras duas etapas, mais um 3º lugar em quatro etapas, foi 4º numa outra e 5º por duas vezes em igual número de etapas (numa das quais de contra-relógio), terminando essa Volta na 9ª posição geral.
Aumentando a pedalada, obteve depois a brilhante vitória no Brasil, em 1957, na clássica chamada “9 de Julho” de São Paulo, a Volta ao Estado de São Paulo, terminada vitoriosamente a 11 de Julho de 1957. Tal como, no mesmo ano, em França, conquistou honroso 2º lugar, a 6 segundos do triunfador, no “Paris-Evreux”. Tendo assim dado nas vistas, no mesmo ano integrou a selecção nacional que participou na Volta a Espanha de 1957. E, nessa época de 1957 foi ainda o triunfador do Circuito dos Campeões, disputado na Figueira da Foz. Depois, em 1958 foi vencedor da Volta ao Porto (prova que então era famosa, e noutros anos mais recentes teve denominação de Grande Prémio do Porto, com edições desde 1926 até 1994, por ora). Ano aquele de 1958 que foi até deveras frutuoso, perante vitórias sucessivas, sendo vencedor do Circuito de Garcia, do Circuito de Grândola e do Grande Prémio Vilar. Como voltou a participar na Volta a Espanha, integrado na selecção portuguesa que alinhou em 1958 na importante prova do calendário internacional. Tal como em 1959, repetiu vitória na seguinte edição anual do Grande Prémio Vilar. Ao passo que, na Volta a Portugal desse ano 1959, somou saborosas vitórias em duas etapas, tendo Artur Coelho triunfado na meta da etapa Estremoz-Castelo Branco e vencido o contra-relógio individual entre Covilhã-Guarda, obtendo ainda por duas vezes o 3º lugar noutras tantas etapas e o 2º posto numa; com a curiosidade de nessa etapa, saída de Pedras Salgadas e chegada a Braga, durante o correspondente percurso com passagem por Felgueiras, Coelho ter “forçado” para se mostrar na terra onde nascera, vila de Felgueiras… e com isso ter ajudado o colega portista Carlos Carvalho a ganhar distância para ser o vencedor dessa mesma Volta/59.
Mantendo a pedalada ainda em bom ritmo, em 1960 Artur Coelho venceu uma etapa do Grande Prémio Vilar, enquanto na Volta/60 conseguiu ser 4º à segunda etapa, tendo depois servido mais a equipa, ajudando Sousa Cardoso a manter a amarela de primeiro desde a 5ª até à 15ª etapas, chegando ao final esse sorridente ciclista azul e branco, colega de Coelho, como destacado vencedor. Por fim, em final de trajecto, Artur Coelho deu bem um ar de sua graça na Volta a Portugal de 1961, vencendo uma etapa, ao segundo dia de corrida, na etapa disputada em circuito à volta de Espinho, nessa Volta de que foi vencedor final seu colega de equipa Mário Silva.
Além da colaboração referida, durante essas vistosas participações, Artur Coelho teve também sua quota-parte no trabalho de equipa contributivo para outros triunfos individuais de colegas, bem como colectivos do F. C. Porto alcançados nas classificações de equipas nas Voltas de 1955, 58 e 59."
Parceiro - Tetris
Casa FC Porto - Marco de Canaveses
Funcionário - Fernando Machado
Projeto - Ricardo Vasconcelos
Seccionista - José Soares
Modalidades Amadoras - Carla Oliveira (Boccia)
Modalidades de Pavilhão - Gonçalo Alves (Hóquei em Patins)
Dedicação - Pedro Machado (Basquetebol)
Revelação - Mateus Mide (Futebol)
Atleta - Diogo Costa (Futebol)
Futebolista - Victor Froholdt
Equipa - Futebol sénior masculino
Treinador - Francesco Farioli (Futebol sénior masculino)
Carreira - Teófilo Cubillas
Sócio - Armando Pinto
Recordação - Ilídio Pinto
Vintage - Paulo Futre
Dragão de Honra - António Nicolau d'Almeida




