"Mortes Anunciadas (parte 2)"

Opinião do Eng. Adelino Campante (empresário vizelense e membro do Movimento para a Restauração do Concelho de Vizela) em resposta ao texto de Francisco Ferreira, primeiro presidente da câmara de Vizela, "Castelo não foi aprovado pela CCDRN para sede da Câmara"

Uma morte anunciada (Comentários a comentários)

Se em 2020 ainda há estórias a correr, as tais disse que disse, não é minha a responsabilidade pela sua existência. Quanto a bom tom é-me usual mas sem ostentação.
As explicações agora dadas transcendem em muito o âmbito da minha exposição. Surgiu agora uma oportunidade e penso que houve a intenção de esclarecer muita gente. Só ontem consegui ler o texto completo com todos os comentários efetuados. Vou apenas falar dos que me tocaram.

“Foi preponderante a opinião da CCDRN quanto à localização e dimensão do edifício …. Foram de opinião que o Edifício do Castelo, era pequeno, muito difícil de adaptar para sede da Câmara Municipal, perdendo funcionalidade”

Verifico que apenas foi considerado o edifício existente. Não foi posta a hipótese de acrescentar na traseira um edifício funcional, harmonioso e capaz para complementar o edifício antigo.
A opinião foi portanto baseada apenas no tamanho do edifício antigo. Havia ainda terreno próprio com cerca de 7000 m2. À frente, do outro lado da rua, também havia espaço que julgo na época já pertencer à CMV. A opinião dada pelos dois técnicos foi portanto condicionada pelos pressupostos que lhes foram apresentados e não era vinculativa. Serviu apenas para justificar uma intenção que havia.

A CMV tomou a decisão política que entendeu e quis. Não foi referida a data em que foi comprado o castelo e o terreno. Não sei se foi comprado antes ou já após as decisões tomadas pela CMV. Ficou infelizmente um Elefante Branco que em 2020 está ainda por resolver.
Estranhei a preocupação em relação ao Sr. Armando Antunes. Ele, que eu considero um grande Vizelense, apenas referiu que teria preferido outras localizações e citou 2 ou 3. Concluo que afinal a ida da CMV para o Forum foi muito trabalhosa e as contrariedades não esmoreceram a intenção. Mas não era este o tema que eu tratei. O meu tema era sobre Mortes Anunciadas e foquei outros casos além deste.
Ninguém está livre de que lhe arda a casa. Mas há situações em que é mais fácil elas arderem. A CMV anunciou e muito bem que vai pedir um relatório para avaliar da estabilidade do edifício do Castelo. Há que prevenir.
Relativamente à freguesia de S. João referia-me a um problema de desertificação e de estar como que esquecida e não de crescimento. Mas esse é um problema que também dirá respeito a parte de S. Miguel. Falarei ainda sobre este tema e não será por “bairrismo doentio”.
Quanto às mortes anunciadas o problema mantém-se e há que lhe prestar muita atenção. Acabo de ver na TV a notícia de abertura das Termas de S. Pedro do Sul e Chaves. Era importante que o sistema de saúde subsidiasse novamente os tratamentos termais.
Oxalá as nossas termas também abram e tenham muito êxito. Será bom para o comércio local.

A. Campante

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