COMUNICADO - O Núcleo de Vizela do Bloco de Esquerda, vem a público denunciar e repudiar veementemente o brutal atentado urbanístico e ambiental perpetrado pelo Executivo de Victor Hugo Salgado junto à Igreja de São Miguel (Rua da Vinha), onde uma mancha verde arborizada foi friamente substituída por um deserto desproporcional de calçada granítica.
Numa ação aparentemente conduzida sem qualquer aviso prévio, fundamentação pública ou consulta aos moradores, a autarquia procedeu ao corte radical de várias árvores de grande porte e perfeitamente saudáveis que ladeavam a Rua da Vinha, eliminando uma mancha verde significativa que caracterizava e protegia (sombreamento e proteção térmica) a envolvência da paróquia e moradores locais. As imagens (em anexo) não deixam margem para dúvidas: árvores aparentemente saudáveis foram reduzidas a cepos para dar lugar a um deserto desproporcional de calçada granítica, num claro retrocesso ambiental na gestão do espaço público.
Segundo imagens obtidas no local, nos últimos dias, a aparente justificação para esta destruição radical, e quase total impermeabilização do solo, foi construir um passeio de aparentes dimensões aberrantes, despido de qualquer vegetação, e sem qualquer utilidade pública pedestre proporcional.
Esta intervenção constitui um exemplo gritante de uma política de "betonização" e marketing político, aliada pela soberba, falta de transparência e fuga constante ao escrutínio das várias forças políticas que tem caracterizado a governação de Victor Hugo Salgado. Ignorando por completo as diretrizes internacionais de adaptação às alterações climáticas — que exigem a preservação de solos permeáveis e o reforço de árvores de grande porte nas malhas urbanas para combater as ilhas de calor —, a Câmara Municipal de Vizela optou por criar um espaço estéril, cinzento e hostil para quem ali reside ou passa, seguindo uma narrativa unilateral em detrimento da preservação ecológica e do diálogo com a comunidade.
O Núcleo de Vizela do Bloco de Esquerda já formalizou junto do Gabinete do Presidente um pedido urgente de esclarecimentos técnicos e políticos, e colocou várias questões às quais esperamos receber resposta no mais breve tempo possível. É imperativa, desde já, a divulgação imediata dos relatórios fitossanitários que supostamente legitimaram os abates e a apresentação do projeto urbanístico que norteou esta obra estéril. Os vizelenses têm o direito de saber se o erário público está a ser usado para destruir a qualidade de vida da cidade em nome de interesses puramente estéticos.
Os 70% de votos obtidos pelo atual executivo não conferem ao Presidente um "cheque em branco" para governar de costas voltadas para o ambiente e para as regras básicas da democracia local. O Bloco de Esquerda continuará ativo e focado em denunciar o arbítrio, estando também na primeira linha do escrutínio social e ecológico em Vizela, provando que a ausência de deputados municipais eleitos não calará a voz da população que exige transparência, ecologia, qualidade de vida e respeito pelo património comum dos vizelenses.
Vizela, 1 de junho de 2026
O Núcleo de Vizela do Bloco de Esquerda


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