GNR reforça dispositivo de patrulhamento e videovigilância em todo o território nacional face ao aumento severo das temperaturas


Em virtude das previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um agravamento severo do perigo de incêndio rural em Portugal Continental, caracterizado pela subida acentuada das temperaturas, vento forte e uma redução acentuada da humidade relativa do ar, a Guarda Nacional Republicana (GNR) ativou um reforço especial do seu dispositivo técnico e humano.

Esta operação visa garantir uma resposta robusta na prevenção, vigilância e deteção precoce de incêndios rurais, a proteção das populações e a salvaguarda do património florestal nacional.

Sob a coordenação da GNR, através da Diretiva Integrada de Vigilância e Deteção de Incêndios Rurais (DIVDIR), todas as entidades com participação ativa no Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) estarão alerta, designadamente a própria Guarda, que irá incrementar o patrulhamento de visibilidade nas zonas florestais e agrícolas, de forma diretamente proporcional ao nível de risco verificado.

A Guarda mobilizou as suas várias valências operacionais, incluindo a vertente Territorial, de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), Trânsito e Investigação Criminal, direcionando o foco para os locais com maiores índices de risco, histórico de ignições ou causas dolosas.

Para assegurar uma cobertura eficaz, dissuasora e de proximidade às populações, a resposta da GNR assenta num expressivo reforço de meios humanos e tecnológicos:

·         Patrulhamento terrestre alargado, com ativação de uma média diária de 210 patrulhas móveis na rua, alcançada através da realocação de meios de outras valências, do empenhamento da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) e do balanceamento estratégico para as regiões mais vulneráveis;


·         Parceria com as Forças Armadas, com a integração de 20 patrulhas adicionais das Forças Armadas, sendo 10 dedicadas especificamente à Zona Afetada pela tempestade Kristin, e as restantes distribuídas pelos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Santarém, Vila Real e Viseu;


·         Videovigilância remota, através da monitorização contínua de cerca de 7 milhões de hectares através de uma rede fixa composta por 147 torres de Acompanhamento Remoto de Videovigilância Florestal;


·         Empenhamento da Rede Nacional de Postos de Vigia (RNPV), com 80 postos de vigilância ativos no terreno, operados por 320 vigilantes;


·         Atuação de 23 Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF), com um empenhamento de 140 militares altamente especializados na gestão de informação florestal;


·         Emprego de sistemas de aeronaves não tripuladas (drones) da UEPS e o suporte de um drone de asa fixa da Força Aérea, cuja atividade em articulação com a Guarda se iniciou esta sexta-feira, dia 19 de junho.


Desde o início do ano, no âmbito do dispositivo de vigilância e deteção de incêndios rurais, a GNR realizou 22 954 patrulhas, às quais acrescem 4 151 patrulhas efetuadas pelas restantes entidades do SGIFR, num total de 27 105 ações de vigilância e deteção. Estas ações permitiram identificar 718 suspeitos e deter 120 indivíduos pelo crime de incêndio florestal e registar 3 588 incêndios rurais.


Relativamente às causas apuradas nos incêndios investigados pela GNR, verifica-se que:


·         59,7% resultam do uso negligente do fogo, nomeadamente queimas e queimadas;


·         15,0% correspondem a causas indeterminadas;


·         11,6% resultam do uso intencional do fogo;


·         7,8% têm origem acidental, associada sobretudo a transportes e comunicações;


·         5,3% resultam de reacendimentos;


·         Por último, 0,5% têm origem natural.

As ações de vigilância irão igualmente priorizar os concelhos afetados pela tempestade Kristin, bem como as zonas com maior probabilidade de ocorrência de incêndios rurais, incidindo particularmente na deteção e cessação de comportamentos ilícitos associados à génese dos incêndios, designadamente queimas, queimadas, uso indevido de maquinaria e outras atividades de risco.

Apesar do elevado nível de prontidão da GNR, a segurança da floresta depende da responsabilidade de cada cidadão!

Nos dias em que o risco de incêndio se fixe nos níveis Muito Elevado ou Máximo, é estritamente proibido:

·         Fumar, fazer lume ou fogueiras nos espaços florestais e agrícolas;

·         Realizar queimas ou queimadas de sobrantes;

·         Lançar foguetes e balões de mecha acesa;

·         Fumigar ou desinfestar apiários, exceto se os fumigadores possuírem dispositivos de retenção de faúlhas;

·         Circular com tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape.

A Guarda Nacional Republicana permanece em total prontidão para salvaguardar o património natural do país.

Para o esclarecimento de dúvidas ou para a denúncia de infrações rurais e ambientais, os cidadãos têm à disposição, 24 horas por dia, a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520).


 


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