FC Porto tratou relvado do FC Vizela. Marco Silva não trouxe o fato.


Com os campeonatos profissionais à porta rebuscamos duas situações vividas em Vizela em tempos idos mas que apesar da sua longevidade vêm ao encontro de casos atuais.

QUEIXA DE RELVADO 

O FC Porto vai avançar com uma queixa à Federação Portuguesa de Futebol devido às condições em que se encontrava o relvado do Estádio Cidade de Coimbra, onde disputou e venceu a Supertaça Cândido de Oliveira no último sábado. Além disso, o clube azul e branco vai pedir uma indemnização devido à lesão do defesa Jan Bednarek.

Esta situação faz-nos recuar para o dia 20 de Outubro de 2012. Nesta data o FC Porto defrontou no estádio do Vizela o CCD de Santa Eulália em partida da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. 

O Presidente Pinto da Costa, cauteloso, pediu autorização ao Futebol Clube de Vizela para o seu Clube tratar do relvado vizelense dias antes do jogo de forma a não ter surpresas desagradáveis como a ocorrida no sábado com o seu jogador Bednarek que vai estar parado alguns dias gerando o estado do relvado de Coimbra grande celeuma.

Autorizado pelo presidente vizelense Eduardo Guimarães, os técnicos de relva do FCP estiveram em Vizela o tempo necessário e a intervenção serviu os três clubes: o Porto porque afastou o receio de lesões, o Santa Eulália porque iria jogar no mesmo recinto e o FC Vizela que teve à borla o tratamento do relvado natural.

Em Vizela tudo correu de feição ao FC Porto (venceu a eliminatória por 0-1 com golo de Danilo aos 29 minutos) pois apesar de ter pela frente um CCD de Santa Eulália muito aguerrido que discutiu a eliminatória até final do jogo, não registou lesões nos seus jogadores como pretendia e das quais se lamenta e queixa do jogo de sábado no estádio Cidade de Coimbra. 


O FATO DE MARCO SILVA

No dia 17 de Dezembro de 2014 o FC Vizela recebeu o Sporting em jogo da Taça de Portugal (por falta de iluminação artificial do estádio do Vizela, o jogo realizou-se em Moreira de Cónegos. 

Nessa altura, o Sporting já andava de candeias às avessas com o seu treinador.

Marco Silva esteve no banco a orientar a equipa sem fato...e isso fez parte do processo de despedimento. 

Durante algumas épocas, Marco Silva esteve no estrangeiro  porém a sua contratação por parte do Benfica fez alguns órgãos de informação, em tempo de seca de notícias como é a pré época dis clubes, rebuscar a história do fato.

Na altura o Observador, por Diogo Pom escreveu:

"Ter um fato vestido implica um casaco, uma camisa, um par de calças e uns sapatos bonitos. Marco Silva não teve nada disso em Vizela. O treinador vestiu-se com equipamento desportivo, um fato de treino do clube (Sporting), e foi assim que esteve a dar ordens no banco a 17 de dezembro de 2014. Foi essa imagem — a de um treinador despido de fato e vestido à Sporting — que a direção dos leões estampou na capa da nota de culpa, um documento com mais de 400 páginas, que entregou na quinta-feira a Marco Silva. É lá que estão as justificações nas quais o Sporting vê a justa causa para despedir o treinador. O problema é que, do outro lado, dizem que “só uma coisa é verdade": O fato. 

O que Marco Silva não tinha em Vizela, mas que vestiu em 50 e tal jogos durante a época. O fato que era sempre o mesmo porque o Sporting, que firmou um acordo com uma marca de roupa, só deu um exemplar ao treinador. Houve alturas em que o calendário apertou e dezembro foi uma delas. Antes e depois de, a 17, ir jogar ao norte, o Sporting jogou a 14 (em Alvalade, contra o Moreirense) e a 21 (na Madeira, frente ao Nacional) para o campeonato. Um fato não chegou para tanto jogo e o treinador teve que escolher — optou por usá-lo nas partidas da liga. Mas a obrigação de o vestir em todo e qualquer jogo constava no regulamento interno do clube. O lado de Marco Silva reconhece-o e dá a mão à palmatória"

Marco Silva: a verdade está no fato

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O Sporting acusa Marco Silva de muita coisa para justificar o despedimento por justa causa, mas o treinador diz que, fora as que prescreveram, só uma é verdade: o fato que não vestiu."




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