Dos jornais da época quente:
"A CP procede à recolocação da via férrea, mas os sinos começam a tocar a rebate, apelando à concentração do povo. Os vizelenses impedem a reparação da linha. Os funcionários da CP utilizados nos trabalhos são apedrejados. A GNR chega ao local. Há confrontos.
O balanço final é trágico: 20 feridos (3 militares da GNR). Os vizelenses feridos foram atendidos no Hospital de Vizela (foto). Entre os clínicos estava o Dr. Francisco Ferreira que viria a ser o primeiro presidente da Câmara Municipal de Vizela.
Os feridos foram os seguintes: Carlos Alberto Freitas, de 21 anos, que apanhou com uma bala no pescoço e foi internado em estado grave no Hospital de S. João no Porto, vindo a salvar-se. António Abreu, com chumbo numa coxa; Laurinda Mendes, com crise anginosa, provocada por gases lacrimogéneos; Avelino Costa, com perfurações provocadas por chumbo; José Maria Mendes da Costa, com intoxicação e ferida incisa na região frontal; Maria Helena Pereira com intoxicação; Mário Augusto Teixeira, com escoriações diversas; António Silva Pinto, com bala alojada num braço; Jaime Anjos Andrade, com bala na cabeça. A estes cidadãos juntaram-se mais 30 feridos ligeiros que ficaram por identificar devido à precipitação dos acontecimentos.
(IMPRENSA de 6 de agosto de 1982)

