Vizela é o único concelho socialista no norte de Portugal
O mapa de Portugal pintado com as cores laranja (AD); rosa (PS) e azul marinho (Chega) resultante do escrutíneo eleitoral de ontem apresenta uma curiosidade que, certamente, ficará imortalizada: em 18 de maio de 2025, Vizela foi o único concelho do norte de Portugal a dar vitória ao Partido Socialista.
O concelhos mais próximos de Vizela onde o Partido Socialista venceu foi Condeixa-a-Nova, zona centro-litoral, a 172 km de distância e Belmonte, também no centro mas nas Beiras, a 272 km de distância.
Com 21.909 eleitores inscritos no concelho de Vizela, o Partido Socialista venceu com 4510 votos mais 256 votos que a AD segunda classificada.
O PS venceu nas três maiores freguesias (S. Miguel, S. João e Santa Eulália) e em Santo Adrião de Vizela.
É verdade que a margem para os seus perseguidores é das mais apertada de sempre, todavia não deixa de ser notável o pontinho cor rosa de um concelho pequeno (24 km2) no meio de um imenso espaço laranja, o norte de Portugal.
Vizela com 10⁰ melhor nacional para o IL
De Ricardo Fernandes, Líder do Iniciativa Liberal de Vizela e 8⁰ da lista por Braga) recebemos a seguinte nota:
"As eleições de ontem mostraram que há cada vez mais portugueses que querem ACELERAR PORTUGAL no sentido certo.
Braga e Vizela destacam-se entre os concelhos onde mais aumentámos a votação e onde se sente com força, a vontade de fazer diferente.
Décimo melhor resultado a nível nacional, Vizela!
Obrigado a todos os que acreditam num país mais livre, mais justo e mais próspero. Estamos juntos para ACELERAR PORTUGAL!"
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CONCELHO DE VIZELA
PS - 4510 votos
AD - 4254
CH - 3452
IL - 1139
BE - 320
CDU- 231
Pedro Nuno Santos demitiu-se e o PS vai a eleições internas
Pedro Nuno Santos sai de cena para não estorvar o PS
Partido terá eleições internas perante uma das maiores derrotas eleitorais. “Estarei cá para dizer o que penso”, disse secretário-geral.
Pedro Nuno Santos afirmou, este domingo, que deixará de ser líder do Partido Socialista "a partir do momento em que puder". "O PS deve tomar as decisões que deve entender, sem estar condicionado pela minha liderança", justificou o socialista.
Estas são as notícias da noite eleitoral de ontem avançadas pelo JN e CM.
Pedro Nuno Santos deixa o partido depois duma derrota estrondosa que contribuiu para pintar o país de cor de laranja com uma grande vitória da AD.
Saiu caro a Pedro Nuno não ter levado o seu partido a abster-se na moção de confiança ao anterior Governo.
Quanto a Vizela, o único concelho do Minho com vitória socialista, Pedro Nuno, apesar da vitória local, também não deixou de ser penalizado face à posição que muitos socialistas vizelenses consideraram "precipitada" sobre Victor Hugo Salgado obrigando o autarca de Vizela a abdicar da liderança da Federação Distrital de Braga do Partido Socialista e negando lhe o apoio nas eleições autárquicas. Sem uma liderança firme na Federação ficou à frente dos olhos de todos que o PS distrital andou à deriva nesta campanha eleitoral. Passou de 6 para 5 deputados eleitos.
O futuro passa agora pela nova liderança do secretariado nacional do PS pois um empate eleitoral com o Chega nem as piores ou melhores sondagens o previam.Pedro Nuno alertou para os "perigosos avanços da extrema direita que deve ser combatida nas palavras e nas ações".
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AD SAI REFORÇADA
AD sai reforçada mas fica nas mãos do Chega. PS muda de líder após razia da Esquerda
O país assistiu a umas eleições sem precedentes, em que a Esquerda saiu arrasada e Pedro Nuno Santos anunciou que deixa a liderança socialista. O PS ficou empatado nos 58 deputados com o Chega, que poderá consagrar-se como segunda força do Parlamento se voltar a ter vantagem na hora de somar os círculos da emigração. André Ventura já reclamou este título e fará a vida difícil à AD após Luís Montenegro ter reforçado a votação, mas longe da maioria necessária, mesmo com a IL. Já o líder socialista vai pedir eleições diretas para “não ser um estorvo” ao PS e a um hipotético cenário de bloco central. Também o BE assumiu a pesada derrota e só o Livre contrariou o descalabro.
A Aliança Democrática reforçou, neste domingo, a força no Parlamento, alcançando 32,1% dos votos e um total de 89 deputados. PS e Chega conseguem 58 deputados, seguidos pela IL com nove. O Livre conseguiu seis e a CDU três. BE, PAN e JPP elegem um deputado cada. Pedro Nuno Santos demitiu-se da liderança do PS.
André Ventura retirado doente do palco
O presidente do Chega, André Ventura, sentiu-se mal, esta terça-feira, enquanto discursava numa ação de campanha em Tavira, no Algarve. O cabeça de lista do partido por Lisboa colocou a mão no peito e acabou por ser levado do local por seguranças. (Vídeo)
Entretanto, chegaram ao local elementos dos Bombeiros Municipais de Tavira que estão a assistir o presidente do Chega no local, assim como uma ambulância do INEM de suporte imediato de vida.
Mais tarde
André Ventura, que se encontrava esta noite no Hospital de Faro, terá sofrido uma crise de hipertensão, que o levou a sentir-se mal durante o discurso que proferia no jantar-comício de Tavira, esta terça-feira à noite.
No Hospital de Faro foi montado um forte dispositivo de segurança, com elementos das Equipas de Intervenção Rápida da PSP e foi pedida identificação aos utentes que entravam na unidade.
O médico Christian Chauvin, que assistiu Ventura, esclareceu aos jornalistas este foi levado ao hospital para a realização de exames por decisão da equipa médica, acrescentando que o líder do Chega se encontra bem e consciente.
SAÍDA DO HOSPITAL
O presidente do Chega, André Ventura, saiu, esta quarta-feira, do Hospital de Faro, onde entrou na terça-feira à noite com uma “alteração da tensão arterial". Está já sem sintomas e teve alta “apenas com recomendação de repouso e vigilância”. O líder do partido não prestou declarações aos jornalistas à saída.
Miguel Pinto Luz vincou em Vizela mais-valias do setor social
Miguel Pinto Luz vincou em Vizela mais-valias do setor social para reforçar capacidade de resposta do Estado, em áreas como a saúde, a educação e a ação social.
Ministro das Infraestruturas e Habitação, participou hoje nas ações de campanha que a candidatura da AD – Coligação PSD/CDS no distrito de Braga levou a efeito no concelho de Vizela.
O setor social, a saúde, as acessibilidades e a atividade económica mereceram a atenção dos candidatos a deputados da AD, numa jornada que incluiu ainda o contacto com a população.
Miguel Pinto Luz fez questão de frisar “a marca diferenciadora do governo AD, que cumpriu os compromissos, sempre livre de complexos ideológicos e focado em trabalhar, resolver problemas e tomar decisões que contribuíram para melhorar a vida dos portugueses e do país”.
Referindo-se particularmente ao setor da saúde, ação social e incluindo também a educação, Pinto Luz destacou as mais-valias que o setor social – além da iniciativa privada – podem representar para reforçar e melhorar os serviços públicos que o Estado tem a obrigação de prestar a todos os cidadãos.
“A nossa visão é de um Estado Social em complementaridade, também no que toca ao Serviço Nacional de Saúde, à Educação e à Solidariedade. Seria um erro vital, e até mesmo imoral, se o Estado não tirasse partido da capacidade instalada no setor social e cooperativo”, afirmou o ministro e candidato a deputado pelo círculo eleitoral de Lisboa.
Na visita à Santa Casa da Misericórdia de Vizela, Pinto Luz deu conta da preocupação em “dar mais condições às pessoas que trabalham no setor social”, procurando equilíbrio e cooperação para garantir adequadas condições de trabalho aos profissionais dos serviços públicos, designadamente na saúde, educação e ação social.
A candidatura da AD-Coligação PSD/CDS esteve também na empresa ‘Mundotêxtil’, onde o ministro em funções destacou a aposta estratégica do governo liderado por Luís Montenegro na promoção de condições favoráveis ao investimento e crescimento económico do país, favorecendo o aumento das remunerações e dos rendimentos dos trabalhadores.
Miguel Pinto – que ontem à noite esteve também com o líder da candidatura da AD no distrito, Hugo Soares, numa ação em Barcelos – apontou ao ambiente de estabilidade social e de confiança que se verifica no país, num “claro contraste em relação à situação de caos em que, há um ano, os socialistas deixaram o país”.
“É uma enorme diferença. Em menos de um ano de governação, temos já um legado de obra feita, de grande sucesso e pelo qual nos honramos poder responder e prestar contas perante todos os portugueses. Temos a vantagem de contar com um primeiro-ministro preparado, um verdadeiro líder que coloca as pessoas no centro das suas preocupações”, sustentou Pinto Luz, que esteve acompanhado dos candidatos a deputados Ricardo Araújo, Emídio Guerreiro e a vizelense Ana Catarina Peixoto, assim como o candidato autárquico Jorge Pedrosa.







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