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FC Vizela torna mais real sonho do regresso à I Liga


Equipa vizelense está a 6 pontos dos lugares de subida de divisão (ocupados por Tondela e Penafiel) e neste momento é a melhor a praticar futebol como se viu nas sete jornadas sob o comando técnico de Fábio Pereira onde não teve rival à altura.

Ontem, diante duma equipa com a qual tinha perdido  na primeira volta por 1-2 (na era espanhola de Rubén de la Barrera), os jogadores vizelenses demonstraram garra e rubricaram, na etapa complementar, os melhores 45 minutos da época acabando o resultado (2-4) por se manifestar escasso ante um adversário nitidamente derrotado por k.o. no segundo assalto e que poderia até ser atingido por meia dúzia de golos numa partida em que os atletas  de Fábio Pereira arregaçaram mangas debelando dois empates decorrentes no jogo ( o 1-1 e o 2-2) para um final épico de 2-4. É apenas um degrau na escada da subida mas que deixa os vizelenses de olhos postos no cimo contrariamente a um passado recente em que os olhos estavam virados para baixo onde ficam as botas dos pitons sem cordões e almofadadas que vieram substituir as pesadas chuteiras de travessas.

Como tudo na vida, o Vizela deve continuar a manter nas jornadas que faltam disputar a humildade de jogo (ser presunçoso e arrogante é para pessoas sem categoria alguma) pois só assim poderá entrar no reino dos céus dos grandes onde habitam os maiores clubes do futebol português. 

Segue se a visita do Leixões (domingo, 11h00, à hora da missa) e, certamente, o Estádio do FCV,  vai registar uma grande moldura humana de apoiantes vizelenses. Assim se espera para levar a nau (ou traineira) a bom porto.

As três épocas em que o FCV participou no principal campeonato português incutiu nos vizelense a ideia legítima de que essa é a prova que a Terra, a Futebol Clube de Vizela-Futebol SAD e o clube (cuja Direção liderada por Eduardo Guimarães termina mandato em Dezembro próximo), merecem e pela qual devem continuar a sonhar e a aspirar sendo presentemente hoje esse sonho mais palpável.

Foi essa tenacidade e exigência de luta que o Povo de Vizela impôs a si próprio e o levou a conquistar, perante poderosos adversários e debaixo de pedradas, balas de borracha, aldrabices, jogos cobardes de bastidores e gás lacrimogéneo, um concelho na rua cuja vitória foi efusivamente festejada a 19 de Março de 1998 e da qual o FC Vizela foi um dos premiados.

Força Vizela. A I Liga é já ali.

👉DIGITAL DE VIZELA 


- Foto Torreense


Quando a morte é mais injusta


 Um manto de tristeza cobriu a vila de Santa Eulália completamente na partida de um dos seus amados filhos. Os contornos do passamento de Diogo tornam ainda mais duro esse desenlace. 

Os 30 anos não são uma idade para se morrer (Cristo morreu aos 33) mas sim um tempo para se alicerçar projetos, alavancar sonhos e concretizar aventuras.

Diogo era jovem, dizem muitos comentários das redes sociais que "era um rapaz bonito", pertencia a uma humilde e amada família de Santa Eulália de Vizela, já não tinha pai mas vivia sob o véu exuberante da sua preciosa mãe...aquela que teve o mais terrível choque de que pode ser acometido uma mãe: encontrar sem vida o seu filho.

Amigos, muitos amigos recorreram às redes sociais para prestarem a sua última homenagem ao "bom Amigo Diogo" que ninguém queria ver partir na pujança da idade com tanta vida para viver e ser vivida e hoje, esses amigos desfalcados, acham tudo tão efémero, tão volátil e tão frágil e injusto - mesmo que não entendam o âmago do ser e sentir de quem recusa pedir ajuda para o turbilhão que esbarra a sua mente e a leva ao precipício.

O Hotel Bienestar Termas Vizela, onde Diogo foi rececionista até 2023, não esqueceu, em nome de toda a equipa hoteleira, de lhe prestar publicamente uma singela homenagem que pode ler em baixo. 

A morte é sempre injusta e cruel, todavia há casos em que ela não pode ser mais fria, distante e francamente dolorosa como esta e outra que abordamos. 

Como escreveu alguém: "Que Deus na Sua infinita misericórdia Seja amparo daqueles que sofrem...e não mereciam, em tempo algum, passar esta dolorosa treva ". DDV








O funeral de Diogo Cardoso realiza-se esta terça feira às 15 horas em Santa Eulália de Vizela. 
Sentimentos a todos os seus familiares especialmente à sua mãe e irmãos. 


Conservar em casa medicamentos desnecessários ou ultrapassados no prazo pode constituir um risco


Agosto, aquele mês que associamos a descanso, férias, “seally season”, festivais, música, esplanadas, turismo, viagens, e tantas outras coisas que nos transportam para a descontração e alheamento daquelas que são as preocupações dos restantes dias do ano… Porém, agosto deste ano começa com a notícia de que o Dia da Sobrecarga do Planeta chegou mais cedo do que em 2023, ou seja, no dia 1 do nosso “querido mês de agosto”. 

E o mês de todas as despreocupações inicia-se com uma realidade que não pode ser ignorada ou alvo de interregno nas preocupações de quem vive neste planeta e o quer cheio de vida: a humanidade esgotou o “saldo” de recursos naturais da Terra. Significa isto que estamos já a utilizar os recursos que deveriam começar a ser utilizados apenas no virar do ano, em janeiro de 2025. De acordo com a Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, organização não governamental de ambiente, o Dia da Sobrecarga do Planeta é calculado dividindo a biocapacidade do planeta –isto é, a quantidade de recursos naturais que a Terra consegue gerar num ano – pela pegada ecológica da humanidade, o uso de recursos que esta faz durante um ano. E nos dias de hoje, em que a procura por recursos naturais ultrapassa a capacidade de o planeta os regenerar, estamos a viver a “crédito”. 


Esta realidade leva-nos a uma reflexão sobre a sustentabilidade do Planeta, uma vez que a utilização excessiva de recursos compromete a vida dos oceanos, leva à desflorestação, à erosão dos solos, à perda de biodiversidade e ao aumento do dióxido de carbono na atmosfera, responsável pelo aquecimento global, que por sua vez provoca fenómenos meteorológicos extremos e aumento da insegurança alimentar. 


Ora, está visto que não podemos dar férias à preocupação - à forma como cada um de nós, individualmente - pode contribuir para um melhor cuidado e sustentabilidade da Terra que habitamos. 

É sob esta perspetiva que se torna pertinente abordar a preocupação com a eliminação de medicamentos fora de uso e de prazo. Mesmo em férias, é fundamental que se entreguem os medicamentos fora de uso e prazo num dos 3.247 pontos de recolha, disponíveis nas farmácias e parafarmácias de todo o país. Este é um hábito e um procedimento que devemos adotar como rotina e que deve fazer parte dos nossos dias, em férias ou fora delas. Convém relembrar que medicamentos fora de uso e de prazo colocados no lixo ou despejados nos esgotos domésticos geram contaminação nos solos e nas águas, o que prejudica o ambiente e o futuro do planeta. Por outro lado, conservar em casa os medicamentos que já não são necessários ou ultrapassaram o prazo pode constituir um risco: ou por serem novamente utilizados (automedicação) ou por poderem causar acidentes domésticos (atingindo principalmente as crianças), pelo que a entrega destes resíduos nos pontos de recolha adequados, é também uma medida de proteção da saúde pública. 

Para este mês de agosto, deixo-vos um conselho para a época balnear: seja o frasco do xarope para a tosse, as cartonagens e os blisters, contendo ou não restos de medicação, os acessórios de administração como colheres ou copos medida, entregue-os na farmácia ou parafarmácia do local onde está a passar os seus dias de férias. Descanse o corpo e a mente, mas não dê descanso à sustentabilidade e às medidas que protegem os nossos recursos naturais. 

À semelhança do quase provérbio português ‘há mar e mar, há ir e voltar’, também há férias e descanso, mas um Planeta para cuidar! 

Dr. Luís Figueiredo

Diretor-geral da VALORMED


Instabilidade condenou FC Vizela à II Liga

"O fracasso no projeto, o desagrado dos associados, o clima de tensão faziam um cenário pouco apetecível para encarar uma equipa por si só desmotivada e sem grande margem para conseguir ultrapassar o mau momento que estava a atravessar.
Balanço I Liga: Instabilidade condenou Vizela à II Liga
O Vizela foi a primeira equipa despromovida ao segundo escalão, com duas jornadas por disputar, assumindo o fracasso no objetivo da manutenção, depois de três épocas na I Liga portuguesa de futebol.
Numa época bastante atribulada para o emblema minhoto, e apesar da ambição de continuar entre os ‘grandes’, a verdade é que, desde cedo, as dificuldades foram muitas, tanto a nível de organização desportiva, como de gestão.
A instabilidade acabou por ser uma constante desde o início até ao fim. A relação entre o clube e a SAD foi, ao longo do ano, bastante divergente, o que ajudou neste quadro de inconstância e de resultados complicados.
Com a entrada de novos investidores, na temporada passada, aconteceu uma reestruturação na equipa que levou a algumas mudanças, nomeadamente do treinador Manuel Tulipa, que deixou o clube no 11.º lugar da I Liga 2022/23.

O espanhol Pablo Villar, de 36 anos, um ‘desconhecido’ que passou por clubes como o Pohronie, da Eslováquia, e o Riteriai e o Vílnius, da Lituânia, chegou no início da temporada e ficou até à 14.ª jornada, numa altura em que os vizelenses ocupavam a 17.ª posição, somando apenas duas vitórias e quatro empates.
O fracasso no projeto, o desagrado dos associados, o clima de tensão faziam um cenário pouco apetecível para encarar uma equipa por si só desmotivada e sem grande margem para conseguir ultrapassar o mau momento que estava a atravessar.
Para substituir Villar, o Vizela contratou mais um treinador espanhol, desta feita Rubén de la Barrera. O técnico, de 38 anos, que treinava a seleção de El Salvador, assinou um vínculo válido por uma época e meia, até junho de 2025.
A instabilidade nos resultados manteve-se e, à 32.ª jornada, em casa do Moreirense, perdeu por 1-0, somando o sétimo encontro, para carimbar a sentença de descida à II Liga.

Individualmente, foram dois os jogadores que mais se destacaram ao longo da temporada e assumiram um papel fundamental para que o cenário não fosse pior, o médio Samu e o avançado francês Essende.
Essende, que apontou 15 golos, tornou-se o melhor marcador da história do clube na I Liga e poderá ser uma fonte de rendimento, perspetivando-se que seja vendido, enquanto Samu, o eterno ‘capitão’ e titular indiscutível, foi uma peça muito importante dentro e fora do balneário.
O Vizela estreou-se na I Liga em 1984/85, época em que foi 16.º e último, acabando despromovido, e voltou em 2020/21, somando um 14.º posto e um 11.º, para agora regressar ao segundo escalão".

Texto de Sportinforma / Lusa  22 mai 2024