
Presidente da Câmara de Vizela felicita António José Seguro: Ganhou o presidente que Portugal precisa.


Ontem, diante duma equipa com a qual tinha perdido na primeira volta por 1-2 (na era espanhola de Rubén de la Barrera), os jogadores vizelenses demonstraram garra e rubricaram, na etapa complementar, os melhores 45 minutos da época acabando o resultado (2-4) por se manifestar escasso ante um adversário nitidamente derrotado por k.o. no segundo assalto e que poderia até ser atingido por meia dúzia de golos numa partida em que os atletas de Fábio Pereira arregaçaram mangas debelando dois empates decorrentes no jogo ( o 1-1 e o 2-2) para um final épico de 2-4. É apenas um degrau na escada da subida mas que deixa os vizelenses de olhos postos no cimo contrariamente a um passado recente em que os olhos estavam virados para baixo onde ficam as botas dos pitons sem cordões e almofadadas que vieram substituir as pesadas chuteiras de travessas.
Como tudo na vida, o Vizela deve continuar a manter nas jornadas que faltam disputar a humildade de jogo (ser presunçoso e arrogante é para pessoas sem categoria alguma) pois só assim poderá entrar no reino dos céus dos grandes onde habitam os maiores clubes do futebol português.
Segue se a visita do Leixões (domingo, 11h00, à hora da missa) e, certamente, o Estádio do FCV, vai registar uma grande moldura humana de apoiantes vizelenses. Assim se espera para levar a nau (ou traineira) a bom porto.
As três épocas em que o FCV participou no principal campeonato português incutiu nos vizelense a ideia legítima de que essa é a prova que a Terra, a Futebol Clube de Vizela-Futebol SAD e o clube (cuja Direção liderada por Eduardo Guimarães termina mandato em Dezembro próximo), merecem e pela qual devem continuar a sonhar e a aspirar sendo presentemente hoje esse sonho mais palpável.
Foi essa tenacidade e exigência de luta que o Povo de Vizela impôs a si próprio e o levou a conquistar, perante poderosos adversários e debaixo de pedradas, balas de borracha, aldrabices, jogos cobardes de bastidores e gás lacrimogéneo, um concelho na rua cuja vitória foi efusivamente festejada a 19 de Março de 1998 e da qual o FC Vizela foi um dos premiados.
Força Vizela. A I Liga é já ali.
👉DIGITAL DE VIZELA
- Foto Torreense.
Os 30 anos não são uma idade para se morrer (Cristo morreu aos 33) mas sim um tempo para se alicerçar projetos, alavancar sonhos e concretizar aventuras.
Diogo era jovem, dizem muitos comentários das redes sociais que "era um rapaz bonito", pertencia a uma humilde e amada família de Santa Eulália de Vizela, já não tinha pai mas vivia sob o véu exuberante da sua preciosa mãe...aquela que teve o mais terrível choque de que pode ser acometido uma mãe: encontrar sem vida o seu filho.
Amigos, muitos amigos recorreram às redes sociais para prestarem a sua última homenagem ao "bom Amigo Diogo" que ninguém queria ver partir na pujança da idade com tanta vida para viver e ser vivida e hoje, esses amigos desfalcados, acham tudo tão efémero, tão volátil e tão frágil e injusto - mesmo que não entendam o âmago do ser e sentir de quem recusa pedir ajuda para o turbilhão que esbarra a sua mente e a leva ao precipício.
O Hotel Bienestar Termas Vizela, onde Diogo foi rececionista até 2023, não esqueceu, em nome de toda a equipa hoteleira, de lhe prestar publicamente uma singela homenagem que pode ler em baixo.
A morte é sempre injusta e cruel, todavia há casos em que ela não pode ser mais fria, distante e francamente dolorosa como esta e outra que abordamos.
Como escreveu alguém: "Que Deus na Sua infinita misericórdia Seja amparo daqueles que sofrem...e não mereciam, em tempo algum, passar esta dolorosa treva ". DDV
E o mês de todas as despreocupações inicia-se com uma realidade que não pode ser ignorada ou alvo de interregno nas preocupações de quem vive neste planeta e o quer cheio de vida: a humanidade esgotou o “saldo” de recursos naturais da Terra. Significa isto que estamos já a utilizar os recursos que deveriam começar a ser utilizados apenas no virar do ano, em janeiro de 2025. De acordo com a Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, organização não governamental de ambiente, o Dia da Sobrecarga do Planeta é calculado dividindo a biocapacidade do planeta –isto é, a quantidade de recursos naturais que a Terra consegue gerar num ano – pela pegada ecológica da humanidade, o uso de recursos que esta faz durante um ano. E nos dias de hoje, em que a procura por recursos naturais ultrapassa a capacidade de o planeta os regenerar, estamos a viver a “crédito”.
Esta realidade leva-nos a uma reflexão sobre a sustentabilidade do Planeta, uma vez que a utilização excessiva de recursos compromete a vida dos oceanos, leva à desflorestação, à erosão dos solos, à perda de biodiversidade e ao aumento do dióxido de carbono na atmosfera, responsável pelo aquecimento global, que por sua vez provoca fenómenos meteorológicos extremos e aumento da insegurança alimentar.
Ora, está visto que não podemos dar férias à preocupação - à forma como cada um de nós, individualmente - pode contribuir para um melhor cuidado e sustentabilidade da Terra que habitamos.
É sob esta perspetiva que se torna pertinente abordar a preocupação com a eliminação de medicamentos fora de uso e de prazo. Mesmo em férias, é fundamental que se entreguem os medicamentos fora de uso e prazo num dos 3.247 pontos de recolha, disponíveis nas farmácias e parafarmácias de todo o país. Este é um hábito e um procedimento que devemos adotar como rotina e que deve fazer parte dos nossos dias, em férias ou fora delas. Convém relembrar que medicamentos fora de uso e de prazo colocados no lixo ou despejados nos esgotos domésticos geram contaminação nos solos e nas águas, o que prejudica o ambiente e o futuro do planeta. Por outro lado, conservar em casa os medicamentos que já não são necessários ou ultrapassaram o prazo pode constituir um risco: ou por serem novamente utilizados (automedicação) ou por poderem causar acidentes domésticos (atingindo principalmente as crianças), pelo que a entrega destes resíduos nos pontos de recolha adequados, é também uma medida de proteção da saúde pública.
Para este mês de agosto, deixo-vos um conselho para a época balnear: seja o frasco do xarope para a tosse, as cartonagens e os blisters, contendo ou não restos de medicação, os acessórios de administração como colheres ou copos medida, entregue-os na farmácia ou parafarmácia do local onde está a passar os seus dias de férias. Descanse o corpo e a mente, mas não dê descanso à sustentabilidade e às medidas que protegem os nossos recursos naturais.
À semelhança do quase provérbio português ‘há mar e mar, há ir e voltar’, também há férias e descanso, mas um Planeta para cuidar!
Dr. Luís Figueiredo
Diretor-geral da VALORMED