A Unidade Local de Saúde de Braga já tem em funcionamento a primeira sala de bloco operatório híbrida do norte do país, um espaço que combina as características de uma sala cirúrgica convencional com equipamentos avançados de imagiologia médica. A nova valência permite à instituição realizar procedimentos cirúrgicos de maior complexidade, reforçando a resposta assistencial da região.
A nova sala está equipada com uma mesa operatória compatível com sistemas de imagem, um angiógrafo de última geração para obtenção de imagens avançadas em tempo real, um sistema de monitorização avançada, sistemas para cirurgia convencional e procedimentos invasivos, e pendentes técnicos que permitem organizar o espaço sem a habitual dispersão de carrinhos e cabos elétricos. A sala dispõe ainda de um sistema de fluxo de ar laminar, concebido para assegurar condições de elevada limpeza do ar na zona cirúrgica.
A área está classificada como ISO 5, de acordo com a classificação internacional de salas limpas, baseada na concentração de partículas no ar. Esta classificação corresponde a um elevado nível de controlo da qualidade do ambiente e contribui para a redução da carga particulada na zona de intervenção, reforçando as condições de segurança e de controlo de infeção associadas à atividade cirúrgica. É de referir, ainda, o cumprimento dos mais altos padrões de segurança elétrica na sala, atendendo à elevada complexidade dos procedimentos que serão realizados, salvaguardando-se, também, desta forma, a segurança do doente.
“A grande vantagem desta sala é reunir, no mesmo espaço, todas as condições e funcionalidades de uma sala de bloco operatório convencional, com a capacidade de realizar imagiologia avançada durante o próprio procedimento. Esta integração permite às equipas acompanhar, em tempo real, o que está a acontecer, dispondo de informação imediata para orientar a intervenção, confirmar os resultados obtidos e, sempre que necessário, ajustar a estratégia no próprio momento. Para além de tornar o processo mais integrado e eficiente, esta tecnologia permite abordar procedimentos de maior complexidade com maior precisão e flexibilidade e, em determinados casos, optar por técnicas menos invasivas. É esta conjugação entre a capacidade cirúrgica e a imagiologia avançada, num único espaço, que torna a sala híbrida uma evolução importante face ao modelo convencional”, refere Diogo Rocha, Diretor do Serviço de Manutenção da ULS Braga.
O investimento nesta nova sala ronda os 2,4 milhões de euros, distribuído entre o valor da obra e o dos equipamentos. A sala híbrida tem uma área útil de aproximadamente 58 m2.
“Esta nova sala híbrida representa mais um passo no reforço tecnológico que a ULS Braga tem vindo a imprimir nos últimos meses, com impacto direto na melhoria dos cuidados prestados à população. É também um investimento que reflete a aposta contínua na diferenciação clínica da instituição. A partir de hoje, o norte do país fica um pouco mais capaz de garantir aos utentes do Serviço Nacional de Saúde uma resposta mais completa, segura e eficaz”, afirma Américo Afonso, Presidente do Conselho de Administração da ULS Braga.












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