A Juventude Social Democrata de Vizela enviou às redações a seguinte nota:
"JSD Vizela questiona legitimidade do OPJ e denuncia "silêncio seletivo" da Câmara Municipal sobre a anulação da vontade dos jovens.
A JSD Vizela procedeu este fim de semana à colocação de tarjas no concelho, questionando diretamente o Executivo Municipal sobre a gestão do Orçamento Participativo Jovem (OPJ). Com a pergunta “Porque é que NÃO FOI REALIZADA uma NOVA ELEIÇÃO para o OPJ?”, a estrutura juvenil social-democrata denuncia o que considera ser um atropelo à democracia participativa e à vontade expressa pelos jovens vizelenses.
Esta iniciativa surge após várias tentativas frustradas de obter um esclarecimento honesto. No passado dia 19 de janeiro, a JSD Vizela enviou um e-mail formal ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vizela. Embora tenha havido uma resposta por parte do Executivo, a questão fulcral sobre a não realização de um novo ato eleitoral foi totalmente ignorada. O mesmo cenário repetiu-se na última Assembleia Municipal, onde a pergunta foi novamente colocada sem que o desfecho fosse diferente: a ausência de uma explicação que justifique a decisão unilateral da autarquia.
Em causa está o desfecho da edição de 2025 do OPJ, cujo projeto mais votado — a implementação de um sistema de trotinetes elétricas (“Vizela Elétrica”) — foi descartado pela Câmara Municipal de Vizela. Apesar de a proposta ter sido validada tecnicamente e admitida a votação, o Executivo Municipal assumiu recentemente em Assembleia Municipal a decisão de não implementar o projeto vencedor, invocando motivos de segurança, e avançando para o projeto classificado em segundo lugar.
Para a JSD Vizela, esta postura levanta sérias dúvidas sobre a credibilidade do mecanismo:
• Desrespeito pelo Voto: Se o projeto vencedor foi anulado por decisão política após a votação, a JSD entende que a única solução justa seria a convocação de uma nova eleição, em vez da escolha arbitrária do projeto seguinte.
• Falta de Transparência: O processo foi marcado por um longo silêncio, sem que o vencedor fosse anunciado nos prazos previstos, o que defraudou as expectativas dos participantes e proponentes.
• Afastamento dos Jovens: Tratar o OPJ como um exercício onde a vontade popular pode ser revogada unilateralmente contribui para o descrédito das instituições e afasta as novas gerações da participação cívica.
“Não basta anunciar orçamentos recorde se, no momento da verdade, a voz dos jovens é ignorada por conveniência política”, afirma João Martins, Presidente da JSD Vizela. A estrutura exige esclarecimentos públicos sobre os critérios que impediram a realização de um novo sufrágio e reitera que a participação jovem não pode ser um mero acessório de comunicação da autarquia.
Vizela, 22 de fevereiro de 2026.
A Comissão Política da JSD Vizela







































